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Utviklinl av MATAUK til en tilbudsmodell

hvor X m h er markedsvarer brukt som innsats i hjemmeproduksjon

7. SKISSE AV EN ARBEIDSMARKEDSMODELL

7.3. En skisse av en arbeidsmarkedsmodell

7.3.2. Utviklinl av MATAUK til en tilbudsmodell

O vocábulo  (martys) aparece 05 vezes no Livro do Apocalipse97, o único que

92 Cf. VELA, Antonio Llamas. Testimonio. In RAMOS, Felipe Fernández (Dir.). DMJ. Editorial Monte

Carmelo: Espanha, 2004. p. 949.

93 Cf. WOSCHITZ, Karl M. Testemunho. In BAUER, Johannes B. DBT. Tradução de Fredericus Antonius

Stein; Supervisão de Johan Konings. São Paulo: Edições Loyola, 2000. p. 428.

94 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. pp. 1348-1349.

95 Cf. BEUTLER, Johannes.  In BALZ, Horst et SCHNEIDER, Gerhard. DENT. Traducido por

Constantino Ruiz-Guarrido. Salamanca: Ediciones Sigueme, 1998. p. 176.

96 Cf. BIBLEWORKS for Windows. Version 7.0.012g. 2006. 97 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1313.

apresenta esse termo entre os Escritos Joaninos. Dentre os versículos em que esse termo é utilizado, há uma única ocasião em que no Apocalipse, Jesus é chamado especificamente de  (ho martys, ho pistos), “a testemunha fiel” (cf. Ap 1,5); é um uso

significativo da Tradição Joanina para o estudo deste termo. Essa passagem e Ap 3,14, onde se faz uma referência indireta a Jesus quando se diz que o “Amém” (citado como uma pessoa) é também a “testemunha fiel”98, são as duas vezes em que o termo é utilizado para denominar Cristo99.

No livro do Apocalipse se esboçam as primeiras raízes do conceito de martírio com seu entendimento posterior em Ap 11,3: são apresentadas duas testemunhas vestidas

de saco que profetizarão por mil duzentos e sessenta dias e, enquanto estão em sua missão parecem ser invencíveis, mas, ao término dela, a besta vai atacá-las, vencê-las

e matá-las (cf. Ap 11,3-7)100.

Filippinni aponta que, nesse episódio do Apocalipse, nas duas testemunhas está representada toda a Igreja que deve ser um povo de testemunhas de Jesus Cristo que fala e julga, chama à conversão e salva. Esse povo deve trazer as características dos profetas do Antigo Testamento, assumindo a mesma capacidade e autoridade deles. Os profetas do Antigo Testamento são os intermediários inspirados da Palavra de Deus e, como testemunhas de Jesus, são porta-vozes de Sua revelação, colocada na boca dos profetas cristãos pelo Espírito. Assim, toda a existência das testemunhas deve gerar uma compreensão sobre a sua morte e sobre a sua exaltação, tornando-se uma profecia, um testemunho de Jesus: o Evangelho eterno, juízo e salvação de Deus101.

Nessa mesma linha se encontra a frase de Ap 17,6 em que se apresenta uma mulher

98 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT.

2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2512.

99 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1331.

100 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. p. 2512.

101 Cf. FILIPPINI, Roberto. “La Testemonianza di Gesù è lo Spirito dela Profezia” (Ap 19,10): Profezia come

embriagada com o “sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. O termo “testemunha” (mártir) não deve ser entendido ainda como o conceito de mártir que se desenvolverá posteriormente, porque junto com aqueles que recebem esse nome estão os santos que foram mortos e que seriam mártires também102, no sentido que se estabelecerá nas Comunidades Cristãs Primitivas.

Coenen afirma que, nesses casos, o que fica em primeiro plano é o fato de as pessoas aparecerem como testemunhas fidedignas de Jesus, e não tanto a morte delas. Assim, não se pode citar a morte como característica das testemunhas, especialmente porque os santos em Ap 17,6 são mencionados juntamente com as testemunhas, como tendo sido executados de modo semelhante por causa de sua fé103.

