Del III Utdypende gjennomgang
12.3 Utviklingen i de nordiske landene 100
Entende-se por terra sigillata sud-gálica toda a produção de terra sigillata oriunda do sul da Gália. Esta área produtora terá começado a laborar nos primeiros decénios do século I d.C., numa óptica de proximidade ao abastecimento do limes germânico, tendo atingido o pico de produção em meados da mesma centúria (Viegas, 2006 :29).
Em Segóvia, trata-se claramente da produção dominante em número de fragmentos e em diversidade de formas.
A análise dos fragmentos apenas permitiu identificar um fabrico de pasta rosada, com pequenos e.n.p., de cor branca, que correspondem a fragmentos de calcite integráveis nas produções de La Gaufesenque .
A maioria dos exemplares recuperados corresponde ao que se designa por formas lisas. Não obstante a ausência de enquadramento estratigráfico, a importação de terra sigillata sud-galica ocorre maioritariamente ao longo do século I d.C.
6.6.3.1. As formas Lisas
6.6.3.1.1.Ritt 8
A peça n.º2 corresponde a uma pequena taça hemisférica da forma Ritt 8. Trata-se de uma forma que deriva directamente de protótipos itálicos, tendo sido produzida entre 40 e 70 d.C. A forma inclui uma variante grande e uma variante pequena, que, contudo, não parece corresponder a uma evolução, pois ambas variantes apresentam a mesma cronologia de produção. O exemplar Segobrigence tem um diâmetro de 72 mm e integra a variante mais pequena deste tipo.
Esta forma tem uma difusão considerável de Norte a Sul do país, estando presente em alguns centro de consumo como Conímbriga (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 91-92),
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Santarém (Viegas , 2003: 105), Tróia (Fonseca, 2004: 427), Faro, Torre de Ares e Castro Marim (Viegas, 2010: 512). Contudo a sua expressão percentual nos conjuntos de terra sigillata sud-gálica é sempre reduzida.
6.6.3.1.2.Dragendorf 15/17
Documentou-se um fragmento de um prato de bordo vertical com dupla canelura (Estampa 8, nº 3) atribuível à forma Drag. 15/17. Este prato deriva directamente da
forma Conspectus 21 (1990: 88) e é datável entre 30 d.C. e o final do século I.
Esta forma é recorrente nos repertórios peninsulares, estando presente em locais, de que são exemplo Santarém (Viegas, 2003:110), Faro (Viegas, 2006: 155), Braga (Morais, 2005: 191) e Conímbriga, sítio em que se contaram mais de 300 exemplares (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 73).
6.6.3.1.3.Dragendorf 18/31
Registam-se seis exemplares do prato perfil simples, parede côncava e bordo de perfil semi-circular da forma Drag. 18/31. O início de produção deste tipo ocorreu no reinado
de Cláudio. Porém, o seu fabrico está documentado até inícios ou meados da centúria seguinte. Esta é claramente a forma mais abundante no conjunto, fenómeno recorrente, já documentado em Conímbriga, Santarém e Balsa (Viegas, 2006: 32), no fundeadouro de Tróia (Fonseca, 2004: 427-428) ou em Miróbriga (Chãos de Salgados), onde foram identificados 243 exemplares desta forma (Quaresma, 2012: 91)
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6.6.3.1.4.Dragendorf 24/25
A presença de um bordo com decoração em guilhoché de uma taça hemisférica é passível de integração na forma Dragendorf 24/25 (estampa 9, nº 4). O único exemplar
desta forma, existente no conjunto, não conserva a característica moldura externa bem marcada, mas a presença de guilhoché, aliada ao perfil do fragmento parece não deixar margem para dúvida quanto à sua classificação. A estreita baliza de produção deste tipo, entre 30 e 60 d.C., permite admitir uma clara convivência entre estas taças e os tipos de
sigillata itálicos encontrados no sítio.
A partir de meados do século I d.C., o repertório formal diversificou-se, estando representado um maior número de variações, podendo o exemplar de Segóvia integrar- se na fase final de produção destes recipientes.
Trata-se de uma das formas mais comuns, com grande representação e alargada distribuição no território português ,nomeadamente em Braga (Morais, 2005: 194), Conímbriga (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 92,), Santarém (Viegas, 2003: 106), Troia (Fonseca, 2004: 427), Faro, Balsa, Castro Marim (Viegas, 2010: 512).
6.6.3.1.5.Dragendorf 27
Uma cronologia claudiana é atribuível ao início da produção desta taça de parede biconvexa de lábio semi-circular da forma Drag 27 representada em Segóvia por um
exemplar de bordo (v.estampa 10). Esta forma, produzida até finais do século I d.C., está presente em Santarém (Viegas, 2003:.116), Conímbriga (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975:.92 Est. XXIII), Tróia (Fonseca, 2004: 427), Faro (Viegas, 2008: 224, fig 5), Braga (Morais, 2004: 275, nº178-194), Balsa (Viegas, 2006, :est.32) e Castro Marim (Viegas, 2005: 253, fig. 5).
