3 Metodisk design og refleksjon
3.2 Utvalg og rekruttering
Futebol institucionalizado com as regras, normas, à maneira que era praticado na Inglaterra, se entende como aquele que aqui é introduzido no Brasil por Charles W. Miller. Hoje já se saber que havia um jogo de bola, parecido com o futebol, praticado anteriormente no Colégio São Luís, em Itu – Interior do Estado de São Paulo, mas para efeito dessa pesquisa em específico, compreende-se como o marco inicial do futebol institucionalizado no Brasil o ano de 1894, quando Miller retorna de seus estudos na Inglaterra – onde tomou contato com o esporte – e incentiva sua prática nos clubes da elite paulistana.
Partindo-se desse ponto, e à luz da história do futebol no Brasil, duas constatações iniciais são necessárias. A primeira é que o futebol – desde os seus primórdios – é permeado pelo discurso do moderno, da modernidade e da modernização; e a segunda, é que o futebol no Brasil nasce, cresce e se consolida como um esporte de elite, para somente depois, se transformar – não sem conflito – em esporte de massa e popular.
Sobre a primeira afirmação, a de que o futebol é compreendido – em seu início – como algo novo, moderno, que implica em mudança, Roberto DaMatta afirma:
o futebol foi introduzido no Brasil sob o signo do novo, pois, mais do que um simples ‗jogo‘, estava na lista das coisas moderníssimas: era um
‗esporte‘. Ou seja, uma atividade destinada a redimir e modernizar o corpo pelo exercício físico e pela competição, dando-lhe a higidez necessária a sua sobrevivência num admirável mundo novo – esse universo governado pelo mercado, pelo individualismo e pela industrialização. (DAMATTA, 1994, p.11)
Vale lembrar que, em 1894, estávamos somente a seis anos da abolição oficial da escravidão no Brasil, e somente cinco anos separados do início do regime republicano no Brasil. Assim, em uma sociedade ainda marcada pela segregação e em processo de transformações sociais (saindo de uma sociedade marcadamente agrária para uma sociedade urbana, se bem que esse processo terá seu apogeu apenas nos anos 30, com Getúlio Vargas), as ideias progressistas, liberais e de modernização começam a frutificar, e com elas a do esporte como modernizador do corpo.
Tratar práticas esportivas como algo moderno, como fazendo parte de um ―... lazer civilizado (...) ideia de um novo estilo de vida era uma forma de fazer parte da modernidade, do mundo culturalmente avançado, mesmo vivendo numa sociedade atrasada.‖ (PRONI, 2000, pp. 99-100). Ou seja, tanto os ideais liberais quanto as práticas esportivas, o futebol dentre elas, são fruto da incorporação de valores e hábitos culturais trazidos da Europa, pois essa sociedade em mutação necessitava se firmar, e afirmar, perante aqueles que eram considerados – e se consideravam – superiores (os europeus).
Além disso, os primeiros locais escolhidos pela elite para a prática do futebol são justamente os clubes fundados para esse fim, ou os colégios destinados à educação de seus filhos. Locais onde somente os iguais poderiam frequentar. Sobre isso fala Franco Junior:
Colégios e clubes constituíam-se em espaços restritivos de formação, lazer e sociabilidade, nos quais se representava a pretensa superioridade da elite, que procurava se fortalecer, num movimento endógeno, por meio da difusão de vínculos de solidariedade e do consequente afastamento dos demais setores sociais. (FRANCO JUNIOR, 2007, p. 62)
No bojo desse ideal moderno e civilizado, o futebol por aqui, assim como em vários países europeus, é implantado inicialmente como um esporte amador. Com isso, a visão sobre o futebol é a de uma prática culturalmente chique, que denotava civilidade, que deve ser praticado por gente educada, um esporte de gentlemen. Sobre isso fala Joel Rufino dos Santos: ―o que Charles Miller nos trouxe, em 1894, foi um esporte universitário e burguês.