Há também a figura de Antipas, em Ap 2,13, que é reconhecido como testemunha não porque foi morto, mas foi morto porque era testemunha, e testemunha no sentido de quem proclama o Evangelho; ele também é chamado de “fiel” porque, mesmo em perigo de morte, não deixou de dar o seu testemunho104.

Essa consideração é importante para entender o que significa o termo “testemunha” no Apocalipse. Ao lado dos cristãos mortos por causa de sua fé, vêm denominados aqueles que foram mortos por causa de seu testemunho missionário. Assim, não é testemunha aquele que morre por causa de sua fé, mas aquele que trabalhou pela evangelização em uma qualidade de testemunho que chamou outros para a fé105.

Testemunha é, então, aquele que atesta, pelo anúncio, a verdade do Evangelho, e não somente aquele que faz isso pode ser chamado de testemunha, mas o termo é reservado a quem foi colocado sob uma grande prova, a ponto de, por seu testemunho, ter de enfrentar a

102 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1332.

103 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT. 2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2512.

104 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1331. 105 Cf. STRATHMANN, Hermann. . p. 1332.

morte. Essa é a “testemunha fiel” e só essa é, no sentido pleno, testemunha verdadeira. Nesse aspecto, o vocábulo no livro do Apocalipse corresponde ao sentido utilizado por Lucas em At 22,20 durante o apedrejamento de Estêvão106.

Assim se pode compreender facilmente porque Jesus é denominado a “testemunha

fiel” em Ap 1,5 e 3,14. A expressão recorda o Sl 88,38: “Será estabelecido para sempre como a lua e como uma testemunha fiel no céu”, utilizada pelo próprio Deus no Apocalipse

para se referir ao Messias107.

Esse sentido vem citado anteriormente em Ap 1,1-2, uma revelação de Jesus Cristo que é transmitida somente àqueles escolhidos por Deus. Assim é chamado de testemunha aquele que assume esse compromisso com plena disponibilidade. Isso é ressaltado na saudação introdutória (cf. Ap 1,5) e se repete no início da última mensagem (cf. Ap 3,15) para que se compreenda toda a seriedade do aviso108.

Ainda não se esgota o significado do texto. Jesus Cristo não é chamado testemunha fiel e verdadeira somente no contexto do Apocalipse, mas num sentido geral: “Eu nasci para isto e vim ao mundo para dar testemunho da verdade” (cf. Jo 18,37). E, morrendo, deu a prova de fidelidade máxima a essa vocação. Examinando o título dado a Jesus, pode-se entender porque o testemunha Antipas é chamado de “fiel”. Pode-se dizer que o Crucificado é o protótipo do testemunho cristão109.

O verbo  (martyreō) aparece 04 vezes no Livro do Apocalipse110. É utilizado como uma atestação de um fato por parte de uma pessoa. Em Ap 22,18 o autor do livro testemunha que, se alguém acrescentar algo às palavras desse livro, as pragas descritas nele cairão sobre tal pessoa111.

106 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1333.

107 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1333. 108 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1333. 109 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1334.

110 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT. 2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2507.

Ainda no Apocalipse, esse conceito aparece 04 vezes ligado ao conteúdo desse livro e

àqueles que recebem a mensagem que nele se encontra. Isso é dito pelo próprio Jesus (cf. Ap 22,20) ou pelo seu autor (cf. Ap 1,2; 22,16) e, em especial, quando o autor convida

para que se escutem as palavras proféticas desse livro e exorta para que elas não sejam alteradas (cf. Ap 22,18)112.

Retomando o sentido do Evangelho de João, o vocábulo  (martyria)

aparece 09 vezes no Apocalipse113, sendo identificado como o testemunho em si mesmo, aquilo que alguém faz quando presta um depoimento sobre algo, como no caso

dos dois profetas que exercerão sua função até que chegue o tempo de cessar o seu testemunho (cf. Ap 11,7)114.