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6.6.3.1.6. .Dragendorf 33
Foram recolhidos dois exemplares de bordo classificados, com algumas reservas, na forma Drag. 33 (estampa 10, nº 12 e 13). Trata-se de uma taça de bordo liso, de perfil
troncocónico sem qualquer separação entre o bordo e a parede do recipiente. Em termos cronológicos, trata-se de uma forma produzida entre o segundo quartel do século I d.C. e o primeiro quartel do século II d.C. (Viegas, 2003: 118). A forma está representada timidamente no território português em Braga (Morais, 2005: 196), Conímbriga, (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 92) e Santarém (Viegas, 2003: 118).
6.6.3.1.7.Dragendorf 35/36
Um exemplar inteiro e um outro que conserva o perfil quase completo de taças de bordo em aba com decoração sobre o bordo de folhas de água em barbotina, corresponde à típica forma Dragendorf 35/36.
A diferenciação entre ambas baseia-se na variação das dimensões do recipiente, sendo a variante 35 de menor diâmetro, com uma acentuada concavidade na parede, correspondendo a um recipiente mais fundo. No Castro de Segóvia, estão documentados os dois tipos correspondendo o exemplar nº 14 a uma Dragendorf 35 e o nº 15 a uma Dragendorf 36 (v. estampa 10).
Trata-se de uma forma produzida a partir da época flávia, estando genericamente datada entre 60 e 160 d.C.. Todavia, a decoração presente no exemplar de Segóvia, folhas de água em barbotina, aponta para uma cronologia de produção mais estreita, entre 60 e 120 d.C. (Vernhet, 1976: 15; Passelac; Vernhet, 1993: 578).
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6.6.3.2.Formas Decoradas
6.6.3.2.1.Dragendorf 30
No conjunto da terra sigillata sud-gálica do Castro de Segóvia, identificamos um fragmento de bordo da forma Drag. 30, correspondendo a uma taça de bordo moldurado e perfil cilíndrico (v. estampa 11, nº 16).
Trata-se de uma das formas decoradas mais comuns, que inicia a sua produção em 40 d.C., estando documentada até ao final do século Id.C.. Através das decorações é possível afinar a cronologia destes recipientes, mas o exemplar de Segóvia apenas preserva o típico bordo pequeno, bem marcado com múltiplas caneluras. Ao nível dos bordos, esta forma é bastante homogénea ao longo da sua cronologia de produção, não permitindo estreitar a cronologia deste exemplar.
Esta forma apresenta uma difusão expressiva, estando documentada em Santarém (Viegas, 2003: 123), Braga (Morais, 2005: 184), Conímbriga (Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 73), Troia (Fonseca, 2004: 434), Faro (Viegas, 2010: 155) e Balsa (Ibidem: 315)
6.6.3.3.Fundos Indeterminados
No conjunto da terra sigillata Sud Gálica, foram recolhidos seis fragmentos de fundo de forma indeterminada. As suas reduzidas dimensões só permitiram proceder ao registo gráfico de três deles (v.Estampa 11).
O fundo n.º 17 apresenta uma parede espessa, pé curto de secção quadrangular e parece corresponder a um pé de uma taça hemisférica; o nº18 corresponde a um prato de forma indeterminada, apresentando na parede interna uma decoração roletada; o n.19, de
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forma indeterminada, apresenta uma marca com cartela rectangular, de cantos arredondados (vide 6.6.3.4.Marcas).
6.6.3.4.Marcas
De todo o conjunto de terra sigillata apenas foi identificada uma marca na parede interna de um fundo de um exemplar sud-gálico de forma indeterminada. A marca encontra-se numa cartela rectangular de cantos arredondados e está truncada sendo apenas legível (...)M.OF. Embora não tenhamos encontrado nenhuma marca exactamente igual, julgamos tratar-se de [MOM]M.OF e relacionar-se com a oficina de MOMMO, de La Graufesenque, que produziu no período entre 40 a 80 d.C. -Cláudio- Vespasiano (Oswald, 1964b, p. 208).
No actual território português, existem marcas deste oleiro em Braga (Delgado e Santos, 1984: 57, n.o 12), na citânia de Briteiros (Pinto, 1929: 39, n.o 12; Oleiro, 1951: 21, n.o 38; Diogo, 1980 a: n.o 153), na citânia de Sanfins, (Oleiro, 1951: 21, n.o 38; Diogo, 1980 a: n.o 154), cinco exemplares em Conímbriga (Oleiro: 21, n.o 38; Delgado, Mayet e Alarcão, 1975: 120, n.os 298- -301; Diogo, 1980 a: n.os 155 e 158-159), um exemplar na Alcáçova de Santarém (Viegas, 2003: 130), em Lisboa (Banha, 2012: 257), no sítio de Represas (Ribeiro, 1958: 81, n.os 41 e 42, est. V; Diogo, 1980 a; Lopes, 1994, n.o 1931), em Miróbriga/Chãos Salgados, (Pereira, 1971: 436, est. I, 5; Diogo, 1980 a, n.o 160; Quaresma, 2010: 182), Egitânia, Torre de Palma e Vaiamonte, (Ferreira, 1969: 171; Diogo, 1980 a, n.os 161-163).