3. Makt og tillit
3.2 Tillit
3.2.4 Tillit til mennesker og tillit til ekspertsystemer
Ferramentas SV Ponto de Articulação Raíz Laríngeo
C.G. (C.G) Cont (Oclusiva) Oral (Nasal)
Vocálico (Lateral)
Periférico Coronal
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O termo marcação foi proposto por Trubetzkoy pela primeira vez (1939: 66). No entanto, este conceito foi adquirindo novos sentidos (Haspelmath, 2005: 27) e perde, sobretudo, a ligação a uma teoria em particular, para além de ser difícil de apresentar uma definição (De Lacy, 2006: 1; C. Silva, 2011: 18).
Haspelmath (2006: 25) considera que o conceito de marcação é supérfluo e ambíguo, para além de ter várias aceções.
A referida autora divide a multiplicidade de conceitos em três grandes grupos: i) complexidade;
ii) dificuldade; iii) fora do normal5;
Incluidos nestes três eixos são apresentadas 12 aceções (Haspelmath, 2005) que o conceito marcação foi adquirindo com diferentes autores e com teorias diferentes:
I. Marcação como complexidade
1. marcação como especificação de uma oposição fonológica- presente em Trubetzkoy (1931), no âmbito da sua teorização da noção de oposição (exemplo: /t/ mais marcado que /d/). Quanto um elemento apresenta uma marca que o outro não tem, por exemplo vozeado, esse elemento transporta a ‘marca’ vozeado. Neste sentido, marcação é um conceito ligado às oposições fonológicas, estando relacionado com a oposição presença/ausência de um traço (Haspelmath, 2005: 28).
2. marcação como uma oposição semântica–oposições que transmitem significado lexical e gramatical (Haspelmath, 2005: 28). Por exemplo, dog é o termo menos marcado porque pode aplicar-se ao feminino ou masculino;
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3. marcação como codificação–oposição mais marcado/ menos marcado (marcado com zero (Haspelmath, 2005:30)). De acordo com Haspelmath (2005), a oposição presente passado em inglês é um exemplo desta aceção de marcação. O presente é não marcado e o passado é marcado (exige a junção de uma marca ‒ ed). Uma categoria é marcada quando tem uma marca, um código, enquanto que
a outra tem marca zero (ausência de marca);
II. Marcação como dificuldade
4. marcação como dificuldade fonética- Haspelmath (2005:31) propõe que esta aceção se aplique à dificuldade fonética e a factores externos, nomeadamente: frequência e regularidade da mudança fonética;
5. marcação como dificuldade morfológica– algumas estruturas morfológicas são menos preferidas do que outras porque são mais complexas (Haspelmath, 2005: 31). O s como marca do plural é menos marcado;
6. marcação o como dificuldade conceptual- associada ao uso menos frequente de determinadas estruturas gramaticas, por exemplo, a estrutura da passiva (Haspelmath, 2005: 32). O plural também é mais marcado do que o singular, uma vez que exige mais esforço mental e mais tempo a processar.
III. Marcação como raridade/fora do comum6
7. marcação como textual- relaciona-se com a frequência de ocorrência em textos e com a correferência nos textos. A referida autora considera, por exemplo, que a referência com o sujeito é mais marcada;
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8. marcação como raro a nível extralinguístico. De acordo com Haspelmath (2005), para situações marcadas as expressões utilizadas pelas línguas são mais complexas;
9. marcação tipológica. A posição de coda é mais marcada do que a de ataque 10. marcação distribucional- os segmentos mais complexos estão mais restringidos
a nível dos contextos fonotáticos em que podem ocorrer (Haspelmath, 2005: 35); por exemplo, a ordem objecto/verbo é marcada porque está restringida à negação (em inglês);
11. marcação como desvio do padrão por defeito-o formato não marcado é o formato preferido por defeito, enquanto que o marcado só será escolhido se existem contextos que condicionem a sua escolha (Haspelmath, 2005: 36); 12. marcação como uma correlação multidimensional- um conceito de marcação
mais abrangente, que contempla todas as aceções (Haspelmath, 2005: 38).
Como se constata pelas aceções apresentadas por Haspelmath (2005), são recorrentes noções como complexidade, raridade e dificuldade, sendo estes os três grupos em que a autora insere as diferentes aceções de marcação.
Segundo um outro autor, De Lacy (2006)7, o conceito de marcação “refers to the tendency of language to show a preference for particular structures or sound”. Chang et
al. (2001:82), por seu turno, definem marcação como “an effect due to crosslinguistic,
universal frequency of occurrence”.
A marcação aplica-se a nível da fonologia aos traços distintivos, segmentos, estruturas silábicas e acento (C. Silva, 2011). Para este estudo apenas terão sido em conta os dados dos segmentos e estruturas silábicas, a nível da aquisição.
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3.1.1.1. Critérios de marcação
A marcação, de acordo com De Lacy (2006), faz parte da competência linguística e é determinada por critérios centrais (De Lacy, 2006; Elšik & Matras, 2006; C. Silva, 2011), dos quais salientamos três porque estão mais diretamente relacionados
com o tema desta dissertação:
i) a frequência–as estruturas marcadas são menos frequentes (Haspelmath, 2005; Elšik & Matras, 2006:15-17);
ii) a universalidade–existe uma preferência universal pelo não marcado (Kenstowicz, 1994:62);
iii) a aquisição da língua–a criança adquire primeiro as estruturas não marcadas (Jakobson 1941; Fikkert, 1994; Levelt, Schiller, & Levelt, 2000; C. Silva, 2011:23), como é o caso do formato de sílaba CV (Levelt, Schiller, & Levelt, 2000).
Adotaremos os conceitos de frequência, de universalidade e de aquisição como critérios centrais para a noção de formato marcado. Estes critérios apresentam-se como os critérios mais adequados para a análise do comportamento da sequência /#(∅)SC/.
Um primeiro aspeto a salientar é que a sequência /#(∅)SC/ está presente num grande número de línguas (Chang, Plauché e Ohala, 2001:82; Rose, 1997:1968), podendo considerar-se frequentes. Além disso, tendo em conta a literatura, a criança
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Rose (1997:196), por exemplo, defende que a aquisição dos grupos consonânticos está relacionada com a frequência.
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adquire primeiro o formato não marcado; por isso, torna-se importante determinar a ordem da aquisição das fricativas e da produção da sequência /#(∅)SC/.
A ordem da aquisição pode ser um pista importante para concluir se a sequência /#(∅)SC/ é marcada ou não marcada, bem como contribuir para a compreensão das estratégias de reparação utilizadas. Com este objectivo em mente, na secção seguinte analisaremos a aquisição da sequência /#(∅)SC/ em diferentes constituintes (em ataque e em coda), tendo em conta que o nosso objetivo é contribuir para a compreensão do estatuto prosódico da fricativa na sequência /#(∅)SC/ em início de palavra.
Assim, conclui-se que a tendência geral seria para que as gramáticas iniciais permitissem a emergência do formato não marcado (Demuth, 1995: 13; Fikkert, 1995: 49) que é o mais frequente, universal e o primeiro a ser adquirido.