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3. Friedrich Dürrenmatts literarisches Amerikabild

3.1 Topographie

Nas semanas consecutivas ao rito de iniciação o adepto e praticante passa a ser inserido em um universo prático e simbólico da meditação Sahaja de forma que venha a entender o porquê de certas posturas, gestualidades, mantras e uso dos elementos para cura e reequilíbrio do sistema sutil.

Geralmente a prática de meditação inicia com a técnica de footsoak. Essa técnica utiliza uma vasilha com água e sal, mas recomenda-se, para maior integração com a natureza, realizar a técnica em lugares naturais como cachoeira ou água de mar afirmam os instrutores. O elemento material água – fria, quente ou natural – tem a propriedade de reequilibrar os canais direito (solar), esquerdo (lunar) assim como harmonizar e purificar os primeiros chakras, aos quais estão associados principalmente os elementos terra e água. Inicialmente pede-se que o meditante faça um diagnóstico sutil a fim de saber qual temperatura da água a ser utilizada. Pede-se que os praticantes relaxem e percebam algum tipo de vibração em uma das mãos seguida de uma breve anaminese psicológica. Os instrutores perguntam individualmente qual canal é mais perceptível: se a mente do meditante está no futuro ou se ele preocupa-se demais com o passado; se ele é uma pessoa agitada ou letárgica, dinâmica ou lenta. Caso o canal direito ou solar esteja atuante – o meridiano da objetividade e da exteriorização – sentem-se ondas de calor desse lado do corpo. Um distúrbio desse canal revela uma mente agitada e projetada em preocupações com o futuro, com o foco na ação.

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Como diz o instrutor, “utiliza-se água fria quando se está excitado ou quando há atividade mental incessante”. Caso a mente do indivíduo esteja apegada a alguma frustração, às memórias passadas, a alguma relação mal resolvida com os ancestrais revela-se um desequilíbrio no canal lunar ou esquerdo, um canal naturalmente frio, exigindo, consequentemente, água quente.

No momento em que a meditação é iniciada, antes que se ponha os pés na água uma nova técnica gestual é inserida e exigida no começo e no final da meditação. Uma pessoa já realizada, a fim de manter a conexão com a energia cósmica deve, segundo instruções de Shri Mathaji, realizar sempre a técnica de elevação da kundalini composta por um conjunto de gestos com o intuito de ascender à energia vital de modo rápido por todo o corpo até o topo da cabeça. Os gestos acontecem em forma de uma espiral ascendente antigravitacional simbolizando a elevação da força como representado pelas serpentes em ascensão nos sinetes hindus. A palma da mão esquerda volta-se para o ventre do corpo, três dedos abaixo do umbigo, o lugar que, simbolizando o ponto de nascimento da vida, o impulso primordial que existe no ventre do ser cósmico e do ser humano. Na medida em que a mão esquerda vai ascendendo, a mão direita circula sobre ela por sete vezes também de forma ascendente no intuito de estimular o despertar da kundalini, em uma espécie de magnetismo por afinidade. Quando é feito o ultimo giro no alto da cabeça concretiza-se a ascensão com uma espécie de nó no ar. Isso é feito por três vezes consecutivas, sendo que na terceira vez são feitos três nós no alto da cabeça, na fontanela a fim de selar o compromisso.

Após esses gestos os instrutores pedem para que se dê 7 bandhans sobre o corpo. Os bandhans representam a cúpula que protege o Sahashara e são expressos gestualmente por meio de movimentos na forma arqueada sobre o corpo com a mão direita passando pelo lado esquerdo do corpo atingindo o cume da cabeça e descendo até o joelho direito. O objetivo dessa técnica é “criar uma aura em torno de nosso campo vibratório limitando ou neutralizando o acúmulo de vibrações ruins de entidades negativas sejam elas vivas ou mortas”.

O próximo passo consiste em vibrar a água. Circula-se a mão, também em forma de bandhans em direção à água a fim de que esta seja purificada e magnetizada pela energia kundalini antes que se ponha o pé. Após colocar os pés na água com sal dá-se início ao processo de limpeza dos canais. Primeiro é feito a limpeza do canal esquerdo ou lunar. A mão direita é direcionada à terra e a mão esquerda sobre o joelho. Respira-se profundamente e na

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expiração é emitido o mantra AUM, considerado o som primordial. Tudo o que se conhece no mundo manifestado deriva desse som. Como prática terapêutica o mantra é uma técnica tradicionalmente difundida não só na yoga. A potência sonora do verbo (MAUSS, 2003) procura tratar através da palavra. No caso da Sahaja tem o objetivo de colocar o corpo em ressonância às qualidades energéticas primordiais, o puro verbo que é manifestado do ser cósmico. Geralmente é dito que esse mantra primordial contém em si três poderes fundamentais – A, U, M – que regulam o universo e por analogia, nosso sistema nervoso. Cada uma das letras correspondem a uma corrente vital ou guna (rajas, tamas, satwva – canal direito, canal esquerdo, canal central).

No caso da purificação e limpeza do canal esquerdo estende-se a voz na pronúncia A, que reverbera a qualidade vibracional do puro desejo divino. Pronunciado com a intenção e atenção acredita-se que ele se torna uma palavra revestida de poder capaz de reverberar no interior do sistema sutil e retirar possíveis bloqueios. Esse momento da meditação consiste em tratar as memórias ocultas, os traumas do passado, neutralizar os espíritos dos mortos, ancestrais (badhas) e todo tipo de condicionamentos incrustados na mente subconsciente produzidos por valores externos e alheios (falsos gurus e falsos mestres) que possam ter gerado algum tipo de separatividade do indivíduo com o consciente coletivo cósmico. Para tanto afirmam os instrutores que existe um tratamento específico desse canal que se utiliza do poder sutil da terra e do fogo a fim de purificá-los. O elemento fogo somente pode ser usado do lado esquerdo porque o lado esquerdo está relacionado com o elemento água que é em sua natureza fria e receptiva ao acumulo de informações, e energia. No caso do poder da terra, constantemente os instrutores pedem para os praticantes sentarem na “mãe terra”, ficarem descalços, olharem o verde, cultivarem jardins, conectarem o chakra básico ou raiz ao chão dirigindo a atenção à ela de forma que a mesma absorva tudo aquilo que é excesso de negatividade em nós ou impureza. No caso do poder do fogo, simbolizado pela kundalini, pede-se para, no momento do footsoak ascender uma vela e dar alguns bandhans de modo ascendente por todo o canal esquerdo a fim de eliminar possessões, condicionamentos incrustados no sistema sutil.

a mente subconsciente armazena tudo que está morto. Uma prática com intenção e atenta neste canal faz com que a negatividade seja queimada no canal esquerdo e absorvida pela terra via mão direita. A terra é dotada de um enorme poder de absorção principalmente se os problemas referem-se ao

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canal esquerdo e aos três primeiros chacras e o fogo de um autopoder de purificação.

Como os corpos físico e sutil são o reflexo do Corpo Divino ou Virata, o Ser Cósmico, invocando as qualidades sutis por meio do mantra específico do chacra a divindade ou divindades que regem as qualidades sutis no corpo cósmico e no corpo humano são sensibilizadas pela lei da vibração de modo que o mantra ecoado seja reconhecido no plano físico fazendo receber este som em nosso chacra específico, produzindo, assim, a cura. Assim também acontece na utilização das frases e afirmações às Divindades.

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