3 IDRETTSRÅDENES FORDELING OG VURDERING AV
3.7 Idrettsrådenes synspunkter på informasjon og statlige retningslinjer
O sistema de produção pode ser entendido, de forma simplificada, como o método pelo qual as organizações transformam o insumo/recurso (input) em produto final (output), tanto para produto físico (bens) como para serviços (SLACK et al., 2002). Chiavenato (2005) define o sistema de produção como a maneira pela qual a empresa organiza sua equipe e realiza a operação de produção, adotando uma sequência lógica em todo o processo produtivo, desde a compra da matéria-prima até a saída do produto final. Assim, o sistema de produção agropecuária pode utilizar grande parte do conceito aplicado às empresas urbanas, mas com algumas considerações relacionadas às especificidades do setor.
A complexidade do setor agropecuário pode ser retratada pela produção concentrada (sazonalidade de oferta), variabilidade da qualidade do produto e perecibilidade do mesmo. Nesse contexto, há a necessidade de um modelo de gestão para controlar o recurso financeiro, manter a qualidade do produto, garantir a pontualidade de entrega e apresentar um sistema de produção flexível e com baixo custo de produção.
Outros fatores que caracterizam a complexidade do setor agropecuário são a diversificação de produção e a organização. A primeira advém da utilização da terra diante do potencial agronômico e zootécnico e da restrição ambiental observados em uma determinada propriedade rural. A organização da área é diferenciada pelo nível de capitalização, pelo acesso à terra, à informação, à tecnologia, pelos recursos naturais, pelos incentivos, pelas políticas públicas, pela legislação e pelos serviços de assistência técnica.
No Brasil, as propriedades rurais normalmente contam com mais de um produto, o que reforça a complexidade de gerenciamento. Dessa forma, a combinação e a organização do processo de produção agrícola seguem a ordem sistematizada, que exige conhecimento técnico para que a atividade se torne rentável e a propriedade, sustentável no longo prazo. O Quadro 2.1 mostra a composição das atividades de uma propriedade em função do produto principal.
Quadro 2.1 – Composição das atividades na propriedade rural em função do produto de produção nos principais estados agrícolas do Brasil
UF Principal produto Algodão Soja Milho Arroz Trigo
Cana-de-
açúcar Agropecuária Outros Total
MT Algodão 45,9% 18,9% 1,0% 4,7% 0,0% 0,0% 24,5% 5,0% 100,0%
Soja 0,1% 95,0% 1,2% 1,3% 0,0% 0,7% 1,4% 0,3% 100,0%
Milho 0,6% 61,2% 14,3% 3,7% 0,0% 0,4% 8,5% 11,3% 100,0%
Arroz 0,4% 35,5% 2,3% 41,0% 0,0% 0,2% 11,4% 9,1% 100,0%
Cana-de-açúcar 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 96,2% 2,1% 1,6% 100,0%
GO Algodão s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i
Soja 0,8% 79,4% 12,7% 0,2% 0,1% 1,1% 3,3% 2,5% 100,0%
Milho s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i s/i
Arroz 0,8% 9,1% 6,6% 21,6% 0,0% 0,3% 24,3% 37,3% 100,0% Cana-de-açúcar 0,0% 1,0% 0,0% 0,0% 0,0% 96,3% 1,4% 1,3% 100,0% MS Algodão 48,9% 9,7% 1,4% 0,1% 0,0% 0,0% 35,5% 4,4% 100,0% Soja 0,3% 81,8% 6,6% 0,2% 0,0% 0,4% 8,9% 1,9% 100,0% Milho 0,8% 41,6% 28,2% 0,8% 0,0% 0,0% 10,4% 18,2% 100,0% Arroz 0,3% 15,0% 3,6% 50,6% 0,0% 0,0% 13,9% 16,5% 100,0% Cana-de-açúcar 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 97,7% 2,0% 0,3% 100,0% PR Algodão 78,7% 4,1% 3,3% 0,2% 0,1% 0,3% 7,6% 5,7% 100,0% Soja 0,5% 83,8% 6,1% 0,0% 0,6% 0,3% 4,6% 4,1% 100,0% Milho 0,9% 22,0% 46,0% 0,1% 0,2% 0,3% 12,9% 17,6% 100,0% Trigo 1,2% 83,2% 5,3% 0,0% 4,0% 0,2% 3,0% 3,1% 100,0% Arroz 1,9% 8,8% 22,3% 21,3% 0,1% 0,7% 17,7% 27,4% 100,0% Cana-de-açúcar 0,0% 0,8% 0,7% 0,0% 0,0% 93,6% 2,1% 2,8% 100,0% RS Soja 0,0% 74,8% 2,6% 1,5% 0,3% 0,2% 14,7% 5,8% 100,0% Milho 0,0% 24,5% 16,0% 1,6% 0,1% 0,5% 27,4% 29,9% 100,0% Arroz 0,0% 0,9% 0,3% 90,0% 0,0% 0,0% 6,9% 1,9% 100,0% Trigo 0,0% 77,7% 3,7% 0,9% 3,6% 0,1% 9,8% 4,3% 100,0% SP Cana-de-açúcar n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d Soja 1,0% 72,4% 8,8% 0,0% 0,0% 7,5% 4,6% 5,6% 100,0% Milho 1,1% 22,2% 30,6% 0,1% 0,1% 2,7% 14,1% 29,1% 100,0% MG Soja 0,5% 70,3% 14,2% 0,2% 0,1% 0,7% 3,4% 10,6% 100,0% Milho 0,4% 5,3% 23,8% 0,5% 0,0% 1,3% 22,3% 46,4% 100,0% Arroz 0,2% 1,9% 7,3% 12,8% 0,0% 1,7% 27,8% 48,2% 100,0% Trigo 0,0% 15,0% 25,5% 0,0% 22,0% 0,0% 0,1% 37,4% 100,0% Cana-de-açúcar 0,0% 0,0% 1,5% 0,2% 0,0% 56,2% 15,3% 26,8% 100,0% Café 0,0% 0,2% 4,4% 0,4% 0,0% 0,3% 12,3% 82,4% 100,0% BA Soja 0,5% 85,4% 9,9% 0,5% 0,0% 0,0% 1,8% 2,0% 100,0% Milho 1,0% 5,8% 15,2% 0,3% 0,0% 0,5% 21,6% 55,6% 100,0% Arroz 0,2% 49,4% 11,8% 17,3% 0,0% 0,6% 7,0% 13,7% 100,0% Cana-de-açúcar 0,1% 0,0% 0,3% 0,2% 0,0% 75,3% 10,7% 13,5% 100,0%
Fonte: Censo 1995/96 IBGE (2007) – elaborado pelo autor.
