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D ELTAKELSE I FORSKNINGSPROGRAMMER

In document Miljøinstituttene i Norge (sider 37-45)

específica destinada para cada escola, que neste caso correspondia aos alunos com deficiência múltipla. As demais atividades apresentadas estão voltadas para a escolaridade e não aparece nenhum intuito inclusivista na realização das mesmas.

Focal.: A entrevistada observou durante a implementação do Projeto Escolas Especiais: um novo tempo, que houve muita resistência por parte dos profissionais da escola para aceitar a proposta inclusivista por desacreditarem na inserção, na rede comum, de alunos com quadro semelhante aos que a escola se especializou em atender, alunos com múltipla deficiência. Em sua opinião, trata-se de uma clientela que necessita realmente de condições especiais para a aprendizagem que a escola comum, na realidade, não tem condições de oferecer. Considera, ainda, o fato de existirem alunos no ensino comum, com outros problemas que não são causados por deficiências, mas que também os coloca na condição de excluídos e que precisam ser levados em conta quando falamos em inclusão educacional. Desta forma, ela vislumbra uma possibilidade de que a proposta de inclusão dê certo, desde que sejam feitos ajustes na escola comum para que ela possa atender, ao mesmo tempo, às necessidades de seus próprios alunos, que já vivem uma situação de exclusão, e as necessidades da clientela da educação especial para ela encaminhada.

Aí eu percebi que aqui na escola estava tendo muita resistência por medo de acabar a escola especial... e eles acharem que os alunos de múltipla deficiência, principalmente, não têm condição de freqüentar a escola comum... há muita dificuldade. [...] o que a gente está vendo agora, é que não é bem assim, esse aluno tem condição sim.

...

[...] eu também acho que os alunos comuns são muito especiais, [...]porque eles têm uma deficiência social. Eles não têm uma deficiência característica de visão, de audição, de fala, ou física, qualquer que seja, mas a deficiência pior que eu acho é a social e que é a mais difícil de incluir... porque é muito sofrido, numa sala tão grande, com meninos desorientados dentro da sala de aula. Então, eu penso que para ter cuidado com esses alunos especiais, que são de fato de escolas especiais [...] é preciso pensar bastante [...] no número de alunos em sala na escola comum... porque, senão, eles vão ficar muito desorganizados.

Este processo de resignificação ajudou a repensar uma prática arraigada que influenciava o processo de avaliação dos alunos porque, antes, a escola somente aceitava alunos que se enquadravam na clientela específica para a qual estava voltada. O discurso inclusivo abriu os horizontes para a concepção de que não existe um grupo de alunos específico para esta, ou aquela escola. Todas as escolas especiais devem atender alunos com quadros de condutas típicas ou deficiência comprovada.

Acredito até que agora vá acrescentar um pouco [...] porque antes era a escola especial meeesmo... a gente recebia esse aluno... ah, ele é dessa escola, não é dessa escola... agora acho que não tem muito isso... ele é dá escola, não importa que seja dessa ou daquela, isso é um pensar assim, desse momento.

Sobre as atividades desenvolvidas na escola, ela reforça o suporte ao setor pedagógico, acompanhamento e atendimento das necessidades de alunos e professores com atividades que não possuem um intuito inclusivista.

A gente faz mais assim, a gente entra mais no PDI, nas avaliações dos alunos quando entram e no acompanhamento da professora com relação é... atividades extras também, que a gente também entra muito para ajudá-las, às vezes assim... na dinâmica da coisa... até a que está com dificuldade com algum aluno, a gente conversa, a gente chama para conversar, vai na turma e fala... [...] atendimento extra-classe também, que às vezes tem um atendimento médico... a gente entra muito por aí, é... contato com a família... então, fica muito nessa.

O trabalho desenvolvido com o grupo de mães que permanecem na escola, diariamente, durante o período de aula, é apresentado neste momento como uma atividade sistematizada que acontece nas sextas-feiras visando conhecer e orientar estas mães (ou responsáveis) para melhorar a dinâmica familiar e a relação da família com o aluno e, em última instância, para que sejam mais capazes de buscar a inclusão social dos filhos.

[...] eu faço esse trabalho com a família às sextas feiras, que é um trabalho de bordado que a gente chama assim é... “história em bordado”... que é muito de interação entre as famílias ali, dos alunos, para que depois tenha também uma interação boa com os próprios filhos.

Sabe assim, essa interação para melhorar o emocional dessas famílias para elas saberem se conduzir e caminhar com suas próprias pernas, [...].

Os serviços propostos para a escola para atender à perspectiva inclusiva são as oficinas profissionalizantes, as salas de recurso, a itinerância, além de aulas de informática oferecidas por uma instituição que atende a pessoas com deficiência que, em parceria com a escola, ensina os alunos. A entrevistada esclarece que, de uma forma ou de outra, ela está envolvida com todos estes serviços fazendo um acompanhamento do trabalho realizado, mas de forma mais sistemática, acompanha e orienta o trabalho do professor itinerante e, assim, mesmo que de forma indireta, atende, também, às demandas da escola comum.

Porque tem o serviço itinerante que [...] basicamente esse intercâmbio entre a escola especial e a escola comum e que eu estou nele também, que agente trabalha com as professoras para ver esse entrosamento, esse intercâmbio assim e, nesse momento, a prática da escola comum está sendo... não é bem o nome, mas vamos dizer assim... supervisionada lá com a professora itinerante, e vice-versa... e as escolas estão encontrando... então, o serviço de psicologia, [...] muito nesse sentido de interação. ...

[...] eu acho que assim, o trabalho do psicólogo tem sido muito efetivo no sentido de saber assim... como conduzir essa professora lá para conversar com os profissionais da outra escola e até para ela passar como é lidar com esse aluno lá, [...] essa interação, eu acho que tem sido... eu acho que só a pedagoga não faria não, sabe?

A entrevistada não apresenta uma proposta especifica para o setor, nem mesmo descreve como responsabilidade do psicólogo atividades que tenham como finalidade promover o desenvolvimento da proposta inclusivista. Mesmo que a concepção de atendimento da escola tenha mudado obrigatoriamente, ela parece responder a esta demanda conforme as necessidades dos serviços e pessoas envolvidas sem um empenho pessoal e consciente da contribuição da psicologia neste processo.

11. Ruth

Q.1: Todas as atividades descritas são realizadas em equipe, sejam aquelas voltadas

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