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Anbefaling og konklusjon

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9. KONKLUSJON OG ANBEFALING

9.3 Anbefaling og konklusjon

Como visto no tópico anterior, medidas qualitativas e proxies não conseguem captar a complexidade do constructo ACAP. As escalas multidimensionais surgiram da necessidade de mecanismos de mensuração da capacidade de absorção que

reflitam o constructo como um todo, possibilitando a comparação entre estudos e aplicação em diversas realidades, aspirando a vantagem competitiva que o novo conhecimento adquirido proporciona à organização.

Em 2005 Jansen, Van Den Brosh e Volberda (2005) desenvolveram a escala multidimensional mais representativa e replicada, contemplando todas as dimensões da ACAP. Posteriormente, diversas escalas multidimensionais para mensurar a capacidade de absorção foram desenvolvidas com diferentes enfoques: número de itens, país de análise, tamanho da amostra, porte das empresas, foco de análise, ramo de atividade, entre outros

O próximo subtítulo apresenta as diversas escalas dispostas no Quadro 24, com as conceituações que as balizaram, demonstrando o enfoque que proporcionou o desenvolvimento do estudo e os resultados encontrados pelos autores.

2.2.4.1 Escala desenvolvida por Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005)

A escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) foi desenvolvida com base em uma revisão bibliográfica e auxílio de gerentes de unidades de negócios em diferentes ramos. A pesquisa foi aplicada nas unidades de negócios de uma grande empresa de serviços financeiros europeia com unidades em diversos países.

Para a realização da pesquisa Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) utilizaram os conceitos de ACAP concebidos por Zaha e George (2002), os autores realizaram, ainda, uma profunda revisão da literatura que culminou com a geração dos itens essenciais de escala.

Na segunda etapa do processo de desenvolvimento da escala, a escala existente foi examinada para a inclusão de itens

que fossem considerados pertinentes. Por fim, foram realizadas entrevistas em profundidade com 15 gerentes para que sugerissem melhorias ou alterações necessárias, o processo resultou na versão final do questionário.

O questionário desenvolvido foi aplicado contando com a participação dos gerentes de 769 unidades organizacionais em 220 filiais em diferentes ramos de uma multinacional europeia do setor financeiro. Deste total, 462 questionários foram respondidos e computaram para a amostra final.

O estudo de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) avalia como os antecedentes organizacionais influenciam a capacidade de absorção potencial e realizada. Os autores definem três tipos de capacidade combinadas: capacidade de coordenação, recursos e sistemas de socialização. Os itens da escala foram desenvolvidos conforme os conceitos desenvolvidos nos estudos de Zaha e George (2002) e foram divididos em: capacidade potencial e realizada. A escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) é apresentada no Quadro 10.

Quadro 10 - Itens da escala de capacidade de absorção de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) (Continua)

Capacidade de Absorção Potencial

Dimensão Aquisição

1 Nossa unidade tem interações frequentes com a sede corporativa adquirindo novos conhecimentos

2 Os funcionários da nossa unidade visitam regularmente outros ramos 3 Coletamos informações da indústria através de meios informais (por exemplo, almoço com amigos de indústria, fala com parceiros comerciais)

4 Outras divisões da nossa empresa são mal visitadas

5 Nossa unidade organiza periodicamente reuniões especiais com clientes ou terceiros para adquirir novos conhecimentos

6 Empregados regularmente aproximam-se de terceiros tais como contabilistas, consultores ou consultores fiscais.

Quadro 10 - Itens da escala de capacidade de absorção de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) (Conclusão)

Dimensão Assimilação

7 Nós somos lentos para reconhecer mudanças no nosso mercado (por exemplo, competição, regulamento, demografia)

8 Novas oportunidades para servir os nossos clientes são rapidamente entendidas

9 Analisamos e interpretamos rapidamente a mudança das demandas de mercado

Capacidade de Absorção Realizada Dimensão Transformação

10 Nossa unidade regularmente considera as consequências das mudanças das exigências do mercado em termos de novos produtos e serviços

