4 TARIFFER FOR KONTAKTLEDNINGSTAP
4.4 FORHOLD VED KONTAKTLEDNINGSTAP KAN REGULERES GJENNOM TARIFFER
4.4.4 Trafikk generelt
Essa categoria aborda como as relações sociais estabelecidas durante a formação no mestrado profissional permitiram a vivência de experiências na dimensão social a partir
das relações construídas socialmente no ambiente. A vivência de experiências sociais nessa dimensão leva o indivíduo à reflexão de que toda ação praticada ou sofrida, experienciada, modifica tanto quem a pratica quanto quem a sofre, ao mesmo tempo em que modifica a forma como se vivenciará as experiências subsequentes, uma vez que transforma o indivíduo por meio das experiências anteriores (DEWEY, 2011).
O pensamento reflexivo sobre suas reações a diferentes situações vividas por outros sujeitos, a construção de um aprendizado de forma colaborativa em sala e as experiências trazidas no contato com profissionais de outras áreas para o ambiente contribuem com a percepção destes gestores sobre suas ações, atitudes e comportamentos, seja na área de atuação ou até mesmo numa reflexão pessoal. Tal visão que pode ser evidenciada nas falas dos entrevistados que seguem:
[...] eu ficava muito “se fulano de tal estivesse na minha equipe de trabalho, como eu lidaria com isso?” (E2).
Aprendi com alguns dos meus colegas a importância do apoio e da colaboração do grupo de amigos mais próximos da sala (E11).
No contato com os colegas, eu aprendi muito como pesquisar, coisa que eu não aprendi no programa (E3).
O MPGOA pra mim ajudou a ter uma visão mais da pessoa, da efetividade de ver outros rumos, e não ver só a parte técnica, embora assim eu já procurasse não ver só a parte técnica (E7).
As experiências humanas fornecem o material e a direção para nossas experiências atuais. Uma vez que a vida não é mais do que uma tecelagem de experiências vividas e causadas em uma linha contínua de aprendizagens em que vida, experiência e aprendizagem são indissociáveis, vivemos, experimentamos e aprendemos constantemente durante toda a nossa existência (DEWEY, 1973). O conhecimento origina-se de um aprendizado reflexivo a partir das experiências de outros ao seu redor.
A visão de que as experiências trazidas por outros sujeitos no contexto educacional transcendem o conhecimento teórico em sala de aula é possível a partir do compartilhamento de saberes e informações relevantes no complemento de suas formações. Ainda, direciona a percepção de que as experiências compartilhadas enriquecem o aprendizado socialmente construído entre os aprendizes, ao possibilitar a troca de experiências a respeito de assuntos relacionados ao contexto de trabalho, à vida pessoal e até mesmo ao conhecimento e aprendizado desenvolvidos no decorrer do curso. Essa percepção fica evidente nos relatos a seguir:
Os conhecimentos passados no curso pelos colegas, pelos docentes, mudam a gente, enriquecem como gestor e como educador (E9).
Trocávamos experiências, por exemplo, quando eu ficava com dúvida, aí eu passava meu texto para uma amiga para ela ler e ela passava o dela para eu ler. Trocávamos também experiência com relação à construção da dissertação, quanto à metodologia. Quando íamos almoçar, trocávamos experiências sobre o MPGOA, sobre a vida pessoal, sobre coisas do trabalho (E7).
As relações humanas estabelecidas durante a formação profissional no mestrado criam experiências de aprendizagem que agregam na formação atitudes, ações e percepções a respeito do contexto profissional e, consequentemente, em como o aprendizado se constrói acerca de si e das relações com os outros. Nada se ensina nem se aprende se não por meio de uma compreensão comum do eu e do outro (DEWEY, 1973). As falas dos entrevistados a seguir remetem à experiência trazida pelo MP para a compreensão do eu e de como esse conhecimento colabora para a formação de um profissional mais aberto a novas experiências, a mudanças, flexível e de mente mais aberta na execução de suas atividades no campo profissional.
Excelente! Aprendi muito com o programa e com os colegas. Eram colegas de níveis e formações diversificadas, mas todos ajudaram com grandes contribuições (E1).
