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3.   Teori

3.7   Bruk  av  opsjonsavtaler  ved  akkvisisjon  av  utviklingseiendom

3.7.3   Typiske  avtaleformer

Nas últimas três décadas a comunidade científica mundial avança em direção a uma crítica à ciência moderna. A chamada tendência pós-estruturalista de acordo com Da Silva (1997), problematiza o conhecimento científico, que se orienta pela preocupação de se constituir como sistema formal, a crítica que ao assim fazer, a ciência trata a natureza, a sociedade e a cultura como fenômenos regulares e universais. Surge assim, um novo modelo de interpretação da realidade.

Os estudos em Física e em Neurologia, conforme Goswami (1998) e Damásio (2000), através de David Bohm e Karl Pribam, da Universidade de Londres e Stanford, respectivamente, antecedidos pela contribuição da Física Quântica e da Teoria da Relatividade, abarcam na ciência, temáticas consideradas não científicas, até então, bem como, à inserção de novos métodos de pesquisa e de novos instrumentos de medida, que possibilitam, numa abordagem experimental, experiências paranormais como temas de pesquisa. Caso, por exemplo, da transcomunicação que se utiliza da Engenharia Eletrônica e da Bioeletrografia, em fase de reconhecimento, que usa a máquina Kirlian como instrumento de aferição de campos bioenergéticos.

O sobrenatural pode aparecer, agora, como parte da natureza e dos processos históricos e culturais. Entre os novos temas científicos, os fenômenos paranormais, incluídos na temática da ampliação da consciência, passam a ser entendidos como fenômenos normais. Wilber (1992) afirma que nossos cérebros constroem matematicamente a realidade concreta, interpretando freqüências provenientes de outras dimensões, um domínio de realidade primária, significativa, que transcende o tempo e o espaço. O que surge é uma mudança de mentalidade que abarca toda a ciência.

De maneira especial, conforme Da Silva (1997), esses autores afirmam que a paranormalidade é ignorada porque fere as bases do conhecimento hegemônico. A nova mentalidade compromete a ciência com a qualidade de vida de todo o universo. A indissociabilidade sujeito-objeto e a relação complementar partícula-onda permitem ver o mundo como um sistema dinâmico, auto-regulável e interconectado.

Esta nova visão de mundo acaba por instaurar a crise da fragmentação e da neutralidade. A idéia passa a ser de uma ecologia profunda, sendo que tudo no cosmos está relacionado e toda a ação provoca uma reação. Logo, na indissociabilidade partícula-onda e

tempo-espaço, o que fizermos a qualquer elemento do universo estaremos fazendo a nós mesmos. Reduz-se, assim, a perspectiva analítica todo-partes e surge a perspectiva “Holon” - o todo está nas partes e as partes estão no todo.

No que diz respeito à transformação pessoal, experiências profundamente transformadoras podem ser decorrentes de processos de sintonização com padrões de energia altamente “sutis”. O momento planetário em que vivemos nos dá oportunidade de entrarmos em contato com todo universo de informações, oriundas de diversas fontes indicando caminhos, fazendo aflorar significados muitas vezes não produzidos ainda pela consciência, ou quem sabe anestesiados pela cotidianidade.

O processo de transformação pelo qual passa nossa civilização tem sua complexidade compreendida, também, pela globalização (técnica, econômica enquanto prática desigual e segregacionista). Nesse momento é importante o resgate da multidimensionalidade do ser humano, assim como, estabelecer novos parâmetros, criar novas perspectivas de vida, perceber de modo mais amplo a realidade, partindo da compreensão da complexidade que cerca o universo biocósmico.

Essa visão mais complexa de realidade consiste em ultrapassar toda dualidade mediante uma vivência multidimensional. Para tanto, pressupõe-se uma perspectiva holográfica entre o local e o universal, perspectiva fundamentada na expressão – o todo está nas partes e as partes estão no todo. Isso implica que todos os seres estejam em estado de interconexão, interinfluenciação, concepção que certamente não se confunde com o processo desagregador de globalização pelo qual passa nossa civilização.

