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Innledning og presentasjon av en skisse av modellen

hvor X m h er markedsvarer brukt som innsats i hjemmeproduksjon

7. SKISSE AV EN ARBEIDSMARKEDSMODELL

7.3. En skisse av en arbeidsmarkedsmodell

7.3.1. Innledning og presentasjon av en skisse av modellen

À semelhança do Evangelho de João o substantivo (martys) não aparece nas Cartas de João75.

O vocábulo  (martyreō) aparece cerca de 10 vezes na Primeira e na Terceira Carta de João76, com o duplo entendimento: atestar que determinada pessoa tem uma boa reputação e dar um bom testemunho sobre alguém77, sendo usado para ressaltar a conduta digna de louvor dentro do âmbito da fé, da verdade e da caridade que alguns homens realizam na comunidade78. Ele é encontrado em 3Jo 1,3.6.12 onde primeiramente o autor se alegra por ter recebido um bom testemunho a respeito de Gaio, a quem se destina a Carta; em seguida, fala que a Igreja dá testemunho de seu amor; e por fim, quando fala que os irmãos e o autor dão testemunhos bons sobre Demétrio79.

O testemunho sobre Jesus trabalhado no Evangelho de João retorna também nas Cartas de João, quando o autor aponta para a figura de Jesus na Sua Pessoa e no seu Mistério, desenvolvendo em muitos lugares esse entendimento específico de um testemunho relacionado a Jesus80. Em 1Jo 1,2 o autor anuncia que a vida foi manifestada aos homens em Jesus, diz que viu isso e assim dá testemunho do que vivenciou. De modo semelhante, isso é apresentado também quando o autor diz que viu e, por isso, dá testemunho que o Pai enviou

74 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1313.

75 Cf. BIBLEWORKS for Windows. Version 7.0.012g. 2006. 76 Cf. STRATHMANN, Hermann. p. 1313.

77 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1337.

78 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT.

2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2510.

79 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1337.

seu Filho como Salvador do mundo (cf. 1Jo 4,14)81, à semelhança do que é apresentado sobre o testemunho dos apóstolos no Novo Testamento.

Ainda nesse entendimento, o autor da Carta deixa claro que aquele que não acredita em Jesus faz de Deus um mentiroso, porque não acredita no testemunho que Ele deu de Seu Filho (cf. 1Jo 5,10)82. Assim, o testemunho reservado aos discípulos é também uma profissão de fé.

O autor retoma Jo 15,26, ao expor que, quando Jesus não estiver mais sobre esta terra, o Espírito Santo continuará o testemunho de Jesus que veio na água e no sangue, esse é o testemunho do Espírito (cf. 1Jo 5,6)83, pois ele é o Espírito da verdade, ou simplesmente a verdade. Nesse texto, segundo Beutler, faz-se uma referência ao batismo e à morte de Jesus como acontecimentos Salvíficos que dão testemunho da missão de Jesus84. Brown, ainda comentando esse tríplice testemunho (cf. 1Jo 5,7), relata que o Espírito, presente no cristão pelo batismo, é a suprema testemunha de Jesus, objeto da fé dos que O aceitam, e, ao mesmo tempo, sublinha nesses versículos que a fonte deste Espírito é aberta quando Jesus é glorificado em Sua morte85.

Ainda com essa visão sobre o testemunho, Coenen ressalta que, para o autor, aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho (cf. 1Jo 5,10), e esse testemunho fica mais evidente na declaração do versículo seguinte, de que o testemunho do conhecimento e da

mensagem da fé é este: que Deus nos deu a vida eterna e esta está em Seu Filho (cf. 1Jo 5,11)86. Strathmann acrescenta que no Batismo e na Eucaristia se dá o testemunho do

Filho de Deus que é o doador da vida eterna (cf. 1Jo 5,5-11), e por isso nos sacramentos os

81 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1340.

82 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1341.

83 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT.

2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2511.

84 Cf. BEUTLER, Johannes.  In BALZ, Horst et SCHNEIDER, Gerhard. DENT. Traducido por

Constantino Ruiz-Guarrido. Salamanca: Ediciones Sigueme, 1998. p. 173.

