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In document European Minimum Wage: (sider 41-46)

Grande j úbilo m arcou para nós a noit e de 1 4 de out ubro de 1 9 5 4 . N a fase t erm inal de nossas t arefas, o Espírit o José Xavier, at ravés dos canais psicofônicos, a visou- nos frat ernalm ent e:

— “Esforcem o- nos por ent relaçar pensam ent os e preces, por alguns m inut os, pois receberem os, na noit e de hoj e, a palavra, dist anciada em bora, de quem há sido, para m uit os de nós, um anj o e um a benfeit ora. N osso grupo, em sua feição espirit ual, deve perm anecer at ento. N est e inst ant e, aproxim ar- se- á de nós, t ant o quant o possível, a grande Teresa d’Ávila e, assim com o um grão de areia pode, em cert as sit ua ções, reflet ir a luz de um a est rela, nosso conj unt o receber- lhe- á a m ensagem de carinho e encoraj am ent o, at ravés de fluidos t eledinãm icos. A m ent e do Chico est á preparada agora, qual se fosse um recept or radiofônico. Repet irá, aut om at icam ent e, com cert a zona cerebral m ergulhada em absolut a am nésia, as palavras de luz da grande alm a, cuj o nom e não ousarei repet ir. Rogam os aos com panheiros se m ant enham em oração e silêncio, por m ais dois a t rês m inut os.”

Preparado o grupo, t ivem os a felicidade de ouvir a nossa abnegada benfeit ora espirit ual,

cuj a m ensagem falada nos at ingiu os corações, com o sendo sublim e proj eção de am or e luz.

Por m uito se adiante a alm a no tem po, há sem pre tem po para que a alm a reconsidere a estrada percorrida, abastecendo- se de esperança no am or daqueles a quem am a, assim com o o viaj ante no m ar provê a si m esm o de água doce, a fim de seguir à frente.

«Há tem po de sem ear e tem po de colher» — diz- nos a experiência da Escritura.

E, se j untos partilham os a prom essa, não seria j usto olvidarm o- nos uns aos outros no dia da realização.

«Deixai crescer reunidos o trigo e o j oio, até que venha a ceifa» recom endou por sua vez o Senhor.

Entretanto, a palavra de sua Sabedoria não nos inclina à indiferença. E, lem brando- a, não curam os de ser o trigo porque hoj e nos vej am os fora do escuro sedim ento da carne e nem insinuam os sej ais vós o j oio por perm anecerdes dentro dela.

Recordam os sim plesm ente que todos trazem os ainda no cam po das próprias alm as o j oio da ilusão e o t rigo da verdade, necessit ados da m ercê do Celest e Cult ivador.

I rm ãos, não é apenas por regalar- se o espírito na confiança que se lhe descortinarão as portas da vida glorificada, m as sim por se lhe acendrarem o conhecim ento e a virtude, através do trabalho bem sofrido e da caridade bem exercitada.

Outrora, buscávam os a paz na quietude do claustro, na suposição de que a vitória pudesse brilhar a distância da guerra contra as nossas próprias faltas, e disputávam os a posse do santo sepulcro do Excelso Rei, ao preço de sangue e lágrim as dos sem elhantes, com o se lhe não devêssem os o próprio coração por escabelo aos pés divinos.

Hoj e, porém , dispom os de suficiente luz para o cam inho e não seria lícito perm utar o pão da sabedoria pelo fel da loucura.

Enquanto os séculos de som bra e im penit ência se escoam no pó do m undo, preparai nesse m esm o pó, erigido em tabernáculo de carne, os séculos futuros, em que nos reunirem os de novo para a exaltação do triunfo eterno.

Enalteçam os o sacrifício, aprendendo a renunciar para possuir, a perder para ganhar e a m orrer para viver.

Por algum tem po ainda padecerem os o cativeiro das nossas culpas e transgressões, m as, em breve, aceit ando o trilho escabroso e bendito da cruz, exalçarem os, diante da Maj estade Divina, a nossa libertação para sem pre.

Que o Senhor sej a louvado.

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UM AN TI GO LI DADOR

Encerrando as nossas at ividades socorrist as na reunião de 2 1 de out ubro de 1 9 5 4 , fom os reconfort ados com a visit a do I rm ão Ernest o Senra, ant igo lidador dos arraiais espirit ist as de Minas Gerais.

Foi ele um dos fundadores do “Cent ro Espírit a Am or e Luz”, a prim eira organização dout rinária de Pedro Leopoldo, inst alada em 5 de fevereiro de 1 9 0 3 , em prest ando, anos m ais t arde, sua valiosa colaboração às casas espírit as de Belo Horizont e.

Sua palavra de com panheiro esclarecido e perspicaz denot a grande conhecim ent o de nossa vida m ent al e de nossas necessidades dout rinArias, m erecendo, por I sso, a nossa j ust a at enção.

I m aginai pequena bandej a de papel sobre um ím ã.

As partículas de ferro organizar- se- ão, segundo as linhas de força do cam po m agnético por ele estabelecido.

