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The Future of the Flood Victims: Hopes and Worries

8.7. Concluding Remarks

8.7.1 Topic for future research

Além das funções que desempenhou, Francisco Ayres se ocupou também com as questões políticas da região. Através do Norte de Goyaz, o jornalista portuense Francisco Ayres comentou, opinou e criou representações sobre os principais episódios políticos, ou aqueles que julgou serem mais importantes ou dignos de ocupar espaço no jornal, para através do mesmo direcionar a opinião dos leitores. Destaco aqui, como exemplo dentre outros, a forma como lidou com os conflitos de Boa Vista a partir de 1907, chamada por Luiz Palacin de a Segunda Revolução de Boa Vista.337

Mais uma vez em Boa Vista do Tocantins houve uma situação de conflito por causas políticas, semelhante ao que ocorreu no tempo de Joaquim Ayres da Silva. Aproximadamente em 1907 grupos políticos rivais, num momento de instabilidade, envolveram-se numa luta armada pelo domínio da cidade. O conflito se desenrolou entre o grupo liderado pelo Padre João de Souza Lima338 contra o grupo liderado por Leão Leda339, e se encerrou com a vitória do primeiro sobre o segundo.

O Jornal Pacotilha do Maranhão publicou um texto assinado por Bertolino Lopes de Souza, possível pseudônimo, afirmando que o mentor por trás dos acontecimentos em Boa Vista era o Dr. Francisco Ayres, chamado de “chefe nortista” que em acordo com os oposicionistas de José Xavier de Almeida e Miguel da Rocha e Lima, atual presidente do estado na época, promoveram a revolução como forma de enfraquecer o então presidente e provocar sua saída do poder, já que por esse motivo “estavam todos interessados na lucta de Boa Vista”. Na opinião do autor do texto, todos

336 GONDRA, José Gonçalves. Artes de civilizar: medicina, higiene e educação escolar na Corte imperial. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2004. p.21.

337 Mais sobre, ver: GOMEZ, Luis Palacín. Coronelismo no Extremo Norte de Goiás: O Padre João e as Três Revoluções de Boa Vista - Tocantinópolis. São Paulo: Edições Loyola, 1990.; PADOVAN, Regina Célia. Lugar de escola e “lugar de fronteira”: a instrução primária em Boa Vista do Tocantins em Goiás no século XIX (1850-1896). Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Goiás, 2011.; CORREIA. Aldenora Alves. Boa Vista do Padre João. Tocantinopolis-Goiás, 1977.

338 O Padre João de Souza Lima nasceu em Boa Vista do Tocantins, estudou no Seminário Santa Cruz, na cidade de Goiás, foi ordenado em 1895, retornando para Boa Vista em 1897. Foi Deputado Estadual em Goiás, Vigário e chefe político de sua cidade.

os passos do Padre João Lima foram orientados pelo médico portuense através do seu irmão Pio Ayres, na época deputado estadual. De acordo com o jornal maranhense, “foi o tenente Pio que, em missão especial do dr Ayres, passou pela cidade para trazer as determinações, os últimos conselhos daquele político”. O padre João Lima é chamado de “chefe revoltoso”, que mantinha estreita relação com os Ayres e constantes trocas de correspondências, deixando a família portuense sempre a par dos acontecimentos em Boa Vista. Importante lembrar que o padre João Lima era partidário do bulhonismo, mas naquele momento tanto os bulhonistas como os caiadistas estavam interessados na deposição de Miguel Rocha e Lima; paralela aos conflitos de Boa Vista houve a

chamada Revolução de 1909340, o movimento que promoveu a renúncia do presidente

do Estado e afastou o grupo de Xavier do poder. No extremo Norte, a luta contra Leão Leda corroboraria para tal objetivo, daí porque Bertolino reiterou nas páginas do “Pacotilha, não há quem, em san consciência, não acredite na culpabilidade de Ayres como um dos factores da revolução”.341

