Del I: Grunnlaga for studien
3. Teoretisk grunnlag
3.6. Kontekstar for læringa — og ein diskusjon om autentisitet
3.6.3. Utdanning på jazzens premissar?
Depois de quase duas décadas da construção da primeira galeria e de várias modificações em seu projeto, a Galeria Ipê, entre as ruas 7 de Abril e Bráulio Gomes foi finalmente iniciada em 1951. Em 1949, a família Rengel, proprietária de um lote à Rua 7 de Abril encomendou ao arquiteto Plínio Croce o projeto de um edifício com uma torre de escritório e o térreo para lojas.
No memorial apresentado à Administração Municipal pela Construtora Monteiro Machado Ltda, responsável pela execução da obra, o edifício aparece descrito como “ um a c o nstruç ã o fo rm a d a p o r d o is b lo c o s lig a d o s p e lo c o rre d o r d e c irc ula ç ã o , se nd o a á re a inte rna fe c ha d a na a ltura d o p rime iro a nd a r p o r uma c la ra b ó ia , c o nstituind o o te to d a s lo ja s. Em c a d a b lo c o , fo rma d o p o r d o is c o njunto s d e trê s sa la s e sa nitá rio s há um p o ç o d e ilumina ç ã o e ve ntila ç ã o d o s c o rre d o re s e sa nitá rio s (...) O Blo c o fro nta l te rá d e z a nd a re s e o b lo c o d o fund o o nze a nd a re s (a p a rta me nto p a ra ze la d o r e a d ministra ç ã o d o p ré d io )” (Tre c ho d o me mo ria l). A referência à altura diferenciada dos blocos respondia à exigência da legislação vigente no período (Ato nº. 13.66 de 1938), que impedia construções acima de dez pavimentos com fachada para a Rua 7 de Abril.
Cabe destacar a clareza do projeto, o trabalho com a estrutura modulada e a repetição da planta e materiais na fachada favorece a rápida compreensão do conjunto. Os dois blocos que compõem o edifício são simétricos e espelhados através do eixo paralelo à rua, no meio do lote. A fachada para o fundo recuada do limite do terreno recebeu um tratamento homogêneo, com um desenho repetitivo, cadenciado, de espaços opacos (alvenaria) e transparentes (janelas contínuas) e com o uso de vãos modulados.
Já a fachada voltada para a rua, exibe um cuidadoso desenho com brises horizontais coloridos por pastilhas cerâmicas azuis e um detalhe no térreo e primeiro
Plínio C ro c e : Pro je to p a ra o Ed ifíc io Ip ê , p ro c e sso 26794/ 1949 1)Pla nta ; 2) C o rte lo ng itud ina l; 3) C o rte tra nsve rsa l fo nte : Arq uivo G e ra l Pre fe itura Munic ip a l d e Sã o Pa ulo
Ficha Técnica Edifício: Galeria Ipê
Localização: rua 7 de Abril, 111 Ano do projeto: 1949-50
Ano da construção: início em 1951
Autor do projeto: Plínio Croce e Roberto Aflavo Construtora: Monteiro Machado Ltda
Empreendedor: Felix Peral Rengel Junior, Dulce Peixoto Peral Rengel, Lilia peixoto Peral Rengel, Paulo Peral Rengel e Luiza Rengel Veloso de Almeida.
Número de pavimentos: T+ 11
Uso original: térreo comercial e torre de escritórios Uso atual: térreo comercial e torre de escritórios Situação atual: bom estado de conservação
Acervo pesquisado: Arquivo Geral – PMSP, Sempla - PMSP Observações:
T = térreo, SS = subsolo, SL = sobreloja, P = pavimentos
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pavimento. Esses dois andares foram recuados do limite frontal do lote e, os demais, continuaram no alinhamento. Com isso, uma proteção ao pedestre ficou delineada, com cerca de um metro de profundidade, construindo novamente uma relação de aproximação entre a escala do pedestre e o acesso à área comercial. A presença da marquise aproxima a área comercial da escala do pedestre que circula pelas ruas centrais, protege as vitrines e indica um acesso.