A realidade dada por uma abordagem multidimensional de ser humano, de natureza, de cultura e de ciência, é dinâmica, compreendida como um sistema em que a relação, do sujeito com o mundo é de totalidade. Nesta perspectiva, o indivíduo existe num inter- relacionamento e interdependência dentre todos os componentes do sistema, porém, a propriedade de tal sistema não é igual à soma de seus componentes. O observador vai influenciar o objeto observado, e o objeto influenciar o observador, vai existir, portanto, uma inter-relação e interdependência de todos os fenômenos: físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais.

Capra (1983), diz que a física passa das limitações de uma ótica de mundo absoluta, mecanicista e revela-se com uma nova visão, em que o universo deixa de ser visto como uma máquina e se adota uma visão orgânica, ecológica. A matéria-base para toda existência, o mundo material dado por objetos separados, ganha um novo conceito não reducionista que se apresenta como um todo harmonioso e indivisível como uma rede, um complexo interado,

uma teia de relações dinâmicas, no qual o observador e sua consciência são incluídos de um modo indissociável.

Assim, a física quântica e a teoria da relatividade revelam à física moderna que não existe e nem pode existir a objetividade “pura”, que o pensamento científico não tem que ser necessariamente reducionista e mecanicista e que as concepções multidimensionais e multirelacionais, logo, ecológicas, são também, cientificamente válidas.

As concepções multidimensionais e multirelacionais se constituem como holísticas. Estão baseadas numa visão integral que tenta incluir o momento de verdade de cada abordagem despindo-as de suas alegações de que esses são os únicos tipos de verdade existente, ou seja, a visão integral as liberta de suas contradições e as coloca como diz Wilber (2000) numa coalizão multicor.

Estudos integrais tratam de uma visão holística do Ser, preocupam-se com o ser humano na sua inteireza e o reflexo de seu comportamento no todo. É a partir dessa concepção de ser e mundo que ancora e se desenvolve esta pesquisa. Por ora podemos dizer que a maioria dos estudos realizados não estão baseados numa abordagem integral, pelo contrário, acabam reforçando o próprio padrão científico-cultural que se instituiu até então, baseado numa visão dualística. Mas a tendência é que com o tempo esse padrão venha a se diluir.

A humanidade, em sua maioria, na sua jornada terrena está baseada no hemisfério cerebral esquerdo, responde por uma mente extremamente racional, por um pensamento linear, lógico, analítico, material. Deixou de lado justamente o mais importante, a preocupação com a vida, a subjetividade, os sentimentos genuínos, o seu espaço interno, o local da própria consciência em si.

Atualmente, muitos cientistas e da área da saúde, estão trabalhando exaustivamente no “Projeto do Genoma Humano”, na tentativa de mapear todos os genes da seqüência completa do DNA. Projeto que pode revolucionar as idéias a respeito do crescimento e desenvolvimento humano, das vibrações da consciência, assim como, de doenças e tratamentos médicos, o que significará um dos maiores avanços do conhecimento e da ciência.

Outro importante projeto é o “Projeto da Consciência Humana” que também está sendo desenvolvido por muitos pesquisadores, envolve centenas de estudiosos do mundo todo; neurocientistas, físicos, matemáticos e outros tantos. Wilber (2000) afirma que esse projeto reúne uma série de abordagens multidisciplinares, multiculturais e multimodais que, juntas prometem fazer um mapeamento exaustivo do alcance total da consciência, com a seqüência completa dos genes da percepção, por assim dizer. Essas tentativas, afirma Wilber

(2000), estão convergindo rapidamente para um “gabarito mestre” dos diversos estágios, estruturas e estados da consciência.

Embora muitos aspectos específicos ainda estejam sendo pesquisados na tentativa de evidência, a existência desse espectro é muito significativa, das diferentes vibrações da consciência que vai da mais instintiva e egóica, a mais espiritual, da experiência pré-pessoal, à pessoal e à transpessoal, dos estados subconscientes aos autoconscientes e aos supraconscientes, do corpo para mente e para o espírito em si.

