As cartas de navegação que nos serviram para cumprir exercícios historiográficos nesta tese – o Grupo Pró-Posição e o cisne – trazem em seu bojo duas possibilidades desafiadoras: o Pró-Posição foi relançado depois de desaparecer dos mapas oficiais do jornalismo cultural; o cisne é um sintoma da dança que ocupa criações, citações, publicações, filmes e animações, desde o século XIX.
Se utilizássemos um método positivista, linear, cronológico e vinculado à noção de verdade histórica, nossa historiografia teria seguido um percurso regido por certezas, afirmações e sínteses, passíveis de gerar encadeamentos que seriam tratados como explicações verdadeiras. Seria tentador localizar os objetos estudados nos capítulos anteriores de acordo com periodizações e classificações hegemônicas da História da Dança. Teria sido um trajeto mais limpo e estruturado falar do Grupo Pró-Posição como resultado da linhagem “originada” por Maria Duschenes em São Paulo, a partir da segunda metade do século XX. Da mesma maneira, descrever o cisne como a marca do romantismo e do academicismo de Marius Petipa, teria gerado um certo alívio para a compreensão histórica do que o cisne desbravou no ambiente da dança.
Contra este tipo de argumento, que, como vimos, constitui um raciocínio comum em diversas abordagens históricas da dança, tentamos usar nossas cartas de navegação para coletar, agrupar, desagrupar, relacionar, mas, sobretudo, compreender que não se deve fazer uma síntese histórica de seu conjunto de documentos. Foram tentativas de organizar uma historiografia possível para esses dois “objetos”. Porém, não almejamos a ratificação de uma metodologia, tampouco de um modelo historiográfico, uma vez que, a todo tempo, versamos sobre a não adesão a uma proposição histórica universalizante.
É certo que, em muitos momentos, ficamos à beira de realizar conclusões e propor alinhavos causais, o que atesta a dificuldade de se restituir ao enunciado sua singularidade de
acontecimento, como teria proposto Foucault (FOUCAULT, 2005, p. 93). Assim, em diversas passagens dessa tese, verifica-se a sensação confortante de que localizamos um acontecimento
no tempo-espaço e que tudo está resolvido, dentro de uma conspiração de correlações que garantem um suspiro de certeza.
Essa satisfação provisória provocada pela síntese histórica encontra condição análoga no contexto das cartas de navegação. Achar a correspondência perfeita entre o que está designado no mapa e o espaço real é uma falsa convicção de orientação:
Quando o navegador está convencido de que chegou a um conjunto coerente de correspondências, ele pode olhar para a carta e dizer: "Ah, sim, eu estou aqui, neste ponto da terra." Agora o navegador sabe onde ele está. E é neste sentido que a maioria de nós sentimos que sabemos onde estamos. Sentimos que reconciliamos as características que vemos em nosso mundo e a representação desse mundo. As coisas não estão fora do lugar. Elas estão onde esperamos que estejam. Mas agora suponhamos que alguém pergunte ao navegador "O quão longe estamos da baía à frente da cidade?" Para responder a essa pergunta, ter um bom senso de correspondência entre o que se vê e o que é representado em alguma representação do espaço local não é suficiente (HUTCHINS, 1996, p.13).176
Para vencer o desafio de poder se localizar, sempre modificando os pontos de relação sobre os quais se verifica a posição atual, é preciso investigar mais a fundo a especificidade das representações. No caso da navegação, a tecnologia das cartas de navegação abarca um processo computacional que empreende a fixação de posições, a partir de uma simbologia complexa, capaz de regular fatores naturais e representacionais.
Todavia, em nossa proposição cartográfica de memória, esse procedimento não pode ser resolvido por dispositivos computacionais. O que se tenta fazer, então, é verificar as histórias e os documentos, sem se acomodar em posições estáveis, arrematadas previamente por mapeamentos simplificados. Ao vislumbrar uma pluralidade de relações e esmiuçar os acontecimentos, lançam-se pontos de vistas que se inscrevem num discurso chamado, inevitavelmente, de história. Mas uma história em ação, que coloca em xeque seu próprio estatuto de verdade.
Outrossim, a dança vem contando sua própria história, como nos mostrou o processo de reativação do Pró-Posição e o cisne em seus múltiplos desdobramentos expressos em corpos, filmes, coreografias, notações, animações, estudos e registros historiográficos. Não
176“When the navigator is satisfied that he has arrived at a coherent set of correspondences, he might look to the
chart and say "Ah, yes; I am here, off this point of land."Now the navigator knows where he is. And it is in this sense tha most of us feel we know where we are. We feel that we have achieved a reconciliation between the features we see in our world and a representation of that world. Things are not out of place. They arre where we expect them to be. But now suppose someone asks a navigator "How far are we from the town at the head of that bay?" To answer that question, simply having a good sense of the correspondences between what one sees and what is depicted on some representation of the local space is not enough” (HUTCHINS, 1996, p.13).
queremos, com tal afirmação, endossar o fim da história, mas sim encontrar um reduto de encontro entre dança e história, que abarque os entrelaçamentos memoriais presentes na própria dança.
Por fim, voltemos ao mapa de Jorge Luis Borges. Naquela representação clonada da realidade, em que o mapa coincidia ponto a ponto com o espaço real, não houve senão uma solução: abandonar o mapeamento e fazer dele um relevo habitável. Nossa proposição de
cartas de navegação como ferramenta historiográfica nos encaminha para uma tarefa parecida: “habitar” a história da dança atestando, sempre, sua transitoriedade e impossibilidade de fixar medidas.
Assim sendo, apostamos no entendimento de que a história da memória é residual e, por isso, está sempre em construção. O conjunto de mapas que participam de sua cartografia deve ser habitado, sem creditar cada uma de suas ilhas como redutos de verdade. Mas, diferentemente do mapa de Borges, as ruínas não devem ser vistas como desabrigo. Ao contrário disso, é preciso mergulhar nas linhas do mapa e fazer uso de suas demarcações. Nessa lógica, fazer uso não significa seguir acordos históricos estabelecidos, mas ter autoridade para navegar por dentro e por fora deles.
Uma historiografia das comunicações, cuja metodologia se fundamenta na precariedade das certezas metodológicas e na falência das representações verdadeiras de fatos e feitos históricos. Uma ecologia historiográfica composta por cartas de navegação em percurso. Uma cartografia feita de mapas-corpos. Essas seriam as premissas para uma cartografia historiográfica de corpomídias, cuja validade só se postula sob a condição processual que a caracteriza.
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