Francisco Ayres da Silva por meio do seu jornal se defendeu das acusações sob o sugestivo título Sucessos de Boa Vista do Tocantins. Afirmou só conhecer as informações da cidade por meio de amigos e parentes que transitam pelo Tocantins, dentre eles seu irmão que só esteve em Boa Vista, de passagem para o Rio de Janeiro, porque é amigo e ex-colega de escola do Padre João Lima. Confirmou laços de amizade com o padre dizendo “não vi ainda rasoes para renegar tal amizade”, mas considera que a visita de Pio Ayres não tem relação com o início do movimento bélico, que ocorreu em abril por ocasião da “prisão em massa de cerca de vinte e um cidadãos conceituados daquela cidade, muitos dos quaes exercendo funcções publicas”. Ayres rebate as acusações que apontam para o seu envolvimento, mas deixa clara sua opinião sobre o desenrolar do conflito, feliz pela vitória do padre e a derrota de Leão Leda,

340 Segundo Ana Silva sobre a chamada Revolução de 1909: “Decidida a tomada de poder pelas armas (...), inclusive com a participação de Bulhões, (...) reuniram-se elementos da capital e dos municípios de Palmeiras, Jataí, e Rio Bonito, Mineiros, Rio Verde, Corumbá e Ipameri, que formavam a coluna sul, composta por mais de 800 homens. Na fazenda Esperança, a 14 léguas de Goiás, reuniram-se elementos de Anápolis, Corumbá, Pirenópolis, Jaraguá, São José do Duro, que formavam a coluna norte, com mais de 600 homens. Em 7 de Abril, Francisco bertholdo, que substituira Miguel Rocha e Lima, por renuncia deste, passou o governo ao presidente do Senado Estadual Joaquim Rufino Ramos Jubé. No dia 1º de Maio os revolucionários, a cavalo, percorreram a cidade.”

SILVA, Ana Lucia da. A revolução de 30 em Goiás. Goiânia: Canone editorial, 2005. p. 72-73.

Mas sobre, ver: SANTANA, Moisés. Vultos e factos de Goyaz. Rio de Janeiro: Papelaria Brasil, 1928.; CHAUL, Nars fayad; PALACIN, Luis; BARBOSA, Juarez Costa (org.). História política de Catalão. Goiânia: Ed. UFG, 1994.

considerando Bertolino como um figurão do grupo de Leda que diante da derrota quis tirar de si a culpa e a responsabilidade dos desastres durante a revolução. “Por vezes tenho sido solicitado a emitir opinião sobre politica de boa vista, hontem como hoje o parecer tem sido sempre o mesmo”. Assim Francisco Ayres concluiu seu parecer.342

Mas não parou por aí, no mesmo número publicou outros textos apresentando uma perspectiva detalhada sobre o caso. Um deles foi assinado pelo pseudônimo de Um

Boavistense, como forma de demonstrar que como cidadão da cidade de Boa Vista poderia falar com propriedade sobre tudo que acontecera, e que a redação do Norte de

Goyaz estaria apenas transmitindo com imparcialidade informações de um correspondente, testemunha ocular da dita revolução. O relato começa anunciando o desfecho dos conflitos em Boa Vista, iniciados desde abril de 1907, e por isso a desobrigação do compromisso em continuar mandando notícias. Segue apresentando o que houve desde o início dos conflitos até aquele presente momento sempre colocando o padre João Lima e seus aliados como heróis e verdadeiros defensores da paz em Boa Vista e os seus adversários como vilões ambiciosos e sanguinários.

Para ele tudo começou com as ameaças do Juiz de Direito Candidio Bretas contra o padre João de Souza Lima, dizendo que “si rebentasse a revolução seria o padre o primeiro assassinado em Boavista”. Para o correspondente do jornal portuense o padre não sabia o motivo daquela ameaça e procurou se informar do que estava acontecendo até a cidade ser surpreendida com a chegada de 12 homens, todos descritos como assassinos e desordeiros que, sob a liderança do juiz de direito e do promotor público, “armados de rifles, principiou a varejar casas e a tomar armas sem a menos formalidade legal”; a maioria desses homens vindos das proximidades de Carolina, no Maranhão, portanto estranhos, prenderam “nossos amigos” cidadãos e autoridades boa-vistenses. Todas as regalias e garantias estabelecidas pela lei foram desprezadas, só imperando o arbítrio e a prepotência. O Padre fugiu para escapar da morte.

