8 Kva skjer med unge etter ein periode som arbeidslaus?
8.4 Unge som er i arbeid etter to år
Neste subcapítulo, eu irei falar sobre as mais marcantes entrevistas e notícias que produzi no Correio do Minho, de dentro da redação. Ou seja, não considerando as minhas saídas da redação que voltarão a ser comentadas mais à frente neste relatório. No dia 27 de outubro de 2017, entrevistei José Manuel Pereira, responsável pela
organização do evento desportivo Braga Cup de 2018. José Manuel Pereira, naquele dia, esteve na redação do jornal para que eu pudesse entrevistá-lo a respeito do Braga Cup, um torneio de futebol infantil que reúne diversos clubes nacionais e internacionais em Braga. O meu trabalho seria produzir uma página inteira a tratar apenas do Braga Cup,
com uma notícia principal, uma notícia menor que estivesse enganchada à principal e uma caixa com mais três pequenas notícias.
A entrevista com José Manuel Pereira fluiu de forma bem tranquila. Paulo Machado já me havia dito, no início daquela semana, que eu o entrevistaria. Portanto, eu já estava bem preparado, pois havia pesquisado sobre o Braga Cup e já tinha em mente tudo o que precisava perguntar e esclarecer com o organizador do evento. Em cerca de 30 minutos, conversamos sobre a organização do evento, os preparativos, as equipas, os benefícios para a cidade, as melhorias em relação às edições anteriores e afins. Após a entrevista, transcrevi o áudio da conversa para poder escrever as notícias. A principal foi um apanhado geral do evento, a organização e as novidades. Na segunda notícia, tratei de como o Braga Cup ajuda no turismo da cidade. Nas outras notícias, que estavam numa caixa no canto da página, escrevi sobre a festa que os jovens atletas fazem neste tipo de competição, dos prémios e das inscrições.
No início de novembro, tive a oportunidade de produzir outro trabalho diferenciado com a ajuda da Antena Minho. A rádio havia recebido a visita de três pessoas para
entrevistá-las sobre o Grupo Desportivo de Figueiredo, um clube local de futebol de Braga. O meu trabalho foi pegar o áudio deste programa da rádio, chamado de “As nossas raízes”, e transformá-lo em uma notícia para o jornal impresso. Portanto, o que eu fiz naquele dia foi ouvir o programa e transcrever o áudio por completo. Enquanto fazia isso, eu já estava pensando em quais eram os pontos mais importantes e
interessantes, pois precisaria produzir duas notícias principais em duas páginas. Os entrevistados pela rádio foram Miguel Soares, presidente do Grupo Desportivo de Figueiredo, António Silva, coordenador e diretor desportivo do Grupo Desportivo de Figueiredo, e Marco Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Figueiredo. O teor da conversa na rádio era sobre o clube e a sua decisão de voltar a ter uma equipa sénior, uma vez que estava a apostar apenas nos escalões de formação desde 2010. Então, eu decidi separar toda a conversa em dois temas centrais e, desta forma, produzir as duas notícias. Na primeira notícia, em que falei do clube, da sua estrutura, desta retomada à equipa sénior e das projeções para o futuro, usei apenas declarações de Miguel Soares e de António Silva. Na segunda notícia, em que falei do apoio da Junta de Freguesia de Figueiredo para o clube e para o desenvolvimento do trabalho com os jovens da região, usei mais as declarações de Marco Oliveira. Desta forma, consegui executar as duas
notícias que abordavam o Grupo Desportivo de Figueiredo em temáticas diferentes. Este trabalho foi publicado na edição de 13 de novembro de 2017.
Durante este período intermédio do estágio, comecei a desempenhar algumas novas funções durante os dias da semana. Dentre estas, uma das que mais gostei de fazer foi a de produzir a página dos marcadores. A página dos marcadores era uma página
publicada semanalmente, sem dia específico, sobre a última jornada do Campeonato Pró-Nacional de Braga e sobre os marcadores da competição. Uma das informações que a página trazia era o resultado de todos os jogos da última jornada e o nome dos
marcadores de todos os golos. Descobrir apenas os resultados era fácil, pois esta
informação era acessível em sites especializados em desporto e até nas próprias páginas de Facebook dos clubes. Porém, descobrir quem foram os marcadores dos golos nem sempre era fácil. Muitos dos clubes da Pró-Nacional, ao divulgar o resultado, também exibiam quais atletas haviam marcado os golos, mas alguns clubes nem sempre faziam isto. Neste caso, era preciso ligar aos dirigentes dos clubes para perguntar quais
jogadores haviam sido os marcadores no último jogo. Para este tipo de trabalho, o
Correio do Minho dispunha de uma agenda com os telefones de diversos dirigentes de
clubes de todos os escalões da Associação de Futebol de Braga.
