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Utvalgets mandat, sammensetning og arbeid

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O investidor WB, sendo um gestor profissional de CI, aposta na GA da CI de forma a poder bater o Mercado. Como tal, procedemos à replicação deste tipo de gestão de CI segundo os pressupostos da MTCI de Markowitz / Tobin.

A GA da Carteira WB é desenvolvida em estreita ligação com os resultados do método

Market Timing e da análise fundamental e qualitativa. O objectivo primordial desta gestão

passa por comprar barato e manter a posição durante algum tempo (em média, cinco anos). No entanto, se os dados fundamentais sobre a empresa começaram a degradar-se, tomar-se-ão medidas correctivas, designadamente proceder-se-á à venda integral da participação social anteriormente tomada, numa primeira fase, e de seguida, poder-se-á tomar dois tipos de decisão distintos: se não existir à data uma acção com perspectivas favoráveis, procede-se à

57 | P á g i n a realocação no activo sem risco, reduzindo, assim, a exposição ao risco do mercado accionista português; se, ao invés, existir à data uma acção (ou um conjunto de acções) com perspectivas mais favoráveis, realoca-se nesse(s) activo(s) com risco, continuando a apostar no mercado accionista português.

A parametrização seguida para o processo de GA consiste nos seguintes critérios: compra de acções na proporção fixa de 1/6 do Valor Total da CI; acumulação individual máxima de acções no valor de 4/6 do Total da CI; o activo sem risco, dada a sua natureza de suporte à estratégia de investimento, não terá limites, ou seja, terá variações anuais na C I sem limitações; e venda de acções na totalidade. Segue-se as considerações essenciais acerca da GA implementada na Carteira WB, uma tabela ilustrativa do processo GA – Tabela 6:7 – e uma tabela com o histórico das transacções efectuadas na Carteira – Tabela 6:8.

No primeiro ano da constituição da Carteira WB não se efectuou qualquer investimento em acções, dado que o preço em bolsa dos cinco activos, introduzidos na CI, não superou o respectivo VI estimado para este ano. Portanto, o valor inicial da CI foi alocado na totalidade ao activo sem risco.

No segundo ano de investimento, proceder-se-á à primeira entrada na principal bolsa portuguesa por intermédio da tomada de uma posição compradora na empresa Pararede. Em 2002, a Pararede foi retirada da carteira, uma vez que os seus dados fundamentais agravaram-se claramente e assim, procedeu-se à realocação do seu valor bolsista noutra acção com perspectivas favoráveis, nomeadamente no BES. Adicionalmente, procedeu-se à tomada de posição compradora na PT e na Semapa, na proporção individual fixada. Ficando o activo sem risco com o remanescente, no caso 50% da CI (perca de mais de 30% na CI, em termos homólogos).

O ano de 2003 afigura-se como um ano de exposição máxima ao risco da bolsa portuguesa, com seis acções em carteira. De resto, manteve-se as posições no BES e Semapa e tomou-se novas posições compradoras na Brisa, Ibersol e Novabase em iguais proporções, renegando, assim, as OCZ a uma variação descendente de 50%.

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Activos Peso Activos Peso Activos Peso Activos Peso Activos Peso

Activos com Risco Activos com Risco 16,67%Activos com Risco 50,00%Activos com Risco 100,00%Activos com Risco 100,00% =

Banco Espírito Santo Banco Espírito Santo Banco Espírito Santo 16,67% ↑ Banco Espírito Santo 16,67% = Banco Espírito Santo 25,00% ↑

Brisa Brisa Brisa Brisa 16,67% ↑ Brisa 16,67% =

Cimpor Cimpor Cimpor Cimpor Cimpor

Portugal Telecom Pararede 16,67% ↑ Pararede ↓ Ibersol 16,67% ↑ Novabase 16,67% =

Semapa Portugal Telecom Portugal Telecom 16,67% ↑ Novabase 16,67% ↑ Pararede

Vodaf one Telecel Vodaf one Telecel Semapa 16,67% ↑ Pararede Portugal Telecom 16,67% =

Vodaf one Telecel Portugal Telecom 16,67% = Semapa 25,00% ↑

Semapa 16,67% =

Vodaf one Telecel

Activo sem Risco Activo sem Risco Activo sem Risco Activo sem Risco Activo sem Risco

OCZ 100,00% OCZ 83,33% ↓ OCZ 50,00% ↓ OCZ ↓ OCZ

TOTAL 100,00% TOTAL 100,00% TOTAL 100,00% TOTAL 100,00% TOTAL 100,00%

2000 2001 2002 2003 2004

Activos Peso Activos Peso Activos Peso Activos Peso

Activos com Risco 100,00% = Activos com Risco 100,00% = Activos com Risco 75,00%Activos com Risco 75,00% =

Banco Espírito Santo 25,00% = Banco Espírito Santo 25,00% = Banco Espírito Santo ↓ Banco Espírito Santo

Banco P. Investimento Banco P. Investimento Banco P. Investimento Banco P. Investimento

