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Uttelling i EUs 7. rammeprogram

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6.5 I NTERNASJONALISERING

6.5.1 Uttelling i EUs 7. rammeprogram

suporte aos profissionais do ensino comum. No mais, o trabalho volta-se para os alunos da escolaridade atendendo suas demandas individuais, orientando professores e familiares e, também, participando das atividades da equipe multidisciplinar, discutindo e propondo estratégias, para auxiliar o trabalho pedagógico.

Focal.: Conforme a entrevistada, a escola reformulou seus serviços ajustando a antiga concepção de atendimento às orientações dadas pela Secretaria de Educação caracterizando, desta forma, a itinerância como um serviço de apoio, e as oficinas e salas de recurso como serviços complementares da educação inclusiva.

Tem o trabalho do itinerante, que ele [PROFESSOR] faz essa assistência e traz as questões da escola

para cá. [...] O trabalho, também, da sala de recurso [...] que eles tiveram também que, de alguma forma, que se modificar... ter uma outra visão... de estar sabendo ali que cada aluno é individual, cada um tem uma demanda... para ser feito. [...] Qual é o trabalho que vai ser desenvolvido para que ele [...] consiga a evolução lá no seu processo de aprendizagem. [...] tem outros e outros tipos de atividade que vai ser oferecida e que vai poder estar ali sendo é... trabalhada... [...] estar contribuindo para o processo dele nessa escola... não precisa estar ali a professora, só com essa atividade de caderno e lápis. É... as oficinas... a clientela é outra. A proposta também para ser trabalhada é outra... antes tinha muito de... da escola e do professor oferecer para esses alunos... agora não, é ele que vai escolher [...] onde é que ele quer estar para desenvolver as habilidades.

Na percepção da entrevistada, somente o conhecimento específico da área não é capaz de subsidiar a prática para atender às demandas do setor pedagógico. Para acompanhar e orientar o trabalho do professor, a psicologia deve conciliar saberes da área psicológica e pedagógica.

[...] para estar aqui dentro, a gente tem que estar investindo mais na parte pedagógica. Então, você tem que ter um conhecimento... uma visão muito... dessa parte, para você estar ali discutindo com aquele profissional... não é mais o clínico. Você tem que ter aquele olhar, tem que ter uma escuta, mas você tem que ter uma bagagem muito grande de informações na parte do pedagógico [...]. [...] psicólogo, dentro dessas escolas, ele tem que ter [...] essa teoria também. [...] Ele tem que estar com a dele, não é? ... mas essa também, tem que ter esse embasamento para estar ali no meio da discussão.

Ela parece se ressentir do lugar que é reservado ao psicólogo na instituição onde trabalha. Para ela, o profissional deveria ter mais autonomia e espaço para acompanhar o trabalho pedagógico. Além disso, sua atuação deveria ser desvinculada do papel de solucionar ou apaziguar as situações de conflito da escola ou de problemas enfrentados em relação ao aluno (crises agressivas, convulsivas ou surtos psiquiátricos). Outra situação que lhe causa incômodo diz respeito a outros profissionais que sentem-se no direito de substituí-la por julgar como prescindível, naquele momento, suas orientações. Nestes casos, as pessoas invadem seu espaço de atuação julgando que um bom bate papo seria suficiente para resolver alguma questão relacionada ao aluno quando, na verdade, trata-se de uma situação delicada que necessita de um olhar, uma escuta e uma intervenção apropriada que ela entende como de

sua competência. Por estas razões, ela defende a necessidade do psicólogo marcar o seu lugar e posicionar-se diante dos outros profissionais.

Olha, eu, ainda sustento, que o papel é dele... a função dele, o trabalho dele é junto com a escola, com a instituição. É num todo ali, dele estar ali, estar participando ali no todo... desde lá, até lá na portaria, sabe?... desse envolvimento dele mesmo e o apoio... o apoio dele, o trabalho direcionado para o bem estar do aluno... ele tem compreender essa convivência... esse trabalho... para melhorar a situação, ou o ambiente ... da instituição, você estar ali... podendo ali fazer um trabalho, mas ainda é... focado no aluno.

...

