Beregnet utgiftsbehov 2014
8. DISKUSJON OG VURDERINGER
8.4 Tjenesteproduksjon og myndighetsutøvelse
Os primeiros estudos da capacidade surgiram com Cohen e Levinthal em 1989 quando os autores estudaram a capacidade que os investimentos e inovações em P&D possuem em gerar novos conhecimentos para criação de novos produtos. Os autores utilizavam indicadores proxies para medir a capacidade de absorção, estes indicadores eram definidos conforme o papel fundamental da pesquisa e desenvolvimento na inovação e aprendizagem organizacional. A partir da análise dos indicadores, os autores apontam o surgimento das dimensões da ACAP: identificação (reconhecimento), assimilação e aplicação do conhecimento externo.
A primeira definição de ACAP fornecida por Cohen e Levinthal em 1990 indica que a ACAP consiste na habilidade da empresa em reconhecer o valor de novas informações externas, assimilá-las e aplicá-las para fins comerciais. A identificação ou reconhecimento do valor é a primeira habilidade que a empresa deve possuir. Os autores entendem que para o reconhecimento do novo conhecimento externo é necessário que a empresa possua um nível de conhecimento prévio que possibilite o reconhecimento do valor do
conhecimento externo. A segunda dimensão proposta pelos autores é a assimilação do conhecimento que ocorre por meio da internalização do novo conhecimento externo adquirido. Por fim, a terceira dimensão incide na capacidade da empresa em comercializar o novo conhecimento assimilado, denominada aplicação (COHEN; LEVINTHAL, 1989).
Lane e Lubatkin (1998) analisaram a capacidade de aprendizagem em relacionamentos interorganizacionais. Baseados nos estudos de Cohen e Levinthal (1989; 1990), os autores indicam que a capacidade de absorção em alianças estratégicas ocorre entre uma organização que detêm o conhecimento, denominada no estudo “empresa professor” e outra empresa que absorve o conhecimento, denotada “empresa estudante”. Para os autores o processo da ACAP envolve três dimensões que incidem sobre a habilidade do estudante avaliar, assimilar e comercializar o conhecimento de seu professor. As dimensões são: identificação, assimilação e aplicação do conhecimento.
Posteriormente Zahra e George (2002) identificaram novos constructos que permitiram a agregação de uma nova dimensão de capacidade de absorção. Os autores definem dois subconjuntos da ACAP que agrupam suas quatro dimensões: capacidade potencial (aquisição e assimilação) e capacidade realizada (transformação e aplicação).
Dentre as dimensões da ACAP surgem os mecanismos que quando ativados desencadeiam a influência entre a fonte de conhecimento e experiência e o potencial de absorção. Os gatilhos de ativação são mecanismos de incentivo a resposta de estímulos internos (estratégias organizacionais) e externos (inovações, mudanças tecnológicas) que, quanto mais aplicados, mais as empresas estarão suscetíveis a alcançar recursos adicionais para a aquisição e assimilação de conhecimentos externos gerados (ZAHA; GEORGE, 2002). Outro mecanismo apresentado por Zaha e George (2002) são
os mecanismos de integração social, que aumentam a eficiência da assimilação e capacidade de transformação reduzindo barreiras de partilha de informação.
Lane, Koka e Pathak (2006) sugerem que a capacidade de absorção consiste na habilidade de uma organização em reconhecer o valor por meio da utilização de três processos sequenciais de aprendizagem: exploratória, transformativa e explotativa (de aplicação).
O primeiro processo sequencial exploratório de aprendizagem ocorre na medida em que a organização se torna capaz de reconhecer e compreender melhor o valor nos conhecimentos potenciais disponíveis. A aprendizagem transformativa, segundo processo, permite a assimilação de novos conhecimentos valiosos. E, por fim, a organização dispõe da capacidade explotativa (de aplicação) quando utiliza a assimilação do conhecimento existente, possibilitando benefícios comerciais e a criação de novos conhecimentos. A capacidade explotativa pode ser descrita como a aplicação do novo conhecimento obtido (LANE; KOKA; PATHAK, 2006).
