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Del I: Grunnlaga for studien

3. Teoretisk grunnlag

3.5. Improvisasjonskompetanse

3.5.1. Generelle perspektiv på kompetanse

Pouco se conhece sobre as origens do comércio em São Paulo. Na verdade, a atividade comercial, em especial a varejista, não atraiu muitos estudiosos. Salvo alguns relatos particulares de histórias bem sucedidas, são raros os textos ou publicações de jornais de época mostrando a dinâmica do comércio varejista, seus proprietários e investidores. Para Zuleika Alvin e Solange Peirão, autoras do livro comemorativo: Mappin. Setenta anos, a ausência de pesquisas sobre a história do comércio em São Paulo pode ser explicada, em

parte, pela sua própria natureza, “ Ao c o ntrá rio - e isso va le , p e lo me no s, a té o iníc io d o s a no s 40 -, o s inte re sse s c o m c o mé rc io se c o nfund e m, p rime iro c o m o s d a a g ric ultura , d e p o is c o m o s d a ind ústria . No c a so d o s p rime iro s a no s d o sé c ulo , é p o c a d a insta la ç ã o d o Ma p p in e m Sã o Pa ulo , o c o mé rc io flo re sc e e xa ta me nte no me smo q ua d ro , e na s me sma s linha s g e ra is, e m q ue se a p o ia va a a g ric ultura . O u se ja : tra ta -se d e um virtua l sub p ro d uto d a s a tivid a d e s d o s g ra nd e s g rup o s e stra ng e iro s q ue c o ntro la va m o ne g ó c io d o c a fé ” (ALVIN, Z; PEIRÃO , S, 1985, p . 32).45

Seguindo a análise de Alvin e Peirão, o comércio, no início do século XX, estava intrinsecamente ligado às atividades dos grandes grupos estrangeiros que controlavam a comercialização do café46. De modo indireto, essas exportadoras

começaram a importar produtos para atender a uma sociedade ávida por bens de consumo – iniciando um novo e atraente negócio. Em pouco tempo, o número de empresas importadoras cresceu, diversificando seus produtos e atraindo novos investidores. Algumas ainda estavam ligadas às próprias exportadoras, outras já pertenciam aos negociantes das mais diversas origens: “ Alg uns tra zia m c a p ita l e e xp e riê nc ia d e se u tra b a lho e m o utra s firma s d o ra mo d e imp o rta ç ã o , c a so d o fund a d o r d a e mp re sa C á ssio Muniz e C ia (...). O utro s p a ssa ra m d e ma sc a te s a lo jista s no inte rio r d o Esta d o p a ra a ta c a d ista s e d e p o is imp o rta d o re s e m Sã o Pa ulo , c a so d o s irmã o s Ja fe t. O utro s a ind a ha via m sid o d e sp a c ha nte s no p o rto o u e mp re g a d o s d e C a sa s C o missá ria s d e De sp a c ho ” (ALVIN, Z; PEIRÃO , S, 1985, p . 33).

Como era preciso distribuir os produtos importados, o comércio varejista assumiu um papel importante nessa rede de negócios ainda muito intrincada. Um exemplo recorrente e que bem explica esse momento é o da Loja Japão, seus diretores exerciam diversas funções, “ e ra m imp o rta d o re s, a g e nte s b a nc á rio s e a d ministra d o re s d e p ro p rie d a d e s, a lé m d e re p re se nta nte s e xc lusivo s d e vá ria s

C a sa Ma p p in, c e ntro ve lho , a no s 20 fo nte : ALVIM; PEIRÃO , 1985, p . 105 Rua XV d e No ve mb ro , a no s 20

firma s p o rtug ue sa s e ing le sa s e (...) fra nc e sa ” (ALVIN, Z; PEIRÃO , S, 1985, p . 33). A loja vendia no atacado e varejo, além de produzir fogos de artifício e possuir um depósito no Brás.

As primeiras grandes instituições varejistas eram, em sua maioria, “ filia is d e g ra nd e s g rup o s inte rna c io na is q ue o p e ra va m na á re a d e im p o rta ç ã o e e xp o rta ç ã o ”. Localizadas na área central, voltavam-se “ a se g me nto s limita d o s d a p o p ula ç ã o se nd o a ma io ria d e sua s ve nd a s re a liza d a s a d inhe iro e o únic o siste ma d e c ré d ito e ra o p e sso a l e me nsa l c o nc e d id o a um g rup o se le c io na d o d e c lie nte s p rivile g ia d o s” ( VA RG A S, 1992, p .248). O artesanato também movimentava o comércio com a venda de produtos, assim como as importadoras de produtos alimentícios e automóveis que vinham dos EUA e as instituições varejistas de serviços.