11 Registros de empregados e loja recentemente adquiriram conhecimento para referência futura

12 Nossa unidade rapidamente reconhece a utilidade do novo conhecimento externo em relação ao conhecimento existente

13 Funcionários mal compartilham experiências práticas

14 Nós laboriosamente agarramos as oportunidades para nossa unidade de novos conhecimentos externos

Capacidade de Absorção Potencial

15 Nossa unidade reúne-se periodicamente para discutir as consequências das tendências de mercado e desenvolvimento de novos produtos.

Dimensão Aplicação

16 São claramente conhecidas como as atividades dentro da nossa unidade devem ser executada

17 As queixas dos clientes não possuem impacto em nossa unidade 18 Nossa unidade tem uma clara divisão de papéis e responsabilidades 19 Consideramos constantemente como explorar melhor o conhecimento

20 Nossa unidade tem dificuldade de implementar novos produtos e serviços

21Os funcionários têm uma linguagem comum sobre nossos produtos e serviços originais.

Fonte: Adaptado de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005).

Para mensurar como as unidades organizacionais utilizam seus mecanismos de coordenação para desenvolver

inovações de natureza exploratória e aplicativa, considerando outros fatores, como desempenho organizacional, moderadores ambientais e antecedentes organizacionais, os autores aplicaram uma escala de concordância Likert de sete pontos..

Os resultados obtidos por Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) demonstram que mecanismos organizacionais, associados a capacidades de coordenação, possuem efeitos positivos e significativos quanto à capacidade de absorção potencial. Desta forma, unidades organizacionais são capazes de adquirir e assimilar novos conhecimentos externos, mas não são capazes de transformar e explorar este conhecimento para obtenção de vantagem competitiva.

Estudos recentes destacam-se pelos esforços no desenvolvimento de escalas para medir o fenômeno capacidade de absorção, muitos deles foram desenvolvidos utilizando escalas prontas. O Quadro 11 apresenta estudos baseados na escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005):

Quadro 11 - Estudos usando Adaptação da escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) para medição da ACAP (Continua) Autor Medidas multidimensionais da Capacidade de Absorção baseado em Jansen Van Den

Brosch e Volberda (2005)

Amostra Método de análise

Fernhaber e

Patel (2012) Aquisição - 6 itens Assimilação - 3 itens Transformação - 6 itens Aplicação - 6 itens 215 pequenas empresas de alta tecnologia estadunidenses Análise de Variância e correlação

Quadro 11 - Estudos usando Adaptação da escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) para medição da ACAP (Conclusão) Autor Medidas multidimensionais da Capacidade de Absorção baseado em Jansen Van Den Brosch e Volberda (2005)

Amostra Método de análise

Cepeda- Carrion, Cegarra- Navarro e Jimenez- Jimenez(2012) Capacidade Potencial – 9 itens Capacidade Realizada – 12 itens 286 grandes empresas industriais espanholas Análise de Variância. Wales, Parida e Patel (2013) Aquisição - 6 itens Assimilação - 3 itens Transformação - 6 itens Aplicação - 6 itens 285 pequenas empresas suecas de base tecnológica Análise fatorial exploratória e confirmatória . Daspit e D’Souza (2013) Aquisição - 6 itens Assimilação - 3 itens Transformação - 6 itens Aplicação - 6 itens 152 empresas de software americanas Teste de fator único de Harman e análise fatorial confirmatória Patel, Kohtamaki, Parida e Wincent (2014) Aquisição - 6 itens Assimilação - 3 itens Transformação - 6 itens Aplicação - 6 itens 147 pequenas empresas suecas de produtos e sistemas de computadores Análise de Variância. Engelen,

Kube, Aquisição - 6 itens Assimilação - 3 itens

219 pequenas e

médias Análise de Variância. Schmidt e Flatten (2014) Transformação - 6 itens Aplicação - 6 itens empresas alemãs de variados setores

O estudo de Fernhaber e Patel (2012) utilizou a escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005), adaptada ao contexto de pequenas empresas, aplicando o estudo aos diretores executivos de 215 pequenas empresas jovens de alta tecnologia nos Estados Unidos.