Segundo Um Boavistense, os dominadores do momento instauraram um cenário de terror na cidade do extremo norte de Goiás, por isso “diante de taes factos, a população Boavistense sentiu-se ferida e ergueu-se como um só homem para defender os seus direitos violados”. Assim se abriu a luta do povo boavistense contra as autoridades de Boavista, pois o primeiro não se sentia representado pelos segundos, além de ser oprimido por eles. Por isso, tanto o Major João José, como Pedro Sarmento

Paiva, mais conhecido como o Maquinista, também entraram no conflito apoiando o povo boavistense após suas terras serem atacadas pela quadrilha que cercava as autoridades de Boa Vista que,

(...) fizeram levantar a bandeira vermelha na cidade, signal bem claro de que se fossem vencedores poderíamos dizer com o celebre Romano: Ai dos vencidos. Era voz corrente que mortos os vencidos seriam seus bens partilhados entre a quadrilha de que se cercavam as autoridades e depois passaria esta para o estado do maranhão para atacar a cidade de Carolina, a villa da imperatriz e a cidade de grajahú, terminando por derribar o Governo daquele Estado.343

Todas as atitudes dos aliados do Padre João foram justificadas, pois lutavam contra os opressores de toda uma cidade que planejavam ocupar outras cidades estratégicas para tomar o poder no Estado do Maranhão, ou seja, lutaram contra aqueles que queriam tomar o território de Boa Vista do Tocantins, do estado de Goiás, para anexá-lo ao Maranhão. Mas o autor da carta ao Redator do jornal fez questão de mencionar o bom procedimento do povo boavistense que expulsou seus adversários, sem fazê-los mau algum, pelo contrário, os familiares e feridos deixados na cidade foram “tratados com todo carinho”. Citando como exemplo o apoio e cuidado dedicados, após a derrota, para retirada dos familiares de Moreira, uma das autoridades políticas que lutou contra Padre João. Assim foi anunciada a vitória sobre os homens liderados pelo juiz de direito, o promotor, juntamente com Leão Leda: “eramos fracos e humildes e vencemos aos orgulhosos. Eramos bisonhos e tímidos e fomos valentes nos combates, batendo aos poderosos. Sem armas e sem munições rechaçamos a um inimigo que antes do combate festejava a victória”.344

Outro texto, assinado por Frei D. C., com o mesmo tom anunciava a morte de Leão Leda na cidade de Conceição. De acordo com Frei, Leão Leda entrou em Conceição para conseguir contingente para “continuar suas tristes proezas”, causando horror e desordem ao povo, até que moradores de Conceição, juntamente com homens de Arraias e Barreiras, “os defensores de Conceição” entraram em conflito com eles. Leão Leda foi cercado e morto, junto com seu filho Mariano e outros homens que estavam sob a sua liderança. O frei afirma que a morte foi celebrada por toda cidade e conclui da seguinte maneira, “diga a todos que a paz reina perfeita na Conceição: que podem continuar a vir para cá porque homens nunca teremos por aqui bastante homens

343 Ibdem. p. 2. 344 Ibdem. p. 3

de bem”.

Tendo em vista a maneira como Francisco Ayres da Silva abordou os conflitos de Boa Vista a partir de 1907, pode-se considerar que chamar o episódio de Revolução é uma forma de reafirmar a memória apresentada e construída pelo jornal Norte de Goyaz, ou seja, a memória dos vencedores. Mostrando cidades do norte se aproximando e lutando juntas para extirpar um mal que lhes assolavam. Certamente uma investigação mais acurada dos vestígios ainda existentes do fato ocorrido em Boa Vista pode possibilitar outras questões, interpretações e apontamentos; para o jornal Pacotilha do Maranhão, por exemplo, o padre João aparece como um “chefe revoltoso” que ignorou e tramou contra Moreira, um homem de “alto valor político e excelsas qualidades”.

