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Unge som er arbeidslause to år seinare

In document Unges tilknytning til arbeidslivet (sider 87-92)

8 Kva skjer med unge etter ein periode som arbeidslaus?

8.5 Unge som er arbeidslause to år seinare

Dando sequência aos eventos desportivos que pude acompanhar como estagiário e que foram os mais marcantes para mim, eu gostaria de lembrar mais quatro jogos de futebol que acompanhei. E entender o motivo de estes jogos fazerem parte do agendamento de notícias do Correio do Minho ajuda a compreender o jornalismo de proximidade como uma das características deste jornal.

Por ordem cronológica, no dia 5 de novembro eu fiquei responsável por fazer a cobertura jornalística do jogo entre Vitória Sport Clube e Sport Lisboa e Benfica, pela Primeira Liga, que foi realizado em Guimarães. A partida já era importante apenas por ter o Benfica, um dos principais clubes de Portugal, envolvido. Mas, pela pauta do

Correio do Minho, o atrativo do confronto era o facto de ser um jogo do principal clube

de Guimarães.

Além de ter sido o primeiro jogo da Primeira Liga que eu acompanhei pelo jornal, também foi o primeiro que eu fiz diretamente da redação, assistindo pela televisão. Foi uma experiência bem diferente, pois enquanto no estádio eu vejo tudo de perto e sinto a atmosfera do ambiente e dos adeptos, na televisão eu perco essa sensação de

proximidade. Mas há algumas vantagens em fazer a crónica do jogo pela televisão. É mais fácil acompanhar os pormenores do jogo, como o nome de jogadores que receberam cartões, e é possível escrever o texto diretamente na página do jornal

enquanto se acompanha o jogo. E foi desta forma que eu trabalhei: enquanto eu assistia ao duelo pela televisão, escrevia a crónica do jogo simultaneamente. Sempre que acontecia alguma jogada perigosa, algum golo ou algo que eu achasse relevante para o texto, eu escrevia assim que a jogada terminasse. Ao fim do jogo, bastou-me escrever os parágrafos iniciais e ajustar o espaço da crónica para que não ficasse sobrando texto.

Outra vantagem da televisão é a de ouvir as declarações dos treinadores, pois eles sempre dão entrevistas à televisão no fim dos jogos.

Porém, apesar de a televisão tornar certas coisas mais práticas para o trabalho do jornalista, a crónica de um jogo fica naturalmente mais rica quando se acompanha a partida no estádio. É possível captar mais detalhes, sentir o ambiente do estádio, ver as reações dos adeptos de perto. Assistir a um jogo de perto, sem estar preso apenas ao que as câmaras da televisão mostram, enriquece a crónica.

Ainda em novembro, tive a oportunidade de cobrir um jogo que foi uma das minhas experiências mais agradáveis como estagiário do Correio do Minho. No dia 20, num sábado à tarde, fui pela primeira vez ao Estádio 1.º de Maio, em Braga, para noticiar a partida entre a equipa B do Sporting Clube de Braga e o Gil Vicente Futebol Clube, pela Segunda Liga. Em termos de relevância no cenário nacional, seria o jogo mais

importante que eu acompanharia até então.

Eu comecei a sentir a importância do jogo logo que cheguei ao estádio e fui à área reservada para a imprensa, numa sala acima das arquibancadas. A sala estava repleta de jornalistas, incluindo de rádio e televisão, que fariam a transmissão ao vivo do jogo. Eu senti que a maioria era de Barcelos, cidade do Gil Vicente. Por haver uma rivalidade local entre as equipas, o jogo tornava-se ainda mais importante. Num estádio histórico para a cidade e com tantos jornalistas no local, a atmosfera da partida era diferente em comparação com as outras a que eu já assistira. Todos os jogos que cobri pelo Correio

do Minho foram relevantes para mim e tinham importância dentro dos seus contextos.

Mas, inegavelmente, este foi especial por conta da dimensão nacional.

O resultado final de 1-1 revelou um jogo bastante equilibrado, em que qualquer uma das equipas poderia ter vencido. No lugar em que estava sentado, à frente de dois jornalistas de uma rádio barcelense, eu ouvi, durante os 90 minutos, a transmissão que eles faziam para a rádio. E como eu gosto de partidas de futebol transmitidas pela rádio, esta primeira experiência no Estádio 1.º de Maio tornou-se mais memorável ainda. De volta à redação, eu precisava escrever o texto comentando o jogo. Nesta fase do estágio, eu já estava acostumado a escrever crónicas de futebol. Portanto, os meus textos já saíam com bastante naturalidade.

No dia 8 de dezembro, tive a oportunidade de cobrir, pela segunda vez, um jogo entre dois clubes regionais de Braga. Mas, desta vez, o embate não seria para o Campeonato Pró-Nacional. O jogo contava para a terceira eliminatória da Taça da Associação de Futebol de Braga, disputando-se entre São Paio D’Arcos Futebol Clube e Associação Cultural e Recreativa de Guilhofrei. Os clubes enfrentaram-se no estádio do São Paio D’Arcos, mas havia adeptos de ambas as equipas. Mesmo o mau tempo de muita chuva naquela tarde não afastou as pessoas do estádio.