O que mudou foi a questão da abertura, de entender um pouco da aprendizagem. eu posso lhe dizer que eu me tornei um profissional mais aberto com o mestrado profissional, aberto a anovas experiências, aberto a mudanças, transformações no ambiente de trabalho. Isso me ajudou bastante a entender o processo de aprendizagem, que é um processo de mudança, de ser flexível, que deve estar inerente a um profissional. O mestrado me ajudou nesse sentido de abrir mais a mente com a relação à minha atividade profissional (E4).
As experiências que envolvem o emocional dos sujeitos encaminham os indivíduos a um universo de inseguranças, anseios e angústias acerca das situações que estão a vivenciar, as quais muitas vezes podem ser desencadeadas pelo próprio ambiente ou pelas ações de outros indivíduos presentes no contexto. As falas que seguem expressão como o emocional dos sujeitos entrevistados sofreu influência tanto do ambiente, originada por meio da insegurança de não saber se estavam no caminho certo ou não, quanto pela relação com o outro, ao defrontarem-se com uma instabilidade e uma dose de insegurança ocasionada pela mudança no interesse de pesquisa.
Insegurança eu tive do início ao fim, até ao defender. Eu tive, não vou mentir, porque a gente não sabe se está indo no caminho certo [...] (E6).
O projeto inicial que tinha apresentado eu tive que alterar ele todinho e para mim isso foi uma mudança grande porque eu não esperava ter que mudar isso, foi assim um momento de instabilidade que tive lidar e isso me trouxe um pouco de insegurança de tudo (E4).
A compreensão das experiências sentidas no campo emocional permite que os sujeitos direcionem seu aprendizado de forma prazerosa e positiva, ao transcender as limitações que tais emoções podem causar ou simplesmente transformá-las uma experiências negativas e restritivas que funcionem como um entrave durante a aprendizagem. Para Santos (2000), a capacidade de reconhecer as próprias emoções permite o monitoramento dos impulsos e ações no momento em que estas sobrevêm, tornando possível controlar seu impacto emocional durante o aprendizado. Essa percepção fica evidente no relato do entrevistado:
As emoções, elas só dificultariam se você tivesse atitude, se tivesse o foco em dificultar. Então, se pegássemos apenas os aspectos negativos e obstáculos daquilo, e morresse naqueles obstáculos, ou seja, a partir do momento que você abre seu campo perceptível você começa a verificar possibilidades de solução, né? (E2).
As experiências construídas pelos indivíduos a partir de suas relações afetivas, sociais e profissionais têm o poder de transformar os sujeitos, sua maneira de ver o mundo, de se relacionar socialmente, profissionalmente e, principalmente, de reconstruir sua maneira de aprender. Assim, conforme Dewey (1973), o aprender é resultante das interações entre as experiências do indivíduo com o seu ambiente.
A aprendizagem a partir das experiências deve ser vista como algo que leve os indivíduos para além da aquisição e replicação de conhecimentos que remetam àquela experiência vivida, mas deve direcioná-los a uma reflexividade numa perspectiva livre de como aprender socialmente a partir do ambiente. O discurso do entrevistado E6 relata como a experiência de aprender socialmente por meio dos relacionamentos construídos com os colegas no ambiente proporciona uma sensação de liberdade, de estar à vontade. Uma experiência oportunizada pela convivência em coletividade no ambiente do MP.
[...] então, vim para a sala de aula, ficar com o colega construindo aquilo ali de uma forma livre. Pra mim particularmente foi uma experiência que me deixou muito à vontade pra aprender, um espaço de liberdade (E6).
As relações sociais caracterizadas pelo convívio social, mesmo em seus mais modestos aspectos, configuram-se como em uma constante mudança, transformação e
reformulação das próprias experiências. O meio social, pelos seus estímulos, provoca e dirige nossas atividades por meio da vivência de diferentes contextos, situações e formas de relacionamentos que promovem ou impedem, estimulam ou inibem essas atividades. Tais condições determinam a direção do processo educativo por meio das relações vividas entre a experiência, indivíduo e o seu ambiente.
O tópico a seguir traz algumas reflexões acerca da dimensão social descrita por meio dos relatos dos entrevistados egressos do MPGOA e suas implicações durante seu processo formativo.