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5 Analyse

5.2 Periode 1: 2000-2005

5.2.4 To skritt fram og fire tilbake

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2.1. A linguagem verbal

A questão da linguagem foi desde sempre o primeiro dos assuntos a ser por nós abordado como ferramenta fundamental no estudo: descodificação e entendimento de todas as matérias a serem estudadas. Todo o estudante deve saber que se estiver por fora da linguagem utilizada no âmbito da disciplina não vai conseguir compreender do que é que se está a falar na sala de aula. Para que possa acontecer uma verdadeira apreensão de conhecimentos por via oral ou por via escrita, tem de haver um domínio de uma linguagem verbal adequada, a qual permite a expressão rigorosa de todos os conceitos e definições ligados a esta área do conhecimento. Sem esse domínio não é possível pensar sobre os diversos conteúdos programáticos, e compreender a realidade dos mesmos, ou seja, não é possível qualquer estudo fundamentado.

Como temos observado ao longo dos anos, o tipo de estudante que regra geral escolhe formar-se na área das artes e design, está especialmente vocacionado para o que é prático. O universo das coisas, dos objetos, apetrechos, espaços e imagens diz-lhe muito mais do que o universo dos textos, da leitura e da verbalização. E não há dúvida de que para muitos deles é muito mais fácil fazer, do que explicar o que fez, porque fez, e como fez.

Compreendemos que prefiram e se aproximem do lado mais prático dos temas a estudar e que tentem sempre afastar-se do seu lado mais teórico, contudo, somos de opinião que, para além do domínio da linguagem gráfica, devem dominar de igual modo a linguagem verbal para que possam expressar-se adequadamente. Custa a admitir que um estudante do ensino superior seja incapaz de explicar um processo construtivo projectual, enunciar uma definição ou uma regra que justifique uma determinada operação geométrica. A

experiência de todos estes anos levou-nos a constatar que parte dos estudantes é incapaz de elaborar uma frase coerente com linguagem própria e inteligível para explicar o modo como procedeu para resolver determinado problema, ou sequer definir alguns dos elementos que fazem parte desta unidade curricular.

Parece ser óbvio que a linguagem gráfica seja predominante, contudo, a linguagem verbal referencial também tem de ser cuidada, visto ser fundamental a um conhecimento estruturado.

2.2. A linguagem gráfica. Representar

Quando logo no início abordamos a questão da representação, propomos aos estudantes uma pequena reflexão sobre o significado da palavra representar. Todos ou quase todos acabam por dizer que representar significa tornar presente, colocar diante dos olhos, mostrar, tornar sensível ou compreensível um objeto ausente ou um conceito, através de uma imagem, de um signo, ou por outros meios. Representar é estar na vez de algo, como tal, uma representação pretende estar investida das características do modelo que representa.

Uma das atividades mais importantes desta unidade curricular é a da representação técnica de objetos. Para que seja possível o entendimento do objeto que serviu de modelo é

necessária uma linguagem que permita representações que cumpram com dois requisitos, que por um lado respeite as formas do objeto e que por outro lado seja de leitura única. A linguagem a ser utilizada nestes domínios que implicam com formas físicas, tem que, obrigatoriamente, ser icónica, mas tem ainda que ser muito específica, pois não pode ser minimamente subjetiva. Tem que obedecer a um código, constituído por regras simples e precisas, para que não aconteçam falhas de leitura e interpretação, e para que o objeto representado seja reconhecível por todos os iniciados, estudiosos, praticantes e

profissionais que por razões diversas possam estar envolvidos ou interessados nesta área do conhecimento.

A linguagem que possui a capacidade transportar de modo claro e evidente informação pormenorizada relativa ao objeto representado é sem dúvida o desenho, um tipo muito específico de desenho. Desenho técnico, desenho rigoroso, desenho normalizado são alguns dos nome dados a esta linguagem utilizada na geometria projetiva ou descritiva.

Todo o estudante deve, desde as primeiras aulas, ter consciência que descrever um objeto em geometria descritiva significa representá-lo por processos de tal modo rigorosos que seja impossível levantar-se qualquer dúvida quanto à sua forma e estrutura, isto é, quanto

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à sua geometria. Não pode haver espaço para qualquer ambiguidade. Mas esta questão do que é ou não uma representação rigorosa levanta por vezes dúvidas inesperadas. Por razões diversas, que nos ultrapassam, alguns estudantes revelam um certo

desconhecimento do significado dado à palavra rigor, de tal modo que, em seu entender qualquer desenho feito com régua e esquadro é por definição um desenho rigoroso, mesmo que as paralelas não estejam de facto paralelas. Desconhecem também que há necessidade de cumprir com normas de representação, tais como, por exemplo, que as arestas visíveis são representadas de modo diferente das invisíveis, que uma medida de 9,1 centímetros é mesmo 9,1 e não 9.Muitos outros exemplos, retirados do vasto rol colecionado ao longo destes anos poderiam ser dados, mas enunciá-los seria cansativo.

Um dos nossos objetivos é levar os estudantes a compreender e a tomar consciência que jamais poderão existir quaisquer dúvidas na interpretação dos dados de um objeto representado, para que mais tarde numa situação real não venham a sofrer os dissabores de projetarem uma coisa que não cabe no local para o qual foi projetada pelo facto de não respeitarem medidas e escalas, ou apresentarem desenhos que por conterem erros de traçado padronizado levam a interpretações erróneas dos mesmos por quem tem que passar do papel ao objeto físico.

Pela sua importância, já que estão na base de todo o processo descritivo técnico, é fundamental que os estudantes adquiram as competências necessárias e suficientes relativas ao reconhecimento, memorização, leitura, interpretação e execução de marcas gráficas normalizadas. Existem alguns livros de desenho técnico disponíveis na biblioteca da ESAD que podem e devem ser consultados por todos os estudantes que pretendam adquirir, melhorar ou aprofundar os seus conhecimentos relativamente a este assunto5.

5 - Arlindo Silva, João Dias, Luís Sousa. (2001). Desenho técnico moderno. Lidel- Edições técnicas Lda., Lisboa, Porto,

Coimbra.

- Luis Veiga da Cunha. Desenho Técnico. (2002). Serviço de Educação e Bolsas. Lisboa. Edição Fundação Calouste Gulbenkian.

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Lição nº3