Fernhaber e Patel (2012) concluem que há um efeito positivo moderador entre a capacidade de absorção e a ambidestria, quanto à relação em forma de U entre a complexidade de portfólio de produtos e desempenho. O estudo sugere uma maior atenção ao papel das características internas da organização para alavancar a capacidade de absorção.

Cepeda-Carrion, Cegarra-Navarro e Jimenez-Jimenez (2012) pesquisaram a relação entre a capacidade de absorção, a inovação das empresas e a identificação de potenciais catalisadores desta relação. O estudo foi desenvolvido com base em 286 grandes empresas Espanholas. O resultado obtido na pesquisa aponta que a capacidade de absorção é um fator determinante ao desenvolvimento da inovação e esta relação pode ser explicada por meio de duas construções.

A primeira construção identificada por Cepeda-Carrion, Cegarra-Navarro e Jimenez-Jimenez (2012) é o contexto de desaprender, importante tanto para a capacidade potencial, quanto para a realizada, pois o velho conhecimento desatualizado e consolidado pode impedir a adaptação à novas configurações podendo atuar como uma armadilha à competência. A segunda é a importância dos sistemas de informação que possibilita a tradução do conhecimento em maior desempenho à organização.

Wales, Parida e Patel (2013) realizaram seus estudos em pequenas empresas suecas de base tecnológica, com base na escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005). O questionário foi dirigido ao diretor executivo das organizações e um total de 285 questionários foram recebidos. Os resultados

sugerem que a orientação empreendedora aumenta os ganhos financeiros da capacidade de absorção. Desta forma, os autores indicam que a orientação empreendedora é essencial para evitar retornos decrescentes da ACAP.

O estudo proposto por Daspit e D’Souza (2013) pretende examinar como as empresas utilizam os recursos da capacidade de absorção: adquirir, assimilar, transformar e explorar conhecimento com a finalidade de aumentar o seu desempenho. O estudo sugere que há uma relação direta e positiva entre as capacidades de aquisição e de transformação. Assim como entre a capacidade transformação e aplicação. Para a verificação das hipóteses, o constructo contou com um total de 152 questionários respondidos.

O questionário replicado dos estudos de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005) foi direcionado aos executivos seniores de empresas da indústria de software dos Estados Unidos de diferentes tamanhos e idades. Após a coleta de dados, utilizou-se o fator único de Harman para examinar a presença de possíveis vieses e, em seguida, foi realizada uma análise fatorial confirmatória, eliminando os itens que não possuem representatividade. Após a análise dos resultados, em geral, a pesquisa de Daspit e D’Souza (2013) demonstrou uma relação positiva entre as quatro dimensões da capacidade de absorção.

No mesmo sentido, no estudo realizado em 314 empresas de alta tecnologia, balizado na escala de Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005), abordando a relação da orientação empreendedora (OE) com a ACAP, Patel, Kohtamaki, Parida e Wincent (2014) propõem que a capacidade de absorção desempenha um papel em aumentar e gerenciar variações nos resultados de inovação. Os autores apontam que a ACAP potencial aumenta os efeitos da OE na variabilidade no resultados de inovação, aperfeiçoando o desempenho da empresa.

Recentemente, em escala baseada em Jansen, Van Den Brosch e Volberda (2005), Engelen, Kube, Schmidt e Flatten (2014) realizam um estudo empírico no contexto de variadas empresas alemãs, entrevistando os diretores executivos de 196 pequenas e médias empresas. O resultado indica que as escolhas estratégias organizacionais devem ser consistentes e que a capacidade de absorção auxilia na implementação da orientação empreendedora para a melhoria no desempenho, especialmente, em empresas atuantes em ambientes turbulentos.

