5 Presentasjon og drøfting av informantenes forståelse
5.4 Utfordringer i møte med barn med utagerende atferd
desenvolva, principalmente, uma rigorosa conduta, determinada por algumas virtudes como, por exemplo, a humildade, a curiosidade, a coragem, a capacidade de decidir e de colocar limites, além do compromisso com os objetivos a que se propõe.
A profissão de professor está inextricavelmente ligada à educação de valores. Assim, o educador deve desenvolver um olhar crítico sobre os valores que estão presentes em sua práxis em sala de aula e que também extrapolam o âmbito escolar. Questionar sobre sua concepção de homem, de sociedade e de educação, no contexto em que atua.
Para uma proposta que envolva o desenvolvimento de valores e atitudes nos educandos, o professor deve procurar conhecer algumas das características psicológicas e sociais das fases em que seus alunos se encontram. Só assim conseguirá subsídios para uma possível aplicação de diferentes estratégias que possibilitem atingir seus propósitos.
Para Apple (2001) os jovens têm inúmeras perguntas e preocupações a respeito de si e do mundo. Há uma curiosidade natural em relação a praticamente tudo porque estão procurando descobrir o sentido da vida em todas as suas complexidades. Eles querem entender quem são e o que desejam vir a ser.
Conhecer a realidade na qual atua possibilita, ao professor, adequar melhor os assuntos a serem trabalhados, propondo, sempre que possível, conteúdos significativos. Idéia já divulgada por Dewey (apud APPLE, 2001, p. 31) há muito tempo:
De que adianta obter determinadas quantidades de informações sobre geografia e história, adquirir a capacidade de ler e escrever se, durante o processo, o indivíduo perde sua alma, se perde sua capacidade de avaliar as coisas, de perceber os valores aos quais essas coisas estão ligadas, se perde o desejo de aplicar o que aprendeu e, sobretudo, se perde a capacidade de extrair o significado de suas experiências futuras à medida que ocorrerem. (1938, p. 49).
Os conteúdos selecionados pelos professores deveriam levar em conta a melhor maneira de discutir com os educandos as diferentes formas de organização social e cultural existentes, assim como os diferentes valores que mantêm o convívio, na escola e na sociedade como um todo.
Lamentavelmente os professores ainda não conquistaram essa autonomia para selecionar conteúdos de forma democrática, junto com os educandos, ao contrário, continuam fechados em suas áreas, de acordo com o domínio das competências, próprias dos docentes, aprendidas no Ensino Superior.
Para Arroyo (2002, p.41) “ser educador é ser o mestre de obras do projeto arquitetado de sermos humanos”. Para ele, podemos e devemos aprender saberes, conhecimentos, conteúdos, e ensiná-los. Deve-se “deixar de tratar os saberes humanos como apenas conteúdos, matérias escolares, temáticas, conhecimentos de nossa disciplina, de cada bimestre ou ano letivo, como precondições para passar de série, no concurso ou no vestibular”. (ibid, p.45).
O autor afirma ainda que os profissionais da educação são formados para ser competentes em conteúdos fechados, com uma auto-imagem reduzida e fechada da função social deles e da escola.
Temos gerações de docentes filhos e filhas da Lei 5692/71 e da tecnocracia, do autoritarismo, da modernização produtiva, do modelo científico utilitário, e agora do pensamento neoliberal. O entulho desses tempos ainda invade os pátios das escolas e dos cursos de formação, das grades, do ordenamento escolar, dos conteúdos e das auto- imagens pessoais e profissionais. E como custa remover esse entulho! Algumas escolas e coletivos de docentes optaram por mantê-lo e enfeitá-lo com flores, com cores de algum ou outro tema aberto. (ARROYO, 2002, p.77).
O professor deve ter sempre em mente que a atividade educativa envolve a convivência entre seres humanos, que possuem diferentes valores e crenças. A postura do docente nessa convivência é de vital importância, pois os jovens em formação tendem a copiar modelos. Cabe a ele, ao analisar a realidade do aluno e a sua, fazer uma leitura crítica sobre os diferentes significados encontrados, evitando que o seu juízo de valor seja o dominante.
No entender de Mizukami (2002), o professor defronta-se no dia-a-dia da sala de aula com múltiplas situações. Situações nas quais ele não foi preparado durante seu curso de formação, porque vão além dos referenciais teóricos e técnicos. Daí a necessidade de uma reflexão, na qual o professor entra com seus valores (éticos, religiosos, políticos etc) para construir novas formas de agir.
A idéia de educação em valores não deve ser confundida com um adestramento de indivíduos receptores passivos. Adestramento (HAYDON, 2003) no sentido de submeter pessoas a determinadas idéias sem uma avaliação racional. Os professores que desejam promover a capacidade dos seus alunos de pensar por si mesmos devem incentivá-los a fazer perguntas e considerações em relação aos valores que se pretende fazê-los entender.
Numa educação em valores pesa mais o exemplo do professor do que seu discurso. Não é aconselhável trabalhar certos valores como algo estabelecido, antes de discutir as diferentes interpretações sobre eles. É preciso que as pessoas decidam por si mesmas e entre elas, quais valores vão reger suas vidas. Cabe ao ambiente escolar realizar reflexões no sentido de respeitar os valores de seus alunos.
Educar em valores significa “pensar com os outros”, a partir da discussão e do diálogo. Significa educar pessoas que “sejam capazes, durante toda sua vida pessoal e pública, de discutir suas diferenças, em vez de enfrentar-se ou iniciar um conflito”.
(HAYDON, 2003, p. 181).
Educação que possibilite o início de um diálogo para, segundo Moraes (2003) descobrir e cultivar uma nova ética que inspire novos valores. Novos caminhos que permitam desenvolver, não só os talentos para a ciência e a tecnologia, mas, principalmente os talentos para a paz, para a solidariedade e para a tolerância.
É possível através do diálogo e do autoconhecimento questionar o que leva um indivíduo a agir de uma forma, e não de outra. A partir daí a educação deve ser vista como projeto de desenvolvimento humano e social. O que viabiliza tal projeto são os desejos dos práticos, que norteiam seu trabalho, sua formação, suas intenções.