No livro do Apocalipse aparece a expressão “ter o testemunho”, como em Ap 12,17, em que o autor escreve que o dragão foi fazer guerra com os que guardam os mandamentos e que têm o testemunho de Cristo; e em Ap 19,10, quando o autor diz cair aos pés do anjo e este confessa que é apenas um servidor de Deus do mesmo modo que os homens que têm o testemunho de Jesus115.

Mas o que caracteriza o uso desse termo no livro do Apocalipse é a expressão “o testemunho de Jesus”, que aparece em Ap 1,2, em que o autor afirma que testemunha tudo

o que viu e guarda o testemunho de Jesus, e ainda quando diz que está na ilha de Patmos por causa do testemunho de Jesus (cf. Ap 1,9); em Ap 6,9, quando o Cordeiro abre o quinto selo e debaixo do altar estão aqueles que foram fiéis ao seu testemunho; e em Ap 20,4 quando, diante do trono, o autor vê aqueles que tinham sido decapitados por causa do testemunho de Cristo; e também nos textos já mencionados acima (cf. Ap 12,17; 19,10)116.

112 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1344.

113 Cf. STRATHMANN, Hermann. p. 1313.

114 Cf. VELA, Antonio Llamas. Testimonio. In RAMOS, Felipe Fernández (Dir.). DMJ. Editorial Monte

Carmelo: Espanha, 2004. p. 949.

115 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1349. 116 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1349.

Somente duas vezes nesse livro aparece o termo relacionado ao testemunho de um homem: em Ap 11,7 onde se fala que após darem o seu testemunho, os dois profetas serão perseguidos pela besta; e em Ap 12,11, onde apresente que alguns homens vencerão pelo testemunho que deram da Palavra117.

O testemunho de Jesus,  (martyria), é apresentado no livro do Apocalipse como a revelação da relevância de Jesus, comunicada e aceita pela fé, e este é entendido, segundo Coenen, como algo idêntico a  (logon tou theou), “Palavra de Deus” (cf. Ap 1,2;9). E em Ap 12,11 ambas também são usadas juntas e ligadas entre si118.

Cabe ressaltar que o testemunho de Jesus está relacionado com o testemunho da Palavra de Deus e com o cumprimento de seus mandamentos, porém isso não quer dizer que

um se relaciona com o Antigo Testamento e outro com a mensagem cristã, mas trata-se de uma indicação da revelação cristã como um todo, pois Palavra de Deus e testemunho de Jesus são inseparáveis119.

Segundo Coenen, o testemunho é qualificado como o “Espírito da profecia”, que poderia significar aquilo que foi revelado aqui a respeito do futuro. O pensamento é que ao ser tocada pelo testemunho de Jesus, a pessoa se coloca no serviço de testemunha, obrigando-se a passar adiante o testemunho. Nisso se entende que é revelado aos homens um poder que está ligado inseparavelmente ao testemunho, por meio do qual Deus não dá aos homens meramente um conhecimento intelectual, mas também leva-os a agir. O testemunho permite que a pessoa compartilhe do caminho, mas também do sofrimento e da perseguição de Cristo, conforme aponta Ap 6,9, que fala dos que foram mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho que eles deram de Jesus. Isso também é percebido em Ap 12,17 onde, após o fracasso da perseguição do dragão ao menino, o monstro se volta para a mulher e para aqueles

117 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1347.

118 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT. 2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2511.

que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus120.

Em Ap 12,11 é lhes prometida a vitória pelo sangue do Cordeiro, pois o testemunho atrai pessoas que são arrebatadas por ele para dentro da vida de Cristo e, como consequência disso, não se apegam nem mais a suas próprias vidas121.

