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3 Utdanning, forskning og fagutvikling

3.2 Utdanning

MARIA DE FÁTIMA DE SOUZA RESUMO

O presente artigo discorre acerca da poluição sonora relacionando-a ao contexto escolar, uma vez que esse tipo de poluição pode causar danos ao corpo e interferir na qualidade de vida das pessoas. Como objetivo, tem-se levantar a percepção de docentes e discentes de uma escola pública quanto à poluição sonora. E no que se refere à metodologia, utilizou-se das pesquisas qualitativa e quantitativa, assim como instrumento de coleta de dados, o questionário, aplicado com sete docentes e 60 discentes, dos anos 6º, 7º, 8º e 9º. A partir do estudo, constatou-se que o tema poluição sonora precisa ser discutido em sala de aula, de forma a demonstrar que os ruídos ocasionados por objetos, por meios de transportes, conversação, entre outros, promovem efeitos negativos para a audição das pessoas, além de poder influenciar e modificar comporta- mentos. Destaca-se que em se tratando dos problemas ocasionados, esses podem ser notados a curto ou apenas em longo prazo. Além do mais, verificou-se que a poluição sonora afeta o desenvolvimento e/ou a construção do conhecimento, tanto dos docentes quanto dos discentes, interferindo na concentração dos discentes e dificultando a prática docente em sala de aula.

PALAVRAS-CHAVE: Percepção. Poluição Sonora. Ambiente Escolar. INTRODUÇÃO

Este estudo aborda o tema ligado à poluição sonora e o relaciona ao ambiente escolar, no que se refere ao processo de ensino aprendizagem dos alunos em sala de aula. Assim sendo, elucida-se que a poluição sonora é aquela provocada pelo elevado nível de ruídos (sons indese- jáveis, desagradáveis, perturbadores) em determinado local, capazes de produzir incômodo ao bem-estar ou malefícios à saúde (MACHADO, 2004 p. 1; DORNELLES 2012, p. 24).

Em paralelo, explica-se que a educação ambiental nas últimas décadas tem sido um tema de importante discussão, uma vez que há urgência em elaborar ações e diretrizes que pos- sam nortear a conduta do elemento humano de forma mais consciente e respeitosa para com o ambiente em que se vive e divide-se com inúmeras pessoas. Acredita-se que o ser humano pre- cisa compreender a importância de cuidar do meio em que vive a fim de permitir e proporcionar qualidade de vida para todos.

Nesse sentido, algumas ações do elemento humano enquanto ser participante de uma comunidade vem requerendo atenção e cuidado no tocante a poluição sonora, uma vez que esse tipo de poluição tem prejudicado a saúde da população, de uma forma geral.

No que se refere à educação ambiental, o ambiente escolar tem sofrido transformações em virtude das questões que permeiam a poluição sonora, especialmente em virtude dos avan- ços tecnológicos (celular, mp3, dentre outros, acústicos que causam danos à audição); sons automotivos, esses que são muito utilizados pelos frequentadores de bares, serviços de propa- gandas; bem como devido a ruídos de tráfego de carros, motos e/ou caminhões, por rodovias.

É nessa perspectiva, que há uma necessidade de verificar e discutir sobre as “leis de silêncio”, meio que assegura como direito, a tranquilidade dos ambientes escolares, principalmente porque é uma questão que causa danos a saúde e interfere diretamente na vida dos escolares.

A escola assume o compromisso de orientar os educandos a ter uma postura consciente, sustentável e ativa, no que se refere não apenas aos males causadores pela poluição sonora, assunto em questão, mas no tocante a outros tipos de poluição como, do ar, da água, dentre outras, visual.

No entanto, o presente estudo busca investigar a questão da poluição sonora que preo- cupa cada vez mais a relação da comunidade escolar, docentes e discentes em sala de aula, considerando a existência de ruídos sonoros provocados por carros e serviços de propagandas no entorno da escola, já que tais ações interferem diretamente no processo de ensino aprendi- zagem do aluno, no ambiente escolar. Em se tratando do objeto de estudo, este será os docentes e discentes, do turno vespertino, da Escola Municipal Manoel Cassimiro Gomes – (E. M. M. C. G.), em Coronel Ezequiel/RN, que está localizada próxima a RN-023 (CIDADE-BRASIL, 2014, p. 1.).

A referida pesquisa tem um olhar direcionado à importância do processo de ensino e aprendizagem, para proporcionar um melhor desempenho na leitura e escrita, bem como de interpretação, e demais áreas do conhecimento dos alunos, tendo, portanto, como objetivo le- vantar a percepção dos alunos e professores quanto à poluição sonora no ambiente da E. M. M. C. G, a partir da identificação dos tipos de sons, ruídos e barulhos internos e externos à escola que interferem no processo de ensino aprendizagem. Para tanto, a abordagem qualitativa e quantitativa foi utilizada, por meio da aplicação de questionários específicos para professores e alunos, com questões objetivas e subjetivas acerca da poluição sonora no ambiente escolar.

Espera-se, ao final da pesquisa, que a problemática relacionada à poluição sonora em sala de aula, seja identificada, para uma possível intervenção a fim de diminuir os impactos provocados pelos ruídos e barulhos no ambiente escolar. Vale esclarecer que este artigo é parte integrante do trabalho final de curso da especialização da autora, em Educação Ambiental para Escolas Sustentáveis, ofertada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no município de Santa Cruz, Rio Grande do Norte.

Logo, no decorrer deste artigo,tem-se a metodologia utilizada para realização deste es- tudo, os resultados parciais obtidos por meio da pesquisa, bem como as conclusões elaboradas a partir dos dados levantados, além das referências.

METODOLOGIA

O presente trabalho tem como campo de estudo a Escola Municipal Manoel Cassimiro Gomes, localizada na cidade de Coronel Ezequiel, no Rio Grande do Norte. No que se refe- re aos procedimentos metodológicos, utilizou-se da abordagem qualitativa e quantitativa, por meio da aplicação de questionários. Com relação ao instrumento de pesquisa utilizado, expli- ca-se que esse apresentou 10 questões, entre questionamentos objetivos e subjetivos, e que o mesmo foi aplicado com uma amostra de sete professores e 15 alunos de cada turma do 6º ao 9º ano, o que totalizou um quantitativo de 67 pessoas participando do estudo.

Em se tratando dos questionamentos, vale esclarecer que esses versaram acerca dos impactos causados pela poluição sonora no ambiente escolar, na busca de levantar e identificar incômodos que dispersam e atrapalham o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula. Ressaltando que os questionários aplicados para os professores e para os alunos diferenciavam- -se em alguns itens, uma vez que no que se refere ao questionário dos alunos, esse buscava identificar o que os mesmos entendiam por poluição sonora.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados ora apresentados referem-se a uma amostra de questões de cada instru- mento aplicado, já que foram selecionadas cinco questões de cada instrumento de coleta de dados dos professores e dos alunos.

Assim sendo, inicialmente serão discutidos os dados obtidos a partir da investigação feita com o corpo docente da escola E. M. M. C. G. Dos questionamentos feitos no questionário que foi respondido pelos docentes, destaca-se: tempo de magistério; ruídos internos e externos que incomodam e atrapalham as atividades desenvolvidas em sala de aula; sugestões para di- minuição da poluição sonora; e providências do professor a fim de mudar hábitos relacionados a poluição sonora.