Ao fazer a página de marcadores, também era preciso que eu atualizasse a tabela com todos os marcadores da competição. Esta informação era acompanhada de um texto comentando quais jogadores estiveram em destaque na jornada em relação aos golos marcados.
Outra função que eu desempenhei bastante durante o meu estágio foi a de escrever textos, em forma de comentários, sobre as tabelas classificativas dos mais variados campeonatos de futebol de Braga, de todos os escalões. Em muitos destes jogos, era necessário ligar aos clubes para descobrir os resultados.
Ainda falando sobre os trabalhos feitos dentro da redação, gostaria de lembrar dois em específico que ajudaram na minha aproximação aos clubes locais. Um destes foi fazer uma antevisão da partida entre o Sporting Clube de Portugal e o Futebol Clube de Famalicão, jogo a contar para a Taça de Portugal. Era um jogo muito importante para a equipa famalicense, pois era a sua oportunidade de defrontar um clube da principal divisão nacional, mesmo que o favorito fosse claramente o Sporting. Eu gostei de fazer a antevisão daquele jogo, pois percebi o quão importante era para os adeptos do Futebol
Clube de Famalicão. Um dos pontos principais da notícia era o de que muitos
famalicenses se mobilizaram e foram a Lisboa para assistir ao jogo. Esta antevisão foi publicada na edição de 16 de novembro de 2017.
Outra notícia escrita por mim no Correio do Minho e que eu considerei marcante na minha experiência no jornal, esta já mais para a fase final do estágio, tratava sobre o Vieira Sport Clube e a sua campanha no Pró-Nacional. Naquela altura, o clube era o primeiro classificado da competição e tinha uma campanha quase impecável, com apenas uma derrota. Para entender melhor este desempenho, eu liguei para o treinador do Vieira Sport Clube, Miguel Paredes. Em cerca de 15 minutos, nós conversamos sobre a equipa, a campanha no Pró-Nacional, as perspectivas de título, os atletas e quais eram os objetivos do treinador para a segunda volta do torneio, que estava para se iniciar naquela altura. Com as informações obtidas após essa entrevista, escrevi a notícia sobre o bom campeonato que o clube fazia e as impressões e explicações do treinador. Esta notícia foi publicada na edição de 20 de dezembro de 2017.
Estes dois exemplos de trabalhos que realizei durante o estágio ajudam a confirmar a seção de Desporto do Correio do Minho como sempre a destacar os clubes locais. Era o caso de um clube local e nacionalmente conhecido, o Futebol Clube de Famalicão, a disputar um campeonato nacional, e o caso de um clube regional a disputar um campeonato local.
Às vezes, tive a impressão de que o jornal dava atenção, de forma um pouco exagerada, ao futebol regional, publicando resultados e tabelas classificativas de diversos
campeonatos regionais de variados escalões. Pensei que outros acontecimentos no âmbito do desporto local, talvez mais relevantes para a comunidade da região, pudessem ser publicados no lugar de algumas destas páginas. Por outro lado, também pensei: se o
Correio do Minho não publicasse estas informações, quem as publicaria? De certo, há
pessoas que se interessam por saber determinados resultados de futebol, principalmente aqueles em que estão diretamente envolvidos, como os atletas e os seus familiares, dirigentes dos clubes e afins. Então, novamente me questionei: mas este não é um grupo bem específico de pessoas? Será que o restante dos leitores não estaria mais interessado em outras pautas desportivas?
A minha conclusão é a de que precisa haver espaço para o futebol local no jornalismo regional. Porém, é preciso ter cuidado para que não haja um exagero. O futebol regional
merece ser destacado, mas penso que não é necessário publicar todos os resultados de todas as jornadas de diversos campeonatos e de diferentes escalões. Os campeonatos regionais mais importantes, sim, merecem ser acompanhados jornada a jornada. Mas a estes de menor apelo bastaria noticiar o campeão e os despromovidos ao fim do campeonato.