O campo que mais têm aprofundado conhecimento a respeito do espectro da consciência é a Psicologia Transpessoal. Wilber (2000) afirma que a Psicologia Transpessoal é algumas vezes chamada de a “quarta força”, depois das primeiras três, a escola behaviorista, a psicanalítica e a humanista. A própria palavra “transpessoal” significa apenas “mais pessoal”. Isto é, a abordagem transpessoal inclui todas as facetas da psicologia e da psiquiatria pessoais, e agrega aspectos mais profundos e elevados da experiência humana, que transcendem o comum e o médio - experiências que são em outras palavras, “transpessoais”, ou “mais do que pessoais”, ou mais pessoais. Desse modo, na tentativa de refletir todo alcance da experiência humana com maior precisão e completude, a psicologia e a psiquiatria transpessoais tomam como ponto de partida, o espectro total da consciência.

A abordagem integral reconhece e respeita esse espectro abrangente da consciência, mas não pára aí, pois caso o espectro total da consciência seja reconhecido e levado em consideração, diz Wilber (2000), que isso vai alterar muitas disciplinas – da antropologia à ecologia, da filosofia à arte, da ética à sociologia, da psicologia à política. Por isso se diz que os estudos integrais se dedicam a uma visão de “todos os níveis” da consciência e do comportamento humano, os diversos campos e dimensões e o espectro total dos níveis nos aspectos intencional, comportamental, cultural e social dos seres humanos.

Esses campos que se constituem em dimensões vibracionais é a Grande Corrente de que fala Arthur Koestler - A Holarquia - Uma série de círculos ou ninhos concêntricos, cada nível mais elevado transcendendo, mas incluindo os demais. Wilber (2000) diz que isso é uma graduação, certamente, mas uma graduação de crescente inclusão e alcance, em que cada nível mais elevado inclui mais e mais do mundo e seus habitantes, de modo que os alcances superiores, ou espirituais, da consciência incluem e abrangem tudo.

Os diversos níveis de consciência interior têm correlações em dimensões externas ao ser. Assim, os seres humanos têm diversos níveis como o corpo, a mente, a alma, o espírito, e cada um desses níveis têm aspectos intencionais, comportamentais, culturais e sociais. E essa

abordagem multidimensional é que vem a ser o cerne dos estudos integrais, nesse caso, o próprio cerne dessa pesquisa.

Desse modo, os estudos integrais podem traçar o espectro da consciência não apenas em suas manifestações intencionais, mas em suas manifestações comportamentais, sociais e culturais, enfatizando assim a importância de uma abordagem multidimensional, para uma visão geral da consciência e do comportamento humano. Ken Wilber (2000) em seus estudos dá uma visão de “todos os níveis e todos os quadrantes”. Estudos integrais que incluem a psicologia integral, a antropologia integral, a filosofia integral, a arte integral e a teoria literária integral, o feminismo integral e a espiritualidade integral.

A teoria aqui desenvolvida para compreensão do desenvolvimento da Consciência Humana e da Consciência Cósmica, parte da filosofia oriental, mas, não se fixa apenas nesta. A tentativa é de justamente buscar uma cosmologia a fim de mapear diferentes ondas, vibrações, campos, planos de consciência que se desdobram da consciência humana ao plano da Consciência Cósmica, consciência universal. Nesse sentido proponho a articulação de abordagens filosóficas do oriente e do ocidente, a conexão destas para compreensão de outras instâncias de realidade, que ainda não tenham sido contempladas por pesquisas científicas que envolvam essa temática da Consciência.

Nesse capítulo, meu propósito é dar uma visão geral a respeito das vibrações da consciência nos vários níveis de existência - níveis do ser e do conhecer - que se estendem da matéria para o corpo, do corpo para a mente, da mente para a alma e da alma para o espírito. Vibrações de consciência que se constituem a partir do campo eletromagnético humano e alcançam o Campo de Energia Cósmico, do eu pessoal ao transpessoal, da parte ao Todo. Cada dimensão maior transcende, porém, inclui suas dimensões menores; concepção de totalidades dentro de totalidades, do plano mais denso ao mais sutil até a Divindade.

Num movimento constante de expansão, de ordem e desordem, onde totalidades se constituem dentro de outras totalidades, as dimensões se interrelacionam e mesmo com a desordem, a vida acaba criando ordem em todo o lugar. A nova e revolucionária idéia expressa nas teorias do “caos” e da “complexidade” afirma que o universo físico tem uma tendência inerente para criar ordem.