Mentalizem os as radiações gravitantes que arrem essam os de nós, em torno do próprio veículo que nos exterioriza. Os órgãos vivos que o constituem reproduzir- lhes- ão o im pulso e a natureza, inclinando- nos ao equilíbrio ou ao desequilíbrio, à saúde ou à enferm idade.

Nossa m ente pode ser com parada a vigorosa usina electrom agnética de em issão e recepção e o nosso corpo espiritual, sej a no círculo da carne ou em nosso presente estágio evolutivo fora dela, é um condensador em que os centros de força desem penham a função de baterias e em que os nervos servem por fios condutores, transm itindo- nos as em anações m entais e absorvendo- as, em prim eira m ão, de conform idade com a lei de correspondência ou de fluxo e refluxo.

No exam e de quaisquer perturbações, é indispensável o serviço de auto- análise para conhecer a onda vibratória em que nos situam os e a fim de ponderar quanto aos elem entos que estam os atraindo.

I sso é de fundam ental im portância no estudo de nossas im pressões orgânicas, porque, provocando os eflúvios m órbidos das entidades enferm as que se nos associam ao m undo psíquico, j á estam os consum indo esses m esm os eflúvios, originariam ente produzidos por nosso próprio pensam ento, colocando- nos em ligação indesej ável com os habitantes da som bra.

Através de nossas radiações, favorecem os a eclosão ou o desenvolvim ento de m oléstias aflit ivas, com o sej am a neurastenia e a debilidade, a epilepsia e a loucura, a paralisia e a angina, a tuberculose e o câncer, sem nos reportarm os às doenças m enores, catalogadas nos quadros da sintom atologia com um .

Referim o- nos, porém , ao assunto, não para pesquisar os raios da t reva, de cuj a intim idade precisam os distância.

Tangem os a questão, destacando o im posit ivo de trabalho para os nossos setores doutrinários, no cam po do Espiritism o, de m odo a cunharm os novos padrões para nossas atit udes e atividades, criando um estado de consciência individual e colet iva, em que preponderem a saúde e a harm onia, a com preensão e a tolerância, a bondade e o otim ism o, o altruísm o e a fortaleza m oral.

A cada passo, som os defrontados por grupos de nossa Doutrina que m ais se assem elham a m uros de lam entação, repletos de petitórios e necessidades, quando possuím os em nosso m ovim ento toda um a fonte de bênçãos renovadoras e dons divinos, à feição de ricos pot enciais, m obilizáveis na concretização de nosso idealism o com Jesus.

Com pete- nos, dessa form a, acionar as energias ao nosso alcance para que a nossa tarefa não se converta em graciosa colheita de conforto particularist a, m as sim num a cam panha viva e ativa de valores educacionais, porqüanto o Espiritism o envolve em si m esm o o m ais vasto em preendim ento de espiritualização até agora surgido no m undo.

Valioso é o nosso patrim ônio doutrinário. Mas, se o tesouro perm anece aferrolhado no cofre das teorias inoperantes, em verdade perderem os no século oportunidade das m ais preciosas, expressa no ensej o de nossa própria edificação ao sol do Cristianism o redivivo.

Em nossa posição de associados de luta, encontram os tam bém doutrinadores sem pre ágeis na m inistração do ensinam ento, com im ensa dificuldade de assim ilá- los a si m esm os; com panheiros que exaltam a paciência, conservando o coração à m aneira dum poço de irascibilidade e de orgulho; irm ãs que se report am à hum ildade, t ransform ando o lar que o Senhor lhes confia em t rincheira de

guerra contra os próprios fam iliares, e am igos que glorificam a lição do Mest re, salient ando o im posit ivo da bondade e do perdão, com absoluta incapacidade de suportar os irm ãos da retaguarda.

Cabe- nos, assim , m odelar recursos e iniciat ivas que aperfeiçoem não apenas os nossos corações, m as tam bém nossas casas de trabalho, a se fundam entarem nas nossas próprias alm as.

Para esse fim , é indispensável a coragem de aceitar os princípios, incorporando- os à nossa exist ência.

Os velhos hom ens do m ar abandonaram a vela que lhes dificultava a navegação; entretanto, para at ingir esse result ado, invest igaram o vapor e dispuseram - se a receber- lhe os benefícios.

As antigas cidades aboliram o serviço deficiente do gás, contudo, para isso, estudaram a eletricidade e adotaram a lâm pada.

Reclam am os um Espiritism o, não som ente sentido, crido e ensinado, m as substancialm ente vivido, porque am anhã serem os congregados pela Vida Eterna e o trabalho na Vida Eterna brilhará nas m ãos daqueles servidores que, desde agora, procurem realizar a sua própria renovação para o bem .

Am igos, crem os não est ar usando a palavra de m aneira ociosa.

Desej am os fazer em vossa com panhia essa m esm a cruzada em que em penhais o coração, de vez que nós outros, os vossos com panheiros desencarnados, tam bém som os cam inheiros da libertação, decididos a estabelecer novos rum os em nós m esm os, a fim de que a nossa fé sej a tanto aí, quanto aqui, trabalho vivo e sant ificant e.

Ernest o Senra

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