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5.1 Forståelse av risiko

5.1.2 Tureby VGS

3.4.1 Manejo reprodutivo e nutricional Todas as fêmeas selecionadas para o experimento foram inspecionadas ainda na maternidade, quando eram anotados os números dos brincos, ordem de parto, condições clínicas e o dia previsto do desmame. Cerca de dois dias antes do desmame, as fêmeas eram marcadas na

região dorsal com uma letra T (teste) utilizando-se um bastão de marcação vermelho. Dessa forma, todas as fêmeas ao desmame apresentando a marcação, eram direcionadas para um mesmo galpão de gestação, de forma a facilitar o manejo no experimento.

O desmame das fêmeas, ocorreu em média aos 21 dias de lactação, sendo que o mesmo era realizado em lotes, às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre pela manhã, aproximadamente às 8:00 horas. As fichas individuais eram transferidas da maternidade para a gestação juntamente com as respectivas fêmeas, sendo anotado o dia do desmame e o tratamento a que pertenciam.

No período caracterizado como intervalo desmame-cio (IDC), as fêmeas foram alimentadas com a ração de lactação à vontade. As fêmeas que apresentavam cio e iniciavam as inseminações, passavam a receber 2,0 kg de ração de gestação. As especificações nutricionais de cada ração fornecida estão apresentadas na tabela 12.

Tabela 12. Níveis nutricionais das rações utilizadas pelas fêmeas durante o experimento Níveis nutricionais

Tipos de Ração

Lactação Gestação

Proteína (%) 19,02 14,45

Energia Metabolizável (kcal/kg) 3.400,00 2.850,00

Fibra Bruta (%) 3,75 5,35

Cálcio (%) 1,00 0,95

Fósforo Total (%) 0,73 0,82

3.4.2 Intervalo desmame-estro, manifestação e duração do estro

A detecção do estro foi realizada três vezes ao dia (8:00, 15:00 e 20:00h), inclusive no dia do desmame, através do contato das

fêmeas com um varrão maduro, sendo a fêmea estimulada por contato focinho- focinho com o varrão. Concomitantemente, aplicava-se pressão sobre seu dorso e flanco, quando avaliava-se o reflexo de tolerância ao homem, na presença do varrão. Considerou-se como inicio do cio o

momento em que as fêmeas permitiram que o investigador sentasse sobre o seu dorso por algum tempo, sem sinal de recusa, como proposto por Willemse e Boender (1966).

Um teste de observação de cio era realizado, assim que as fêmeas eram transferidas da maternidade após o desmame e alojadas no setor de gestação. As fêmeas que eram observadas em cio logo que chegavam ao setor de gestação, não foram utilizadas para o experimento, pela impossibilidade de se identificar o momento real do início do estro. Desta forma, só foram utilizadas as fêmeas que apresentaram no mínimo uma observação negativa de estro após serem alojadas no setor de gestação.

Para fins de cálculo da duração do estro, considerou-se como o seu início, o intervalo médio entre a primeira aceitação da monta pelo homem, na presença do varrão e a última não aceitação. Mesmo após a última inseminação, as fêmeas continuavam tendo o cio observado, até que não aceitassem mais a monta. Finalmente, considerou-se como final do cio, o intervalo médio entre a última aceitação da monta pelo homem na presença do varrão e a primeira não aceitação.

Foram registrados também, os horários das manifestações do estro ao longo do dia, sendo os mesmos classificados como 1- matutinos (8:00h), 2- vespertinos (15:00h) e 3- noturnos (20:00h).

3.4.3 Inseminação Artificial e rufiação de retorno ao cio

O esquema de inseminação utilizado obedeceu ao seguinte protocolo: as fêmeas em cio pela manhã, foram inseminadas na noite do mesmo dia, enquanto as apresentando cio à tarde (15:00) ou à noite (20:00) foram inseminadas na manhã do

próximo dia. O intervalo entre inseminações foi de aproximadamente 12 horas, da primeira até a terceira inseminação, sendo que as fêmeas que ainda persistiam em cio 24 horas após a terceira inseminação, recebiam uma quarta dose, sendo este um protocolo normalmente utilizado pela empresa.

Todas as inseminações foram realizadas pelo mesmo inseminador, utilizando-se a técnica tradicional de deposição do sêmen intracervical, com doses inseminantes de 3 x 109 de espermatozóides móveis. No momento da inseminação, o rufião era colocado no corredor externo, permanecendo diante das fêmeas, de forma a estabelecer contato naso-nasal com as mesmas, desencadeando o reflexo de tolerância ao homem, na presença do macho. Foram inseminadas no máximo três fêmeas de cada vez, sendo o macho deslocado de posição, posteriormente, de forma a cobrir o espaço das próximas três fêmeas.

Visando-se simular a monta do macho sobre as fêmeas, no momento da inseminação, utilizou-se uma sela de aproximadamente 10 kg, colocada sobre o dorso da fêmea. À seguir, com auxílio de papel toalha descartável, efetuava-se a higienização da genitália externa, quando a pipeta de inseminação, previamente lubrificada com uma pequena fração do sêmen diluído era introduzida no sentido dorso-cranial e girada no sentido anti- horário em direção ao cérvice, até sua completa fixação. Foram utilizadas para as inseminações, pipetas do tipo Melrose®, esterilizadas e embaladas individualmente.

Após a homogeneização do sêmen, utilizando-se movimentos suaves, visando ressuspender os espermatozóides, as bisnagas eram acopladas na pipeta e presas à sela. O tempo de cada inseminação, compreendendo o tempo necessário para

que todo o conteúdo da bisnaga fosse eliminado por gravidade, foi cronometrado e registrado. Na presença de muito ar no interior da bisnaga, dificultando a aspiração do sêmen, retirava-se o mesmo através do desacoplamento da bisnaga e novo acoplamento à pipeta, imediatamente após sua retirada. Durante a inseminação, foram realizados movimentos e pressão no flanco e no dorso da fêmea visando aumentar o estímulo da mesma. Ao fim da inseminação, a pipeta era retirada através de movimentos giratórios no sentido horário.

O diagnóstico de gestação foi realizado pela rufiação de retorno entre 17 e 30 dias pós- cobertura observando-se o reflexo de imobilidade das fêmeas, similarmente ao procedimento anteriormente descrito para o diagnóstico do cio.

3.4.4 Eficiência reprodutiva

Todas as fêmeas foram acompanhadas até o parto, sendo anotados eventuais corrimentos, abortos, mortes e descartes involuntários.

Foram analisadas a taxa de gestação através da taxa de não retorno ao estro, taxa de parto, número de leitões nascidos, nascidos vivos, natimortos e mumificados.