[...] desse trabalho no conjunto, dentro da instituição, não é clínico... mas assim, essa participação mesmo, de estar ali... de poder conversar com aquele profissional, de estar oferecendo, no caso ali da ajuda... para ele buscar ajuda, ele recorrer e de ouvir... não com uma escuta clínica, mas poder dar um suporte.

...

Agora, eu sozinha, na hora das coisas ruins, sou eu, o psicólogo, que vai e nas coisas boas, o grupão? Não. Em todos os momentos, de estar aí, [...] estar envolvido, de estar participando... eu acho que seria a função dele mesmo. Mas assim, não vejo... e com outras pessoas que eu já conversei também... eles fazem essa mesma queixa, que essa entrada é meio complicada ainda.

Vitória revela que, no projeto político pedagógico, aparece como proposta para o setor, dar um suporte mais efetivo aos profissionais do ensino comum incluindo um trabalho mais sistematizado e realizado diretamente nas escolas. Para ela, o profissional não deve ficar preso à escola especial, mas voltar-se para fora, vislumbrar e criar possibilidades nas escolas comuns para que a proposta inclusiva se efetive.

Olha, a psicologia, ela também se propôs a estar dando essa assistência lá na escola comum. Então, [...] o dia que [...] aconteceu a primeira reunião dessas escolas, a gente se propôs também, estar fazendo esse deslocamento para estar ali. É... não fazendo um trabalho clínico, não. Fazendo assim... um trabalho mesmo psicológico ou é... estar ali para poder tentar harmonizar, [...] dar um suporte tanto para o aluno, quanto para os profissionais que estão ali envolvidos com esse aluno. Então, nós também fizemos essa proposta de estar fazendo esse deslocamento. É uma das prioridades nossa. Eu estou contribuindo para esse fortalecimento da educação inclusiva. Porque se eu ficar só aqui dentro trabalhando para a educação especial, eu não estou trabalhando para inclusão, ou para tirar esse lugar de especial... tirar essa... esse peso e contribuir para que esse movimento... para que se descubra as habilidades alternativas,[...] outros caminhos de aberturas aí para ele poder estar lá fora.

¾ Estas primeiras análises deixam evidente que a reestruturação das escolas para atender no molde de Centro de Apoio às escolas comuns trouxe mudanças para a prática dos

psicólogos. As respostas à questão desencadeadora, apontam as atividades que deram início à mudança de perspectiva no atendimento gerando um intuito inclusivista nas ações dos profissionais. Porém, a análise das questões focalizadoras sugere que as transformações no caráter do atendimento oferecido pelos psicólogos estão acontecendo de forma processual, pois, diante das questões dirigidas, eles mencionaram novas atividades que ganharam contornos inclusivistas ou descreveram as atividades mencionadas anteriormente de forma diferenciada, exigindo inversão da interpretação feita a partir da informação obtida com a questão desencadeadora.

PROCEDIMENTOS FINAIS E ANÁLISE DOS DADOS

Retomando o material produzido a partir da questão desencadeadora, os dados levantados foram reunidos em um novo quadro (Quadro 3) que constava de uma coluna (Categorias de Funções) onde estavam dispostas as categorias de registro criadas, e de uma segunda coluna com as sínteses das atividades de todos os entrevistados agrupadas de acordo com estas categorias. Outro procedimento adotado foi registrar quantos entrevistados, e quais deles, falaram sobre determinada categoria e também sobre as atividades referentes a cada categoria. Para isto, mais uma vez, foi utilizada, como referência, a ordenação feita no procedimento anterior respeitando a numeração criada (1 a 14) para identificar o quadro de cada entrevistado criado a partir da questão desencadeadora, reunidos no anexo E.

Quadro 3 – Distribuição das atividades entre as categorias de função e registro dos profissionais que se referem a estas atividades

CATEGORIAS DE

FUNÇÕES SÍNTESE DAS ATIVIDADES (elemento central)

Acolher e orientar os familiares que acompanham os alunos diariamente 2 Auxiliar os familiares nas dificuldades vividas com o processo de inclusão 1, 14 Buscar junto à família informações importantes sobre os alunos (comportamento, estado de saúde, atendimentos especializados, medicação) 3

Encaminhar e orientar os pais sobre o serviço mais indicado para atender as necessidades o aluno 12

