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Understandings and practices of participants about household waste management

5. RESULTS

5.1. Understandings and practices of participants about household waste management

A História Militar portuguesa foi, em períodos diversos, fascinante. Os formatos de organização da instituição militar e as formas de participação do povo-soldado, o povo pé-descalço, humilde, trabalhador, rural, analfabeto – são dignas de objecto de estudo. As formas de “Nação em Armas” e casos de serviço militar obrigatório, como o de 1570, a organização de massas das ordenanças tendo D. Dinis (1277-1325) como percursor e a fundação das milícias em 1641, são exemplos a ter em consideração. O povo sacrificado da I Grande Guerra ou da Guerra do Ultramar, atormentado dia-a-dia nas trincheiras fétidas ou no clamor da morte ardendo no calor sufocante das matas africanas, são memórias imperecíveis. E, ainda, a alma do povo guerrilheiro, durante as invasões francesas, que destroçou, em combates de profundidade, os exércitos imperiais de Junot, Massena e Soult. E tantas outras.

Não serão muitos os historiadores a ocuparam-se com a disciplina, ao longo do século XIX e em parte substancial do século XX. Chegou a ser rotulada, pejorativamente, como “história-batalha”. O seu estudo ficou relegado à instituição militar e a alguns militares profissionais, que valorizavam o estudo da História Militar como suporte à elaboração da doutrina. Evocam-se Clausewitz e Keagan para, respectivamente, afiançar que a guerra é a continuação da política por outros meios, e que a guerra é continuação das relações políticas. Logo, o primeiro entendimento levar- nos-ia a pensar que o campo da História Militar não se esgota na guerra, e que esta só poderá ser compreendida numa perspectiva plural de relações circulares (cf.Sanches 2010: 5).

Assim sendo a História Militar actual só pode ser profundamente interdisciplinar, envolvendo, de acordo com cada tema ou problema, a sociologia, a ciência política, a antropologia, a filosofia, a psicologia social, a economia, o direito, a pedagogia, sem os quais não seria possível dar conta da amplitude das questões tratadas. (Sanches 2010:8).

Desta forma, numa perspectiva globalizante, a História Militar pode para além da guerra ocupar-se de inúmeros outros problemas, o que excede as acções abarcando operações das Forças Armadas.

A criação dos cursos universitários de história não facilitou a congregação de esforços na produção de uma História Militar, tarefa quase privativa dos militares.

Assim, à demanda se há uma História Militar, independente da historia geral, a resposta é afirmativa, mas sendo aquela apenas um dos capítulos da história geral, pois as guerras discorrem de factores políticos e de causas complexas, que só indirectamente têm influência no campo militar. Não se esquece ser o pensamento militar a decorrência de um pensamento político.

Ao longo das últimas décadas ficou patente uma distinção entre militares historiadores e, em escala reduzida, historiadores militares. Os primeiros continuaram a ocupar-se dos aspectos «técnicos» da arte da guerra e da sua função didáctica. A fundação da Revista Militar, em 1849, é disso um bom exemplo, como o será o forte dinamismo imprimido à imprensa de cariz militar ao longo da segunda metade do século (cf. Monteiro 2004: 755-760).

A questão militar, embora de inegável centralidade na história nacional do século XIX e XX não tem merecido a devida atenção por parte dos historiadores. O seu estudo, com raras excepções, tem-se confinado a análise dos factos em que os militares foram os grandes protagonistas, ou seja, as invasões francesas e as guerras liberais, ou, mais recentemente, a revolução de 25 de Abril de 1974. Tudo o mais está ainda por conhecer. Contudo, mais do que olhar a instituição militar de dentro para fora, fazendo dela o resultado da intervenção única dos militares que

integram as suas fileiras, importa inverter posições e tentar apreender a sua evolução de fora para dentro, procurando os princípios que a moldam e condicionam, nos espaços de discussão e decisão políticas, onde o debate sobre a questão militar, se abre, cada vez mais, aos civis, até então fora do círculo de especialistas, monopolizado pelos militares (Monteiro 2004: 760).