85 Cf.BROWN, Raymond E. Evangelho de João e Epístolas. São Paulo: Edições Paulinas, 1975.p. 200. 86 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. p. 2511.

fiéis experimentam continuamente esta realidade87.

Em especial, este texto da Primeira Carta de João fala que três dão testemunho, e a água e o sangue não devem ser entendidos somente como o batismo e a morte de Jesus, mas como todos os sacramentos realizados na Comunidade. Trata-se do testemunho do Espírito que é realizado no interior do homem que crê. Porém retoma o contexto jurídico do testemunho quando apresenta que três dão testemunho (cf. Dt 17,6; 19,15), o Espírito unido ao sangue e à água, fazendo uma relação possível com o texto de Jo 19,34 e com os dois sacramentos a que eles se referem. Isso indica que este acontecimento é de fundamental importância para o autor e que não poderia ser deixado de lado em sua argumentação88.

Aqui também se tem o entendimento de que o testemunho se faz por alguma coisa que é experienciada, e essa experiência não passa pelos sentidos humanos, mas pelo arrebatamento da fé. O entendimento de “ver”, no grego, também é inserido aqui89.

Strathmann argumenta que o autor da Carta considera o testemunho também sob uma dimensão histórica, como alguém que fala como testemunha ocular do Jesus histórico e que traz semelhança com o sentido utilizado por Lucas, pois por meio dele se comprova a historicidade de um determinado acontecimento e, por isso, pode dar sua impressão sobre a glorificação de Jesus, que depois será revelada aos que creem, mesmo aos que não viram. Assim se constituirão sempre novas testemunhas que professam a fé em Jesus e anunciam publicamente o que Ele foi e o significado da salvação que Ele nos concedeu90.

Seguindo pelo estudo do conceito de testemunho, pode-se encontrar o vocábulo  (martyria) que aparece 07 vezes na Primeira e na Terceira Carta de João91. Este aparece nas Cartas de João também com o sentido religioso e cristão do Evangelho de João,

87 Cf. STRATHMANN, Hermann.  In KITTEL, Gerhard. GLNT. V. 6. Edizione Italiana Integrale.

Brescia (Italia): Paideia, 1970. p. 1342.

88 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1343.

89 Cf. COENEN, Lothar. Testemunha, Testemunho. In COENEN, Lothar et BROWN, Colin (Editores). DITNT.

2ª ed. V. 2. São Paulo: Edições Vida Nova, 2000. p. 2511.

90 Cf. STRATHMANN, Hermann. p. 1344. 91 Cf. STRATHMANN, Hermann.  p. 1313.

com exceção dos textos de 3Jo 1,12, onde o termo significa o testemunho de boa reputação cristã que é conferido a Demétrio, e de 1Jo 5,9, onde ele apresenta que normalmente aceitamos o testemunho dos homens, como já foi citado no texto de Deuteronômio, em que um homem dá testemunho a outros homens92.

Ainda com o entendimento citado, encontra-se o testemunho que Deus dá a respeito de Seu Filho, onde o autor da Carta acentua que o testemunho fundamental é este: que Deus deu a vida eterna e esta vida está no seu Filho (cf. 1Jo 5,11). Se a confiança entre os homens é possível, quanto mais é válida quando é Deus que se comunica e Seu testemunho se refere ao Seu Filho. Isso leva a concluir a realidade e a verdade dessa autocomunicação divina93.

Nesse contexto se entende que o testemunho de Deus é identificado com o testemunho do Espírito, fato que pode ser verificado quando, na sequência do texto sobre o testemunho da água, do sangue e do Espírito, se afirma que aquele que crê em Jesus tem o testemunho em si e quem não crê faz de Deus um mentiroso por não acreditar no testemunho que deu de Seu Filho (cf. 1Jo 5,10). Isso mostra que o testemunho do Espírito traz a certeza de que se pode crer no testemunho divino94. O termo utilizado pelo autor indica então uma ação verbal, ou seja, é necessário ao leitor “crer nesse testemunho”95.

Também o vocábulo  (martyrion), como no Evangelho de João, não aparece nas Cartas de João96.