Outros estudos apresentam escalas próprias desenvolvidas com base na literatura base sobre ACAP, referenciando os autores consolidados no assunto para o desenvolvimento dos itens de escala, e ainda, utilizando escalas já consolidadas como orientação para o desenvolvimento de uma escala própria e adaptada à realidade do país em análise, ou mesmo, do setor ou ramo de atividade foco da pesquisa. 2.2.4.2 Escala desenvolvida por Lichenthaler (2009)

Lichenthaler (2009) realizou sua pesquisa em 175 empresas industriais alemãs. O estudo embasado no conceito de Lane, Koka e Pathak (2006) aponta três processos de aprendizagem complementares dentro da capacidade de absorção: aprendizagem exploratória, aprendizagem transformativa e aprendizagem de aplicação ou aplicativa.

A aprendizagem “exploratória” consiste em atribuir valor às atividades de reconhecimento e assimilação do conhecimento externo. Por meio de uma escala Likert de cinco itens, a dimensão “reconhecer” capta as atividades de uma empresa de monitoramento e aplicação ambiental. A escala de quatro itens da dimensão “assimilar” aborda as atividades de absorção de conhecimento de fontes externas, avaliando se as

empresas regularmente estão em contato com fontes de conhecimento externas (LICHTENTHALER, 2009).

Aprendizagem “transformativa” se refere às atividades de manutenção e reativação do conhecimento. Os quatro itens de escala da dimensão “manter” envolvem as atividades de organização, retenção e armazenamento de conhecimento. Os itens capturam ainda o compartilhamento de conhecimento e comunicação dentro da organização. Os quatro itens da escala “reativar” mensuram a capacidade de uma organização em reagir rapidamente às oportunidades a partir do conhecimento existente, além de avaliar a proficiência de uma organização na abordagem das mudanças ambientais por meio da reativação do seu conhecimento (LICHTENTHALER, 2009).

A aprendizagem de “aplicação” ou “aplicativa” compreende as atividades de transmutação e aplicação do conhecimento. Os quatro itens da escala “transmutar” percebem a proficiência de uma organização na combinação de conhecimento existente com o novo. Os quatro itens de escala da dimensão “aplicar” avaliam a facilidade com que as organizações implementam tecnologias em novos produtos e se utilizam processos de melhoria contínua na aplicação de tecnologias. A escala apresentada no Quadro 12 afere, também, se uma empresa implementa regularmente adaptações aos seus produtos (LICHTENTHALER, 2009).

Quadro 12 - Itens da escala de capacidade de absorção de Lichenthaler (2009) (Continua)

Aprendizagem Exploratória Reconhecer

1. Frequentemente escanceamos o ambiente para novas tecnologias 2. Observamos cuidadosamente as tendências tecnológicas

3. Observamos em fontes externas detalhes de novas tecnologias 4. Coletamos informações completas do setor

5. Temos informações completas sobre o funcionamento das tecnologias externas

Quadro 12 - Itens da escala de capacidade de absorção de Lichenthaler (2009) (Continua)

Assimilar

6. Nós frequentemente adquirimos tecnologias fontes externas

7. Organizamos periodicamente reuniões especiais com parceiros externos para adquirir novas tecnologias

8. Empregados regularmente se aproximam das instituições externas adquirindo conhecimento tecnológico

9. Muitas vezes transferimos conhecimento tecnológico para nossas firmas em resposta às oportunidades de aquisição de tecnologia. Aprendizagem Transformadora

