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Robuste og bærekraftige

Del III Utdypende gjennomgang

12.5 Robuste og bærekraftige

Do conjunto de terra sigillata apenas dois fragmentos são passíveis de integração em fabricos hispânicos. Estas produções correspondem a uma imitação dos tipos sud-

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gálicos, produzidos a partir do século I, em centros oleiros da Península Ibérica (Viegas, 2003: 139)

No que respeita aos fabricos, o exemplar n.20 apresenta uma pasta bege-rosada e um verniz vermelho acastanhado, enquanto os restantes exemplares (n.s21 e 22) apresentam um fabrico mais grosseiro, com pasta de cor bege acastanhada e um verniz mais escuro.

6.6.4.1.Tipo Peñaflor

Conhecida por sigillata hispânica de tipo Peñaflor, antecede as produções de Tricio e Andújar (Viegas, 2011), correspondendo a uma produção fabricada entre a primeira metade do séc. I o final dessa centúria ou inícios do séc. II d.C.. A classificação tipológica para estas produções foi desenvolvida na tipologia de Martínez Rodríguez (1989) e na de S. Keay, Creighton e Remesal Rodríguez, baseada nos trabalhos desenvolvidos em Celti (Peñaflor).

No Castro de Segóvia, identificamos um bordo liso de um prato de perfil côncavo que parece integrar-se na forma Martinez III/Celti 7. No que respeita às características desta forma, o enquadramento tipológico de Martinez propõe tratar-se de uma imitação do prato itálico de engobe vermelho pompeiano da forma Luni 5 (forma 6 de Aguarod). A semelhança entre os dois tipos está espelhada através da ausência de engobe na parede interna e na presença das típicas estrias no fundo, características dos pratos de engobe vermelho pompeiano. Este parece ser o caso dos exemplares de Faro e de Balsa que, segundo a autora, são passíveis de integração na forma III de Martinez (Viegas, 2011: 148, 310).

Relativamente ao exemplar do Segóvia, este não apresenta vestígios de exposição ao fogo, possui 16,2 cm de diâmetro, engobe escuro nas duas faces, parecendo mais plausível a sua integração tipo Celti 7 de Keay, correspondendo a uma imitação da forma itálica Consp. 36. Segundo Keay, um dos principais argumentos para associar os exemplares de Peñaflor a esta forma itálica seria a presença de engobe nas duas faces,

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que o afastaria da imitação de um prato de “engobe vermelho pompeiano” (Keay, 2001, p. 4).

6.6.4.2. Dragendorff 37A e B

Identificámos um fragmento de bordo de pequena dimensão que corresponde a uma tigela hemisférica do tipo Drag.37 A (v.Estampa 11-n.º21). Esta forma corresponde a uma das produções hispânicas com maior difusão e está, por isso mesmo, muito bem representada na grande maioria dos sítios peninsulares. Morfologicamente, a forma encontra-se sub-dividida em duas variantes, de acordo com o diâmetro de bordo. O exemplar Segobrigense apresenta um bordo de 21 cm e parece integrar a variante mais antiga com uma cronologia balizável entre os finais do século I e o século II d.C. (Mezquíriz, 1985: 169).

Trata-se de uma taça que habitualmente se apresenta profusamente decorada na parede externa. O exemplar estudado contem apenas uma primeira linha de círculos concêntricos pequenos, não se preservando o resto da decoração. Contudo lográmos a identificação de exemplares de produção de Andújar, com idêntica decoração na Alcáçova de Santarém (Viegas, 2003: 156).

Um outro fragmento de pequena dimensão, que corresponde a um bordo de uma tigela hemisférica do tipo Drag.37B. (v.estampa 11-n.º22) foi recolhido. O fragmento apresenta um bordo de secção amendoada, com 20 cm de diâmetro, sob o qual há um friso que indicia a presença de uma decoração de motivos de aspas, decoração que está presente em Braga (Morais, 2005: 230, nºs 83). A forma 37, embora apresente uma cronologia entre 60 e 100 d.C. para a variante A e 100 e 150 d.C., para a b (Passelac e Vernhet, 1993; p.574), encontra-se habitualmente associada a contextos entre meados do século I e o início da centúria seguinte.