Os conceitos de Cohen e Levinthal (1990) foram redesenhados por Zaha e George (2002). Todorova e Durisin (2007) realizaram um novo estudo avaliando as alterações realizadas e, em sua análise, os autores perceberam lacunas e ambiguidades nas novas propostas de Zaha e George (2002). Os autores apresentam uma nova proposição para as dimensões da ACAP, retomando a primeira dimensão: reconhecimento de valor, apresentada inicialmente nos estudos de Cohen e Levinthal (1990). Os autores consideram que, sem o aspecto cognitivo do indivíduo, as organizações não são capazes de avaliar as novas informações (reconhecer o valor) e, desta forma, não são capazes de absorver o novo conhecimento, essencial principalmente em ambientes dinâmicos.
Todorova e Durisin (2007) indicam que a transformação do conhecimento não deva ser um processo
seguinte à assimilação, mas sim, um processo alternativo, que se une à assimilação por diversos caminhos, propondo um ciclo que possibilita capturar o dinamismo e a complexidade do fenômeno. Desta forma, a proposição dos ciclos inviabiliza a conjectura de Zaha e George (2002), dividindo as dimensões em potencial e realizada.
Cadiz, Sawyer e Griffith (2009) realizaram um estudo propondo uma nova forma de mensuração da capacidade de absorção, em seu estudo, desenvolveram seu próprio entendimento das dimensões da ACAP com base nos estudos seminais de Cohen e Levinthal (1990), dividindo a ACAP em três dimensões: avaliação (identificação e filtragem de informações valiosas), assimilação (conversão de novos conhecimentos em conhecimento utilizável) e aplicação (uso de conhecimento).
Para Jiménez-Barrionuevo, García-Morales, e Molina (2011), a aquisição consiste na capacidade da empresa em localizar, identificar, avaliar e adquirir conhecimento externo. Para os autores, a concepção da ACAP consiste nas etapas da investigação em forma de assimilação que, representa a compreensão de conhecimento proveniente de fora da organização e pressupõe a combinação das experiências anteriores com novos conhecimentos, resultando no processo de transformação e aplicação do conhecimento novo. Os autores mantiveram as quatro dimensões da capacidade de absorção discutidas nos estudos de Zaha e George (2002), reforçando as dimensões: aquisição, assimilação, transformação e aplicação do conhecimento. Separando a capacidade em potencial e realizada.
Diferentes estudos proporcionaram o desenvolvimento, discussão e a evolução do conceito da ACAP. O Quadro 2 demonstra as diferentes dimensões da capacidade de absorção utilizada por diferentes autores que contribuíram para o constructo.
Quadro 2 -Dimensões da Capacidade de Absorção
Fonte: Elaborado pela autora, 2015.
No presente estudo será utilizada a divisão das capacidades proposta por Zaha e George (2002) em que as dimensões “aquisição” e “assimilação” compõem a capacidade potencial e as dimensões “transformação” e “aplicação”, integram a capacidade realizada. Os autores que propuseram
Autor Dimensões da Capacidade de Absorção
Cohen e
Levinthal (1989)
Determinada por meio de três dimensões: identificação (reconhecimento), assimilação e aplicação do conhecimento.
Lane e Lubatkin (1998)
Determinada por meio de três dimensões: identificação, assimilação e aplicação do conhecimento.
Zahra e George (2002)
Determinada por meio de quatro dimensões: aquisição e assimilação (capacidade de absorção potencial); transformação e aplicação (capacidade de absorção realizada).
Lane, Koka e
Patack (2006) Determinada por meio de três processos de aprendizagem: exploratória, transformativa e explotativa ou de aplicação.
Todorova e Durisin (2007)
Determinada por meio de quatro dimensões: reconhecimento de valor, aquisição de conhecimento externo, assimilação e/ou transformação de conhecimento entre firmas e aplicação do conhecimento.
Cadiz, Sawyer e Griffith (2009)
Determinada por meio de três dimensões: avaliação (identificação e filtragem de informações valiosas), assimilação (conversão de novos conhecimentos em conhecimento utilizável) e aplicação (uso de conhecimento).
