4 The effect of the transitions on price–cost margins
4.3 Transition to regular Thursday price jumps
A estrutura da tese constitui-se em torno de três conjuntos de elementos: os elementos pré- textuais, os elementos textuais (ou corpo da tese) e os elementos pós-textuais.
A parte inicial da tese centra-se na apresentação dos elementos pré-textuais, ou seja, a dedicatória, os agradecimentos, o resumo e os índices (geral, de figuras, de quadros, apêndices e anexos).
Os elementos textuais são apresentados em torno de sete capítulos que se arquitectam em quatro partes.
O capítulo 1 encerra a primeira parte, constituindo a introdução onde se contextualiza a investigação decorrida partindo (i) da relevância da temática em estudo a nível educacional e investigativo e (ii) de uma apresentação sumária dos aspectos principais do referencial que a fundamenta.
No capítulo 2 desenha-se a segunda parte que se centra na explicitação da metodologia adoptada durante as várias fases da investigação.
A terceira parte, constituída pelos capítulos 3 a 6, encerra em si as fases da investigação, correspondendo cada capítulo a cada fase. Desta forma, cada capítulo refere-se à construção, fundamentação, implementação e resultados obtidos em cada fase da investigação. O capítulo 3 releva-se em torno da fase I, o capítulo 4 da fase II, o capítulo 5 da fase III e o capítulo 6 da fase IV da investigação.
O referencial sustentador de cada fase da investigação, e que se expande nessas mesmas fases, abre cada capítulo, dando-se, posteriormente, lugar às categorias de análise e apresentando- se os resultados obtidos a partir das mesmas. As categorias de análise foram construídas com base nos autores de referência e em noções emergentes dos dados recolhidos, sendo esta intersecção retomada no final dos capítulos através de um continuum de (re)diálogos onde os resultados obtidos
dialogam com as vozes evocadas no referencial. Para além de um diálogo a duas vozes, procura- se, nos momentos de reflexão – momentos posteriores aos (re)diálogos – um diálogo a três vozes, onde se junta a voz do investigador numa procura de significados e sentidos que permitem (re)encontrar o percurso da investigação. Todos os momentos de reflexão iniciam-se com uma metáfora, opção tomada dado as metáforas permitirem a possibilidade de falar de uma coisa em
termos de outra (Sá-Chaves, 2007: 159), onde o emissor procura um outro modo de falar do já
falado dando ao receptor uma nova via de (re)compreensão do discurso à luz da sua cultura, da sua identidade, do seu quadro teórico de representações (Ricoeur, 1983; Bortfeld & McGlone, 2001; Almeida, 2005). Partilha-se, assim, uma forma pessoal e única de viver, experimentar e sentir cada fase da investigação num processo contínuo de (re)construção e (re)organização de conhecimentos e crenças.
Todos os capítulos que edificam as três primeiras partes do corpo da tese culminam com uma sinopse onde se apresenta uma visão conjunta do todo que constitui o capítulo a que a mesma se refere. Todas as sinopses procuram uma visão conjunta do capítulo encerrada uma vez mais, e no seguimento dos momentos de reflexão, numa metáfora maior, a metáfora da construção de uma casa:
Júlio Santi, na peça O Mestre de Obras conta a história de um arquitecto que é contratado por um homem misterioso para desenhar uma casa. Ele propõe-se a desenhar a casa perfeita. O processo de construção da casa é o ponto de partida para uma viagem por um universo lúdico. Cada personagem – arquitecto, engenheiro, pedreiro, encanador, entre outros – tem a mesma função no trabalho de erguer a casa, e cada um tem a sua história para contar.
Neste sentido, tal como a casa construída, também a presente investigação compreende-se na construção de um percurso constituído por várias fases onde as várias pessoas (hall of mirrors) que as constituem assumem papéis essenciais. As sinopses dos capítulos apresentam então uma visão conjunta desta “casa/investigação” através de um(a) esquema/imagem da casa com os seus respectivos “andares/fases” e, dentro de cada capítulo respectivo, a especificidade de cada andar da casa.
A quarta parte encerra-se no capítulo 7 onde, numa linha de continuidade com os (re)diálogos anteriores entre os resultados e o referencial, se apresentam as principais conclusões do estudo, as suas limitações e as suas implicações nas políticas educativas e no trabalho desenvolvido nas instituições e, ao nível micro, nas salas de actividades.
A parte final da tese centra-se nos elementos pós-textuais com a apresentação das referências bibliográficas, da legislação consultada, dos apêndices e dos anexos. Todos os apêndices e anexos são apresentados em suporte informático, sendo que o apêndice 3.4
(referencial de competências transversais para a EPE) também se encontra impresso devido à sua pertinência para a compreensão e fundamentação da investigação desenvolvida.
Concluindo, poder-se-á afirmar, de uma forma geral, que a estrutura da tese se (re)organiza em torno de três diferentes registos/discursos que criam ciclos entre si atravessando as diferentes fases da investigação: o registo académico/investigativo, o discurso que evoca as vozes do referencial enquadrador do estudo (que evidência o olhar do Outro) e o discurso que traduz a experiência/olhar do investigador.
