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Del III Utdypende gjennomgang

10.2 Kriminalitetsutvikling

No âmbito do PNTA SEGA e dada a finalização do estudo de materiais das intervenções antigas, considerámos essencial a realização de sondagens de caracterização crono-estratigráfica do sítio, que permitissem responder a algumas questões fundamentais na sua análise.

Deste modo, em Setembro de 2009 realizamos a primeira campanha de escavação do projecto que teve como principal objectivo caracterizar a ocupação identificada nas intervenções antigas.

No que respeita à escavação, optámos por limitar a intervenção a duas áreas, Sondagens 1 e 2, a primeira anexa à área A, intervencionada pela equipa luso-britânica em 1972, e a restante localizada no topo do cabeço onde a dupla estrutura defensiva se encontrava praticamente à superfície.

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Sondagem 1

A sondagem 1 foi implantada numa zona contígua à área A, intervencionada em 1972. Optámos por implantar uma sondagem paralela a esta, no sentido N-S, com um total de 8 m de comprimento por 3 m de largura. Corresponde a uma área de 24m2, com uma significativa concentração de materiais romanos à superfície.

Após a marcação da sondagem, limpeza do terreno e registo, deu-se início à escavação com a remoção da UE 00, que corresponde à camada humosa de superfície. Este depósito de sedimento castanho seco e granuloso apresentava uma pequena potência estratigráfica, sendo visível a escassos centímetros da superfície uma concentração de

tegulae que designamos de UE 01.

A existência de materiais de cronologia contemporânea em ambas as UE s (como cartuxos de bala) faz supor que esta concentração de materiais de construção romanos era fruto do processo de escavação que decorreu na década de 70, em área anexa, tendo sido este o espaço eleito para depósito de alguns materiais de construção que não foram recolhidos.

Sob as UE s 00 e 01, encontrava-se, em toda a área de escavação, um depósito compacto areno-argiloso de cor castanha amarelada. Trata-se de um estrado de aterro com uma potência variável entre os 20 e os 40 cm. Esta UE apresenta essencialmente materiais de cronologia romana, apesar de ainda se documentar a presença de alguns materiais contemporâneos junto ao topo do depósito.

Este elemento indicia que este depósito teve um longo período de formação, podendo possivelmente corresponder a uma antiga superfície do terreno e a uma acumulação sedimentar que ocorreu ao longo dos séculos.

A escavação deste depósito revelou as primeiras realidades conservadas deste espaço. Assim, sob a U.E. 02 identificámos duas estruturas, que designámos de U.E. 03 e 04.

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A U.E. 03 corresponde a uma estrutura de pedra seca, com 60 cm de largura e 4 m de comprimento, que se desenvolve no sentido Norte-Sul. A Norte, esta estrutura termina numa esquina, imbricando com a U.E. 04, que se desenvolve para Oeste estendendo-se pela área antiga de escavação. Estas duas estruturas desenham as paredes Norte e Este de um compartimento que designamos por Compartimento 1.

Ainda sob a U.E. 02, na esquina interna das U.E. s 03 e 04, identificámos a primeira deposição de material in situ, que designámos por U.E. 05. Trata-se de um pote e de um unguentário depostos sobre uma tégula, cuja funcionalidade é, para já, indeterminada. Dentro do compartimento 1, sob as U.E. s 02 e 05 foi escavado um novo estrato de aterro castanho-escuro, idêntico a U.E. 02, que designámos por U.E. 06. A escavação deste depósito revelou os derrubes correspondentes ao momento de abandono do espaço, a U.E. 10, derrube de tégula, que corresponde à queda do telhado, e a U.E. 11, derrube de pedra, que corresponde à queda da parede 03.

Estes derrubes abrangiam toda a área correspondente ao compartimento 1 «selando» as

realidades que cobriam. O momento de ocupação deste espaço corresponde a uma grande concentração de cerâmicas fragmentadas in situ, U.E. 14.

É desta U.E. que provém a maior parte do material recolhido na escavação, constituído maioritariamente por grandes recipientes de armazenagem.

Sob esta U.E. foi apenas escavada uma pequena concentração de carvão e cerâmicas, U.E. 22, que poderá corresponder a uma área de combustão do piso U.E. 21 (não escavado). Refira-se ainda que no canto Sul da sondagem, sob a U.E.14, identificou-se uma pequena concentração pétrea que se estende para Oeste e para Sul, à qual ue, por este motivo, não foi possível atribuir uma qualquer funcionalidade.

No compartimento a Este da U.E. 03, e sob a U.E. 02, foi identificado um piso de cerâmica, U.E. 08, que devido à exiguidade da área não foi escavado.

A Norte do compartimento 1, delimitado pela parede U.E. 04 encontra-se o

compartimento 2, do qual embora só conheçamos uma parede, configura um ambiente

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Deste modo, sob a U.E. 02, a Norte da estrutura U.E. 04, foi identificado e escavado um estrato de aterro composto por um sedimento argiloso castanho-escuro, U.E 07.

Este aterro cobria uma concentração de mós, U.E. 20, que se encontravam sobre uma vala de fundação circular, U.E. 13, e sobre os enchimentos U.E. s 12 e 15 e um embasamento pétreo, também circular, a U.E. 19.

A esta realidade estava ainda associada a um aterro, cujo topo foi usado como piso de ocupação, U.E. 09, que foi cortado para a implantação da vala de fundação U.E. 13. A remoção da U.E. 09 pôs a descoberto um novo aterro, U.E. 18, e novos elementos arquitectónicos associados a um momento mais antigo, cronologicamente ainda indeterminado, composto pelas estruturas U.E. 16 e 17, que delimitam parte dos contornos de um novo compartimento.