Sobre a participação de Ayres, seja como jornalista que apenas emitiu sua opinião, ou como causador dos conflitos, mentor e líder político que manipulou o padre João, uma coisa fica evidente, a sua ambição em, de uma forma ou de outra, figurar como principal representante e defensor dos interesses daquela região345, fazendo com que todo episódio contribuísse com ele nesse sentido, porque como se afirmou “seu fervoroso ideal é dominar o norte do Estado; para isso convem se unir a elementos que o acompanham cegamente, aos quaes possa impor sua vontade e suas opiniões; o elemento inteligente, por não curvar a cerviz a seu jugo prepotente, lhe pode ser prejudicial”.346

Pode ser que o suposto Bertolino, acusador de Ayres no Pacotilha, tenha exagerado em suas considerações sobre o envolvimento de Francisco Ayres e sua relação com o Padre João para se imiscuir na política de Boa Vista, mas parece ter sido preciso ao tratar sobre a intenção que estava por traz de tal envolvimento e que motivou o influente portuense a, no mínimo, estar a par de todo episódio. “O fervoroso ideal” de Ayres foi apresentado como argumento para convencer, para comprovar que a denúncia feita tinha fundamento. Basta uma rápida passada de olhos no Jornal Norte de Goyaz para perceber como Ayres se colocou como “fiel interprete dos sentimentos políticos” dos eleitores nortenses.347

Francisco Ayres da Silva, durante toda primeira metade do século XX, tomou partido nos conflitos que ocorreram nos municípios do norte, independente das causas,

345 Os conflitos de Boa Vista que de alguma maneira também envolveram a questão territorial, pois colocaram em jogo a fronteira entre os limítrofes estados de Goiás e Maranhão, indica que do ponto de vista geográfico o norte como região ainda estava indefinido.

346 Pacotilha. Maranhão, 12/01/1909.

desenrolar e desdobramentos, manteve uma posição coerente, comum em todos os casos, sempre favorável ao grupo político a que pertencia estivesse ele na situação ou oposição em relação ao governo do estado. Muitos municípios foram palco de conflitos envolvendo parte da elite local contra o governo do estado, com destaque para os limítrofes com outros estados. Além do já mencionado caso de Boa Vista, outro que ganhou grande espaço no Norte de Goyaz, sobretudo em 1919, foi o conflito em São José do Duro envolvendo principalmente a família Wolney contra o governo de Goiás.348

O jornal portuense acompanhou o caso e sua repercussão noutros periódicos, tanto de Goiás e Bahia como do Rio de Janeiro, construindo sua própria versão a partir das tantas versões arroladas pelos diferentes envolvidos. Com ares de imparcialidade, dando espaço a vários relatos, emitiu suas opiniões sempre favoráveis à oligarquia caiadista e contrárias aos Wolney. Interessante mencionar que outrora, em configuração política anterior, os membros da família Wolney mantinham boa relação com Francisco Ayres da Silva e até 1912 também com a oligarquia caiadista. Abilio Wolney, por exemplo, era, inclusive, assíduo colaborador do Norte de Goyaz nos primeiros anos de sua existência.349 Sob o título Acontecimentos de S. José do Duro, o jornal portuense defendeu seus interesses em relação ao caso, sem necessariamente ter participação ativa a não ser via imprensa, acusando os Wolney de estarem muito mais vinculados e identificados aos anseios da Bahia, por meio da vizinha cidade de Barreiras, do que propriamente com Goiás.

