• No results found

Ekspertutvalget og Frosta kommune

In document EGEN KOMMUNE? KAN FROSTA BESTÅ SOM (sider 83-86)

Beregnet utgiftsbehov 2014

9. KONKLUSJON OG ANBEFALING

9.1 Ekspertutvalget og Frosta kommune

Componentes únicos - Algumas medidas utilizam a

capacidade de absorção em apenas uma das dimensões – componentes únicos. Nestes estudos, a ACAP é identificada como um componente único ou como uma variável independente em relação a outros fatores. Thuc et al. (2006) analisaram a relação entre a ACAP e o desempenho organizacional. O modelo testado em 173 empresas do Vietnã identificou em seus resultados que, a ACAP possui forte influência na aquisição do conhecimento, possibilitando um maior desempenho organizacional.

Liao et al. (2006) propõe uma escala de capacidade de absorção, replicada em estudos posteriores por Junni e Sarala (2012); Wuryaningrat (2013); Maes e Sels (2014), que aborda a ACAP como um componente único, retratando somente a dimensão “aquisição” em sua escala. O estudo avalia a relação entre a estrutura de relacionamento entre a partilha de conhecimentos, capacidade de absorção de conhecimento e capacidade de inovação. Para a realização do estudo, os autores desenvolveram uma escala com 49 itens: 10 itens de partilha de conhecimento; 12 itens de capacidade de absorção de conhecimento; 18 itens de capacidade inovativa; 9 itens de informações pessoais. A amostra contou com os setores de indústria financeira, médica e bancária de Taiwan. A coleta de dados obteve um total de 355 respostas válidas recebidas. Os autores encontram que a partilha de informação melhora o desempenho organizacional.

O estudo de Liao et al. (2006) utiliza a criação do conhecimento como componente único da ACAP, entretanto, a utilização da ACAP como componente único não capta a

complexidade da ACAP, a transformação deste conhecimento em novos produtos é a base de desempenho superior. A aplicação da capacidade de absorção com todos os seus componentes é o que determina o desempenho inovador (CAMISÓN e FÓRES, 2010).

Máyneza-Guaderrama et al. (2012) utilizam a ACAP como uma variável, no estudo, a transferência de conhecimentos atua positivamente com a cultura organizacional. Cheng et al. (2013) identificam o impacto das capacidades de criação e absorção do conhecimento, na capacidade de inovação de produtos em ambientes turbulentos. Para tanto, os autores avaliam o indivíduo e sua interação com os membros da organização, em 212 empresas Chinesas e, concluem que ambas as capacidade de criação e absorção de conhecimento possuem efeitos positivos individualmente e, quando em conjunto, atuam de forma sinérgica na inovação de produtos, entretanto, a ACAP tende a ser mais lenta em ambientes turbulentos, enquanto, a capacidade de criação de conhecimento aumenta nestes ambientes.

Hughes et. al. (2014) utiliza a capacidade de absorção como um efeito moderador entre as relações de capital social e a aprendizagem organizacional, para a conquista do desempenho superior.

Unidimensional - A ACAP como medida unidimensional em nível operacional utiliza os conceitos da capacidade de absorção como um todo. O maior exemplo é o estudo de Szulanski (1996), baseado na importância do estudo da absorção do conhecimento desenvolvida por Cohen e Levinthal (1990), que está associado à necessidade das organizações identificarem novos conhecimentos no ambiente externo, assimilá-los e aplicá-los. Entretanto, o autor explora somente a falta de capacidade do receptor em reconhecer e aplicar novos conhecimentos. As barreiras identificadas

decorrem da adoção de modelos gerenciais, processos estruturais e procedimentos individuais inadequados.

Szulanski (1996) propõe a descoberta das dificuldades para transferência de práticas internas, que consiste na capacidade de transferir conhecimento adquirido. O estudo analisou as dificuldades internas da transmissão de 58 conhecimentos e apresentou a análise de um conjunto de dados que consiste em 122 das melhores práticas transferidas em oito organizações.

Os estudos de Chou (2005); Wang et. al (2007); Xu e Ma (2008); Bock et al. (2009); Elbashir et al (2011); Gutiérrez Gutiérrez et al. (2012); Junni e Sarala (2013) utilizaram a escala unidimensional de Szulanski (1996). Na elaboração da escala, Szulanski (1996) associa transferência do conhecimento com transmissão de uma mensagem da fonte para o receptor, como ocorre no processo de comunicação. Neste processo são identificados quatro estágios de transferência: iniciação, implementação, ramp-up (identificação e resolução de problemas) e integração.

Ao tratar a ACAP como um constructo unidimensional, Szulanski (1996) apresenta foco insuficiente no conhecimento prévio como um mecanismo de avaliação de conhecimentos, captando somente as dimensões - assimilação e aplicação do conhecimento (CADIZ; SAWYER; GRIFFITH, 2009),

Outro exemplo é a escala proposta por Tu et al. (2006) e replicada nos estudo de Balbinot e Marques (2009) e Ali, Green, e Robb (2013). Tu et al. (2006) abordam a capacidade de absorção como uma fonte de aquisição do conhecimento, desenvolvendo um instrumento válido e confiável para a análise das relações entre a capacidade de absorção, fabricação baseada no tempo e práticas de criação de valor para o cliente. A relação entre a ACAP e a aptidão da empresa na aplicação de práticas de gestão inovadoras foi baseada nos conceitos e dimensões propostas por Cohen e Levinthal (1990). Os autores

sugerem que a capacidade de absorção afeta a capacidade da empresa em adquirir práticas de fabricação com base no tempo e que estas práticas, por sua vez, podem afetar o valor para o cliente.