Elegante e obediente a um código. Esporte de gentlemen, exatamente como são o tênis e o golfe de hoje‖. (SANTOS, 1981, p. 12)
A sociedade à época, e sua elite dirigente, por conseguinte, convive com os novos e modernos valores liberais de um lado, mas com costumes conservadores de outro. Isso faz com que DaMatta afirme que o futebol assume aqui no Brasil o papel de conflitar essas duas visões de mundo:
o velho esporte bretão entrava em conflito com valores tradicionais. Habituada a jogar e não a competir, a sociedade brasileira, construída de favores, hierarquias, clientes, e ainda repleta de ranço escravocrata, reagia ambiguamente ao futebol. Esse estranho jogo que, dando ênfase ao desempenho, democraticamente produzia ganhadores e perdedores sem subtrair de nenhum disputante o nome, a honra ou a vergonha. Foi preciso que essa sociedade vincada por valores tradicionais aprendesse a separar as regras dos homens e da própria partida. (DAMATTA, 1994, p. 12)
Mesmo com a criação de equipes nas fábricas, e mesmo com estas aceitando, desde o início, negros e pobres em seus quadros, o futebol no Brasil até os anos 30 tem como marca o caráter elitista, baseado no amadorismo. Não fosse assim as tentativas de profissionalização teriam, muito antes dos anos 30, frutificado, e não teria o futebol que ter passado por uma fase que se convencionou a chamar de amadorismo-marrom.
Dessa forma, com ideais de modernização, um crescente processo de urbanização e com uma forte influência inglesa na economia e sociedade brasileiras, o futebol se estabelece no Brasil carregado desse caldo cultural onde a nova elite urbana, convivendo com valores culturais europeus (o esporte e o futebol dentre eles) busca se firmar como moderna, liberal, civilizada, mas ainda impregnada dos antigos valores segregacionistas e escravocratas. Caldas escreve sobre essa característica elitista do início do futebol brasileiro, e aponta alguns motivos – que segundo ele – não deixam que o futebol siga por outro caminho:
boa parte da trajetória inicial do futebol no Brasil possui um caráter elitista e, dificilmente poderia ser de outra forma. Os ingleses, precursores desse esporte em nosso país, faziam parte da elite da sociedade paulista e carioca; além deles, somente os brasileiros ricos tinham acesso à prática do futebol. É preciso ainda levar em conta que quase todo o material necessário para o jogo era importado e muito caro [...] só a partir do início dos anos trinta, que vamos presenciar o declínio desse elitismo. (CALDAS, 1990, p. 24)
O futebol ajuda a transmitir a ideia de modernidade perseguida pela elite brasileira mas, ao mesmo tempo, vale relembrar que se acabava de sair de um regime escravocrata. Por isso talvez a nova elite brasileira, ainda impregnada de valores tradicionais, dos valores da separação entre casa grande e senzala, não está acostumada e preparada a conviver com aqueles das camadas subalternas. Sendo assim, não é de se estranhar que um periódico do Rio de Janeiro manifeste ideias segregacionistas em relação ao futebol e à sociedade: ―... o futebol é um esporte que só pode ser praticado por pessoas da mesma educação e cultivo. [Se formos] obrigados a jogar com um operário (...) a prática do esporte torna-se um suplício, um sacrifício, mas nunca uma diversão‖. (FRANCO NÚNIOR, 2007, p. 63)
Aliás, não se pode esquecer que a essa época o eleitorado nacional não é superior a 4%, a participação popular é inexistente. Por isso, como ainda nos diz Franco Júnior (2007, p.63), essa manifestação do periódico carioca é uma ―verdadeira profissão de fé‖; se diria mais: em relação ao futebol, é um claro manifesto pela manutenção do futebol como um esporte de elite em nosso país.