A atividade comercial sempre contou com a presença marcante dos imigrantes, os portugueses enriqueceram com as importações antes de se dedicarem ao comércio varejista. Os sírios, artesãos e comerciantes experientes e os libaneses, pequenos proprietários rurais em suas terras de origem, quando chegavam ao Brasil, trabalhavam primeiro como mascates, até obterem capital suficiente para estabelecerem uma loja e trazerem a família. As francesas, por outro lado, vinham em maior número que os homens, exímias costureiras ou chapeleiras, “ a c a b a va m p o r tra nsfo rma r se us p e q ue no s a te liê s e m lo jinha s p a ra a e lite ” (ALVIN, Z; PEIRÃO , S, 1985, p . 34). Os alemães, também investiram no varejo, criando em 1950, a Casa Alemã, principal concorrente do Mappin, empresa de capital inglês47, que chegou a São Paulo em 1913.

Nos anos de 1920 a 1938, mesmo tendo uma produção industrial substancial, a cidade de São Paulo não avançou muito no desenvolvimento do comércio varejista, o que veio a ocorrer efetivamente após 1945; quando as novas indústrias se instalaram no país e a agricultura passou a empregar novas técnicas, expulsando grande parte da população rural para a cidade.

Nesses anos, a pacata São Paulo do início do século, que vivia ao redor do núcleo histórico não existia mais. Os arranha-céus pontuavam o centro tradicional e não demoraram a atravessar o Vale, chegando ao Centro Novo. Com a construção do novo Viaduto do Chá, no fim dos anos 30, mais largo e todo em concreto armado, a ligação sólida e “moderna” entre as praças do Patriarca e Ramos de Azevedo estava definitivamente completa. E com ela, a ocupação do Centro Novo por altas torres de escritórios, serviços e comércio. Por outro lado, o

centro histórico vinha se tornando paulatinamente mais popular, concentrando o comércio com lojas de variedades e preços fixos48, o setor dos bancos e a vida

religiosa, coordenada pela Catedral.

A cidade crescia em direção a zona sul, com os novos bairros ricos acompanhando as recém abertas avenidas Nove de Julho e Rebouças e, em direção a leste com a multiplicação dos bairros operários ao redor das indústrias. As lojas de departamento também passavam por mudanças, transferindo suas sedes para o Centro Novo e substituindo os produtos importados49, que se

tornaram mais caros e escassos com a Guerra, pelos produzidos pela indústria nacional. Mesmo com a retomada das importações, pós-guerra e a entrada dos produtos norte americanos essa quadro não se alterou muito, pois após um breve período de abertura à vinda de produtos estrangeiros o governo reafirmou o controle sobre as importações. A restrição às transações de compra e venda teve início em 1937 quando o crescimento das importações coincidiu com momento de desvalorização da cotação do café, principal produto de exportação no mercado internacional, gerando um desequilíbrio nas contas internas.

Com exceção dos eletrodomésticos, ramo em que o país ainda demoraria um pouco a investir, os demais produtos comercializados eram produzidos pela indústria nacional. Porém, com a liberação à importação desses produtos, algumas lojas de departamento, que antes comercializavam todo tipo de mercadoria importada, como a Sears50, passaram a priorizar a vendas de eletrodomésticos.

Ma p p in, lo ja na Pra ç a d o Pa tria rc a e na Pra ç a Ra mo s d e Aze ve d o fo nte : AlVIM; PEIRÃO , 1985, p .57 e 107

Essa empresa de capital norte americano instalou-se nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro no final da década de 40. Na capital paulista o lugar escolhido foi o bairro do Paraíso, entre a “ a risto c rá tic a Ave nid a Pa ulista e b urg ue sa Vila Ma ria na ” (O O BSERVADO R EC O NÔ MIC O E FINANC EIRO , 1949, Nº63). A distância do centro, a princípio, complicou a relação com os consumidores acostumados a encontrarem as lojas em um único espaço central; mas em pouco tempo, a nova zona comercial aberta pela loja contava com outras lojas menores ao seu redor. O movimento de dispersão do comércio varejista retratado pela Sears atingiu nos anos 50 e 60 uma grande proporção; pois ao mesmo tempo em que a cidade se verticalizava, exigindo espaços novos para o comércio central, na periferia o processo ganhava contornos horizontais com a expansão do território metropolitano e a distribuição de filiais e novas lojas nessas áreas. O Mappin, a primeira grande loja de departamentos de São Paulo, manteve sua localização central, mas também passou pelo processo de substituição de seus produtos, atendendo ao público consumidor que aprendeu a apreciar o produto industrializado nacional, como mostra uma pesquisa da revista Lar Brasileiro de 1946 (ALVIM; PEIRÃO, 1985, p. 128).

