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Tillit i et relasjonelt perspektiv og organisasjonsoppbygging

In document Ledelse i relasjonelt perspektiv (sider 86-89)

5. Lotusdalen skole

5.3 Intervju med rektor og inspektør

5.3.3 Tillit i et relasjonelt perspektiv og organisasjonsoppbygging

Esta proposta tem por base a teoria de Fudge (1969), bem como de Van der Wiejer (1994). Segundo esta hipótese explicativa, a representação seria /sk./. Segundo o referido autor existem fortes argumentos que justificam esta hipótese: um segmento

31 Kiparsky (1979: 434), em estudos sobre o inglês, defende o seguinte: “ a special dispensation which

allows a cluster of descending sonority in the onset, providing that its first member is s; that is, sp, st, sk, may begin syllables even though s is higher […] than p, t, k.”

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complexo, semelhante a uma africada invertida, apresentando mesmo um esquema igual para as africadas e para a sequência em estudo (Van der Weijer, 1994: 90). Como se pode constatar na figura 27:

Figura 27- Representação para africadas e para a sequência fricativa+obstruinte (Van der Weijer, 1994:90)

Segundo Van der Weijer (1994: 168), os exemplos do pretérito do gótico podem ser exemplificativos do facto de estarmos perante um segmento complexo, semelhante a uma africada invertida (fig.27), visto terem um comportamento semelhante às consoantes simples em ataque e distinto dos grupos consonânticos, como se pode ver pelos exemplos seguintes:

(11) haita haihait (era chamado)

(12) fraisa faifrais (tentei)

(13) (ga)-stalda staistald (eu adquiri)

(Van der Weijer, 1994: 168)

Affricates /s/ plus stop clusters

C [cont] [stop] Place C [cont] [stop] Place

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Como se vê no exemplo (11) o grupo consonântico em ataque é simplificado, enquanto que no exemplo (13), com a sequência fricativa+obstruinte, mantém-se, é reduplicado.

Um segundo argumento de Van der Weijer (1994) reporta-se ao perfeito do sânscrito, visto nestes exemplos, ao contrário do que acontece nos grupos consonânticos complexos, haver uma simplificação do primeiro elemento, que é eliminado, como se pode observar nos exemplos seguintes:

raíz Perfeito (sânscrito)

(14) prath pa-prath espalhar

(15) dru du-.dru correr

(16) skand ka-skand-a saltar

(17) stu tu-stu elogiar

(Van der Weijer, 1994: 169, negrito nosso)

O autor refere ainda exemplos de empréstimos do cingolês, que serão também referidos nos exemplos dos empréstimos (vd. 6. 3). No que se refere aos empréstimos do holandês para o cingolês é sempre inserida uma vogal epentética no caso dos grupos consonânticos, como se pode ver nos exemplos seguintes:

(18) plan Palana plano

(19) trap tarappu-va lanço de escadas

(20) prop poroppa-ya cortiça/ rolha

(Van der Weijer, 1994: 175)

Por outro lado, no caso de /sC/ a vogal introduzida é protética, não se regista, portanto, um comportamento igual aos grupos consonânticos, como se pode obervar em (21), (22) e (23).

(21) spatie ispasu-va espaço

0% 20% 40% 60% 80%

ditongo vogal [i] vogal [ɨ] ditongo vogal [i] vogal [ɨ] Produção Segmentação

Vogais iniciais na sequência gráfica "ex+C"- 5º ano

Porto Lisboa

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(22) strijkijzer stirikka-ya/istrikka- ya

ferro

(23) stoep stoppa-va/istoppa-va caminho

(Van der Weijer, 1994: 173)