A vida se reorganiza como uma série de espirais, que cria ordem a partir do caos a cada volta, e conforme Wilber (2000) essas estruturas novas e mais bem organizadas são mantidas por vários processos de seleção, que operam em todos os níveis, desde o físico até o cultural. Nesse sentido, podemos entender que essas estruturas abrangem a dimensão de tudo.

No início dos anos 80 e final dos 90, o mundo da física se aprofunda na busca de “uma teoria de tudo” - um modelo que poderia unificar as leis conhecidas do universo numa teoria abrangente, que explicaria literalmente tudo o que existe. Essa teoria é chamada de “Teoria das Cordas” ou, teoria M, teoria que promete unificar todos os modelos conhecidos da física - incluindo o eletromagnetismo, a energia atômica e a gravidade num modelo todo abrangente. As unidades fundamentais desse supermodelo são conhecidas como “cordas”, ou fios vibratórios unidimensionais; e, dos vários tipos de “nota” que essas cordas fundamentais emitem, podem derivar todas as partículas e forças conhecidas no Cosmos.

A teoria M, segundo muitos cientistas, é a “Mãe de todas as teorias” - significa tudo, M de Matriz, Membrana ou Mistério. Pode ser uma das maiores descobertas de todos os tempos, um supermodelo revolucionário que fez muitos intelectuais pensarem de modo diferente porque explica muitas coisas até então inexplicáveis.

No interior dos “quarks”, supostamente existem cordas vibrantes e essas cordas seria a unidade fundamental de tudo. Mas, as cordas fazem parte de um mundo mais amplo, do qual são peças importantes, o Cosmos, o Todo de toda existência, a realidade suprema incluído os reinos, físico, emocional, mental e espiritual, todas juntas. Não apenas a matéria inerte e inanimada, mas, a Totalidade viva de matéria, corpo, mente, alma e espírito, enfim, tudo, o Todo, o Cosmos. Wilber (2000, pág. 10) afirma que:

“uma visão integral” - ou uma verdadeira Teoria de Tudo - procura levar em conta a matéria, o corpo, a mente, a alma e o espírito, assim como aparecem no ser, na cultura e na natureza. È uma visão que procura ser abrangente, equilibrada e completa. Portanto, é uma visão que abarca a ciência, a arte e a moral; que inclui disciplinas como a física, a espiritualidade, a biologia, a estética, a sociologia, a meditação e a oração contemplativa; que se apresenta na forma de uma política integral, uma medicina integral, uma economia integral, uma espiritualidade integral...

O mais importante é entendermos que a visão integral se constitui por uma grande busca, uma busca constante, que passa por vários processos que inclui a ampliação da consciência. Pode ser entendida por muitos como um ideal a ser alcançado, por outros tantos, como utopia, algo impossível, mera ilusão, ou mesmo, loucura de quem possa acreditar que isso seja possível. Bem, isso não importa!

Como diz Wilber (2000) um pouco de totalidade é melhor do que nada, e, uma visão integral oferece bem mais totalidade do que as que fragmentam a realidade. Assim, pensarmos e agirmos baseados numa visão integral nos possibilita sermos um pouco menos

fragmentados, e, quem sabe, um pouco mais completos e realizados em nosso cotidiano, em todas as áreas de nossa vida. O que se procura é o caminho alternativo do holísmo, da integração de tudo e de todos, para outro mundo mais humano e feliz, que se entende possível. Quando nos referimos a “integral” queremos dizer ligação, conexão, integração, reconciliação, junção das partes, união, algo que abarca o Todo. Mas, essa palavra não tem o sentido de uniformidade e muito menos relação com a tentativa de eliminar as diferenças. É justamente a idéia de unidade na diversidade, de compartilharmos o que temos de comum e, ao mesmo tempo, respeitarmos nossas diferenças. Sendo assim, quando falamos em visão mais integral podemos nos referir a uma visão mais abrangente do Cosmos, onde todas as coisas estão imbricadas, mas, não se suprime as diferenças.

Na proposta de expansão da consciência está implícita a idéia de ancorarmos as vibrações do Todo na nossa vida cotidiana, vislumbrarmos do “Poder do Agora”. A partir da fluidez com o Todo nos colocamos no movimento da vida aceitando as diferenças e sem resistências, nos despimos desse modo de ser egocêntrico, incorporando uma visão mais estética, ética, respeitosa e amorosa com a toda vida no cosmos, em todos os níveis de consciência. Nesse sentido, a fluidez com as vibrações do Todo possibilita a inteireza do ser e a ampliação da consciência, para essa visão mais abrangente do cosmos.