Manter

10. Cultivamos completamente os conhecimentos relevantes ao longo do tempo.

11. Empregados armazenam conhecimento tecnológico para futura referência

12. Comunicamos conhecimentos relevantes em todas as unidades de nossa empresa

13. Gestão do conhecimento está funcionando bem em nossa empresa Reativar

14. Reconhecer uma oportunidade de negócio rapidamente depende de nosso conhecimento existente

15. Nós somos proficientes em reativar o conhecimento existente para novos usos

Aprendizagem Transformadora

16. Nós rapidamente analisamos e interpretamos a mudança do mercado demandadas de nossas tecnologias

17. Novas oportunidades com tecnologias existentes para servir nossos clientes são rapidamente entendidas

Transmutar

18. Nós somos proficientes em transformação tecnológica de conhecimento em novos produtos

19. Nós combinamos regularmente ideias para novas tecnologias com novos produtos

20. Rapidamente reconhecemos a utilidade do conhecimento da nova tecnologia para o conhecimento existente

21. Nossos funcionários são capazes de compartilhar seus conhecimentos para desenvolver novos produtos

Quadro 12 - Itens da escala de capacidade de absorção de Lichenthaler (2009) (Conclusão)

Aprendizagem de Aplicação Aplicar

22. Regularmente aplicamos tecnologias em novos produtos

23. Consideramos constantemente como explorar melhor tecnologias 24. Podemos facilmente implementar tecnologias em novos produtos 25. Sabemos como explorar melhor novas tecnologias dentro de nossa empresa.

Fonte: Adaptado de Lichenthaler (2009).

Os resultados encontrados nos estudos de Lichenthaler (2009) enfatizam a natureza multidimensional da capacidade de absorção, além de ressaltarem a importância das capacidades dinâmicas em contextos de alto nível tecnológico e turbulência ambiental.

2.2.4.3 Escala desenvolvida por Cadiz, Sawyer e Griffith (2009)

Por falta de escalas que mensurem o processo de aprendizagem coletiva e transferência de conhecimento nas organizações, os autores desenvolveram duas escalas: uma escala de capacidade de absorção ACAP; uma escala que avalia a medida de envolvimento de uma pessoa com a comunidade de prática – escala de comunidades práticas (ECOP).

Para a realização da pesquisa, os autores obtiveram uma amostra de 1.971 consultores técnicos funcionários da Techco, empresa que fornece soluções de engenharia à 47 países. A amostra final contou com 583 questionários respondidos. A escala disposta no Quaro 13 foi desenvolvida com base nos conceitos de Cohen e Levinthal (1990) reforçados pelos estudos de Todorova e Durisin (2007), sendo dividida pelos autores em três dimensões: avaliação (identificação e filtragem de informações valiosas), assimilação (conversão de novos

conhecimentos em conhecimento utilizável) e aplicação (uso de conhecimento).

Os autores utilizaram uma escala tipo Likert de 7 pontos para cada um dos itens da escala, com itens de 1 = discordo até 7 = concordo totalmente. A análise fatorial confirmatória com 231 respondentes foi utilizada para avaliar a estrutura interna, a convergência e a validade do constructo. Os resultados demonstram que as novas medidas são internamente consistentes e estão relacionadas de forma significativa com outras variáveis organizacionais.

Quadro 13 - Itens da escala de capacidade de absorção Cadiz, Sawyer e Griffith (2009)

Dimensão Avaliação

1. Pessoas da minha equipe são capazes de decifrar o conhecimento que será mais valioso para nós.

2.É fácil decidir qual a informação será mais útil no atendimento das necessidades dos nossos clientes.

3.Nós sabemos o suficiente sobre a tecnologia que usamos para determinar que novas informações são confiáveis.

Dimensão Assimilação

4.O conhecimento compartilhado dentro de minha equipe faz com que seja fácil de compreender novo material apresentado dentro de nossas áreas técnicas.

5.É fácil identificar as conexões entre as partes de conhecimento detidas em conjunto dentro da nossa equipe.

6.Muitos dos novos desenvolvimentos tecnológicos que vêm para a equipe se encaixam bem na tecnologia atual.