Uma síntese do que representa o futebol para a sociedade brasileira em seus primórdios, e como está organizada essa mesma sociedade, é dada pelo mesmo Franco Júnior:
Esporte de bacharéis num país caracterizado por gigantesca desigualdade social, esporte de brancos em uma sociedade com marcas ainda expostas do escravismo, esporte associado a ícones do progresso e da industrialização numa economia ainda essencialmente agrária, o futebol tornou-se desde o início um dos ingredientes mais importantes dos debates acerca da modernização do Brasil e da construção da identidade nacional. (FRANCO JÚNIOR, 2007, p. 61)
Além disso, os jogos de futebol (meeting) são considerados acontecimentos sociais, onde apenas os abastados, a elite, têm acesso. Consta que a primeira partida com grande afluxo de público conta com apenas 60 espectadores...
Sobre isso escreve Waldenyr Caldas:
O primeiro ‗grande‘ jogo, aquele que empolgou a platéia, foi realizado em São Paulo, em 1899, na presença de sessenta torcedores. Um número admirável, se considerarmos o quase total desconhecimento do futebol no Brasil. De um lado, estava o time formado pelos funcionários da Empresa Nobiling; do outro, os ingleses que trabalhavam na Companhia de Gás, na Estrada de Ferro e no Banco. (CALDAS, 1990, p. 23)
A criação de Ligas – São Paulo e Rio de Janeiro organizam as primeiras - é um marco que se pode trabalhar para a massificação do futebol. Entretanto, como diz Proni (2000, p. 103), ―... a finalidade da criação da Liga era de afirmar o aspecto distintivo do novo esporte, marcando um distanciamento claro em relação aos demais times que foram surgindo‖. Deve-se ressaltar, porém, que a criação de associações esportivas, e torneios também são quase que obrigatórias, pois fazem também parte daquilo que é considerado moderno, ―... uma tendência internacionalmente verificável...‖ (PRONI, 2000, p. 103).
Mas, ao mesmo tempo, há um temor verificado desde cedo, o de que ―... o pretenso Éden do amadorismo fosse conspurcado pelo interesse das camadas médias e subalternas.‖ (FRANCO JUNIOR, 2007, p. 63). Isso acontece quando vão surgindo os times de fábricas com a participação de operários em seus quadros (Bangu, em 1904, e o Juventus13, em 1924) – inclusive incentivados pelos empresários.
O Bangu, por exemplo, é fundado por ingleses em 1904, empregados da Companhia Progresso Industrial Ltda., uma fábrica de tecidos do Bairro de Bangu, subúrbio carioca. Apoiados pela diretoria dessa empresa os empregados ingleses de alto escalão criam essa equipe de futebol. A empresa cede um gramado próximo para a prática do futebol e ajudam na importação do material necessário.
Waldenyr Caldas mostra exatamente como é o clima à época do surgimento Bangu, uma das equipes do subúrbio do Rio de Janeiro e que é uma das primeiras a contar com operários em seus quadros:
É nesse clima de sofisticação que surge o The Bangu Athletic Club em 1904. Com ele, outros times suburbanos como o Vila Isabel, o Andaraí e o Mangueira. É claro que toda essa sofisticação, observada em jogos do Fluminense, Flamengo, América e Botafogo, estava muito distante desses times de subúrbio da zona norte. Com exceção do Bangu, esses outros times abandonaram o futebol. O motivo entre outras coisas, foi a falta de dinheiro para financiá-lo, embora naquela época existisse apenas o amadorismo. (CALDAS, 1990, p. 27)
Observa-se que o Bangu nasce da mesma forma que as outras equipes de futebol à época, ou seja, é criada pela elite que desejava a prática do futebol entre seus iguais, entre os próprios empregados ingleses. Porém, devido à escassez de funcionários do alto escalão para
13 Nascido em 1924 da fusão do Extra São Paulo F.C. e do Cavalheiro Crespi F.C. tradicionais clubes da várzea