O estudo da guerra e da História Militar está a passar por um processo de renovação e revalorização. No presente momento começou, efectivamente, a escapar da influência dos escritores militares do século XlX e início do século XX, que tendiam a escrever para outros militares.

Primordialmente, a História Militar exerceu uma função didáctica junto dos oficiais do Exército, nunca é demais repisar, que deveriam aprender com as experiências do passado. Neste contexto, a História Militar foi considerada durante bastante tempo uma disciplina sem interesse, abandonada pelos universitários, tendo acabado restrita aos meios militares. Esse afastamento da academia permitiu que as organizações de historiadores ligados à história das Forças Armadas, em diversos países, e também em Portugal, estendessem o seu poder sobre o campo através do controle dos arquivos e do conhecimento técnico, como já foi repetido, “technical expertise”, cuja importância crescia com a industrialização da guerra (cf. Mancuso 2007: 21-24).

A História Militar teve, e ainda tem, várias funções primordiais nas Academias Militares e outros lugares de formação militares. Daí a sua relevância. Uma diz respeito à sua utilização como substituta da experiência prática, uma vez que a guerra, no seu teatro operacional, não é algo que se possa criar, ou simular na sua totalidade, para fins formativos (cf. Mancuso 2007: 21-24). “Partindo do princípio de que a vocação militar se torna profissão pelo acrescer de experiências”, Samuel Huntington afirma que “a história militar poderá promover um conjunto de conhecimentos profissionais” (1996: 82). A História Militar exerce ainda uma outra função “como elemento de doutrinação dos oficiais, principalmente dos jovens que ingressam nos cursos das armas das academias militares” (Janowitz 1967: 222).

Janowitz escreve:

A história militar é antes uma interpretação idealizada dos acontecimentos passados, destinados a inspirar o profissional. Quanto ao ensino de história, os oficiais militares criticam abertamente a instrução civil ministrada em programas universitários de treinamento de oficiais de reserva, visto acharem que os historiadores académicos são indiferentes ao uso da história com a finalidade de doutrinação de futuros oficiais. (Janowitz 1967: 223).

Esta visão utilitarista da arte depauperou o impacto da História Militar como disciplina, situação hoje em parte ultrapassada, dado existir um sem número de

historiadores que seguem o caminho inverso, ou seja, centram a sua vida académica em estudos militares.

A cooperação entre historiadores civis e militares toma um incremento decisivo em Portugal a partir do ano 2000. Quem ler a Revista da História das Ideias (vol. 30), do Instituto de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, sob o título Guerra, constatará a coabitação de historiadores e pensadores de proveniência militar e não militar12. O mesmo procedimento se verifica, amiúde, na

Revista Portuguesa de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, obra do Instituto de História Económica e Social.

Gouveia Monteiro, no prefácio da Revista Guerra, afirma que ela retrata uma enorme pluralidade temática, abordando histórias da guerra em textos “alimentados por uma imensa variedade de fontes (de arquivo, literárias, narrativas em sentido estrito, iconográficas, arqueológicas) e por uma bibliografia muitíssimo actualizada”. Monteiro afirma ainda que “todos os autores são especialistas consagrados nas suas áreas de pesquisa, sendo a maioria deles investigadores de história militar”. Alguns deles são mesmo considerados “expoentes de uma nouvelle vague” que assegurará, decerto, um futuro radioso para a história político-militar mundial” (Monteiro 2009: 9).

De entre os autores referidos convém realçar Severiano Teixeira que esteve envolvido num projecto de sucesso: a Nova História Militar de Portugal13. Sobre os restantes colaboradores da revista, acrescenta Monteiro:

…estão incluídos em equipas de investigação especializadas que se dedicam a temas de história

militar, segurança e defesa, ou leccionam disciplinas destas áreas em universidades ou em institutos militares superiores. Alguns têm, além disso, a experiência concreta, vivida, dos cenários da guerra, o que confere aos seus textos uma carga testemunhal muito forte e que merece ser realçada (Monteiro 2009: 10).