Estimular a parceria família-escola 2

Investigar a posição da família em relação ao encaminhamento para o ensino especial 4, 5

Orientar e preparar os pais, ou responsáveis, para processo de desligamento dos alunos (terminalidade) 6, 7

Orientar sobre aspectos variados que interferem na escolarização dos filhos 4, 13 Apoiar e orientar as famílias (atendimento individual) 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 12, 13,

14

Trabalhar com grupo de pais aspectos da dinâmica familiar 3, 8, 12 Orientar as famílias em reuniões gerais da escola 2, 9

Orientar e encaminhar as famílias para os serviços da saúde 4, 9, 13 Orientar familiares sobre o trabalho do psicólogo 9

Acolhimento de/ apoio e orientação às famílias 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 12,

13, 14

(N=12)

Atender às demandas das famílias 6, 9

Acompanhar os alunos no horário do lanche e/ou no horário do almoço e auxiliar no que for necessário 3, 11

Acompanhar a evolução do aluno 2, 5, 7 9

Acompanhar e orientar os alunos que freqüentam a sala de recurso 4 Acompanhar o processo de inclusão dos alunos encaminhados para o ensino comum 6

Atender às necessidades (urgências) dos alunos 1, 6, 8, 10, 13, 14 Construir um vínculo com o aluno 9

Intervir nas questões que interferem no processo de ensino-aprendizagem (relação prof.-aluno; comportamento do aluno; questões individuais do aluno) 2, 5, 9, 13 Orientar e preparar os alunos para o desligamento da escola (terminalidade) 6 Orientar os alunos em sala de aula ou individualmente 1, 5, 13

Orientar os alunos nas atividades da oficina 7, 12

Trabalhar a questão da sexualidade nas turmas formadas por adolescentes 10 Treinar os alunos para inserção no mercado de trabalho 7, 12

Acompanhamento de/ orientação a/ e intervenção junto aos

alunos

1, 2, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14

(N=13)

Acompanhar o aluno atendido pelo serviço itinerante 13

Acompanhar e orientar o trabalho do professor itinerante 1, 4, 11, 13

Acompanhar e orientar o trabalho do professor que atua na sala de recurso 4, 11 Acompanhar e orientar o trabalho dos professores (escolaridade) 10

Acompanhar o trabalho pedagógico 5 Atender às solicitações do professor 5, 9

Discutir e propor estratégias para auxiliar o professor 3, 4, 5, 11

Fornecer [aos professores] informações importantes sobre os alunos 3, 9, 12 Intervir nas questões que interferem no processo de ensino-aprendizagem (prática pedagógica; relação prof.-aluno; comport. do aluno; questões do professor) 2, 7 Orientar o professor nas atividades da oficina 7, 12

Orientar o trabalho do professor que atua na sala de recurso 1 Orientar os professores das oficinas 1

Orientar sobre a elaboração de relatórios dos alunos (escolaridade) 1

Orientar sobre aspectos que possam interferir na aprendizagem dos alunos 4, 12

Acompanhamento de/ orientação a/ e intervenção junto aos

professores 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10,

11, 12, 13, 14

(N=14)

Orientar sobre questões relativas à relação professor-aluno, ou às dificuldades enfrentadas na prática pedagógica 1, 2, 3, 5, 8, 9, 11, 13

Participar das reuniões pedagógicas intervindo ao nível da sua competência 9, 12 Participar de eventos escolares 6

Contribuir na elaboração de documentos e projetos com aspectos específicos da área de conhecimentos 3

Contribuir na elaboração e no desenvolvimento de projetos pedagógicos 1, 6, 11 Disponibilizar-se para atender às necessidades da comunidade escolar 9

Auxiliar na criação de novas estratégias pedagógicas 3 Acompanhar a evolução do trabalho pedagógico 2, 3, 4, 7, 14 Observar a dinâmica das salas da aula 2, 14

Indicar alunos em condições de serem incluídos 3 Auxiliar na enturmação do aluno avaliado 2

Auxiliar no processo de agrupamento do aluno considerando o perfil de cada um

6

Auxiliar, na formação de turmas, ou remanejamento dos alunos 6

Apoio e auxílio ao setor pedagógico 1, 2, 3, 4, 6, 7, 9, 11, 12, 14

(N=10)

Participar dos conselhos de classe intervindo ao nível da sua competência 1, 3, 6,

12 Atendimento diversificado de acordo com as necessidades da escola 3, 6, 8

Atender às necessidades imediatas da escola 3, 6, 8

(programar reunião; visitar escolas; atender visitantes; fazer orientações por telefone; atender alunos em crise; verificar problemas em sala de aula; acompanhar o recreio, a entrada e a saída dos alunos; fazer contato com especialistas; participar da avaliação de desempenho profissional, entre outras possíveis que surgem no dia-a-dia).