Dimensão Aplicação

7. O novo conhecimento técnico disponibilizado pode ser adaptado facilmente ao nosso trabalho.

8.O novo conhecimento técnico pode ser aplicado rapidamente no nosso trabalho.

9.Meus clientes podem se beneficiar imediatamente de novos conhecimentos técnicos aprendidos pela equipe.

O estudo teve como objetivo a projeção e teste de duas novas medidas (ACAP e ECOP) que possam ser utilizadas em pesquisas futuras sobre o ecossistema de transferência de conhecimento organizacional. O estudo proporcionou um melhor mapeamento das construções e medição para investigação sobre as relações simbióticas das diferentes dinâmicas de conhecimento nas organizações. Os resultados da análise confirmatória sugerem que, nas duas amostras para ambas as medidas ACAP e ECOP, os dados se ajustam à teoria existente.

2.2.4.4 Escala desenvolvida por Camisón e Forés (2010) Camisón e Forés (2010) desenvolveram uma escala baseada nos conceitos de Zaha e George (2002), a escala foi dividida em capacidades potencial e realizada. O objetivo do estudo é contribuir para a literatura quanto à multidimensionalidade do constructo ACAP. O estudo foi realizado com micro, pequenas, médias e grandes empresas de diferentes idades em 14 setores da economia espanhola.

O estudo de Camisón e Forés (2010) utiliza um banco de dados de todas as empresas industriais espanholas, registradas no Instituto Nacional de Estatística de Espanha com exceção do setor da energia, com um total de 2.000 empresas. A pesquisa foi desenvolvida utilizando uma análise fatorial aleatória em uma amostra estratificada simples de 952 empresas respondentes. A escala final com 19 itens encontra-se disposta no Quadro 14.

Quadro 14 - Itens da escala de capacidade de absorção de Camisón e Forés (2010) (Continua)

Capacidade de Absorção Potencial Dimensão Aquisição

1. A capacidade para capturar informações relevantes é contínua e atualizada e possuímos conhecimento sobre os concorrentes atuais e potenciais.

2. Monitoramos continuamente o ambiente verificando as variações e tendências, com o intuito de descobrir novas oportunidades a serem exploradas de forma antecipada.

3. Compreendemos a importância da cooperação frequente com P&D nas organizações-universidades, escolas de negócios e institutos tecnológicos, etc., como membro ou patrocinador para criar conhecimentos e inovações.

clientes.

4. Possuímos eficácia em programas estabelecidos com orientação para o mercado interno, com foco no desenvolvimento de aquisição tecnológica das competências dos centros de P&D, fornecedores ou Dimensão Assimilação

5. Possuímos a capacidade de assimilar novas tecnologias e inovações que são úteis ou possuem potencial comprovado.

6. Possuímos a capacidade de usar o nível de conhecimentos, experiências e competências dos funcionários na assimilação e interpretação de novos conhecimentos.

7. A empresa se beneficia quando se trata de assimilar conhecimento de negócios e tecnologias com as experiências bem sucedidas de empresas no mesmo setor.

8. Temos definido o grau em que os funcionários da empresa participam e expõe documentos nas conferências e congressos científicos, são integrados como docentes em universidades ou empresas escolas ou recebem pessoal externo em anexos de pesquisa. 9. Participamos frequentemente de cursos de formação, feiras, conferências e reuniões.

10. Possuímos a capacidade para desenvolver programas de gestão do conhecimento, garantindo à empresa a capacidade de compreender e analisar cuidadosamente conhecimento e tecnologia de outras organizações.

Quadro 14 - Itens da escala de capacidade de absorção de Camisón e Forés (2010) (Conclusão)

Capacidade de Absorção Realizada Dimensão Transformação

11. Entendemos a capacidade da empresa em usar as tecnologias da informação, a fim de melhorar o fluxo de informações, desenvolver a partilha efetiva de conhecimentos e fomentar a comunicação entre os membros da empresa, incluindo reuniões virtuais entre os profissionais

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