É pois facto assumido que a Universidade se abriu aos militares e os académicos se interessam pela História Militar14.

12Adriano Moreira, Alves de Fraga, Aniceto Afonso, Contente Domingues, Dores Costa, Gomes Barbosa,

Gouveia Monteiro, Lemos Pires, Manuel Pureza, Marinho dos Santos, Matos Gomes, Pezarat Correia, Pires Lousada, Pires Nunes, Semedo de Matos, Severiano Teixeira.

13 Publicada pelo Círculo de Leitores em 2003/2004 e que constituiu um autêntico «virar de página» na

historiografia militar portuguesa, onde também colaborou o General Manuel Themudo Barata, um conceituado historiador militar.

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A Universidade Aberta, um outro exemplo, debateu A guerra colonial, realidade e ficção. Nesse colóquio, posteriormente, publicado em livro, participaram os militares Alberto Ribeiro Soares, António Marques Bessa, David Martelo e Manuel Barão da Cunha.

O Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, levou à estampa, coordenadas por Nuno Severiano Teixeira, duas publicações sobre temáticas

Neste novo fôlego, e nesta visão renovada da importância da História Militar no contexto das universidades portuguesas, ressaltam também inúmeros mestrados e doutoramentos feitos na área e várias publicações vindas à estampa aquando das recentes comemorações do Centenário da República e dos 50 anos do início da Guerra do Ultramar. Das citadas obras destacamos Os anos da guerra colonial 1961-1975, por fazer da contenda um levantamento histórico exaustivo. É realizado por dois historiadores militares consagrados, Aniceto Afonso e Matos Gomes (2009).

Com interesse para esta investigação, pela qualidade revelada ao nível de conteúdo, relevância do objecto de estudo e estratégias, destacam-se os trabalhos dos seguintes académicos:

Isabel Marques (2008) realizou uma investigação notável e aprofundada sobre a I Grande Guerra e a vida nas trincheiras; José Telo (1991) debruçou-se exaustivamente sobre Portugal na II Guerra Mundial, aí focando aspectos militares e estratégicos relevantes; Medeiros Ferreira (1992) dissertou e estudou sobre as mudanças de comportamento dos militares no século XX, face aos regimes políticos, e dos regimes políticos face à instituição militar, numa perspectiva histórica; Paulo Duarte (2010) investigou a política de defesa nacional entre 1919-1958; Freire Antunes (1995) dissecou aprofundadamente a Guerra do Ultramar; Nogueira Pinto (1976, 1977) estudou os anos do fim, isto é, os anos pré-25 de Abril.

O estado da arte ficaria acanhado se não fizéssemos referência a quatro obras emblemáticas, respigadas no permeio de um sem número que enxameia a bibliografia da História Militar a nível mundial. São elas: A arte da guerra de Sun Tzu (1994), Uma história da guerra de John Keegan (1993, 1995, 2009), A teoria do combate de Carl Von Clausewitz (2005), e, do português e Capitão Carlos Selvagem, o emblemático

Portugal militar compêndio de história militar e naval de Portugal, reeditado em 2006, pela Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Seguindo o exemplo de Carlos Selvagem, os militares portugueses, e as suas instituições de comando e formação têm vindo a pugnar pela credibilidade, divulgação e investigação em História Militar. A Academia Militar, para além de estudos excelentes

importantes: Os militares e a democracia em Portugal e a História das intervenções militares portuguesas nos grandes conflitos mundiais dos séculos XIX e XX. Civis e militares participam nesta iniciativa: Loureiro dos Santos, Maria Inácio Rezola, José Medeiros Ferreira, António José Telo, Luís Salgado de Matos, António Pedro Vicente, Jorge Pedreira, Isabel Pestana Marques, Alice Samara, Manuel Themudo Barata, por ordem de entrada dos trabalhos.