Atender às solicitações da direção 6

Auxiliar a direção nos aspectos legais da escola (regimentos, projetos) 2

Dar suporte à direção nas decisões que exigem conhecimentos sobre a legislação educacional 2

Auxiliar a direção na tomada de decisões 6

Auxílio e apoio à direção 2,6

Apoiar e registrar as ações da direção 6

Avaliar os alunos encaminhados para a escola 3, 4, 5, 8, 10, 14

Avaliar os alunos encaminhados para a escola (métodos/técnicas específicos da área) 2, 7, 9, 12, 13

Avaliar os alunos encaminhados para a escola, ou aqueles que vão ser encaminhados para outros serviços 1, 6

Elaborar relatório com as informações coletadas durante a avaliação 2 Encaminhar (na escola) para o serviço que melhor atende às necessidades do aluno 7

Verificar se o aluno corresponde à clientela da escola 2, 5, 10, 12, 13

Fazer uma devolução para a escola que encaminhou o aluno, caso a matrícula não seja efetivada 3

Autorizar a matrícula e/ou encaminhar para outros serviços 2, 10

Avaliação / triagem 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10,

12, 13, 14

(N=13)

Autorizar a matrícula 13

Capacitar os profissionais do ensino especial para trabalhar na perspectiva inclusiva 1

Capacitar os profissionais para atender ás especificidades da educação especial 2 Orientar os profissionais da escola 2

Discutir e orientar sobre problemas decorrentes do trabalho 11 Orientar os funcionários no trabalho 6

Oferecer suporte psicológico quando necessário 6

Orientar os profissionais sobre como lidar com os alunos 5 Orientar profissionais sobre o trabalho do psicólogo 9

Capacitação e orientação aos funcionários

1, 2, 5, 6, 9, 11

(N=6)

Discutir e orientar os profissionais sobre as dificuldades de relacionamento 5 Coordenar o serviço de itinerância 4, 13

Coordenar as oficinas de formação profissional 12

Coordenar junto à equipe técnica o processo de avaliação 6

Coordenação de serviços 4, 6, 7, 12, 13

Buscar parcerias e discutir novas alternativas de atendimento 2

Manter contato e trocar informações com profissionais da saúde que atendem a alunos da escola 3, 5, 10

Intercâmbio com outros profissionais/ serviços

externos à escola 2, 3, 5, 10

(N=4) Encaminhar alunos para serviços da saúde 2, 5, 10

Discutir novas alternativas de atendimento que atendam à perspectiva inclusiva 7 Discutir sobre a dinâmica das salas de aula 14

Auxiliar no planejamento e organização dos serviços oferecidos pela escola 1 Auxiliar, com conhecimentos específicos da área, na busca de solução para problemas pedagógicos 9

Discutir sobre questões relevantes da dinâmica escolar 6, 9, 11 Reunir em equipe para estudo de casos 1, 2, 5, 7, 11, 14

Definir o serviço que melhor atende às necessidades dos alunos (ensino comum, ensino especial) 4, 9

Discutir o caso [do aluno em avaliação] em equipe para finalizar a avaliação 2, 4,

7, 9, 10, 11, 12, 13 Participação em/ apoio a/

e contribuição para as atividades da equipe multidisciplinar 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14 (N=12)

Discutir e propor estratégias para auxiliar o trabalho pedagógico 5, 7, 14 Manter atualizados dados e informações sobre os aluno 3

Elaborar e encaminhar relatórios para empresas/instituições que empregam os alunos 7

Registros técnicos 3, 6, 7

(N=3) Elaborar e encaminhar relatórios [de alunos] para especialistas, ou para a secretaria de educação 3, 6 Capacitar os profissionais do ensino comum para trabalhar na perspectiva inclusiva 1

