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A Billabong, fundada em 1973 na Austrália pelo surfista e shaper Gordon Merchant e por sua esposa Rena Merchant, nasceu de um desejo que Gordon tinha de criar boardshorts próprios para a prática do surf após ele concluir que, na época, não existiam bermudas com a linguagem e essência do oceano. Assim ele criou a marca que se tornaria a principal representante dos esportes de ação e do lifestyle inspirado pela cultura do surf.

O negócio da Billabong International Limited‟s é comercialização e distribuição tanto no

atacado quanto no varejo de produtos de moda, acessórios, óculos, roupas de mergulho e bens duráveis no setor de boardsport. Possui as seguintes marcas:

Figura 86 – Logotipos das marcas do Grupo GSM. Fonte: www.billabong.com .

A empresa conta com aproximadamente 6000 funcionários no mundo.

Os produtos são licenciados e distribuídos em mais de 100 países e disponíveis em mais de 11.000 pontos de vendas, através de revendedores especializados, lojas próprias e franquias.

Trazida ao Brasil no ano de 2000, pelo Grupo GSM Brasil, a Billabong mantém o comprometimento com o segmento por meio do desenvolvimento de atletas em diversas modalidades de esportes praticados com prancha e por meio do patrocínio de eventos e

competições que valorizam o surf brasileiro. O público alvo da empresa no Brasil são jovens de 18 a 24 anos, da classe A e B, das regiões Sul e Sudeste.

Os valores guias da empresa são: “respeitar o passado, projetar o futuro”; “sucesso através de trabalho em equipe”; “pensar globalmente, agir localmente”; “promover uma cultura de

crescimento e de aprendizagem”.

Os objetivos centrais da Billabong são: “criar produtos inovadores, aspiracionais e de qualidade”; “construir e manter relacionamentos comerciais de sucesso”; “minimizar

desperdícios e nosso impacto sobre o meio-ambiente”; “atrair e reter pessoas motivadas e

apaixonadas pela nossa organização”; “obter o mais elevado lucro líquido como percentual de vendas em nosso setor”; “ser respeitado como sendo a marca líder no estilo de vida de esporte sobre pranchas”.

Com mais de 1400 pontos de venda no Brasil, a Billabong desenvolve e distribui produtos para surf, praia, neve e vestuário e acessórios masculinos e femininos, para mais de 100 países e possui lojas espalhadas pelas principais cidades do mundo, entre elas Nova York, Sidney, Tóquio, Honolulu, Londres, Los Angeles e Barcelona. No Brasil, as lojas monomarcas estão localizadas nas principais capitais como: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. As filiais e franquias da Billabong, no Brasil são:

Figura 27 – Lojas Billabong no Brasil. Fonte: www.billabong.com.br.

Por ser uma empresa de capital aberto, tem suas ações comercializadas na Bolsa de Valores da Austrália e é reponsável por grande parte da arrecadação do setor que, segundo pesquisa realizada em 2008 pela Toledo Associados, cresceu 100% nos últimos cinco anos, movimentando aproximadamente cinco bilhões de reais. A pesquisa também estima que existam mais de 1,1 milhão de consumidores do segmento.

Em um mercado tão competitivo e em constante crescimento, a Billabong destaca-se por produzir uma vasta gama de produtos que incluem linhas especiais como a Billabong Girls, criada para atender o desejo feminino de roupas contemporâneas que traduzam o universo do surfe sem abrir mão da feminilidade, a linha especial de boardshorts, composta por mais de 60 modelos com estampas e acabamentos diferentes, a Recycler Series, coleção produzida com matérias-prima: como bambú, garrafa pet, entre outros.

As coleções colaborativas desenvolvidas em parceria com personalidades, como os boardshorts assinados pela banda Green Day e Sepultura. A coleção de roupas masculinas assinadas pelo surfista e ativista do meio ambiente, Rasta, e pelo músico e surfista Donavon Frankenreiter, além da Bob Marley Collection coleção desenvolvida em homenagem ao mais famoso músico jamaicano, também fazem parte da linha de produtos especiais desenvolvidos pela marca.

Entre os mais de 25 atletas apadrinhados pela marca estão os surfistas da elite internacional Joel Parkinson, Mark Occhilupo aka Occy, Taj Burrow, o músico e surfista Donavon Frankenreiter, entre outros. Também constam nessa lista os atletas de wake: Shawn Watson, Erik Ruck e Brian Grubb, os brasileiros do surf: Ricardo dos Santos, Yan Daberkow, Perterson Crisanto, Filipe Toledo e Davi Toledo, e as surfistas Silvana Lima e Maya Gabeira, principais representantes do surf feminino brasileiro no mundo.

Como forma de inserir novos atletas no esporte e de desenvolver as técnicas de sua equipe brasileira, a marca patrocina eventos como o Billabong Pro, etapa brasileira do ASP World Tour, primeira divisão do surfe mundial e o Circuito Billabong Brasileiro de Surfe, evento que serve como base de preparação para novos talentos de até 18 anos. O Billabong Colegial de Surf (realizado no Rio Grande do Sul) e a etapa brasileira do mundial Pro Junior, prova que classifica os melhores atletas de até 21 anos para o Billabong World Junior, evento que reúne anualmente na Austrália a nova geração do surfe, também fazem parte das ações da marca.

