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inseminação artificial

As características físicas de motilidade e vigor, para cada tratamento, quando da realização das quatro inseminações estão apresentadas nas tabelas 30, 31, 32 e 33. No momento em que as doses eram retiradas do contêiner, uma alíquota era aquecida em banho-maria a 37oC, sendo a motilidade e o vigor do sêmen, de cada dose inseminante, de cada tratamento, avaliados e registrados. Na tabela 30 estão apresentados os dados das características físicas do sêmen no momento da primeira inseminação.

Tabela 30. Efeito da fração do ejaculado e do protocolo de resfriamento, sobre características físicas do sêmen diluído de varrões, no momento da primeira inseminação

Fração do ejaculado

Motilidade espermática(%) Vigor espermático(0-5) Glicina-gema de ovo MR-A® Glicina-gema de ovo MR-A® Total 1 65,50 ± 1,69 Ba 52,50 ± 1,69 Bb 3,80 ± 0,12 3,15 ± 0,12 3,48 ± 0,08 D 2 73,50 ± 1,69 Aa 69,00 ± 1,69 Aa 3,95 ± 0,12 3,75 ± 0,12 3,85 ± 0,08 C Total - - 3,88 ± 0,08 c 3,45 ± 0,08 d - a,b

Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) A,B Médias seguidas na coluna por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) c,d Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável diferem (p < 0,05) C,D Médias seguidas na coluna por letras diferentes, dentro da mesma variável diferem (p < 0,05) As análises estatísticas referentes à tabela

30, estão apresentadas no anexo IId do Experimento II (páginas 198-199).

Observa-se que a motilidade espermática foi influenciada (p<0,05) pelas frações do ejaculado e pelos protocolos de resfriamento do sêmen. Para a fração 1, observa-se que nas doses preparadas utilizando-se o diluidor glicina-gema de ovo e mantidas à 5oC (F1T2), a motilidade foi superior (p<0,05) às das doses diluídas com MR-A e mantidas à 17oC (F1T1). Entretanto, doses preparadas com a fração 2, diluída em glicina-gema de ovo e mantidas à 5oC (F2T2) apresentaram motilidade similar (p>0,05) às das doses diluídas com MR-A e mantidas à 17oC (F2T1). Assim, houve interação (p<0,05) entre os protocolos de resfriamento e a fração do ejaculado, com a fração 2 apresentando motilidade superior à da fração 1, independente do protocolo de resfriamento do sêmen utilizado. Assim, vale ressaltar que o maior valor de motilidade foi observado nas doses do tratamento F2T2 (73,50%), e o menor valor nas doses do tratamento F1T1 (52,50%). O vigor espermático não diferiu entre os tratamentos no momento da primeira inseminação. Contudo, as doses diluídas no diluidor glicina-gema de ovo, independente da fração do ejaculado, apresentaram vigor espermático superior (p<0,05) ao das doses diluídas com MR-A (3,88 e 3,45,

respectivamente). Da mesma forma, as doses oriundas da fração 2 do ejaculado, independentemente do protocolo de resfriamento do sêmen utilizado, apresentaram valor para o vigor espermático superior (p<0,05) ao observado para a fração 1.

Para as características do sêmen, registradas no momento da segunda inseminação, observa-se na tabela 31, que a motilidade espermática não diferiu (p>0,05) entre os tratamentos. Entretanto, quando avaliou-se a motilidade entre as frações, independente do protocolo de resfriamento, verificou-se que a fração 1 apresentou motilidade espermática inferior (p<0,05) à observada na fração 2 (61,00% e 68,75%, respectivamente). Comparando-se os padrões de motilidade entre os protocolos de resfriamento, independente da fração do ejaculado utilizada, verifica-se que as doses de sêmen preparadas com o diluidor de glicina-gema de ovo, apresentaram motilidade superior (p<0,05) às diluídas com o diluidor MR-A (69,25% vs 60,50%, respectivamente). Para o vigor espermático, não se observaram diferenças (p>0,05) entre os tratamentos. Entretanto, quando se comparam os protocolos de resfriamento, independente da fração do ejaculado, as doses diluídas com o diluidor glicina-gema de ovo apresentaram melhor vigor espermático (p<0,05) que as diluídas em MR-A (3,95 vs 3,40).

Tabela 31. Efeito da fração do ejaculado e do protocolo de resfriamento, sobre características do sêmen diluído de varrões, no momento da segunda inseminação

Fração do ejaculado

Motilidade espermática Vigor espermático

Glicina-gema MR-A® Total Glicina-gema MR-A® Total

1 64,50 ± 1,88 57,50 ± 1,88 61,00 ± 1,76B 3,75 ± 0,12 3,40 ± 0,12 3,58 ± 0,09 2 74,00 ± 1,88 63,50 ± 1,88 68,75 ± 1,53A 4,15 ± 0,12 3,40 ± 0,12 3,78 ± 0,09 Total 69,25 ± 1,32a 60,50 ± 1,81b - 3,95 ± 0,09c 3,40± 0,09d -

a,b Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) A,B

Médias seguidas na coluna por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) c,d Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável diferem (p < 0,05) As análises estatísticas referentes à tabela

31, estão apresentadas no anexo IIe do Experimento II (páginas 199-200).