publicados sobre a Guerra do Ultramar (2000), possui a conceituada Revista Proelium. O Instituto da Defesa Nacional edita, com regularidade, a Revista Nação e Defesa e outras publicações ligadas à problemática. O Instituto de Estudos Superiores Militares editou o boletim de Ensino/Investigação que, a partir de Maio de 2013, deu lugar à Revista de Ciências Militares. Para além de todas as publicações periódicas anteriormente referidas, a Revista Militar e o Almanaque do Exército, pelos artigos que disponibilizam há longos anos, são de recomendar como fontes importantes de investigação. A Revista do Exército publica-se desde, sensivelmente, a segunda metade de Oitocentos e já alcançou o nº 2543.

De entre muitos outros militares – historiadores e memorialistas – salientam-se alguns dos que têm produzido saber com interesse para o trabalho de investigação em consideração, até pelas suas visões antagónicas: Amaro Bernardo (2004), Aniceto Afonso (2009), Barão da Cunha (1975), Brandão Ferreira (2009), David Martelo (2001), Diniz de Almeida (1976), Matos Gomes (2009), Moura Calheiros (2010), Pezarat Correia (1994), Saraiva de Carvalho (2011), Silva Cardoso (2009), Sousa e Castro (2009) e Vasco Lourenço (2009). Vários outros serão relevantemente tratados ao longo deste trabalho ou constam da larga bibliografia que acompanha o estudo.

A Comissão Portuguesa de História Militar, criada em 1989 e ligada ao Ministério da Defesa Nacional, contribuiu também para a reabilitação da História Militar; logo no ano seguinte à sua fundação realizou o seu primeiro colóquio com o tema Para uma visão global da história militar, no qual se debateram as causas do declínio da História Militar e a sua nova e promissora época de desenvolvimento e afirmação no conjunto das Ciências Históricas. Os colóquios, anuais desde Dezembro de 1990, ficaram marcados pela abordagem de diferentes aspectos da História Militar. São de salientar as reflexões em redor: da História Militar, em Portugal e na Europa, numa perspectiva comparada; do recrutamento militar, das relações militares de Portugal e o Mundo; da presença dos militares na sociedade portuguesa; dos abalos político-militares provocados pelas guerras e vistos na perspectiva da complexidade real do seu fenómeno, entre outros15.

O Estado-Maior do Exército foi publicando nestes últimos anos, no âmbito da Direcção do Serviço Histórico-Militar de que foi Director Themudo Barata de 4 de

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Janeiro de 1982 a 23 de Agosto de 198916, e da Direcção de História e Cultura Militar dirigida pelo General Ferreira de Macedo, um conjunto de publicações importantes. Dentre elas convém salientar as produzidas pela Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974), mais conhecida por CECA, cujo presidente foi Themudo Barata e que deu ao prelo a Colecção Resenha Histórico-Militar das Campanhas de Africa (1961-1974)17.

Destes departamentos militares saiu um conjunto de obras, de inegável valor, sobre a Guerra do Ultramar como por exemplo as respeitantes: ao esforço militar, ao enquadramento, às disposições das forças, às condecorações atribuídas, aos aspectos da actividade operacional (fichas de unidades) e aos mortos em campanha. De todas elas interessam, de forma mais evidente, as seguintes:

● 1ºvol, Enquadramento geral, 1988;

● 2ºvol, Dispositivos das nossas forças, Angola, 1989; ● 3ºvol, Dispositivo das nossas forças, Guiné, 1989;

● 4ºvol, Dispositivo das nossas forças, Moçambique, 1989; ● 7ºvol, Fichas das unidades tomo II, Guiné, 2002;

● Fichas das unidades tomo I, Angola, livro 1, 2008;

● Fichas das unidades tomo III, livro 1, 2009, Moçambique; ● Fichas das unidades tomo III, livro 2, 2009, Moçambique.

Nos departamentos militares supracitados, foi ainda produzido um conjunto de outras 127 obras. Destacam-se os Cadernos de História Militar que tratam assuntos diversos, tais como: abordagem de estratégias de grandes batalhas, genealogia e património dos corpos militares, estratégia e segurança, biografia de heróis e generais do Exército, estudos da instituição militar e da sua ética, (re) organização dos exércitos, e criação do exército permanente18.