Jimenez-
Barrionuevo et al.,
(2011)
Determinada por meio de quatro dimensões: aquisição e assimilação de conhecimento externo (capacidade de absorção potencial); transformação do conhecimento prévio com o novo e aplicação do novo conhecimento (capacidade de absorção realizada).
suas dimensões para ACAP foram alocados nas capacidades: potencial e realizada, para fins de comparação entre estudos. 2.1.2.1 Capacidade Potencial
A capacidade da empresa em encontrar e utilizar novos conhecimentos depende da capacidade de absorção de seus funcionários e a percepção do conhecimento relevante a ser absorvido. As organizações dependem do conhecimento dos indivíduos para analisar e avaliar os possíveis conhecimentos relevantes, entretanto, a capacidade de absorver novos conhecimentos não depende somente das capacidades individuais dos funcionários, a organização como um todo deve perceber quais os tipos de conhecimentos e experiências são mais raros e valiosos do que outros. Muitas empresas tendem a absorver novos conhecimentos, quando são mais fáceis e baratos, contudo, o conhecimento mais raro é o conhecimento que deve gerar a vantagem competitiva (TODOROVA, DURISIN, 2007).
Quando uma empresa utiliza a capacidade de absorção em situação específica, assimilando e aplicando comercialmente os conhecimentos externos em seus processos internos, ocorre a capacidade de absorção potencial (LANE; KOKA; PATAK, 2006).
A capacidade potencial (PACAP) consiste na capacidade da empresa em adquirir valor externo por meio da construção multidimensional envolvendo a capacidade assimilar, criar valor e aplicar o conhecimento. Os autores apontam que a PACAP indica a combinação de esforços e bases de conhecimento (ZAHA; GEORGE, 2002).
As etapas da capacidade potencial levam à renovação das bases de conhecimento e das habilidades necessárias que uma empresa necessita para competir em mercados de constantes mudanças. As empresas que são flexíveis no uso de
seus recursos e capacidades podem reconfigurar suas bases de recursos para capitalizar oportunidades estratégicas emergentes (FLATTEN et al., 2011).
Camisón e Forés (2010) afirmam que as duas dimensões da PACAP devem ser estudadas em separado, contudo, executam papel complementar. Portanto, em sequência serão apresentadas as quatro dimensões da capacidade de absorção demonstrando sua complementariedade conforme proposto por Zaha e George (2002).
Aquisição – Esta dimensão foi originalmente identificada por Cohen e Levinthal em 1990, com a denominação: reconhecimento de valor do conhecimento, pesquisadores subsequentes utilizaram a denominação aquisição. A aquisição incide na capacidade que a empresa possui em identificar e adquirir os conhecimentos externos às suas atividades. Em relações de alianças estratégicas, a aquisição consiste na capacidade de compreender o conhecimento referente à relação de confiança entre as partes, a compatibilidade cultural, a base de conhecimento e a relação entre o negócio das partes. Quanto mais esforço for realizado, mais rápido a empresa constrói capacidades. Os esforços despendidos possuem três atributos que podem influenciar a ACAP: intensidade, velocidade e direção. As empresas não conseguem aplicar o conhecimento externo, sem antes adquiri- lo (ZAHA e GEORGE, 2002; JIMENEZ-BARRIONUEVO et al., 2011).
O Quadro 3 apresenta a capacidade potencial – aquisição, com os principais conceitos transmitidos por seus autores:
Quadro 3 - Capacidade de Absorção Potencial - Aquisição
Capacidade Potencial: Aquisição de conhecimento
Cohen e
Levinhal (1990) A empresa só reconhece o valor de um novo conhecimento externo quando possui algum conhecimento prévio que possibilite a identificação e aquisição deste novo conhecimento.
Lane e Lubatkin (1998)
Habilidade da empresa em adquirir os conhecimentos externos a fim de facilitar o desenvolvimento das próprias capacidades.
Zaha e George (2002)
Capacidade que a empresa possui em identificar e adquirir os conhecimentos externos às suas atividades.
Lane; Koka;
Pathak, (2006) Processo pelo qual a organização se torna capaz de reconhecer e compreender melhor o valor nos conhecimentos potenciais disponíveis (capacidade exploratória).
Cadiz, Sawyer e Griffith (2009)
Capacidade de identificar e filtrar o conhecimento que será valioso (avaliação).