O Quadro 2.1 mostra que as propriedades com foco em soja ou em cana-de-açúcar não costumam diversificar a atividade com outras culturas. Em Mato Grosso, maior estado produtor do Brasil, praticamente toda a área (95%) é destinada ao cultivo da oleaginosa. O mesmo é observado em outros importantes estados produtores do País, como Paraná (onde a soja responde por 83,8% da área total), Goiás (79,4%), Mato Grosso do Sul (81,8%), Rio Grande do Sul (74,8%), Bahia (85,4%), Mina Gerais (70,3%) e São Paulo (72,4%).
O produtor de cana-de-açúcar também costuma concentrar sua produção na gramínea. No estado de São Paulo, principal produtor nacional, os dados não estavam disponível, enquanto no Paraná, chega a 93,6%, em Goiás, a 96,3%, em Mato Grosso do Sul, a 97,7% e no Mato Grosso, a 96,2%.
Já as fazendas produtoras de milho, arroz, algodão e trigo apresentam características mais diversificadas. No caso do milho (verão e safrinha), o agricultor paranaense costuma cultivar 46% da área com o grão, enquanto outros 22% são destinados à soja e 12,9%, à agropecuária. Em Minas Gerais, produtores de milho cultivam 23,8% da área com milho e 22,4%, com agropecuária – o restante é distribuído entre as outras culturas. No Rio Grande do Sul, o percentual no uso da área com milho é de 16%, com soja, de 24,5% e com agropecuária, de 27,4%.
Para o arroz, o Quadro 2.1 mostra que produtores gaúchos destinam 90% da área ao cultivo do cereal e 6,9% à agropecuária. Já os outros estados produtores de arroz destinam menor porcentagem da área para o cereal: em Mato Grosso, a participação é de 41%, em Goiás, de 21,6%, em Mato Grosso do Sul, de 50,6%, no Paraná, de 21,3%, em Minas Gerais, de 12,8% e na Bahia, de 17,3%. Essa diferença se deve aos sistemas distintos de cultivo do arroz, irrigado no Rio Grande do Sul e sequeiro nos demais.
As propriedades de algodão apresentam sistema de produção diferente do empregado nas fazendas de grãos e cana. Os cotonicultores de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul costumam destinar entre 45% e 50% da área à cultura, cultivando o restante com a atividade agropecuária (bovino de corte), soja, milho, etc.
As propriedades com foco em trigo têm pequena área destinada ao cultivo do cereal, em relação às demais atividades, nos dois principais estados produtores (Paraná e Rio Grande do Sul). O motivo é a baixa competitividade do produto nacional frente ao importado (argentino). No Brasil, o trigo é cultura típica de inverno e sucede a da soja (verão).
Ao diversificar as atividades nas propriedades agrícolas, objetiva-se reduzir o risco da fazenda e racionalizar o uso das máquinas, do solo, equipe de trabalho e despesas
administrativas. O número de atividades na propriedade depende da característica da cultura e das dimensões da área de produção.
As propriedades com foco em soja e em cana-de-açúcar apresentam áreas extensas. No caso da oleaginosa, as fazendas com grande extensão de terra costumam integrar outros elos da cadeia produtiva, como armazenagem, industrialização e comercialização do produto final. Esse mesmo raciocínio é aplicável aos grandes produtores de cana.
Contudo, existem propriedades com menores dimensões que investem nessas duas atividades (soja e cana) e, às vezes, em até em mais, procurando diversificar a produção e reduzir o risco. Para De Zen (2002), entre os mecanismos tradicionais de gerenciamento de risco, a diversificação de atividades é a ferramenta mais utilizada pelos produtores rurais, que, muitas vezes, comprometem a rentabilidade do empreendimento à medida que restringem a plena exploração das vantagens comparativas relacionadas aos recursos disponíveis.
A racionalização dos recursos disponíveis na propriedade é motivada por questões técnicas e econômicas. Produtores diversificam a atividade durante o ano para rotacionar a cultura principal, na tentativa de reduzir danos ocasionados por ataques de pragas e doenças e manter o nível de fertilidade do solo. No aspecto econômico, a diversificação se dá com a finalidade de reduzir o custo do investimento no parque de máquinas, as despesas fixas com a mão de obra, bem como outros gastos administrativos para n atividades da fazenda.
Assim, administrar uma empresa rural engloba dominar diversas áreas de conhecimento (economia, política, social, meio ambiente, agronomia e gestão). Portanto, a propriedade rural deve apresentar um gerenciamento “impecável”, para administrar o sistema de produção e garantir a sustentabilidade do mercado no longo prazo.