Nesse caso em especial, a própria situação do lote, proporcionou um desenho especial para a marquise que aparece inclinada a partir da Galeria 7 de Abril, edifício vizinho a Ipê.
Toda a dimensão do pé-direito foi vedada com vidros, fixos na parte de baixo dos brises e com abertura projetada para a área externa na parte superior. No primeiro pavimento, o desenho singular da fachada e o recuo em relação aos demais andares, marcam uma base diferenciada do conjunto realçando ainda mais o acesso à galeria. A faixa de lambris azul delimita o início as lojas e reforça a separação entre esta e o corpo do edifício.
No térreo, a presença de vigas de transição, previstas em projeto, amplia os vão entre as linhas de pilares, aumentando os espaços para as lojas. Os jardins internos e as clarabóias, dois recursos empregados pelo arquiteto solucionaram as questões referentes à ventilação e iluminação das lojas e sanitários do piso térreo.
A circulação entre os andares foi estabelecida pela localização em uma mesma faixa, da caixa de elevadores e da escada. Em cada andar, um corredor de circulação, desenhado entre a face lateral do prédio e as salas, organiza a distribuição da planta.
O recurso dos pátios de iluminação aparece em várias obras de Plínio Croce como no edifício residencial Biaçá, projeto desenvolvido junto com Roberto Aflalo em 1953 para um investidor imobiliário. No caso do Edifício Ipê, os pátios seriam vedados com elementos vazados, outro elemento característico da arquitetura moderna. Oscar Niemeyer, Afonso Reidy, Francisco Bolonha, Eduardo Corona, Plínico Croce empregaram os combogós de diversas formas: dividindo ambientes, garantindo a ventilação cruzada, protegendo espaços ensolarados ou restringindo a visibilidade de certos lugares.
O projeto aprovado pela Prefeitura em 1949 sofreu alteração no ano seguinte, a pedido de seus proprietários, que solicitaram a substituição da planta do térreo
Plínio C ro c e e Ro b e rto Afla lo : Fa c ha d a G a le ria Ip ê . Rua 7 d e Ab ril, 111 c / Rua Brá ulio G o me s, C e ntro , Sã o Pa ulo , 1951
para a construção de uma “ g a le ria d e c irc ula ç ã o c e ntra l c o m la rg ura d e 3,15 me tro s e lo ja s d o s d o is la d o s” (Tre c ho d o p e d id o d e sub stituiç ã o d e p la nta , p ro c e sso nº 106520/ 50).
No novo projeto, desenvolvido por Plínio Croce em parceria com Roberto Aflalo, o térreo recebeu doze lojas e um café, este último na divisa com o Instituto da Previdência do Estado de São Paulo - prédio com o qual, o novo edifício se ligaria para criar a galeria.
No espaço antes destinado a duas lojas de porte médio, foram projetadas lojas menores, algumas vitrines, um café e o espaço central de circulação. Os
Plínio C ro c e e Ro b e rto Afla lo : Fa c ha d a G a le ria Ip ê , p ro c e sso 44543/ 1951
1)Pla nta d a g a le ria ; 2) Fa c ha d a -fo nte : Arq uivo G e ra l Pre fe i- tura Munic ip a l d e Sã o Pa ulo ; 3) De ta lhe a c e sso - fo to :
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jardins foram suprimidos, mas as clarabóias continuaram com a mesma disposição. Próximo à divisa com o edifício existente, a galeria foi levemente inclinada para se ligar ao Instituto. As lojas divididas com alvenaria e planos de vidro receberam um tratamento uniforme, com uma faixa de lambris de madeira na face superior e inferior da galeria, diminuindo o pé-direto de 4,00 metros para três e com isso criando um espaço de circulação do ar.
Área da Galeria Ipê até a divisa com o prédio da Previdência do Estado de São Paulo
Projeto de Plínio Croce - 1950
Área da Galeria Ipê com o térreo do prédio da Previdência do Estado de São Paulo incorporado
Projeto escritório: Plínio Croce e Roberto Aflalo - 1951
Prédio da Previdência do Estado de São Paulo incorporado