Jimenez-
Barrionuevo et al.,
(2011)
Capacidade da empresa para localizar, identificar, avaliar e adquirir os conhecimentos externos importantes para o desenvolvimento de suas operações.
Fonte: Elaborado pela autora, 2015.
Assimilação - Conjunto de rotinas e processos que
permitem à organização interpretar as informações obtidas de fontes externas. A empresa precisa avaliar o conhecimento externo por meio de suas próprias rotinas específicas, a compreensão proporciona assimilação do conhecimento que possibilita à empresa processar e internalizar o conhecimento gerado externamente. O processo de assimilação possui um contexto específico impedindo a replicação do conhecimento gerado. A capacidade de assimilar novos conhecimentos depende da flexibilidade e adaptabilidade, o apoio da gestão, treinamento, objetivos formais e especialização das partes envolvidas, possibilitando a troca de conhecimento. Para assimilar os conhecimentos e obter vantagens, os membros da organização devem primeiramente interpretar e compreender o
conhecimento para então assimila-lo (ZAHA e GEORGE, 2002; JIMENEZ-BARRIONUEVO et al., 2011).
O Quadro 4 apresenta a capacidade potencial – assimilação, com os principais conceitos transmitidos por seus autores:
Quadro 4 - Capacidade de Absorção Potencial - Assimilação
Capacidade Potencial: Assimilação de conhecimento
Cohen e Levinhal (1990)
Capacidade da empresa em assimilar o novo conhecimento por entendê-lo como essencial à organização.
Lane e
Lubatkin (1998)
Habilidade em processar o novo conhecimento, o modificando em relação aos sistemas estabelecidos, permitindo o processamento do conhecimento absorvido na aprendizagem, promovendo a vantagem competitiva sustentável.
Zaha e George (2002)
Conjunto de rotinas e processos que permitem à organização interpretar as informações obtidas de fontes externas.
Lane; Koka;
Pathak, (2006) Processo pelo qual a organização assimila os novos conhecimentos valiosos (capacidade transformativa). Cadiz, Sawyer
e Griffith (2009)
Processo pelo qual a organização organiza o conhecimento adquirido cognitivamente para torná-lo em conhecimento acessível para uso futuro.
Jimenez- Barrionuevo et al.,
(2011)
Capacidade da empresa em compreender, analisar, classificar, processar, interpretar, internalizar e entender o conhecimento (ou informação) externo à organização.
Fonte: Elaborado pela autora, 2015.
2.1.2.2 Capacidade Realizada
Zaha e George (2002) apontam que a capacidade de absorção potencial indica a combinação de esforços e bases de conhecimento, após adquirir e assimilar o valor externo, as organizações utilizam de sua capacidade realizada (RACAP), transformando e explorando seus recursos para a produção de capacidade dinâmica.
Transformação – A capacidade de transformação é a internalização e a conversão dos novos conhecimentos adquiridos e assimilados. Combina conhecimentos existentes com novos conhecimentos adquiridos e consiste na capacidade de reconhecer conjuntos de informação e combiná-las para alcançar novas estruturas cognitivas. Esta capacidade está relacionada com o reconhecimento de oportunidades empresariais. Os recursos de transformação permitem que as empresas desenvolvam novos processos ou adicionem alterações nos processos existentes. A transformação incide na habilidade de uma empresa em reconhecer dois conjuntos de informações aparentemente incongruentes e combiná-los para se chegar a uma nova informação (ZAHA e GEORGE, 2002; JIMENEZ-BARRIONUEVO et al., 2011; FLATTEN et al., 2011).
O Quadro 5 apresenta a capacidade realizada - transformação, com os principais conceitos transmitidos por seus autores:
Quadro 5 - Capacidade de absorção realizada - Transformação
Fonte: Elaborado pela autora, 2015.
Aplicação - A capacidade de aplicação do
conhecimento possibilita a criação ou melhoria de novos bens, sistemas, processos, formas organizacionais e também competências. Os recursos de aplicação são utilizados para
Capacidade Potencial: Transformação de conhecimento
Zaha e George (2002)
Capacidade de a empresa desenvolver e refinar as rotinas, facilitando a combinação de conhecimentos existentes e os recém-adquiridos e assimilados, gerando novos insights, facilitando o reconhecimento de oportunidades.
