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7 OPPSUMMERING OG KONKLUSJONER

7.3 Utdyping av resultatene fra evalueringen

A produção agrícola de algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale somou 162,9 milhões de toneladas na safra 2010/11, de acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). No grupo das fibras, cereais e oleaginosas, a soja e o milho são os mais cultivados no Brasil, respondendo por 81,5% da produção total (Conab, 2011).

A área plantada com soja na safra 2010/11 cresceu 3,04% em relação à temporada anterior, passando para 24,18 milhões de hectares. No caso do milho (primeira e segunda safras), o aumento foi ainda maior, de 6,5%, para 13,84 milhões de hectares (Conab, 2011). Principal estado produtor de soja, milho inverno (segunda safra), bem como de algodão em pluma, o Mato Grosso respondeu, na média das últimas cinco safras (de 2005/06 a 2009/10), por 28,95% da produção nacional da oleaginosa, 37,03% de milho segunda safra e 50,44% de algodão.

O Brasil é um dos poucos países capazes de promover duas safras agrícolas na mesma área, em um período de 12 meses. Essa condição se deve ao desenvolvimento tecnológico de sementes e, principalmente, ao sistema de semeadura direta adaptado à condição edafoclimática. Com isso, as propriedades têm diferentes opções de culturas para combinar na região produtora.

No estado de Mato Grosso, a opção de verão é soja, algodão e milho verão, enquanto no inverno, predomina a produção de milho. Por meio da Figura 3.1, é possível observar a evolução dessas culturas, em termos de área cultivada. Na década de 80, a opção de cultivo no verão era basicamente a soja, com o milho representando uma pequena parcela. Naquele período, 75,8% da área foi ocupada pela oleaginosa. Na década de 90, a participação da soja na safra de verão salta para 85,33%; o milho fica com 10,41% e o algodão, com 4,26%. Vale lembrar que começam a surgir algumas áreas de cultivo de milho safrinha como opção de segunda safra. Na década de 2000, na primeira safra a participação da soja passa para 90,03%, algodão fica com 7,23% e o milho, com 2,73%. Por outro lado, o milho segunda safra ocupa em torno de 20,70% da área de cultivo do estado de Mato Grosso. De modo geral, no balanço dos últimos cinco anos, nota-se forte presença da soja como opção de primeira safra – com 94% da área total –, ultrapassando 6 milhões de hectares em Mato Grosso. Quanto à segunda

safra, a preferência é pelo milho safrinha com 28,42% da área de total, sendo semeado mais de 1,7 milhão de hectares.

Figura 3.1 – Evolução da área de produção de soja, milho primeira safra (Milho 1 safra), algodão, milho segunda safra (Milho 2 safra) e trigo no Mato Grosso para as décadas de 80, 90, 2000 e entre as safras 2006/07 e 2010/11.

Fonte: Conab (2011) – elaborado pelo autor.

O estudo analisou propriedades típicas de produção de cereais/fibras em duas regiões de Mato Grosso: Sorriso e Campo Novo do Parecis, que, de acordo com dados do IBGE, se destacam por compor as principais microrregiões produtoras do estado. Em 2009, a microrregião do Alto Teles Pires, que abrange Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Nova Ubiratã, Ipiranga do Norte, Tapurah e Santa Rita do Trivelato, respondeu por 32,7% de toda soja produzida no estado. Para o milho, a participação foi de 38,2% (IBGE, 2011). Composta por Campo Novo do Parecis, Sapezal, Campo de Julio, Comodoro e Diamantino, a microrregião de Parecis cultivou o equivalente a 19,9% do volume total de soja produzida no estado naquele ano. No caso do milho, participou com 22,2% e, para o algodão, com 29,9%.

Só o município de Sorriso respondeu por 10,2% da produção de soja do estado e 11% da quantidade colhida de milho, enquanto Campo Novo do Parecis participou com 5,4% do cultivo da oleaginosa, 7% do milho e 4,2% do algodão. A amostra do estudo foi não probabilística intencional, selecionando-se o sistema de produção agrícola da propriedade típica ou representativa da região. Os principais produtos agrícolas cultivados no estado de Mato Grosso estão relacionados entre as Figuras 3.2 e 3.4.

0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0

Dec. 80 Dec. 90 Dec. 2000 2006/07 2007/08 2008/09 2009/2010 2010/11

Á re a de c ul ti vo - m il o de ha

A Figura 3.2 ilustra a distribuição geográfica da produção de soja no Mato Grosso, em 2009. A divisão considera quatro regiões: Alto Teles Pires (que engloba municípios da BR-163, na região central do estado), oeste de Mato Grosso, também conhecido como Parecis, sudeste de Mato Grosso – próximo a serra de São Vicente, tendo como destaque os municípios de Primavera do Leste e Campo Verde – e leste de Mato Grosso, representado por Querência, Canarana e Água Boa.

Figura 3.2 – Distribuição espacial da cultura da soja no estado de Mato Grosso no ano de 2009.

Fonte: IBGE (2011) – elaborado pelo autor.

A produção matogrossense de milho e soja se concentra nas regiões de Alto Teles Pires, Parecis e Primavera do Leste (Figura 3.3). Normalmente, produtores optam por cultivar a oleaginosa, seguida do milho.

Figura 3.3 – Distribuição espacial da cultura do milho no estado de Mato Grosso no ano de 2009.

Fonte: IBGE (2011) – elaborado pelo autor.

A produção de algodão, por sua vez, predomina em dois pólos (Figura 3.4). Trata-se da região oeste de Mato Grosso, sendo Sapezal e Campo Novo do Parecis os maiores produtores, e do sudeste do estado, com destaque para os municípios de Primavera do Leste e Campo Verde.

Figura 3.4 – Distribuição espacial da cultura do algodão no estado de Mato Grosso no ano de 2009.

Fonte: IBGE (2010) – elaborado pelo autor.

A partir desses dados secundários limitou-se a análise desse estudo para a propriedade representativa mato-grossense de Sorriso e Campo Novo do Parecis-MT com soja, milho e algodão.

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