Essa dualidade do testemunho é usada em Ap 1,2 para especificar que a Revelação de Deus é realizada por Jesus Cristo e que depois será manifestada por meio do seu testemunho ao autor. Nesse sentido se deve entender também a passagem de Ap 19,10, em que o anjo da Revelação fala ao autor e em seguida anuncia que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. Unido a isso, em Ap 22,9 se deduz que os irmãos a quem o texto se refere não são somente os crentes, mas especificamente os profetas, e estes são os autores do Apocalipse, sendo o próprio autor um profeta que recebe a mensagem do anjo e está simplesmente a serviço dela e a guarda. E por isso o testemunho de Jesus é dado pelos homens, não somente como cristãos, mas na qualidade de profetas de Cristo, cabendo a eles não só acolher essa revelação, mas propagá-la como fez o autor, testemunhando o testemunho de Jesus122.

Ao mesmo tempo, o testemunho de Jesus não é apenas uma revelação particular dada a um profeta, mas a revelação cristã em geral, e é para evitar a difusão ainda maior dessa revelação que João está exilado na ilha de Patmos (cf. Ap 1,9). Também por causa desse testemunho é que os mártires foram mortos (cf. Ap 6,9), decapitados (cf. Ap 20,4), perseguidos pelo dragão (cf. Ap 12,7). E não somente os que são cristãos, mas todos os que perderam a vida por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Também se distinguem entre os irmãos, que são os cristãos, e os que estão a serviço de Deus; por fim

se apresentam aqueles que foram decapitados porque não adoraram a besta, nem traziam sobre si a sua marca123.

120 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT. 2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2511.

121 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. p. 2512.

122 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. pp. 1350-1351.

Ainda nesse vocábulo se pode considerar o que foi dito no Evangelho de João a respeito do testemunho de Jesus e que pode ser entendido da mesma forma no Apocalipse, isto é, como o anúncio da mensagem cristã da salvação. O que amplia esse entendimento é que esse testemunho será autenticado pela morte. No caso de Antipas, recebe o título de “testemunha fiel” por causa da experiência de perseguição em que a Igreja estava inserida; agora ressalta aquele que se apresenta com serenidade diante do testemunho que lhe pede a vida, o que já é um início da noção que se desenvolverá até o que se entenderá por mártires nos anos que se seguirão. Isso é apresentado quando os dois profetas testemunham pela sua palavra, mas também sugerindo o testemunho dado por suas mortes (cf. Ap 11,17); e quando apresenta os que não se apegaram a suas vidas e deram testemunho da Palavra mesmo diante da morte (cf. Ap 12,11)124.

Depois da vitória de Miguel e dos seus anjos sobre o dragão, ressoa no céu um canto de triunfo, pois o acusador foi vencido pelo sangue do Cordeiro e da Palavra do seu testemunho, isto é, a Palavra que testemunharam quando doou Sua vida. Strathmann ressalta que a palavra “testemunho” no Apocalipse não ressalta o testemunho de sangue, mas a profissão de fé realizada na missão; porém também esta chega à sua plenitude quando culmina no sacrifício da vida. O entendimento dos Escritos Joaninos aqui descritos ajudarão no desenvolvimento do sentido de mártir na Igreja Primitiva125, mesmo que ainda não se possa aplicar ao uso martiriológico desse termo126.

Por fim, o vocábulo  (martyrion) aparece 01 vez no Apocalipse127, quando em Ap 15,5 o autor diz que olha e vê a Tenda do Testemunho aberta no céu. Essa expressão já foi anteriormente citada no capítulo que tratou do Antigo Testamento e que aqui é retomado neste livro.

124 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. pp. 1353-1354.

125 Cf. STRATHMANN, Hermann. pp. 1354-1355.

126 Cf. BEUTLER, Johannes.  In BALZ, Horst et SCHNEIDER, Gerhard. DENT. Traducido por

Constantino Ruiz-Guarrido. Salamanca: Ediciones Sigueme, 1998. p. 178.

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