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Theme 4: Possible Ways on How to Overcome Challenges in Teaching and Learning of

Fonte: World Maps Online [Em linha] [Consult. 10 Out. 2007]. Disponivel em < worldmapsonline.com/UnivHist/30461_6.gif > Editado por nós.

Coincidindo com os conflitos na China e na Coreia, ganhavam vigor as muitas guerrilhas comunistas e independentistas no Sudeste Asiático, em particular, na Indochina Francesa. Ainda antes da chegada do Corps Expéditionnaire Français en Extrême-Orient, o comunista Ho Chi Minh declarara a independência da República Democrática do Vietname, em 2 de Setembro de 1945. A reconquista francesa iniciou-se pouco depois, mas sem conseguir eliminar as resistências lideradas pelos comunistas Partido Popular Revolucionário do Kampuchea (PPRK), Pathet Lao e Viet Minh fortemente implantados nas zonas rurais. Nesta altura, os EUA mostravam-se críticos da postura neocolonial francesa, chegando o próprio Ho Chi Minh (1946) a solicitar a intervenção do Presidente Truman no sentido da independência vietnamita. Pressionados, os franceses instituíram Monarquias

51 33.600 soldados americanos mortos, aos quais se acrescentam mais 3.140 de outras forças internacionais;

520.000 mortos sul-coreanos, dos quais 2/3 eram civis; sendo muito mais imprecisos os números dos países comunistas, as perdas sino-coreanas ter-se-ão situado, globalmente, acima do milhão de mortos (Droz e Rowley, 1991: 169).

Constituicionais no Laos e no Camboja, em 1947 e criaram também um contra-peso à República Democrática do Vietname com a proclamação de um Estado do Vietname52, com capital em Saigão e chefiado pelo Imperador Bao Dai a quem os franceses recorreram fazendo regressar do exílio forçado. Beneficiando da vitória comunista na China, o Viet Minh e os outros movimentos comunistas passaram a ter uma importante “retaguarda de apoio”. A situação deteriorava-se, subitamente, para a França que procurou transformar a sua guerra de reconquista colonial em cruzada anti-comunista obtendo, finalmente, auxílio dos EUA. Com o afluxo de meios a chegarem aos dois lados, os combates intensificaram-se. Em grandes dificuldades, a França reconheceu, em Novembro de 1953, as independências do Camboja e do Laos, governados pelas monarquias constitucionais de 1947 mas que continuaram a enfrentar as persistentes guerrilhas comunistas. No quadro de uma Guerra cada vez mais impopular e impossível de vencer, a França partiu para as negociações de paz em nítida posição de fraqueza.

A Conferência de Genebra (Abril-Julho de 1954) terminou oficialmente com a “Primeira Guerra da Indochina” e a presença francesa no Sudeste Asiático: reconheceram-se as independências do Laos e do Camboja; o Vietname ficava “temporariamente” dividido pelo Paralelo 17º - a Norte, a República Democrática do Vietname com capital em Hanói e sob o domínio do Viet Minh comunista e a Sul, com capital em Saigão, o Estado do Vietname, com um inseguro regime anti-comunista -, devendo a unificação ocorrer pacificamente no prazo de dois anos; e acordou-se que toda a antiga Indochina Francesa seria neutral.

IV.1.2. Os Sistemas de Alianças

Enquanto na Europa os EUA e a URSS montaram sistemas de alianças baseados em organizações multilaterais de defesa colectiva, respectivamente, NATO e Pacto de Varsóvia, na Ásia Oriental o sistema de alianças predominante era de tipo bilateral, tipicamente, entre uma superpotência e um parceiro regional, numa rede de pactos bilaterais ligados aos respectivos sistemas regionais e globais.

O alinhamento da Mongólia no “campo” soviético operou-se com naturalidade e sem qualquer dificuldade já que tinha, desde os anos 1920, um regime comunista liderado por Khorloogiyn Choybalsan e era, há décadas, um Estado satélite/protegido de Moscovo, situação alicerçada durante a II Guerra Mundial53. No plebiscito de Outubro de 1945

52 Este novo Vietname tinha, formalmente, independência diplomática e também um “Exército Nacional”, criado

e comandado pelos franceses e que actuava como força supletiva da França na Indochina.

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A Mongólia fora invadida na Primavera-Verão de 1939 pelas forças japonesas estabelecidas na Manchúria, tendo um exército sovieto-mongol chefiado pelo General soviético Georgi Zhukov resistido à invasão e derrotado os japoneses. As hostilidades terminaram, em Setembro de 1939: a URSS e o Japão assinaram uma trégua e estabeleceu-se uma comissão para definir a fronteira Mongol-Machuriana. Depois, por ocasião da assinatura do Pacto de Neutralidade URSS-Japão, em 13 de Abril de 1941, Moscovo obteve de Tóquio o

patrocinado pelos soviéticos, a Mongólia confirmou a opção pela independência face à China e, em Fevereiro de 1946, já a República Popular da Mongólia e a União Soviética assinavam um Tratado de Amizade e Assistência Mútua e um primeiro Acordo de Cooperação Económica e Cultural, tendo os mongóis adoptado nesta altura o alfabeto cirílico. Choybalsan morreria, em Janeiro de 1952, mas o novo Secretrário-Geral do PC Mongol que lhe sucedeu, Tsedenbal, continuou fielmente aliado de Moscovo: em 1962, a Mongólia tornou-se o primeiro país não europeu a aderir ao COMECOM e, em 1966, os dois países formalizaram um Tratado de Segurança ao abrigo do qual as forças soviéticas estacionariam na Mongólia, então já muito num espírito anti-China.

A Coreia do Norte também foi facilmente integrada no sistema soviético. Desde que ocupou o território a Norte do Paralelo 38º como “força libertadora”, em Agosto de 1945, a URSS sempre patrocinou o regime comunista de Kim Il Sung, ainda que tenha temporariamente retirado dali o seu dispositivo militar, em 1948, e se tenha mantido equidistante durante a Guerra da Coreia. A aliança URSS-RPDCoreia seria formalizada pelo Tratado de Segurança Mútua, em Junho de 1961 –no mês seguinte, o regime de Pyongyang celebrava um Tratado idêntico com a RPChina.

Mesmo desconfiando de Mao e dos comunistas chineses e de não querer confrontar os EUA por causa da China, Estaline acabou por aceitar estabelecer, em Fevereiro de 1950, uma Aliança formal com a recentemente proclamada RPChina, mercê da pressão de Mao que se deslocou propositadamente a Moscovo para conduzir as negociações e convencer o líder soviético. Prevista com um prazo de 25 anos, a aliança URSS-RPC não impediria, contudo, a ruptura e conflitualidade entre as duas grandes potências comunistas menos de uma década depois.

O Vietname foi outra unidade do sistema de segurança soviético na Ásia Oriental, permitindo à URSS projectar poder e influência no Sudeste Asiático. Embora os soviéticos cedo tenham apoiado o Viet Minh contra a França, o apoio a Hanói seria particularmente relevante na Guerra do Vietname contra os EUA (através do território chinês) e, sobretudo, na “Terceira Guerra da Indochina” que oporia o Vietname ao Kampuchea dos Khmers Vermelhos e à RPChina. Efectivamente, Moscovo aproveitaria a retirada americana da Indochina para reforçar os laços com a República Socialista do Vietname unificado (por via deste, colocando também sob sua influência o Laos e, depois o Camboja), consolidando o “cerco” à RPChina: em 1978, o Vietname aderiu ao COMECOM e celebrou com a URSS um