Jimenez- Barrionuevo et al.,
(2011)
Capacidade da empresa em facilitar a transferência e a combinação de conhecimento prévio com o conhecimento assimilado recém-adquirido.
converter conhecimentos em novos produtos para melhorar o desempenho e vantagem competitiva. A aplicação de informações dependerá das capacidades técnicas da empresa. Quanto maior a capacidade técnica da empresa, maior sua capacidade em compreender e assimilar o conhecimento externo. A aplicação versa no desenvolvimento de rotinas para aplicação dos conhecimentos, criação de novos produtos, sistemas e processos, melhoria das competências existentes, ou até mesmo criação de novas competências. A aplicação é uma dimensão estratégica às empresas, demonstrando sua capacidade em gerar resultados após os esforços em adquirir, assimilar e transformar o novo conhecimento (ZAHA e GEORGE, 2002; JIMENEZ-BARRIONUEVO et al., 2011; FLATTEN et al., 2011).
O Quadro 6 apresenta a capacidade realizada – aplicação, com os principais conceitos transmitidos por seus autores:
Quadro 6 - Capacidade de absorção realizada – Aplicação (Continua)
Capacidade Potencial: Aplicação de conhecimento
Cohen e Levinthal (1990)
Capacidade de a empresa aplicar o novo conhecimento adquirido.
Lane e
Lubatkin (1998)
Habilidade de aplicar comercialmente os novos conhecimentos adquiridos para alcançar os objetivos da organização.
Zaha e George
(2002) Rotinas que permitem às empresas aperfeiçoar, estender e alavancar competências existentes em suas operações, ou ainda, criar novas competências. Lane; Koka;
Pathak, (2006) Processo pelo qual a organização o utiliza a assimilação do conhecimento existente possibilitando benefícios comerciais e a criação de novos conhecimentos (capacidade explotativa).
Quadro 6 - Capacidade de absorção realizada – Aplicação (Conclusão)
Capacidade Potencial: Aplicação de conhecimento
Cadiz, Sawyer e Griffith (2009)
Capacidade de assimilar o novo conhecimento, reconhecendo uma situação em que o conhecimento possa ser explorado e utilizado.
Jimenez- Barrionuevo et al.,
(2011)
Capacidade da empresa em incorporar o conhecimento adquirido, assimilado e transformado em suas operações e rotinas para aplicação e uso da empresa.
Fonte: Elaborado pela autora, 2015.
As organizações podem desenvolver habilidades para adquirir e assimilar o conhecimento externo (PACAP), entretanto, estas duas dimensões isoladas não são capazes de transformar e aplicar este conhecimento, transformando-o em vantagem competitiva. Portanto, os dois subconjuntos de ACAP são essenciais, contudo, isolados são insuficiente na geração de valor para a empresa (CAMISÓN e FÓRES, 2010).
Cada dimensão desempenha um papel diferente, porém complementar, esclarecendo como a capacidade de absorção pode influenciar os resultados da organização. As quatro dimensões da ACAP são combinadas em dois subconjuntos com diferentes potenciais para a criação de valor - capacidade de absorção potencial e realizada. Como visto, a capacidade potencial permite que a empresa seja receptiva ao conhecimento externo, adquirindo, analisando, interpretando e compreendendo as informações. A capacidade realizada reflete a capacidade da empresa em transformar e explorar os novos conhecimentos, incorporando o novo conhecimento ao existente, em suas operações. Esta capacidade é, portanto, determinada pelas dimensões da transformação e aplicação do conhecimento (JIMENEZ-BARRIONUEVO et al., 2011).
As quatro dimensões da ACAP, em conjunto, permitem que as empresas explorem novas descobertas e conhecimentos, proporcionando recursos intangíveis essenciais à melhoria no desempenho da empresa e atuam como uma ferramenta
importante para obtenção da vantagem competitiva sustentável (FLATTEN et al., 2011).
2.2 MEDIDAS E ESCALAS DA CAPACIDADE DE