Concomitantemente à ocupação do Centro Novo, os primeiros edifícios e

galerias comerciais foram construídos. É interessante notar que esses edifícios

não foram uma resposta aos problemas de um centro desestruturado como as galerias francesas; nem tampouco uma alternativa ao congestionamento das

1

)Pro p a g a nd a d a Fá b ric a d e Pa ne la s - Pa ne x; 2) Pro p a g a nd a d a C o c a -c o la ; 3) Pro p a - g a nd a d a Fá b ric a d e Ele tro d o mé stic o s Wa lita

regiões centrais, como os shopping centers norte americanos. Mas sim, uma resposta à demanda por espaços comerciais centrais, condizentes com os novos ocupantes do Centro Novo: a elite paulistana e a nova classe de profissionais liberais.

Ainda que de forma muito simplificada, a primeira galeria, da década de 30, resultou da reforma no piso térreo do edifício Guatapará, atendendo a um público que não encontrava mais o comércio requintado no centro tradicional. A presença de alfaiatarias, lojas de roupas femininas, chapelarias, em espaços reduzidos, mas centrais tornou a região da Rua Barão de Itapetininga a mais nova passarela da moda paulistana. “ Sã o Pa ulo c o m e ç a va a a ssistir à tra nsmuta ç ã o d o q ue ha via d e ma is re fina d o e a tra e nte p a ra a no va re g iã o . C o m isso a té o fo o ting no Triâ ng ulo , o a ntig o c e ntro d e ta nta s e tã o g lo rio sa s tra d iç õ e s, e ntro u numa fa se d e d e c a d ê nc ia ” (ALVIN, Z; PEIRÃO , S, 1985, p . 110).

No fim dos anos 50, os edifícios e as galerias comerciais eram presença marcante e determinante da paisagem central. Atendiam a um exigente público consumidor que buscava mercadorias, mas também espaços para o lazer e serviços e a um público investidor, que não se restringia mais ao proprietário da casa comercial, reformando ou construindo uma nova loja e, sim, abrangia outros personagens: os industriais, estrangeiros recém chegados, proprietários de importadoras, enfim, pessoas que passaram a aplicar parte de seus lucros na indústria da construção civil voltada ao mercado comercial.

Quanto à cidade, cabe lembrar que, na década de 50, ela vivia um momento de afirmação de sua hegemonia frente ao país, pautada pela criação de uma imagem de metrópole moderna, industrializada e cosmopolita. Para além da imagem oficial construída para as comemorações do IV Centenário de São Paulo, existia uma cidade pulsante, empreendida pelo capital privado para o cidadão comum, que passeava, trabalhava e habitava esse lugar. E essa produção privada se mostrou comprometida com as técnicas e preceitos da arquitetura moderna, tornando-se, talvez, o seu maior veículo de difusão, uma vez que era vista e vivenciada por milhares de pessoas todos os dias, como ainda o é atualmente.

Notas

1 Se g und o o No vo Dic io ná rio Auré lio (1995) - Tro c a é o a to o u e fe ito d e tro c a r (-se ).

Tra nsfe rê nc ia mútua e simultâ ne a d e c o isa s e ntre se us re sp e c tivo s d o no s. Pe rmuta , c â m b io , e sc a m b o .

2 Na s tra nsa ç õ e s c o me rc ia is d iá ria s, a ne c e ssid a d e d e a no ta r info rma ç õ e s e ra a ind a

m a is e vid e nte . As a ntig a s “ ta b uinha s d e Ur sã o m e ra s lista s e re la ç õ e s: re g istra m q ua ntid a d e s d e fa rinha , c e rve ja , p ã o , g a d o , no me s d e ho me ns, o s d e use s d e se us te mp lo s – simp le s a no ta ç õ e s d e fa to , q ue p e rmitia m à c o munid a d e ma nte r-se a p a r d a s q ua ntid a d e s q ue p o d e ria m , d e o utra m a ne ira , se r inc e rta s o u e sc a p a r à p e rc e p ç ã o ” (MUMFO RD, 1998, p . 112).