No entanto, a proposta da existência de um segmento complexo inicial, no holandês, pode ser questionada com base nos seguintes argumentos:

i) não respeitaria o Princípio de Sonoridade (Fikkert, 1994: 110);

ii) são adquiridos pelas crianças antes dos ataques simples, nomeadamente com fricativas (Fikkert, 1994: 110-111). Caso fosse um segmento complexo seria adquirido depois dos ataques simples;

iii) as crianças falantes do holandês introduzem uma vogal epentética (Fikkert, 1994: 110), o que não seria necessário se fossem um segmento complexo;

iv) quando há redução, o /s/ é o primeiro segmento a ser eliminado (Fikkert, 1994:117). Caso fosse um segmento complexo os dois elementos seriam preservados ou eliminados os dois.

v) Os exemplos apresentados por Van der Weijer (1994) não são do holandês, portanto não se apresentam como provas irrefutáveis para esta língua, na nossa opinião.

5.4.2. /s/ extrassilábico

A nível do holandês, a teoria mais marcante assenta na noção de extrassilabicidade (Fikkert, 1994), bem como a aceitação da fricativa coronal (/S/) como um apêndice ou um adjunto (Booij, 1984:27). Booij (1984: 28) questiona esta

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explicação porque se /S/ for um apêndice pode ocorrer em qualquer posição e /sC/ e

/sCC/ não ocorrem em meio de palavra no holandês.

Fikkert (1994:44) considera que o ataque é opcional em holandês. Portanto, esta autora assume que nos ataques fricativa+obstruinte o /s/ é extrassilábico e é legitimado pela palavra fonológica, com base na proposta apresentada por Trommelen (1984)32. Os argumentos que fundamentam a proposta da autora são os seguintes:

i) o /S/ é muitas vezes segmentado como coda da sílaba anterior (Fikkert, 1994: 118);

ii) as crianças adquirem este ataque quando ainda não adquiriram a fricativa (Fikkert, 1994: 111);

iii) as crianças tendem a inserir uma vogal epentética, o que contraria o argumento de o ataque fricativa+obstruinte ser um ataque complexo. Aliás, a epêntese apenas ocorre nas sequências /#(Ø)SC/ (Fikkert, 1994:117).

No holandês, a hipótese explicativa mais frequente propõe que a fricativa seja coda, um pouco à semelhança das propostas para o PE. A diferença reside no facto de o /s/ ser considerado extrassilábico e por isso ser admitido em posição inicial. Trata-se da única consoante que pode ser admitida nesta posição no holandês. Esta explicação está relacionada com a tradição descritiva desta língua que aceita a existência de consoantes extrassilábicas (Trommelen, 1984).

Quadro 13- Quadro síntese das propostas para o holandês

Proposta Explicação/ Argumentos

32

Trommelen (1984: 112) defende as vantagens de se adotar a interpretação da extrametricidade 32 da fricativa no holandês: “reveals the full advantage of the notion of extrametrical s; it is the only leftmost consonant allowed in a cluster of three. Furthermore, we see that in each case s attaches to a grammatical onset of two: a pair of rightmost consonant in a cluster of three is disallowed as an independent onset of two.”

151 Extrassilabicidade do /s/ (Fikkert, 1994; Trommelen, 1983; São apêndices (Booij, 1984: 26)

Semelhante a Trommelen.

Segmentos complexos (Van der Weijer, 1994)

 a extrassilabicidade da fricativa evita a violação do Princípio de Sonoridade e da Condição de Dissemelhança.

Fikkert (1994) baseia-se nos seguintes dados:

 As crianças holandesas inserem vogal antes do /s/, que fica em coda33;

 o /s/ inicial é produzido pelas crianças quando ainda não são produzidas em ataques simples, nomeadamente as fricativas;

 a fricativa é o único segmento que surge num ataque de três consoantes no holandês (Trommelen, 1984);

 liga-se a um ataque de dois segmentos;

 Não ocorria violação do Princípio de Sonoridade;

A sequência não apresenta comportamento semelhante ao dos grupos consonânticos em ataque nas seguintes situações:

1. nos dados do perfeito do gótico; 2. nos dados do sânscrito;

3. nos empréstimos do cingolês.

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