Defendeu a intervenção, que culminou na morte dos Wolney como necessária

348 Não é meu objetivo detalhar os acontecimentos de São José do Duro, apenas mostrar que Francisco Ayres esteve atento às movimentações políticas do Norte de Goiás. Para saber mais sobre esse episódio ver: ÉLIS, Bernardo. O Tronco. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008.; TOMÉ, Johny Assunção. Dos

barulhos do Duro aos ecos da memória: Clio e Calíope na construção do romance O Tronco de Bernardo Élis. 2015. TCC (Graduação em História), Curso de História - Universidade Federal de Uberlândia: Uberlândia, 2015.; FREITAS, Lena Castello Branco Ferreira de. Poder e Paixão: A saga dos Caiados. Goiânia: Cânone editorial, 2009.

349 Abilio Wolney, dentre outros textos tratando sobre o comércio do Norte com a Bahia ou sobre a necessidade de melhoramentos para o que chamou de Nosso Commercio (Norte de Goyaz, 15/03/1906), escreveu uma carta publicada pelo Norte de Goyaz saudando o advento do mesmo. “exm. S.r D.r Francisco Ayres da Silva. Recebi hontem o primeiro numero do sympatico Norte de Goyaz e felicito a v. Ex. como redator do mesmo, por mais essa conquista em prol da zona nortense. Devido as magnificas condições de situação vemos há tanto que o Porto salienta-se entre as cidades do norte do Estado, e tudo faz crer que se tornará um ponto de luz que começa radiar pelas columnas do Norte de goyaz. Não é o primeiro periódico que vem a luz nesta zona e na mesma cidade. “A folha do norte” e “O incentivo” tiveram-na também como pátria e fizeram uma trajectoria que, embora curta é iluminosa. Faço votos pela prosperidade e longa vida da empresa e apresento ao norte e especialmente ao Porto e a. exm. a meus emoras pelo passo que marcam no caminho do progresso. Duro. 21 de Outrubro de 1905.”

para zelar do norte do estado, que sofria com os desmandos e banditismo, saques, roubos e depredações empreendidos no Duro, e arredores, pela família supracitada com o objetivo de beneficiar o estado baiano, já que não reconheciam o governo goiano nem seus representantes. Ayres ainda aproveitou os fatos do Duro para criticar a ação do Governo Federal, e mostrar que pouca ou nenhuma atenção dispensava à parte central do país, além disso, defendeu a implantação de um destacamento policial com duzentos homens aquartelados em Porto Nacional e Natividade para, com a ajuda de um sistema de comunicação via telégrafo, resolver o problema de todo norte de Goiás em relação “as ameaças dos Abilios de Araujo, dos Robertos Dourados e da prepotência dos Wolneys, perturbando a sua calma e a sua vida laboriosa”.350

Peço licença aos leitores para um rápido parêntese. Ainda se valendo do caso de São José do Duro, sob o título Em prol do norte goyano, a folha portuense publicou parte do relatório do Juiz Calmon, quem “julgou exercer no Duro justiça como se a exerce nas capitaes”, dentre outras coisas tratou sobre as necessidades do norte, considerado pelo jornal como espelho da verdade referente à situação da zona. É interessante observar que no relatório a via férrea aparece como elemento secundário para aquela realidade, não direta e prioritariamente correspondente às necessidades das cidades nortenses, embora fosse para a maioria do país elemento moderno de primeira ordem. Ayres concordou com Calmon quanto ao fato de que,

Não é preciso desde logo se abordar o primordial problema da via- ferrea alli, para se chegar a conclusão que o Norte pode sahir daquelle marasmo. Não. Deem-lhe policia, fiscalização e extendam um pouquinho mais os fios telegráphicos e verse-á Duro, Santa Maria, Natividade, Porto Nacional, Boa Vista e outras cidades Nortenses melhorar consideravelmente (...) Natividade, Porto Nacional com especialidade por serem os mais prósperos e futurosos municípios do Norte351

Enfim, seja em Pedro Afonso, Santa Maria, Natividade, Porto Nacional, Boa Vista ou nas outras cidades nortenses, Francisco Ayres esteve atento aos acontecimentos, quando possível participando para dar visibilidade ao jornal Norte de

Goyaz e para si, como os legítimos representantes e defensores dos interesses da região.