Dar suporte às escolas comuns que encaminham alunos para a sala de recurso 7 Orientar as escolas comuns no processo de inclusão dos alunos 6, 7

Orientar os profissionais do ensino comum sobre a elaboração do PDI 1, 12, 14 Orientar o trabalho pedagógico com os alunos incluídos 1, 14

Subsídio a/ e capacitação de profissionais da rede

regular 1, 4, 6, 7, 12, 14

(N=6) Visitar as escolas atendidas pelo serviço itinerante e/ou sala de recurso 4, 7

Deve-se considerar que, de modo geral, todo o trabalho desenvolvido nas escolas visa, em última instância, atender à clientela para a qual estão voltadas (o aluno) visando o sucesso do processo ensino-aprendizagem. Partindo deste pressuposto, o procedimento descrito acima (o agrupamento das atividades desenvolvidas pelos psicólogos) fornece uma visão panorâmica de como se dá a distribuição das atividades deste profissional, que também contribui para este objetivo final que é propiciar a aprendizagem do aluno.

Após a reorganização das escolas para atender à perspectiva inclusiva, houve a criação de outros serviços, além da escolarização formal que, em última instância atendem à mesma finalidade, ou seja, o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. Ainda que sejam caracterizados como serviços complementares e de apoio à inclusão educacional, eles foram

criados para, de forma indireta, propiciar o desenvolvimento do aluno no ensino comum. Assim, tem-se, na Educação Especial serviços que são oferecidos nas escolas especiais (ou nos Centros de Apoio, conforme a meta da Secretaria de Educação de Minas Gerais) como as salas de escolaridade (casos graves), as salas de recurso, as oficinas profissionalizantes, serviços externos à escola que incluem o serviço itinerante, o suporte oferecido para as escolas comuns no processo de inclusão dos alunos encaminhados pelas escolas especiais, parcerias com empresas ou instituições de inserção profissional e a troca de dados e informações com especialistas da área da saúde. Como pode ser observado no Quadro 3, acima, as atividades dos psicólogos podem estar voltadas para estes serviços, ou direcionadas para diferentes sujeitos (alunos, professores, familiares, direção, equipe técnica, funcionários) da instituição sendo realizadas na forma de assessoria, acompanhamento, orientação, intervenção, atendimento e avaliação, de acordo com a demanda específica de cada grupo.

Estas considerações e a sucessão de procedimentos para tratamento e posterior análise das informações permitiram vislumbrar uma organização final do material produzido com a questão desencadeadora procurando mostrar uma visão geral dos dados levantados, até o momento, e avançar para uma análise final dos dados apresentados neste estudo.

As falas referentes às atividades desempenhadas pelos profissionais forneceram dados que foram traduzidos nas funções que os psicólogo dizem assumir na prática profissional e que se diferenciam conforme a natureza das atividades.

As atividades nada mais são do que as ações realizadas para o desempenho da função. No cumprimento de uma função, as atividades se diferenciam, de escola para escola, em obediência às demandas da instituição, e também de profissional para profissional, provavelmente em função da formação acadêmica, experiência profissional e concepção individual do trabalho do psicólogo na educação - aspectos que influenciam na realização das tarefas e que se traduzem em atividades tradicionais ou atividades que condizem com o

princípio inclusivo classificadas, respectivamente, como práticas institucionalizadas ou inclusivistas neste estudo.

Considerando, neste momento, a natureza das atividades, podem-se dividir as funções desempenhadas pelos profissionais em três grandes grupos que irão englobar uma série de funções caracterizadas por atividades diversas. Assim, examinado a natureza das atividades, foi possível identificar atividades que são assumidas como específicas do setor de psicologia, atividades de suporte a outros setores ou grupos instituídos na escola e atividades alheias ao setor. A seguir, será melhor explicitado cada um destes grupos, apresentando-se a organização dos dados em um quadro construído para cada um deles, e alguns apontamentos baseados neste material. Neste procedimento, a classificação das atividades feita entre as subcategorias (institucionalizada ou inclusivista) da categoria de análise perspectiva de atendimento foi retomada e inserida nos respectivos quadros (coluna CT. 2).

GRUPO 1: Atividades específicas do setor – atividades apresentadas como de

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