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Utvandringssannsynlighet blant personer etter grunnkoder fordelt på kjønn, alder

5. Utvandringssannsynlighet blant personer født i Norge etter

5.1. Utvandringssannsynlighet blant personer etter grunnkoder fordelt på kjønn, alder

A partir do momento que temos um sonho individual e queremos que esse se torne realidade, devemos compartilhá-lo com o maior número de pessoas possível. No decorrer desse processo, encontraremos pessoas que irão rejeitar esse sonho, outras que irão apoiá-lo e outras que irão até criticá-lo, dizendo que isso não dará certo. As pessoas que apoiaram o sonho e querem participar desse são as que vão realizar esse projeto juntamente com o indivíduo que sonhou. Mas, para que todos sintam que o projeto também é seu, o indivíduo precisa deixar seu sonho individual morrer, permitindo que todos os apoiadores passem a construir o sonho junto com ele. Acredita-se que, dessa forma, todos os envolvidos colocarão o máximo de energia para realizar o projeto, pois todos têm a sensação, a qual é verdadeira, de que o projeto também é seu, pois tem a característica individual de cada participante.

No caso do projeto Mensagens da Terra – responsável pela a instalação dos 8 Pontos de Cultura Indígena (PCI) na região nordeste do Brasil – o sonho individual que tornou-se coletivo foi a criação do PCI nas comunidades indígenas e, no decorrer desta oficina, o sonho é aprender a construir de forma colaborativa um projeto para que depois cada representante crie seu Plano de Trabalho para o PCI juntamente com os membros da comunidade. É importante ressaltar e deixar claro

que nesse momento os participantes estão aprendendo a utilizar a ferramenta

Dragon Dreaming para depois, juntamente com o facilitador (neste caso o técnico

indigenista) e auxilio da Thydewa, aplicar a ferramenta na construção do Plano de Trabalho do PCI de suas comunidades.

O Círculo dos Sonhos foi aplicado da seguinte forma: primeiro, os participantes foram divididos em quatro grupos de cinco pessoas, pois havia vinte e dois participantes contando com os dois representantes de cada comunidade indígena, os membros da Thydêwá que estavam participando, os dois facilitadores e eu. Com base no projeto que será construído, foi pedido para os participantes fazerem uma projeção do que eles gostariam que acontecesse em um determinado tempo futuro. Respondendo a pergunta: “ O que você gostaria que tivesse – material físico e/ou atividades – no PCI daqui a três anos? ” (O tempo pode variar conforme a meta estabelecida para a conclusão de cada projeto; foi escolhido o período de 3 anos para esse momento pelo fato de ser esse o tempo que o MinC se comprometeu, por edital, a fornecer apoio financeiro). Cada membro dos grupos escreveu em uma cartolina, um, dois ou três desejos para o projeto até o final de sua execução, colocando primeiro seu nome e, em seguida, o desejo, conforme apresentado na figura 4.

Figura 4 - Círculo do Sonhos criado por um dos grupos durante a oficina de agosto de 2014

Após todos registrarem seus desejos – os quais podem ser chamados de necessidades do projeto – um membro do grupo realizou a leitura de todas essas necessidades de uma forma especial, tirando os verbos do futuro e colocando-os no passado, como se os três anos já tivessem passado e os frutos colhidos. Por exemplo, uma das projeções foi: “ gostaria que daqui a três anos estivéssemos com um professor de cultura digital dando aulas uma vez por semana no PCI. ” A leitura desse desejo passa a ser: “ nesses últimos três anos de funcionamento do PCI tivemos, uma vez por semana na comunidade, a presença de um professor de cultura digital o qual compartilhou muitos saberes com todos. ” Esse recurso convida o grupo a sair da realidade atual permitindo que todos seus membros se imaginem dentro do projeto em um tempo futuro, aflorando nos indivíduos a motivação e a felicidade de um sonho realizado, e contribuindo, por fim, para que esses estejam imersos no sonho de forma similar ao que ocorre no Holodeck (MURRAY, 2003, p.29-31) – Trata-se de um equipamento de recreação e treinamento apresentado na série Star Trek, no qual os personagens entravam e ficavam imersos em outra realidade (fig. 5).

Figura 5 - Holodeck apresentando na série Star Trek

Fonte: google.com

Observação: como essa atividade é feita em grupo, os participantes que não possuem domínio da leitura e escrita são ajudados por seus companheiros alfabetizados ou semialfabetizados. Isso facilita a execução do recurso Círculo dos

Sonhos em comunidades que são carentes do domínio da leitura e escrita (Fig. 6) – Em contato com os membros de comunidades indígenas que fazem parte do projeto

“Mensagens da Terra” percebemos que grande parte dos indivíduos tem dificuldades com a escrita e leitura. Para que tais comunidades não fossem prejudicadas na construção de seus Planos de Trabalho, ao buscar uma ferramenta que nos auxiliasse na construção do Plano de Trabalho de cada PCI, também consideramos esse item.

Figura 6 - Cacique Joel Braz registrando as informações do grupo

Fonte: Thydêwá.

Nesse primeiro dia de oficina aprendi bastante sobre os princípios da construção de projetos colaborativos seguindo os princípios e conceitos do Dragon

Dreaming – saber ouvir e falar no momento certo, fazer parte do sonho e projeto do próximo e fazer com que ele faça parte do meu.

Infelizmente não foi possível iniciar o curso com todos os representantes dos oito Pontos de Cultura Indígena, pois os representantes de duas comunidades tiveram problemas com o transporte e só chegarão dentro de alguns dias. São elas: Karapotó-Plaki-o e a Kariri Xocó, ambas do estado de Alagoas.

Sinceramente, os recursos da ferramenta usados pelos facilitadores são impressionantes, pois as horas passaram e nem me dei conta. Encerramos esse dia com um alegre toré.