3 Na s c id a d e s m a is a ntig a s, o te m p lo g ua rd a va a s funç õ e s d e fo rne c im e nto ,

a rm a ze na m e nto e d istrib uiç ã o , c o m o ve re m o s c o m m a is d e ta lhe s no ite m 2.2 (MUMFO RD, 1998, p . 86)

4 A p ró p ria Ilía da re tra ta a á g o ra c o mo um “ lo c a l d e a sse mb lé ia o nd e a g e nte d a

c id a d e ia -se re unir” e “ o s ma is ve lho s se nta d o s e m p e d ra s p o lid a s no me io d o c írc ulo sa g ra d o d a va m sua d e c isã o ” (MUMFO RD, 1998, p . 166). De ssa fo rma , a á g o ra e ra , a c ima d e tud o um “ lug a r d e stina d o à p a la vra ” , um lug a r d e e nc o ntro , o nd e a tro c a d e no tíc ia s e o p iniõ e s d e se mp e nha va uma funç ã o tã o imp o rta nte q ua nto a tro c a d e me rc a d o ria s.

5 A c id a d e d e Ó stia e ra o Po rto d e Ro ma . A c id a d e la , fund a d a no fina l d o sé c ulo IV

a . C , e xp a nd iu-se c o m o c o mé rc io , to ma nd o g ra nd e s p ro p o rç õ e s a té se r inc o rp o ra d a a o Imp é rio ro ma no . (RO BERTSO N, 1997, p . 223).

6 “ Entre a c o lina C a p ito lina e o sítio d o Pa lá c io d e O uro d e Ne ro , o u d o p o ste rio r

C o lise u, fic a va o g ra nd e lo c a l d e a sse m b lé ia . Ali, va sta s m ultid õ e s ia m re unir-se p a ra a ssistir à p a ssa g e m d o s se us c he fe s milita re s, e m c a rro s d e c o mb a te , o ste nta nd o se us tro fé us o u se us c a tivo s re a is, p re so s à ro d a d e se us c a rro s, p a ssa nd o so b a rc o s triunfa is q ue se rvia m c o mo e ntra d a s e mo ld ura d a s e fo rma is a o q ue , na re a lid a d e , e ra um re c into nã o mura d o ” (MUMFO RD, 1998, p . 245).

7 Arg a n, no te xto A c ida de do Re na sc ime nto , no s mo stra q ue , me smo no iníc io d a

fo rma ç ã o d a c ultura huma nista , o mo d e lo id e a l e ra a c id a d e p o lític a d e Ro ma , a

urb s, e c o lo c a q ue : “ Pisa g a b a -se d e uma o rig e m ro ma na , d a é p o c a d e Aug usto , e

ma nté m c io sa me nte a tra d iç ã o juríd ic a ro ma na . Po uc o ma is ta rd e , no sé c ulo XIII, se rá o p rime iro c e ntro d e uma c ultura fig ura tiva insp ira d a d ire ta me nte na a rte d a a ntig a Ro ma (Nic o la Pisa no e Arno lfo d i C a mb io )” . (ARG AN, 1999, p . 64)

8 MÉDIUM AEUUM, o u Id a d e d o Me io , Id a d e Mé d ia . A Id a d e Mé d ia é d e finid a

histo ric a me nte c o mo um p e río d o d e fe ud a liza ç ã o e g ra nd e s inva sõ e s b á rb a ra s. A Id a d e Mé d ia O c id e nta l o c o rre u e ntre a q ue d a d o Im p é rio Ro m a no d o O c id e nte (c a p ita l e m Ro ma ), e m 476 a té a q ue d a d o Imp é rio Ro ma no d o O c id e nte (c a p ita l e m C o nsta ntino p la ), e m 1453. A p rim e ira fa se c ha m a d a d e Alta Id a d e Mé d ia c o rre sp o nd e a o s sé c ulo s V a X e a se g und a fa se , Ba ixa Id a d e Mé d ia c o rre sp o nd e a o s sé c ulo s XI a XIV. Pa ra Pe tra rc a , a Id a d e Mé d ia sig nific a va TENEBRAS – Id a d e d a s tre va s. Ap e sa r d e sua d e finiç ã o , a s c id a d e s na id a d e mé d ia c o nse rva ra m id é ia s d a Antig uid a d e , c o m o o d ire ito ro m a no e a e lo q üê nc ia a o fa la r. Ma s, na s a rte s, a s c a ra c te rístic a s a ntig a s fo ra m d e ixa d a s d e la d o . (No ta s d e a ula d a d isc ip lina Urb a nístic a C lá ssic a e a C o nc e p ç ã o Mo d e rna d e c id a d e, ministra d a p e lo Pro f. Dr. Má rio He nriq ue D’ Ag o stino , a g o sto a d e ze mb ro d e 2001).