A escala proposta pelos autores foi desenvolvida a nível operacional e direcionada às práticas da ACAP no processo manufaturado com base no tempo de fabricação. A escala é composta por 29 itens, distribuídos em: 4 itens de conhecimentos do trabalhador; 4 itens de conhecimentos do gestor; 7 itens de redes de comunicação; 7 itens que avaliam o clima na comunicação intraorganizacional; 7 itens que indicam a aplicação do conhecimento.

A escala foi direcionada aos gerentes executivos de 303 empresas manufaturistas de diversos setores dos Estados Unidos. Os resultados indicam fortes relações, positivas e diretas, entre a capacidade de absorção e as práticas de produção baseadas no tempo e forte relação do tempo e práticas de fabricação, agregando valor para o cliente.

Multidimensional - Cohen e Levinthal (1990) indicam

que a ACAP da organização é um constructo multidimensional e como tal, depende não só de investimento e esforços em P&D e outros indicadores proxies operacionais, mas, principalmente, dos aspectos cognitivos do indivíduo, da capacidade individual dos funcionários da empresa, as quais em conjunto, determinam a capacidade de absorção organizacional.

O uso das proxies para mensurar a capacidade de absorção gerou, ao longo do tempo, descobertas conflitantes sobre a natureza e as contribuições da ACAP. Essas falhas sugerem a necessidade de uma medida mais complexa que capture as múltiplas dimensões do conceito. Neste sentido, surgem as formas multidimensionais para capturar a complexidade do constructo (FLATTEN et al., 2011).

Zaha e George (2002) indicam que a ACAP é um constructo multidimensional e, como tal, necessita de métricas que capturem cada dimensão de seu processo de forma apropriada ao contexto de processo ou capacidade dinâmica que envolve a ACAP. As medidas multidimensionais nascem com a característica de eliminar as deficiências dispostas nas operacionalizações preexistentes, tornando-se uma ferramenta essencial mensuração da capacidade de absorção, atendendo a complexidade da essência do constructo (FLATTEN et al., 2011).

O Quadro 9 apresenta as escalas multidimensionais desenvolvidas desde os conceitos seminais de Cohen e Levinthal em 1990 até 2015 e as replicações das escalas desenvolvidas.

Quadro 9 - Escalas multidimensionais de ACAP e suas replicações (1990 a 2014) (Continua)

Escalas Desenvolvidas Adaptações das Escalas Desenvolvidas

Jansen et al. (2005)

Khoja e Maranville (2010); Elbashir et al (2011); Fernhaber e Patel (2012); Cepeda- Carrion et al. (2012); Gong, Zhou e Chang (2013); D'aspit; S´Souza (2013); Schleimer e Pedersen (2013); Wales, Patel e Parida (2013); Engelen et al. (2014); Maes e Sels (2014); Pattel et al. (2014).

Cadiz e al (2009) Griffith e Sawyer (2010)

Linchenthaler (2009) Schleimer e Pedersen (2013); Chang e Lin (2014) Camisón e Fores

(2010) Acosta, Nabi, Dornberger (2012)

Flatten et al. (2011) Flatten et. al (2011); Peltola e Makinem (2014); González-Campo e Ayala (2014) Jiménez-Barrionuevo

et al. (2011) Chang e Lin (2014)

Quadro 9 - Escalas multidimensionais de ACAP e suas replicações (1990 a 2014) (Conclusão)

Escalas Desenvolvidas Adaptações Desenvolvidas das Escalas

Liang et al (2013) - Moos et al. (2013) - Chauvet (2014) - Sciascia, D´Oria, Bruni e Larrañeta (2014) - Thomas e Wood (2014) -

Fonte: Elaborado pela autora, 2015.

Como demonstrado neste capítulo, há diferentes formas de mensurar a capacidade de absorção, estas formas enriquecem o estudo do constructo, entretanto, ocasionam problemas como a dificuldade de comparação dos resultados anteriores e estabelecimento da relevância teórica e gerencial. Portanto, o desenvolvimento de uma medida multidimensional da ACAP contribui para assegurar resultados válidos e facilitar as comparações entre os estudos (ZAHA E GEORGE, 2002; FLATTEN et al., 2011).

O subtítulo seguinte apresenta as diferentes escalas multidimensionais da capacidade de absorção, as quais foram desenvolvidas com o intuito de explorar a complexidade do constructo ACAP, utilizando métricas que capturem cada dimensão do processo de capacidade de absorção (FLATTEN et al., 2011).

In document EGEN KOMMUNE? KAN FROSTA BESTÅ SOM (sider 83-86)