Momento de reflexão
“A ciência não pode resolver o mistério final da natureza. E isto porque, em última análise, somos parte do mistério que tentamos resolver” (Max Planck).
Quando se desenhou um esboço inicial da investigação, que o tempo aprimorou com a reflexão e partilha de diferentes formas de pensar e perspectivas sobre a temática em questão, ficou a sensação de que se tinha começado…
Começou uma etapa, mais uma, agora aqui com a escrita da tese… mas como caracterizar as etapas anteriores… os passos dados a medo mas amparados… em palavras? Etapa em que as palavras como… novidade… desconhecimento… exigência… encaixariam na perfeição, mas que não me permitem sentir completa e que penso não traduzem na sua essência o que ia (vai) na minha cabeça e, principalmente, na alma, não conseguem traduzir os meus sentimentos, agora, neste momento em que escrevo… e antes deste momento!!
Mas não posso deixar de reflectir sobre palavras que ecoaram… unicidade… singularidade… cultura… conhecimento… identidade… que despertaram o desejo desta escrita ou talvez do início de uma escrita contínua que trará em si… pensamentos… ideias, experiências… que no seu conjunto… interligados entre si… talvez traduzam um pouco de mim… um pouco da pessoa única e singular que sou… um pouco dos sentimentos que me constroem…
E é em nós, precisamente, que reside essa singularidade…
Mas como podemos ser únicos? Ou melhor, como poderemos não o ser se pensarmos que somos portadores da nossa história de vida que só nós vivemos? Se pensarmos que até os factores que estiveram inerentes ao nosso nascimento, à nossa concepção fazem parte de nós e não se repetirão jamais? O meu percurso (e percurso aqui entendido como história de vida) fui eu que o construí… através das opções que tomei… através das experiências que vivi… através dos sentimentos que senti… e que partilhei...
Mas isto não se deve só a mim… e percebo agora que eu não sou o principal factor da minha unicidade. Confesso que até então talvez fosse um pouco egocentrismo da minha parte (e aqui estabeleço uma comparação, ainda que ténue, entre o meu egocentrismo e o egocentrismo característico das crianças, referenciado por Piaget8) por pensar ser a única “heroína” da minha história… mas ouvindo outra perspectiva, fica a questão, afinal qual o papel da cultura na minha história? Como é que todo o ambiente que nos rodeia constrói a singularidade que existe em cada história de vida?
A cultura é a chave!... E se a cultura é chave… e se nós fazemos parte da cultura… então o mistério do mundo não se pode mesmo resolver!
Mas quem o queria resolver? Quem pretende resolver o mistério do mundo? Há mistérios… que são mistérios… e em mistério permanecerão…
Sinopse
Avaliação das aprendizagens na EPE em colaboração com a família como forma de potenciar o desenvolvimento de competências pelas crianças é a temática que deu origem à presente investigação e que pretende, através das várias fases que a compõem, compreender (i) as práticas de avaliação das aprendizagens de educadores de infância a as concepções que as sustentam e (ii) desenvolver estratégias de avaliação das aprendizagens em colaboração com a família das crianças. Para tal partiu-se de uma visão da criança enquanto cidadã (Prout, 2005) e da família enquanto organismo com papel activo no desenvolvimento e na aprendizagem da criança (Steves, Hough & Nurs, 2002).
A figura seguinte (figura 1.2.), partindo da metáfora da investigação enquanto construção de uma casa, ilustra o percurso que se foi fazendo ao longo da investigação, ou seja, a casa que se foi construindo com os seus andares e com base nos seus alicerces.
8 Egocentrismo, na terminologia de Piaget (n.d.) citado por Papalia, Olds & Feldman (2001), é uma característica do pensamento pré-operatório da criança que consiste na incapacidade para ver as coisas de um ponto de vista que não o próprio. Não é egoísmo, mas sim compreensão centrada no self, uma forma de centração em que as crianças estão tão centradas no seu próprio ponto de vista que não conseguem considerar o ponto de vista dos outros.
CAPÍTULO II
Introdução
As opções metodológicas subjacentes ao desenvolvimento da presente investigação resultaram de um processo contínuo de reflexão sobre o percurso investigativo à medida que as fases que o constituem iam decorrendo, baseado na perspectiva de que a metodologia nunca poderá ser compreendida como um ciclo definido e fechado, mas como algo que se vai (re)construindo consoante as experiências vivenciadas e os dados recolhidos.
Neste sentido, no presente capítulo procura-se justificar e fundamentar as opções metodológicas inerentes à natureza da investigação, especificando-se, posteriormente, os procedimentos, técnicas e recolha de dados utilizados em cada uma das suas fases, ou seja, as orientações metodológicas presentes desde a construção do referencial de competências transversais para a EPE (fase I) até à avaliação do impacte do programa de formação implementado (fase IV). Posteriormente, apresentam-se os princípios orientadores do tratamento e análise dos dados recolhidos de forma a que a análise de conteúdo realizada permita dar sentido ao conjunto de informação recolhida sem reduzir a variedade dos significados que lhe são atribuídos. Terminando o capítulo explicita-se o processo desenvolvido na procura de credibilidade e consistência na investigação e as questões éticas da mesma.