Observa-se na tabela 32, que no momento da terceira inseminação, a motilidade espermática não diferiu entre os tratamentos (p>0,05). Novamente, observou-se efeito do protocolo de resfriamento utilizado (p<0,05), independente da fração, sendo a motilidade superior nas doses diluídas em glicina-gema de ovo. Observou-se também, influência da fração do ejaculado sobre a motilidade espermática, independente do

protocolo de resfriamento utilizado, sendo o maior valor encontrado (p<0,05) nas doses de sêmen oriundas da fração 2 do ejaculado. Para o vigor espermático, verificou-se diferença (p<0,05) entre os protocolos de resfriamento, independente da fração utilizada, sendo, novamente o maior valor observado (p<0,05) nas doses diluídas no diluidor glicina-gema de ovo. Entretanto, não se observou diferença significativa (p>0,05) quanto ao vigor espermático entre os tratamentos, no momento da terceira inseminação, nem influência da fração do ejaculado.

Tabela 32. Efeito da fração do ejaculado e do protocolo de resfriamento, sobre características do sêmen diluído de varrões, no momento da terceira inseminação

Fração do ejaculado

Motilidade espermática Vigor espermático

Glicina-gema MR-A® Total Glicina-gema MR-A® Total

1 67,50 ± 1,66 61,67 ± 1,75 64,74 ± 1,40B 3,80 ± 0,14 3,50 ± 0,14 3,66 ± 0,10 2 71,00 ± 1,66 67,00 ± 1,66 69,00 ± 1,18A 4,00 ± 0,14 3,50 ± 0,14 3,75 ± 0,11 Total 69,25 ± 0,83a 64,47 ± 1,62b - 3,90 ± 0,09c 3,50± 0,10d -

a,b Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) A,B

Médias seguidas na coluna por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05) c,d Médias seguidas na linha por letras diferentes, dentro da mesma variável diferem (p < 0,05) As análises estatísticas referentes à tabela

32, estão apresentadas no anexo IIf do Experimento II (páginas 200 e 201).

Na tabela 33 estão apresentados os dados das características físicas do sêmen no momento da quarta inseminação. Verifica- se que não houve diferenças (p>0,05) entre os tratamentos, no que se refere às variáveis motilidade e vigor espermáticos no

momento da quarta inseminação. Entretanto, a motilidade espermática foi influenciada (p<0,05) pela fração do ejaculado, independente do protocolo de resfriamento utilizado, sendo que as doses de sêmen oriundas da fração 2 apresentaram maior valor (p<0,05) que as doses oriundas da fração 1 (67,50% vs 54,00%, respectivamente).

Tabela 33. Efeito da fração do ejaculado e do protocolo de resfriamento, sobre características físicas do sêmen diluído de varrões, no momento da quarta inseminação

Fração do ejaculado

Motilidade espermática Vigor espermático

Glicina-gema MR-A® Total Glicina-gema MR-A® Total

1 60,00 ± 4,08 50,00 ± 3,33 54,00 ± 3,32B 3,25 ± 0,40 3,00 ± 0,33 3,13 ± 0,26 2 71,67 ± 3,33 63,33 ± 3,33 67,50 ± 2,81A 4,00 ± 0,33 3,33 ± 0,33 3,67 ± 0,23 Total 67,00 ± 4,06 56,67 ± 3,33 - 3,63 ± 0,26 3,17± 0,23 -

A,B Médias seguidas na coluna por letras diferentes, dentro da mesma variável, diferem (p < 0,05)

As análises estatísticas referentes à tabela 33, estão apresentadas no anexo IIg do Experimento II (páginas 201 e 202).

De acordo com Johnson et al. (2000) e Flowers (1997) o sêmen deve apresentar motilidade mínima de 60% para ser utilizado. Dessa forma, observa-se nas tabelas 30, 31 e 33 que a motilidade do sêmen oriundo da fração 1 do ejaculado, diluída no diluidor MR-A e armazenada à temperatura de 17oC (F1T1), no momento da primeira, segunda e quarta inseminações, respectivamente, estava abaixo dos 60% recomendados pelos autores. Entretanto, é importante ressaltar que os autores consideram este valor de motilidade (60%) para o sêmen fresco, ou seja, um requisito mínimo para que um ejaculado fosse processado ou descartado após a coleta, diferentemente dos dados citados acima, envolvendo a motilidade do sêmen diluído e resfriado. Além disso, vale ressaltar que todos os ejaculados utilizados no presente experimento, apresentavam motilidade superior a 60% após a coleta, como recomendado pelos autores citados.

4.2.4 Parâmetros de controle de fêmeas