Buscando essa visão integral do ser e mais abrangente do cosmos, querendo pretensiosamente entender o sentido dessa existência, me aprofundei em práticas que me remeteram a teoria da Estética Vibracional. Como o próprio nome já diz teoria que propõe uma visão estética, com relação a todos os níveis de consciência do universo em diferentes vibrações. Visão transdisciplinar e multidimensional que se dá a partir da própria conexão com o Todo. Conexão que se constitui no ato de viver cada instante amorosamente, em plenitude e fluidez com a Consciência Cósmica no “aqui e agora”.

Na tentativa de dar prosseguimento a pesquisa do doutorado, que está pautada nessa visão integral do ser e abrangente do Cosmos, se faz necessário alçarmos vôo pelos pressupostos teóricos que fundamentam a teoria da Estética Vibracional – Um Processo Multidimensional de Ampliação da Consciência. Teoria desenvolvida no mestrado, que parte do sensível ao inteligível, do movimento de reversibilidade entre ambos, que conduz à percepção de relações, do belo em relação a mim, belo percebido, ao belo fora de mim, belo real a fim de que possamos encontrar a unidade e compreender as vibrações da consciência em diversos níveis de existência.

Diderot (1968 e 1981) já falava do “belo fora de mim, belo real” e do “belo em relação a mim, belo percebido”... O que constitui a dimensão universal da estética, sob o caráter

variável e fluído da beleza, é a existência de um fundo cultural que conduz à percepção de relações (...). Situada de beleza na percepção de relações, tem-se a história de seus progressos no correr dos tempos. Jimenez (1992, 55-6) vai afirmar que, o caráter relativo do belo fica, assim, enlaçado no desenrolar evolutivo de uma qualidade universal da natureza humana: a capacidade de perceber relações.

A capacidade de perceber relações faz parte dos fenômenos estéticos, em que a rigor o domínio de tais fenômenos não está circunscrito pela arte, embora encontre nesta a sua manifestação mais adequada. Sob esse prisma, o domínio do estético abrange o da arte.

Em busca de entendimento do processo histórico-artístico não podemos deixar de nos remeter ao esteticismo, traço marcante da sociedade contemporânea que coloca a arte por toda parte... Conforme Coelho (1985) tudo começa no final do século XIX, quando se tenta associar arte e indústria, arte e máquina, arte e técnica.

À medida que o século avança tudo - da publicidade à moda, do projeto de máquinas ao trato corporal - vai incorporando se não pelo processo da arte, pelo menos as aparências formais da arte. E a vampirização não se faz apenas sobre as formas de arte, mas, também, sobre seus termos e conceitos, nas q,uais tudo é manipulado do exterior, num discurso sem conteúdo e sem referente.

Num segundo momento, definiu-se uma estética de publicidade em que a arte ou algo parecido a isso, começou a seguir as propostas dessa outra “arte” - a publicidade. Coelho (1985) diz que o projeto da modernidade implicou o afastamento entre o produtor cultural e seu público, gerou uma estética de massa, uma estética industrializada, aquilo que a modernidade chama desdenhosamente esteticismo, onde ocorre uma predominância da representação sobre o real. Cria-se toda uma ‘cultura de representação’ e apresenta-se essa cultura como se fosse a cultura. De forma que para unir a arte à vida, se toma a representação pelo real, ou seja, se cria uma cultura da representação, e não uma cultura do real, da existência.

O momento atual, certamente levanta muitos problemas quanto às ligações da arte com o real, quanto a sua neutralização pelo nivelamento de tudo e pela aceitação (aparente ao menos) de qualquer coisa. O que podemos perceber é que a arte acaba reforçando certas condições sócio-políticas, sem conduzir a nenhum mais além, “tudo se equivale” e tudo “coexiste”, produzem-se objetos que servem aos fins de uma classe social, de um regime político ou do novo sistema econômico e social supranacional da globalização (que não aceita, senão o que serve a seus fins) esse sistema atual afeta o campo simbólico.