9 As c ruza d a s fo ra m e xp e d iç õ e s milita re s c ristã s, o rg a niza d a s e ntre 1096 e 1270 c o ntra

o s muç ulma no s d o O rie nte Mé d io , q ue d o mina va m a Te rra Sa nta (re g iã o d a Pa le stina ) no p e río d o . C o m o p a ssa r d o te mp o , a s C ruza d a s fo ra m p e rd e nd o se u c a rá te r re lig io so inic ia l, a c a b a nd o p o r se c o nstituir numa via d e a c e sso d o s p o vo s c ristã o s a o c o mé rc io o rie nta l. A p rinc ip a l c o nse q üê nc ia d e ssa s inve stid a s fo i a re to ma d a d o c o ntro le c ristã o so b re o m a r Me d ite rrâ ne o q ue , d e sd e o sé c ulo VIII, e sta v a na s m ã o s d o s á ra b e s.(PIZZINATO ; SENISE, 1992, p . 09)

10 As fe ira s surg ira m c o m a p ro te ç ã o d o s se nho re s fe ud a is d a re g iã o q ue , e m tro c a ,

c o b ra va m imp o sto s d o s c o me rc ia nte s. Ne ssa s fe ira s, e ra m c o me rc ia liza d o s a rtig o s d e luxo , p ro d uto s a g ríc o la s, a rte sa na to lo c a l e a nima is. (PIZZINATO ; SENISE, 1992, p . 09)

11 Na te se d e d o uto ra d o d o Pro f. Dr. Jo rg e O sva ld o C a ro n (1994) Te rritó rio do Esp e lho . A

a rq uite tura e o e sp e tá c ulo te a tra l é p o ssíve l o b te r m a io re s info rm a ç õ e s so b re a s

a p re se nta ç õ e s te a tra is nô ma d e s na Id a d e Mé d ia .

12 As p rinc ip a is fe ira s inte rna c io na is a c o nte c e ra m a té 1250, na re g iã o d a Fra nç a

me rid io na l, c o nhe c id a s c o mo a s fe ira s d e C ha mp a g ne , na s c id a d e s d e La g ny, Pro vins, Ba r-sur-A ub e e Tro ye s. Ne ssa s fe ira s, a s m e rc a d o ria s d o No rte e d o Sul e ra m c o me rc ia liza d a s e re d istrib uíd a s p o r to d o o c o ntine nte . O utra s c id a d e s c o mo G e ne b ra , Liã o e Antué rp ia ta m b é m tive ra m sua s fe ira s, m uita s d e la s a c a b a ra m ro ub a nd o um p o uc o d o e sp le nd o r d e C ha mp a g ne (VARG AS, 2001, p . 147).

13 O s b urg o s situa va m-se d e ntro d o s fe ud o s. Po r e ssa ra zã o se us ha b ita nte s e ra m o b rig a d o s

a p a g a r ta xa s a o s se nho re s fe ud a is. A c o b ra nç a d e d ire ito s d e p a ssa g e m e a fa lta d e unid a d e d e mo e d a s, p e so s e me d id a s d ific ulta va m a e xp a nsã o c o me rc ia l. (PIZZINATO ; SENISE, 1992, p . 09) As c id a d e s e sta va m c re sc e nd o , a re g iã o e ntre o Re no e o Mo se la ha via a ume nta d o e m d e z ve ze s a sua p o p ula ç ã o , e ntre o s sé c ulo s X e XIII. A Itá lia , c o m o s a va nç o s na e c o no mia a g ríc o la , a ume nto u e muito a sua p o p ula ç ã o no sé c ulo XIV. Em Ve ne za e Milã o , no sé c ulo XIII, já ha via c e rc a d e 100.000 ha b ita nte s. As c id a d e s a le mã s, a p e sa r d e a p re se nta re m uma p o p ula ç ã o e m mé d ia me no r, ma ntive ra m vivo o p ro c e sso d e c o lo niza ç ã o e urb a niza ç ã o . Na Fra nç a , a c id a d e d e Pa ris já ha via a lc a nç a d o , no sé c ulo XIII, 240.000 p e sso a s. Flo re nç a , p o r sua ve z, a ume nto u d e 45.000 ha b ita nte s e m 1280, p a ra c e rc a d e 90.000 e m 1339. O a ume nto d a p o p ula ç ã o urb a na fo i a b a la d o no sé c ulo XIV p e la Pe ste Ne g ra , ma s a p e na s te mp o ra ria me nte .

