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6 Konklusjoner

6.2 Problemstillingen sett i lys av analysens funn

Nas aulas dedicadas ao estudo dos processos de leitura, interpretação e execução de desenhos nos diversos métodos de representação por vistas costumamos seguir uma certa ordem. Inicialmente, explicamos pela primeira vez para alguns estudantes e relembramos para a maioria dos outros, as caraterísticas que permitem fazer a distinção entre os diferentes métodos. Como facilmente todos ficam de imediato a saber, essas diferenças são mínimas, resumem-se ao número de vistas e à posição que ocupam relativamente umas às outras.

Pretendemos que, no final dos estudos relativos a este tema, perante diferentes representações, sejam os estudantes capazes de reconhecer qual o método de projeção ortogonal por vistas que têm diante de si. Normalmente esta é uma tarefa simples para a grande maioria, pois em exercícios específicos revelam que compreendem que determinado objeto está, por exemplo, representado em método europeu ou do 1º diedro porque cumpre com as regras desse tipo de representação. Após o reconhecimento do método, a meta seguinte é a do entendimento das implicações que essas diferenças possam ter quanto à leitura, interpretação e execução de imagens.

Da experiência que temos, do que temos observado, os exercícios de leitura, interpretação e compreensão de imagens executadas segundo as normas da projeção ortogonal por vistas, nem sempre é fácil e em casos particulares os exercícios parecem ganhar uma dimensão imprevista assumindo-se como verdadeiros quebra-cabeças, pois alguns dos nossos estudantes não conseguem fazer uma mínima ideia da tridimensionalidade do objeto representado. Esta situação é para nós compreensível porque eles não estão normalmente treinados para resolver este tipo de problemas que impliquem compreender um dado objeto, isto é, a sua totalidade, a partir de um conjunto de imagens parciais. Sabemos portanto que esta é sem dúvida uma das fases mais complexas de toda a aprendizagem.

Os exercícios tipificados do programa do ensino secundário acabam por dar maior importância à memorização/mecanização de processos de resolução de problemas, por sinal bastante

complexos na sua abstração, do que ao exercício específico de visualização de objetos. Chama-se visualização ao processo mental de criar uma imagem tridimensional de um dado objeto. Neste caso o processo consiste em criar essa imagem a partir da leitura e interpretação de uma imagem de carácter bidimensional. No fundo trata-se de uma tradução num outro tipo de imagem que, apesar de convencional, é de certo modo parecido com a perceção visual que temos da volumetria desse objeto. O exercício de visualizar é pois um processo de tornar visível, entendível. A resolução destes exercícios depende da capacidade que cada um tem, ou aprende e desenvolve, de “sobrevoar” o objeto mentalmente, de conjugar as vistas dadas e daí

compreender a, ou, em problemas específicos, as possibilidades da sua forma tridimensional. Para que os estudantes possam adquirir e desenvolver esta capacidade é exigido bastante treino. Um dos exercícios iniciais previstos é o de os levar a tomar contacto visual com este tipo de linguagem, a lidar com desenhos e a observá-los com atenção, mesmo antes de a entender. A princípio, para muitos deles, é-lhes complicado lidar com desenhos nesta particular linguagem convencionada, mas depois notamos que aos poucos vão entendendo o discurso gráfico, começando com desenhos de menor dificuldade, até que, numa fase ulterior, já conseguem descodificar mensagens mais complexas escritas nestes códigos. O objetivo final ideal é o de conseguir que todos os estudantes possam entender quaisquer imagens de carácter

bidimensional de objetos tridimensionais.

Para verificarmos se os estudantes entenderam ou não a morfologia do objeto em questão, servimo-nos de alguns exercícios concebidos especificamente para esse objetivo. É dada uma imagem de um certo objeto em projeção ortogonal por vistas, e pede-se aos estudantes que a traduzam num sistema em que seja facilmente compreensível a volumetria desse objeto, ou seja, que faça a sua representação numa das perspetivas cilíndricas já estudadas. Por fim explicamos os procedimentos que permitem passar à execução de desenhos nos métodos de representação por vistas. Estes exercícios são mais simples que os de interpretação. Concluindo-se o processo, testamos os conhecimentos adquiridos

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objetivo é o de praticar a representação nos métodos de representação por vistas, é dada uma imagem em perspetiva cilíndrica devidamente cotada.

Pretendemos que os estudantes descubram as respostas gráficas em termos do que é visível e invisível, imaginadas a partir de qualquer uma das posições ortogonais convencionais, e que correspondem à imagem tridimensional dada. Pretendemos que a partir da imagem, o estudante faça uma representação rigorosa, em dupla, tripla ou sêxtupla projeção

ortogonal. Temos constatado que sendo bastante difícil o entendimento destas mensagens por vistas, por ser um tipo de representação muito intelectualizado e distante do nosso modo de percecionar o mundo que nos rodeia, é relativamente simples fazer

representações nesses métodos.

Podemos, do que já foi dito, concluir que os métodos de representação por vistas e a perspetiva cilíndrica se comportam de modo inverso quanto à leitura e interpretação, e quanto ao processo de representação das imagens. É importante que os estudantes tomem consciência destas particularidades pois em situações reais a escolha de um ou outro método tem muito a ver com o seu propósito, com a sua finalidade num dado contexto. É fundamental compreender que os métodos de projeção ortogonal por vistas são de leitura e entendimento mais complexo e de processos de representação relativamente simples, enquanto as perspetivas cilíndricas são de leitura e entendimento mais simples e de processos de representação de imagens mais complexos.

Elaboramos diversos exercícios tipificados em que uma representação num dos sistemas é a resposta a um problema proposto pelo outro sistema, e vice-versa. Como se pode constatar, todos os exercícios envolvidos no desenvolvimento da capacidade de leitura e interpretação de representações de objetos em perspetiva cilíndrica, acabam também por favorecer o desenvolvimento da capacidade de execução de desenhos em dupla e múltipla projeção ortogonal. Por outro lado, todos os exercícios envolvidos no desenvolvimento da capacidade de leitura e interpretação de representações de objetos em dupla e múltipla projeção ortogonal acabam também por favorecer o desenvolvimento da capacidade de execução de desenhos objetos em perspetiva cilíndrica.

Na aprendizagem dos vários métodos de representação por vistas, quer a explicação dos

processos de interpretação e execução quer a resolução de problemas, também tem sido feita recorrendo a imagens dos dois tipos de objetos já anteriormente referidos:

- objetos comuns de tipo utilitário, mais facilmente identificáveis e visualizados;

- objetos de tipo lúdico inventados como um jogo de visualização de formas mais bizarras. Estudamos alguns casos gerais e abrangentes que usamos para servir como ponte para a resolução de exercícios mais complexos, quer como trabalho de aula quer como trabalho individual autónomo.

Este tipo de conhecimentos, não se limita a ser aplicável em exercícios típicos de geometria, sai fora do círculo de ação desta unidade curricular e é aplicado noutras cadeiras de carácter prático, como por exemplo na disciplina de desenho técnico e de projeto.

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Lição nº15