Neste momento os trabalhos arqueológicos foram dados por terminados não tendo sido possível terminar a escavação nesta sondagem.

Sondagem 2

A sondagem 2 corresponde a uma área de 5x3 metros, tendo sido implantada na zona mais elevada do cabeço. A escavação iniciou-se com a o registo das unidades de superfície, tendo sido identificadas três realidades distintas U.E. 00, 01 e 02, correspondendo a U.E. 00 à camada humosa de superfície e as U.E. s 01 e 02 a estruturas pétreas paralelas que se desenvolvem no sentido E-O.

As estruturas encontravam-se parcialmente cobertas pela U.E. 00, sendo que a remoção desta última permitiu reconhecer a face da U.E. 01.

Após a escavação deste depósito superficial, e devido ao acentuado desnível do terreno, a área ficou naturalmente dividida em três: A, a Norte da U.E. 02 e delimitada pela estrutura e pelos limites da escavação; B, entre a U.E. 01 e a U.E. 02, e uma última, C, entre U.E. 01 e o limite Sul da sondagem.

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Após a remoção da camada de superfície apenas foram intervencionadas as áreas A e B, dado que a área C era demasiado exígua.

Deste modo, na área A foi escavada uma sequência de dois estratos, U.E. s 03 e 06, que correspondem a escorrências, que cobrem parcialmente o afloramento rochoso. A U.E. 03 apresenta um sedimento castanho-claro, com escassos materiais arqueológicos, salientando-se apenas a presença de escória.

Sob este depósito atingiu-se o afloramento rochoso em praticamente toda a área, com excepção de algumas depressões naturais que se encontravam preenchidas por rocha desagregada, com algumas inclusões de escória, U.E. 06.

A área B é aquela que apresentava maior complexidade estratigráfica. Sob o depósito de superfície, registou-se a presença de uma camada de cascalho de pequena dimensão, designada por U.E. 04. Este nível apresentava escassos materiais cerâmicos, sob o qual se identificou um depósito de sedimento castanho U.E.04, com algum material cerâmico de cronologia romana, destacando-se aqui a presença de tegulae.

Sob este depósito eram já visíveis três realidades: o afloramento rochoso U.E. 09; o enrocamento pétreo da estrutura 02, U.E. 08, e bem como rocha desagregada, que cobria parcialmente estas duas realidades.

A U.E. 08 foi removida, não tendo sido possível obter elementos cronológicos precisos através da cultura material, registando-se apenas a presença de cerâmica produzida a torno, com formas inclassificáveis.

A escavação desta sondagem deu-se por terminada tendo sido atingido o substrato geológico em toda a área com excepção das áreas ocupadas pelas estruturas defensivas.

Leitura e interpretação estratigráfica

A intervenção arqueológica permitiu aferir a existência de distintas realidades que importa referir. Na sondagem 1 identificaram-se dois compartimentos parte integrante

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de um único edifício que se estende, seguramente, para Oeste. Um dos compartimentos parece corresponder a uma área de transformação de produtos alimentares e o outro dedicado ao armazenamento, ambos associados, muito possivelmente, à exploração agrícola.

O compartimento 1 é composto por duas estruturas pétreas, cobertas com tegulae.

Verificou-se que se conservaou a totalidade do derrube que revestia o telhado, mas apenas parte de um pétreo, este localizado apenas numa área central do compartimento, área que foi interpretada como entrada. Tais evidências permitem admitir que a construção das paredes em altura fosse realizada com recurso a materiais perecíveis, como taipa, adobe ou madeira.

Este compartimento estava repleto de materiais cerâmicos partidos em conexão, cuja principal característica é serem recipientes de armazenagem de grande capacidade, de tipo dolia. Trata-se maioritariamente de cerâmica comum de produção local, sendo o principal elemento datante um fragmento de ânfora do tipo Haltern 70, que surge associado ao derrube de tegulae, e que permite localizar a ocupação até à primeira metade século I d.C.

O compartimento anexo, que designámos por 2, está ligado a este espaço através de uma

porta e contém um espaço destinado à moagem, composto por uma estrutura fixa circular e um conjunto de moventes de granito. Neste espaço os materiais recolhidos estão mais fragmentados e são em muito menor número, o que julgamos poder estar associado à sua funcionalidade, a moagem, visto que esta não requer um grande número de recipientes para ser executada.

Estes dois compartimentos complementam-se claramente, não sendo possível para já determinar se todo o espaço deste edifício possuía idêntica funcionalidade ou se as outras divisões estariam destinadas a outros fins.

Nestas áreas, não existem quaisquer indícios de combustão ou abandono violento, como poderia, numa primeira análise, ser deduzido pela quantidade de materiais fragmentados

in situ. Não é possível, neste momento, determinar se houve ou não um abandono

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de movimentar. Ou seja, tendo existido um abandono programado torna-se difícil o transporte destes materiais, sendo provável o seu abandono no local.

Por imperativos de tempo, não foi possível terminar a escavação desta área. Contudo, quando os trabalhos de campo foram finalizados era visível, sob os compartimentos acima descritos, a existência de uma outra fase construtiva, cuja cronologia é impossível de precisar.

A escavação da sondagem 2 permitiu caracterizar do ponto de vista arquitectónico uma estrutura defensiva, constituída por blocos de pequena e média dimensão, em que a inclinação do afloramento rochoso é aproveitada nessa construção, sendo a muralha construída de forma escalonada.

A escassa potência estratigráfica aliada á morfologia do terreno dificultou a recolha de elementos cronológicos seguros, não tendo sido possível estabelecer a cronologia da sua construção e utilização.

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4. A Arquitectura