16 Também foi presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e da Sociedade Histórica para a

Independência Nacional.

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A coordenação coube ao Major-General Nascimento Garcia. Também se distinguiram nestas e noutras publicações de entre outros, os Generais Nunes Igreja e Sousa Meneses e o Brigadeiro Rodrigues da Costa.

18 Contagem efectuada pelo autor na Biblioteca do Exército em [10.06.2010] Veja-se

Ao longo das duas últimas décadas, fundamentalmente, tem-se vindo a assistir à edição de inúmeras obras por ex-militares e antigos combatentes da Guerra do Ultramar. Também apareceram produções historiográficas militares.

Muitos militares, profissionais ou ex-milicianos, têm vindo a trazer ao prelo algumas como edições de autor, obras que tentam traduzir o real, o ficcionado, o memorial, a quase-biografia, a autobiografia ou a poesia militar. Muitos ensaístas, ou poetas de credenciais feitas, se têm associado a este movimento, já com umas centenas de publicações19.

Também é imprescindível deixar aqui referido a existência de milhares de sites e

blogs,produzidos por antigos combatentes, que contam a sua história pessoal, de guerra ou da Companhia onde prestaram serviço.

Para além de obras originais, fruto da pesquisa inédita, existem ainda textos jornalísticos, memorialísticos e biográficos, passíveis de interesse para a investigação, no pressuposto, por muitos defendido, de que a história não pertence somente àqueles que a ela se profissionalizaram e nela se especializaram, mas também a grupos sociais, colectivos ou individuais.

Importa reflectir acerca do desafio de fazer História Militar, “transcendendo a simplista discussão sobre «antigos» e «novos» objectos” (Sanches 2010: 8). A «nova» História Militar não exclui objectos tradicionalmente abordados, inclusive a «batalha»; o que parece mais instigante é o «como», ou seja, de que forma podemos estudar quaisquer manifestações ligadas ao poder militar, a partir de novas e variadas perspectivas da própria história e das ciências sociais em geral (cf. Sanches 2010: 8).

Severiano Teixeira e Themudo Barata, um não-militar e um militar tinham a convicção de que

…na historiografia internacional, sobretudo a partir da década de 80, se construíra uma

historiografia militar, com base em novos pressupostos teóricos e metodológicos, que se afastava da história militar tradicional; em segundo lugar, que, sobretudo a partir do final dessa década e princípio da de 90, se tinham começado a desenvolver nas universidades portuguesas e na Comissão de História Militar trabalhos sobre Portugal que correspondiam a um paradigma novo da historiografia militar internacional. No final da década de 90 fazia sentido tentar uma síntese (Teixeira 2003: 15).

Por essa razão, participaram num projecto renovado, já abordado e nascido em 1999, e com a participação de “investigadores que trabalhavam sobre história militar

19 Serão de referir as obras de Álvaro Guerra, António Lobo Antunes, Assis Pacheco, Carlos Vaz Ferraz,

portuguesa em vários períodos – medieval, moderno e contemporâneo – e tinham ligações com a historiografia internacional” 20.

É uma «Nova História» que trata a batalha de outra forma, que se interessa “pelo sentimento que vive o combatente – o medo, o sofrimento, a dor, a morte. São outros olhos a ver a mesma coisa”. Trata-se o quotidiano da guerra e o percurso do quotidiano desde o recrutamento até ao momento em que se chega à frente, do ponto de vista psicossociológico21.

20

Na revista Actual do Jornal Expresso de 25 de Outubro de 2003, na secção “livros”, foi apresentada, a propósito do lançamento do primeiro volume da Nova história militar de Portugal, uma entrevista com Nuno Severiano Teixeira, conduzida por Francisco Belard e Luisa Meireles. Nuno Severiano Teixeira fala da obra colectiva em cinco volumes.

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