Brisa 16,67% = Brisa 16,67% = Brisa 16,67% = Brisa

Cimpor Cimpor Cimpor Cimpor

Novabase ↓ Novabase Novabase Galp

Pararede Pararede Portugal Telecom ↓ Portugal Telecom

Portugal Telecom 16,67% = Portugal Telecom 16,67% = Semapa 58,33% ↑ Ren 16,67% ↑

Semapa 41,67% ↑ Semapa 41,67% = Semapa 58,33% =

Zon Multimédia

Activo sem Risco Activo sem Risco Activo sem Risco Activo sem Risco

OCZ OCZ OCZ 25,00% ↑ OCZ 25,00% =

TOTAL 100,00% TOTAL 100,00% TOTAL 100,00% TOTAL 100,00%

2006 2007 2008

2005

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Data Transacções

03-01-2000 compra de obrigações soberanas alemãs com maturidade de um ano no valor total da Carteira (100 M€) 02-01-2001 compra de acções da Pararede

compra de obrigações soberanas alemãs com maturidade de um ano no valor de 5/6 do total da Carteira 02-02-2002 venda das acções da Pararede adquiridas

compra de acções do Banco Espírito Santo, da Portugal Telecom e da Semapa

compra de obrigações soberanas alemãs com maturidade de um ano no valor de 3/6 do total da Carteira 02-01-2003 compra de acções da Brisa, Ibersol e Novabase

31-12-2003 Ibersol é retirada do PSI-20, logo procedeu-se à venda das acções adquiridas

02-01-2004 Compra de acções do Banco Espírito Santo e Semapa no montante individual de 1/12 do Total da Carteira 03-01-2005 venda das acções da Novabase anteriormente adquiridas

compra de acções da Semapa no valor de 1/6 do Total da Carteira

02-01-2007 venda das acções do Banco Espírito Santo e Portugal Telecom anteriormente adquiridas compra de acções da Semapa no valor de 1/6 do Total da Carteira

compra de obrigações soberanas alemãs com maturidade de um ano no valor de 1/6 do Total da Carteira 02-01-2008 compra de acções da REN

compra de obrigações soberanas alemãs com maturidade de um ano no valor de 1/6 do Total da Carteira Tabela 6:8 Histórico das transacções efectuadas na Carteira WB

Legenda: compra / venda de acções executada ao preço de fecho de cada sessão diária indicada; compra / venda de obrigações executada ao preço estimado por via dos factores de desconto; compra inicial de acções efectuada no montante fixo definido de 1/6 do Total da Carteira; e venda de acções efectuada na totalidade.

60 | P á g i n a Dado que a Ibersol foi retirada do PSI-20 no final de 2003, procedeu-se à venda da respectiva posição a preços de mercado no último dia do ano e, de seguida, alocou-se a posição em aberto pelas duas acções com maior margem de segurança estimada à data - Semapa e BES – em iguais partes. De resto, 2004 fica marcado pela continuidade, com as posições mantidas na Brisa, Novabase e PT.

Em 2005, não se registam novas entradas, tendo-se efectuado, apenas, um rebalanceamento directo entre a Novabase e Semapa. A primeira é retirada da Carteira WB devido a dados fundamentais desfavoráveis e a substituição pela Semapa, deve-se à conquista de uma revisão em alta da recomendação de compra por parte do modelo Market Timing.

No ano seguinte, não existem alterações na composição da Carteira WB. Todavia, em 2007, a PT e o BES atingiram a maturidade do investimento (5 anos) e, portanto, procedeu-se à sua retirada da Carteira. No seguimento, realocou-se as posições em aberto na Semapa e no activo sem risco, respectivamente. De realçar que, a Semapa também atingiu a maturidade do investimento em 2007, no entanto as suas perspectivas de retorno extremamente favoráveis pesaram mais na decisão. Portanto, a semapa alcançou nova acumulação do valor investido (ultrapassando os 50% do Total da Carteira WB) e, por outro lado, as obrigações soberanas voltaram a fazer parte das escolhas de investimento, tornando, assim, a CI menos arriscada. E em 2008, a REN - recentemente cotada no PSI-20 - recebe uma recomendação de compra (segundo o modelo de Market Timing), pelo que se procedeu à compra de acções no montante inicialmente definido: 1/6 do Total da Carteira. Relativamente aos restantes activos em carteira, manteve-se as posições, dado que a Semapa já integra um valor próximo de 4 /6 do Total da CI – limite máximo definido para cada acção.

Sinteticamente, a GA permite tornar a CI mais flexível e adaptável aos sinais recolhidos na análise fundamental e na avaliação do modelo Market Timing. Nos três primeiros anos de Investimento, o activo sem risco obteve um peso relevante na Carteira. Porém, nos anos subsequentes, o panorama inverteu-se e os activos com risco acabam por dominar a Carteira

WB. Com destaque, para o grupo de quatro empresas constituído pela Semapa, BES, Brisa e

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Tabela 6:9 Número de anos de investimento na Carteira WB

Legenda: a coluna “Activos em carteira” contempla as acções que foram adquiridas ao longo do período de investimento e o activo sem risco; e a coluna “Investimento na Carteira WB” corresponde ao número de anos que cada activo permaneceu na Carteira WB com investimento.

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