compor a equipe da fábrica, e a distância do bairro para o centro da cidade, onde estão os outros iguais, ingleses, faz com que os operários da empresa sejam convocados a compor a equipe sob determinadas condições que, segundo Caldas (1990, p. 29) são as seguintes: ―...desempenho profissional, no tempo de serviço na empresa e no comportamento pessoal...‖. Assim nasce o Bangu, e a prática do futebol por operários subalternos, junto aos empregados de alto escalão da empresa, notadamente ingleses. O The Bangu Atlethic Club inicia a sua história e com ele a história do futebol no Brasil passa por transformações. Acontece que os operários que compõem os quadros do Bangu passam a ter alguns privilégios, como desempenhar algumas tarefas leves para manter a energia para a prática esportiva. Em dia de treino, deixam o trabalho mais cedo por serem próximos dos chefes, os ingleses. Também conseguem mais rapidamente promoções na empresa. Segundo Caldas, isso faz com que aqueles operários mudem de status, de simples operários para divulgadores da empresa:
A partir desse instante, o operário (embora a coisa não fosse oficializada) não representava para a Cia. Progresso Industrial apenas um trabalhador a mais. Ele era, entre outras coisas, um veículo de divulgação da própria empresa, uma vez que o Bangu sistematicamente viajava para jogar noutras cidades. (CALDAS, 1990, p. 29)
Como se pode ver o Bangu, um clube também formado pela elite da época (empregados ingleses), por contingência de localização e pela necessidade de completar o quadro da equipe (Caldas, 1990, p. 30), cumpre o papel de iniciar o que alguns chamam de processo de democratização do futebol brasileiro.
Vale ressaltar, apesar de que os temas marketing e patrocínio serão tratados mais à frente deste trabalho, que aparentemente essa é uma das primeiras iniciativas de marketing no futebol de que se tem notícia no Brasil. Sobre isso Fátima Antunes escreve:
O prestígio da empresa, se não era totalmente dependente do desempenho da equipe de futebol, podia, em parte, ser favorecido por ele. Afinal, o clube era uma espécie de cartão de visitas da empresa. Ele carregava seu nome e suas cores e, no limite, divulgava seus produtos. Ao que tudo indica, os industriais brasileiros perceberam cedo que o futebol praticado pelos operários poderia funcionar como um ótimo veículo publicitário. (ANTUNES, 1994, p. 106).
Lentamente vai se dando preferência, à hora da contratação, a operários que sejam bons de bola. As vitórias da equipe passam a ser valorizadas e aos poucos os operários vão substituindo os ingleses na equipe, e ainda segundo Caldas:
Atenua-se o conflito de classes (apenas na aparência) e com ele o preconceito de cor. O negro dribbler14, por exemplo, poderia e até deveria integrar o eleven15 do Bangu, desde que evidentemente, trabalhasse para a Companhia Progresso. (CALDAS, 1990, p. 32)
Não é difícil de imaginar que se instala uma luta entre os trabalhadores, pois se tornando jogador de futebol passa a existir a garantia do emprego e privilégios para o operário. Caldas (1990, p. 43) afirma que ―... existiu no Bangu, no início de sua história, uma espécie de ‗elite operária do futebol‘.‖
O futebol começa a se massificar e a se popularizar, surgindo as equipes de bairros proletários (Corinthians Paulista, em 1910), ―... se difundindo como um novo elemento do meio social urbano. Em contraposição ao futebol dos clubes de elite, começa a proliferar o que mais tarde será chamado ‗futebol de várzea‘.‖ (PRONI, 2000, p. 103).
Com o nascimento de equipes oriundas das camadas mais populares, o futebol no Brasil segue o seu caminho rumo à massificação, mas ainda assentado em uma dupla tendência:
A primeira, a formação de equipes no interior dos grupos dominantes, orientada pelos valores do cavalheirismo, do fairplay e do amadorismo (...) um novo item da modernidade européia que não podia faltar aos anseios de atualização da elite brasileira (...) contudo, o desenvolvimento de uma segunda tendência (...) desde cedo com a formação de times improvisados pelos setores populares (...) Havia, então, dupla concepção do futebol. De uma parte, estava a perspectiva pedagógica européia (...) De outra parte, estava a realidade nacional de corpos adestrados no trabalho braçal e habituados aos folguedos das danças populares e a toda sorte de improvisações. (FRANCO JÚNIOR, 2007, pp. 62-65)
14 Dribbler ou finteiro é o jogador que engana com a bola ou o corpo o adversário. In: GUY, Gay, Dicionário do
Futebol. Editora Civilização Brasileira. P. 167, s.d., Rio de Janeiro. Este livro pertence ao Museu dos Esportes do Estado de São Paulo e seu código de referência é D796. 332(03) G247d. Nota e grifo do autor.