14 C o m a inte nsific a ç ã o d o c o mé rc io , o s g ra nd e s ne g o c ia nte s c ria ra m a s lig a s d e d e fe sa

mútua . Essa s a sso c ia ç õ e s tinha m a fina lid a d e d e p ro te g ê -lo s c o ntra a ssa lto s e c o ntra a c o nc o rrê nc ia , b e m c o mo fa c ilita r sua s tra nsa ç õ e s. A ma is fa mo sa fo i a Ha nsa Te utô nic a o u Lig a Ha nse á tic a d o sé c ulo XIII, q ue re unia a s c id a d e s d o no rte d a Euro p a e c o ntro la va a s c o munic a ç õ e s e ntre o ma r d o No rte e o ma r Bá ltic o . (PIZZINATO ; SENISE, 1992, p . 09)

15 C o rp o ra ç õ e s d e O fíc io : fo rma d e o rg a niza ç ã o d a s C o muna s Urb a na s, c e ntra d a na

fig ura d o s me stre s d e o fíc io e d o s líd e re s d a s c o muna s. Surg iu, e m uma o rd e m d istinta d a fe ud a l, o rg a niza d a p e lo tra b a lho e p e la p ro d uç ã o e m ma io r e sc a la . (No ta s d e a ula d a d isc ip lina

Urb a nístic a C lá ssic a e a C o nc e p ç ã o Mo d e rna d e c id a d e, ministra d a p e lo Pro f. Dr. Má rio He nriq ue D’ Ag o stino , e m a g o sto d e 2001).

16O G ra nd -Pla c e , e m Bruxe la s, é um b o m e xe mp lo d e um c o mp le xo va re jista . O c o njunto ,

c o nstruíd o na Id a d e Mé d ia O c id e nta l, ma nte ve um c o mé rc io vig o ro so no s sé c ulo XIII e XIV. Do c ume nto s q ue d a ta m d o sé c ulo XIII d e sc re ve m a c o nstruç ã o d e sse c o mp le xo c o me rc ia l a d ministra d o p e lo Duq ue d e Bra b a nte , inc luind o me rc a d o s p a ra o c o mé rc io d e p ã o , ro up a s d e p e le e c a rne s.

Em 1361, q ua nd o a p ro d uç ã o d e te c id o s e m Bruxe la s c he g o u a o á p ic e , um g ra nd e me rc a d o d e ro up a s fo i c o nstruíd o , a g re g a nd o -se a o s e d ifíc io s já e xiste nte s. O To w Ha ll, c o nc luíd o no sé c ulo XV, te ve um p a p e l imp o rta nte na a tivid a d e d a b urg ue sia . As sa la s no té rre o , se me lha nte s à s d o s me rc a d o s ita lia no s, e ra m usa d a s c o mo e sc ritó rio s p a ra c o b ra nç a d e imp o sto s e o utra s a tivid a d e s p úb lic a s (VARG AS, 2001, p .145).Em Ve ro na , um d o s e d ifíc io s q ue ro d e a va m a Pia zza Erb e e ra a C a sa de i Me rc a nti. C o nstruíd o e m 1310, e sse e d ifíc io d e m e rc a d o p o ssuía um a m p lo e sp a ç o p a ra a e xp o siç ã o e c o me rc ia liza ç ã o d e me rc a d o ria s no té rre o e um sa lã o p a ra re uniõ e s e ne g o c ia ç õ e s no a nd a r sup e rio r; uma e sp é c ie d e b o lsa d e me rc a d o ria s, e m te rmo s a tua is. Ta nto a Pia zza

Erb e c o mo a Pra ç a d e Me rc a d o d e Luc c a fo ra m c o nstruíd a s so b re a s ruína s d e fó runs

ro ma no s, ma nte nd o , c o mo na tra d iç ã o ro ma na , o c e ntro livre p a ra a s ma nife sta ç õ e s p o p ula re s e p a ra o c o mé rc io .

17 Fo i ne sse m o m e nto , c o m o re le m b ra o a uto r q ue o tra b a lho infa ntil fo i intro d uzid o