Entre os diversos projetos patrocinados pela Billabong também estão o FestivAlma, maior evento da cultura surf da América Latina, e o Bom na Escola, Bom no Surfe, projeto criado em 2001 pela Escolinha de Surfe da praia da Baleia, em São Sebastião/SP, com intuito de fazer com que os alunos se desenvolvam paralelamente na escola e no esporte. Os melhores alunos recebem aulas semanais com instrutores profissionais.

Entre as ações internacionais destacam-se o Billabong XXL Global Big Wave Awards, evento similar ao Oscar, voltado para a premiação dos melhores surfistas em ondas grandes no mundo, o Billabong Pro Mundaka e o Billabong Pipeline Masters, etapas importantes do ASP World Tour, além do Billabong Innsbruck Air e Style e do Billabong Design For

Humanity (DFH), evento que mescla moda, música, arte e ação social em um único espaço e que teve sua primeira edição brasileira realizada em dezembro de 2010, em São Paulo.

De acordo com o relatório da empresa, denominado “FULL FINANCIAL REPORT 2010 –

11”, fechado em 30 de junho de 2011, as vendas do grupo ultrapassaram US$ 1,683.3 milhões, excluindo-se os royalties, representando um crescimento de 23,8% na média, sendo que nas Américas, o aumento foi de 32,5%, na Europa 11,5% e na Austrália 19,5%.

Toda a definição estratégica da empresa é baseada em relatórios que são revisados pelo CEO, que define os recursos que serão destinados para cada segmento. O negócio é analisado pela perspectiva geográfica e dividido em três grandes regiões: Australásia, Américas e Europa. Cada área geográfica é analisada de forma separada e são consideradas as vendas no segmento de surf, skate e de roupas e acessórios para neve.

As áreas geográficas são assim organizadas:

Australásia - composta por: Austrália, Nova Zelândia, Japão, África do Sul, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia, Korea do Sul e Hong Kong.

Américas - composta por: Estados Unidos, Canadá, Brasil, Peru e Chile.

Europa - composta por: Austria, Bélgica, República Checa, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo e Espanha.

Segundo o CEO da empresa (Derek O‟Neill), os dados básicos de 2010/2011, apurados em

Figura 28 – Resumo Financeiro Billabong.

Fonte: Billabong International Limited - Full Financial Report 2010-2011, p. 79.

Apesar dos resultados citados, o relatório anual também destacou alguns problemas, tais como: a margem do EBITDA caiu de 17,1% para 11,4% e ligeira queda da margem bruta de 54,4% para 53,8%. Isto fez com que os objetivos estratégicos para o próximo ano fossem revistos, com vistas a reposicionar o negócio, principalmente no que tange à área de vendas, visando tornar o negócio mais sustentável e rentável em médio e longo prazo.

Segundo o CEO da empresa, uma série de iniciativas estão sendo executadas para melhorar os resultados da empresa. Algumas delas são globais, como é o caso da padronização dos sistemas de TI do grupo, racionalização dos custos e melhoria nos fluxos dos processos. O foco é tornar o modelo de negócios ainda mais robusto e melhorar a experiência de compra dos clientes. De acordo com o relatório financeiro de 2010/2011 apresentado, estas iniciativas já estão dando frutos, uma vez que o grupo conseguiu um crescimento, principalmente nas Américas, conforme demonstram os resultados:

Américas – vendas US$ 843,7 milhões, com um aumento de 32,5% Europa – vendas de US$ 337,6 milhões, com um aumento de 11,5% Australasia: – vendas de US$501.9 milhões, com um aumento de 19,5

Em síntese, o que foi realizado em 2010/2011, de acordo com o relatório anual financeiro, disponibilizado em 23/09/2011, foi: a) revisão dos processos de negócio para suportar a mudança que ocorreu entre as vendas no atacado e no varejo; b) melhoria da visibilidade de inventários; c) maximização das oportunidades de vendas; d) revisão dos processos operacionais do varejo; e) integração dos dados em uma única plataforma de TI; f) consolidação de múltiplos depósitos em um único Centro de Distribuição na Austrália; g) foco no comércio eletrônico (esperando uma venda de aproximadamente US$ 200 milhões para 2015); h) melhoria da gestão visando o aumento nas margens brutas e a redução dos custos de manufatura e logísticos; i) melhoria nas negociações dos pontos de venda; j) melhoria nos processos de compras, visando reduzir os custos dos produtos e melhorar os processos ao longo da cadeia; l) foco no aumento da penetração no varejo e não apenas no atacado; m) melhoraria na eficiência para possibilitar o retorno no capital investido; n) melhoria da experiência de compra do consumidor, por meio do controle mais efetivo de inventário; entre outras.