A migração, principalmente europeia e muito acentuada à época no Brasil, também dá impulso para a massificação e popularização do futebol. Equipes de colônias como o Palestra Itália16, fundado em 1914 e o Vasco da Gama17, em 1915, são exemplos disso. Assim, os migrantes europeus começam a praticar por aqui o esporte que já conheciam da Europa, e também ajudam a massificar e popularizar o futebol.
Se por um lado se assiste o caráter espontâneo da criação de equipes na várzea, nos bairros proletários e entre os migrantes, o futebol também ganha impulso para a sua massificação através do estímulo dado pela nascente indústria (ao mesmo molde do que ocorreu com o Bangu). Sobre isso fala Fátima Antunes:
Sua difusão em meio operário levou empresários a incentivarem a organização de clubes no interior das fábricas não apenas como forma de diversão e lazer: essas agremiações, ao participarem de campeonatos oficiais, divulgavam o nome da empresa e de seus produtos. A decorrente valorização do capital esportivo dos operários deu origem a um processo de mobilidade social no próprio local de trabalho, do qual apenas uma pequena parcela de trabalhadores pode ser beneficiada com ganhos reais. (ANTUNES, 1994, p. 109)
São Paulo e Rio de Janeiro (mas não somente eles), por serem os maiores centros econômicos e culturais do país, e por terem as melhores condições para abraçarem essa novidade trazida pela modernidade, têm as condições adequadas para a rápida expansão do futebol que se observa à época. Sobre isso fala Proni:
o futebol encontrou grande receptividade nos dois principais pólos econômicos (e culturais) do país, onde a presença de empresas inglesas, a instalação de fábricas de pequeno porte, a formação de um operariado e o intenso fluxo de imigrantes propiciavam condições adequadas à contagiante atração exercida pelo novo esporte. (PRONI, 2000, p. 104)
O futebol estava consolidado como esporte popular no Brasil. Realiza-se então uma das primeiras transformações pelas quais passa o futebol brasileiro. De esporte
16 Hoje chamada de Sociedade Esportiva Palmeiras, a Societá Sportiva Palestra Italia foi fundada pela colônia
italiana na capital paulista no ano de 1914, já com o intuito da prática do futebol.
17Nascido Club de Regatas Vasco, o hoje Clube de Regatas Vasco da Gama, foi fundado pela colônia portuguesa
no Rio de Janeiro em 1898, inicialmente, como diz o próprio nome, como um clube dedicado aos esportes aquáticos, o remo em específico. Mas o nascimento do futebol no Vasco da Gama se dá somente no ano de 1915.
exclusivamente de elite, agora, novos elementos se agregam ao campo de jogo – o operário, o imigrante, o negro: o povo.
A existência dessas equipes já não mais pode ser ignorada, o futebol passa rapidamente a ser uma prática social disseminada dentre as camadas mais populares. As Ligas, aos poucos, não sem resistências, terão que aceitar a presença de equipes mais modestas. Porém essa transformação, aos moldes de todas as mudanças pelas quais passa a sociedade brasileira, mostra claramente que a elite do Brasil busca – mesmo nos momentos de transformação – preservar os grupos dirigentes, pois o controle da organização dos torneios e o controle político das Ligas permanecem nas mãos dos clubes de elite, que buscam ―preservar o status diferenciado de seus esportistas evitando uma maior miscigenação‖. (PRONI, 2000, p. 104).