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Catálogo de peças ilustradas:

1 [1021] (Estampa 9) Bordo TSI Forma Conspectus 23. Diâmetro 94 mm. 2 [1062] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Ritt 8. Diâmetro 72 mm.

3 [1068] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 15-17. Diâmetro 162 mm. 4 [1065] (Estampa 9) Bordo TSS Forma .Drag. 24-25. Diâmetro 160 mm. 5 [1064] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31. Diâmetro 181 mm. 6 [1054] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31 Diâmetro 141 mm. 7 [1058] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31. Diâmetro 122 mm. 8 [1056] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31. Diâmetro 120 mm. 9 [1059] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31. Diâmetro 162 mm.

10 [2007.51.56] (Estampa 9) Bordo TSS Forma Drag. 18-31 Diâmetro indeterminado. 11 [1051] (Estampa 10) Bordo TSS Forma Drag. 27 Diâmetro 90mm.

12 [2007.51.56] (Estampa 10) Bordo TSS Forma Drag. 33 Diâmetro indeterminado 185mm. 13 [1064] (Estampa 10) Bordo TSS Forma Drag. 33 Diâmetro 160mm

14 [1067] (Estampa 10) Bordo com folha de água em barbotina TSS Forma Drag. 35 Diâmetro 13mm. 15 [956] (Estampa 10) Peça inteira TSS Forma Drag. 36 Diâmetro 178mm.

16 [1062] (Estampa 11) Bordo TSS Forma Drag. 30 Diâmetro 260mm.

17 [1005] (Estampa 11) Fundo TSS Forma taça indeterminada Diâmetro 92mm.

18 [1027] (Estampa 11) Fundo TSS Forma prato indeterminada Diâmetro indeterminado 19 [1035] (Estampa 11) Fundo om marca TSS Forma indeterminada Diâmetro indeterminado 20 [1063] (Estampa 11) Bordo TSH Forma Martinez III/Celti 7 Diâmetro 162mm.

21 [1069] (Estampa 11) Bordo TSH FormaDrag.37 A Diâmetro 224mm. 22 [1070] (Estampa 11) Bordo TSH FormaDrag.37 B Diâmetro 220mm.

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6.6.5.Comentário

O conjunto de Terra Sigillata do Castro de Segóvia documenta a importação de recipentes de mesa de proveniência itálica, gálica e hispânica ao longo do século I d.C.. Foi identificado um total de 12 formas de pratos e taças, onde predominam as formas lisas, de proveniência sud-gálica.

Produção Forma n.m.i.

Terra Sigillata Itálica Conspectus 23 1

Terra Sigillata Sud-Galica Ritt 8 1

Drag. 15/17 2 Drag. 18/31 6 Drag. 24/25 1 Drag. 27 1 Drag.33 1 Drag.35/36 2 Drag. 30 1 Martinez III/Celti 7 1

Terra Sigillata Hispânica Drag. 37 2

Figura 24- Quadro das formas de Terra Sigillata identificadas no Castro de Segóvia.

Atendendo ao conjunto em análise, importa referir, em primeiro lugar, que o início das importações de terra sigillata ocorreu durante o segundo quartel do século I d.C., não estando documentadas produções mais antigas. Deste modo, as formas mais arcaicas correspondem já a recipientes de terra sigillata sud-gálica que terão chegado ao Castro entre o reinado de Tibério e o período Nero-Vespasiano.

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A este primeiro momento de importação, associamos as formas sud gálicas Ritt 8, Drag. 15-17 e Drag. 24-25, bem como a única marca recolhida no sítio. Neste sentido, importa referir que o fragmento de terra sigillata itálica corresponde a uma forma tardia, produzida no último quartel do século I d.C., convivendo plenamente com as produções importações sud-gálicas e hispânicas.

A presença de terra sigillata hispânica é escassa, e está representada apenas por um fragmento de Peñaflor e pela forma Drag. 37. Em termos cronológicos, as importações de terra sigillata não terão ido além dos finais do século I / inícios do II d.C., estando ausente o repertório hispânico mais tardio, bem como as produções africanas.

Por último, importa ainda referir que os motivos decorativos estão mal representados, registando-se apenas três fragmentos de formas decoradas. A predominância de formas lisas, inspiradas em protótipos itálicos, face à ausência de produções tardias poderá ser lida como um indicador de antiguidade do conjunto cronológico, centrando as importações em torno a meados do século I d.C.

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