Antes mesmo de a partida começar e até ao fim, passei por algumas pequenas dificuldades neste jogo, mas que foram superadas. A primeira foi quando cheguei ao estádio. Diferentemente dos outros jogos a que assistira no local, neste não havia um papel para a imprensa com a constituição e numeração das equipas, nome dos árbitros e afins. E estes dados são essenciais para acompanhar o jogo e para escrever a crónica. Foi necessário que um funcionário do clube da casa trouxesse um papel com a ficha técnica do jogo, na qual estavam todos esses dados, para que eu e a outra jornalista presente copiássemos as informações.

Algo que me chamou a atenção neste evento foi a animação dos adeptos. De todos os jogos que eu cobri durante o meu estágio, este foi o que teve os adeptos mais

entusiasmados e participativos. Durante todo a partida, eles festejavam, gritavam, reclamavam e conversavam com os jogadores. Após o apito inicial do juiz e após o primeiro golo do São Paio D’Arcos, um dos adeptos espalhou uma fumaça azul, cor da equipa da casa, pelas arquibancadas. Apesar de isso ter atrapalhado um pouco a minha visão durante alguns segundos, eu gostei de ver a alegria dos adeptos.

O resultado final apontou para a vitória da equipa da casa por 3-0. Como eu queria conversar com os dois treinadores após o fim da partida, precisava encontrá-los. Mas não foi uma tarefa muito fácil, pois não havia apoio para a imprensa naquele estádio. Como não encontrei qualquer funcionário para me ajudar, precisei de andar um pouco pela área interna do estádio até chegar aos vestiários. Enfim, consegui ser atendido pelos treinadores para ouvir as suas impressões do jogo. Como habitualmente fazia sempre após as minhas saídas, voltei à redação e escrevi a crónica daquele jogo.

Considero este evento desportivo como um dos mais importantes durante o meu estágio, pois a partir deste momento comecei a pensar que gostaria de abordar os clubes

regionais de Braga como o meu tema de investigação. Eu achei interessante ver de perto a importância que estes jogos têm para os clubes locais e assistir à festa dos adeptos. Por fim, gostaria de relatar a minha experiência ao cobrir o jogo entre o Grupo

Desportivo de Bragança e o Vilaverdense Futebol Clube, em 17 de dezembro de 2017, para o Campeonato de Portugal. O mais marcante para mim foi o facto de ter sido a primeira e a única crónica de jogo que eu escrevi enquanto acompanhava a partida pela rádio. Como acompanhei a partida na redação e não havia transmissão televisiva, ouvir pela rádio era a única opção.

Uma das etapas mais importantes foi estar atento ao início da transmissão, antes de o jogo começar, para poder tomar nota da constituição das equipas assim que o narrador as dissesse. Para escrever o texto em si, eu precisei tomar um pouco de cuidado, pois não estava assistindo às jogadas da partida, apenas as ouvindo. E eu não queria reproduzir o discurso do narrador no meu texto. Portanto, ao ouvi-lo narrando uma jogada, eu precisava imaginá-la e descrevê-la com as minhas palavras. Antes da metade deste jogo, quando me acostumei a escrever a crónica desta forma, tornou-se fácil terminá-la. Ao fim do jogo, quando a rádio foi ouvir as declarações dos treinadores, precisei ter agilidade na hora de digitar para poder captar as suas falas enquanto eles conversavam com a rádio.

Os quatro jogos que figuraram neste subcapítulo ajudam a entender melhor a pauta desportiva do Correio do Minho. São quatro competições distintas (Primeira Liga, Segunda Liga, Taça da Associação de Futebol de Braga e Campeonato de Portugal), sendo três destas a nível nacional e uma a nível regional. Mas todos os jogos envolviam equipas do Minho, o que inclui essas partidas no agendamento noticioso do jornal. As diferentes formas possíveis de acompanhar o jogo para escrever a crónica

(presencialmente no estádio, pela televisão e pela rádio) também ajudam a caracterizar a forma de trabalho do Correio do Minho. Ou seja, quando não havia a possibilidade de deslocação até ao estádio, optava-se por acompanhar o jogo pela televisão ou pela rádio – e por fazer a crónica a partir disso.

Para um jornalista, o ideal é sempre acompanhar o facto noticioso de perto, no local do acontecimento. Em termos de futebol no jornalismo desportivo, isto significa que o ideal é assistir à partida no estádio. Quando não é possível, escrever a crónica a partir da televisão é uma opção válida. Apesar de se perder muitos detalhes da partida, é possível

relatar, de forma fiel aos factos, o que aconteceu. Durante o meu estágio, sempre quando possível, fui assistir aos jogos nos estádios. A prioridade do jornal é a de que as partidas sejam acompanhadas no local, como devem ser. Quando não era possível, por razões de distância ou por insuficiência de meios, restava a televisão como segunda opção.

Já o rádio é uma opção mais controversa, pois não se está assistindo ao jogo, apenas o ouvindo. Deste modo, a crónica fica refém daquilo que o transmissor e o comentador da partida falam. Talvez um pedaço do jogo que eu pudesse considerar importante para o meu texto foi omitido na rádio, pois o transmissor não o considerou importante. Neste caso, não havendo a possibilidade de ir ao estádio ou de assistir ao jogo na televisão, penso que bastaria publicar o resultado e a ficha do jogo juntamente às declarações dos treinadores.

2.5. Últimas saídas às ruas: visita a Guimarães, entrevistas com os

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