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In document European Minimum Wage: (sider 46-50)

A reunião da noit e de 1 1 de novem bro de 1 9 5 4 t rouxe- nos a confort a dora visit a do Espírit o de Padre Eust áquio.

Sacerdot e ext rem am ent e consagrado ao bem , nosso am igo residiu, por alguns anos, em Belo H orizont e, onde, at ravés de seu nobre coração e de sua m ediunidade curadora, inúm eros sofredores encont raram alívio.

Sem pre rodeado por verdadeira m ult idão de I nfelizes, Padre Eust áquio foi o apóst olo das curas, das quais se ocuparam largam ent e os j ornais de nosso País. E, cont inuando, além - t úm ulo, o seu m inist ério sublim e, conform e a observação dos m édiuns clarivident es de nosso grupo, com pareceu às nossas preces acom panhado por um a pequena m ult idão de Espírit os cont urbados e infelizes a lhe pedirem socorro.

O prezado visit ant e senhoreou as faculdades psicofônicas do m édium com t odas as caract eríst icas de sua personalida de, inclusive a m ím ica orat ória e a voz que lhe eram peculiares quando encarnado.

Sua alocução, de grande beleza para nós, em vist a da sim plicidade em que foi vazada, é port adora de expressivos apont a m ent os com respeit o à oração.

Meus am igos.

Que a paz do Cristo perm aneça em nossos corações, conduzindo- nos para a luz.

Fui padre cat ólico rom ano, nat uralm ent e lim it ado às concepções do m eu am biente, m as não tanto que não pudesse com preender todos os hom ens com o tutelados de Nosso Senhor.

A m orte do corpo veio dilatar os horizontes de m eu entendim ento e agora vej o com m ais clareza a necessidade do esforço conj unto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizem os com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Am igo.

Com esse novo discernim ento, visito- vos o núcleo de ação cristianizante, tom ando por tem a a oração com o poder curativo e definindo a nossa fé com o dom providencial.

O m undo perm anece coberto de m ales de toda a sorte.

Há epidem ias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, com o em outro tem po conhecíam os a infestação de peste bubônica e febre am arela.

Em toda parte, vem os enferm idades, aflições, descontentam entos, desarm onias... Tudo é doença do corpo e da alm a.

Tudo é ausência do Espírito do Senhor.

Não ignoram os, porém , que todos tem os a prece à nossa disposição com o força de recuperação e de cura.

É necessário orientar as nossas atividades, no sentido de adaptar- nos à Lei do Bem , acalm ando nossos sentim entos e sossegando nossos im pulsos, para, em seguida, elevar o pensam ento ao m anancial de todas as bênçãos, colocando a nossa vida em ligação com a Divina Vontade.

Sabem os hoj e que out ras vibrações escapam à ciência t errestre, além do ultravioleta e aquém do infraverm elho.

À m edida que se desenvolve nos dom ínios da inteligência, com preende o hom em com m ais força que toda m atéria é condensação de energia.

Disse o Senhor: — «Brilhe vossa luz» — e, atualm ente, a experim entação positiva revela que o próprio corpo hum ano é um gerador de forças dinâm icas, constituído assim com o um feixe de energias radiantes, em que a consciência fragm entária da criatura evolui ao im pacto dos m ais diversos raios, a fim de entesourar a Luz Divina e crescer para a Consciência Cósm ica.

Vibra a luz em todos os lugares e, por ela, est am os inform ados de que o Universo é percorrido pelo fluxo divino do Am or I nfinit o, em freqüência m uitíssim o elevada, através de ondas ultracurtas que podem ser transm itidas de espírit o a espírit o, m ais facilm ent e assim iláveis por int erm édio da oração.

Cada aprendiz do Evangelho necessita, assim , afeiçoar- se ao culto da prece, no próprio m undo íntim o, valorizando a oportunidade que lhe é concedida para a com unhão com o I nfinito Poder.

Para isso, contudo, é indispensável que a m ente e o coração da criatura estej am em sintonia com o am or que dom ina todos os ângulos da vida, porque a lei do am or é tão m atem ática com o a lei

da gravitação.

Mentalizem os a eletricidade, por exem plo, na rede ilum inativa. Caso apareça qualquer hiato na corrente, ninguém se lem brará de acusar a usina, com o se o fluxo elétrico deixasse de existir. Certificar- nos- em os sem dificuldade de que há um defeit o na lâm pada ou na tom ada de força.

Derram a- se o am or de Nosso Senhor Jesus- Cristo para todos os corações, no entanto, é im prescindível que a lâm pada de nossa alm a se m ostre em condições de receber- lhe o Toque Sublim e.

Os m ateriais que constituem a lâm pada são apet rechos de ext eriorização da luz, m as a eletricidade é invisível.

Assim tam bém , nós vem os o Am or de Deus em nossas vidas, por interm édio do Grande Mediador, Jesus- Crist o, em form a de alegria, paz, saúde, concórdia, progresso e felicidade; entretanto, acim a de todas essas m anifestações, abordáveis ao nosso exam e, perm anece o invisível m anancial do I lim it ado Am or e da I lim it ada Sabedoria.

Usando im agens m ais sim ples, recordem os o serviço da água no abrigo dom éstico.

Logicam ente, as fontes são alim entadas por vivas reservas da Natureza, m as, para que a água atinj a os recessos do lar, não prescindirem os da instalação adequada.

A canalização deve estar bem disposta e bem lim pa.

Em vista disso, é necessário que todas as atitudes em desacordo com a Lei do Am or sej am extirpadas de nossa existência, para que o I nesgotável Poder penetre através de nossos hum ildes recursos.

O canal de nossa m ente e de nosso coração deve estar desim pedido de todos os raciocínios e sentim entos que não se harm onizem com os padrões de Nosso Senhor.

Alcançada essa fase preparatória, é possível utilizar a oração por m edida de reaj uste para nós e para os outros, incluindo quantos se encontram perto ou longe de nós.

Ninguém pode calcular no m undo o valor de um a prece nascida do coração hum ilde e sincero diante do Todo- Misericordioso.

Certam ente as tinturas e os sais, as vitam inas e a radioat ividade são elem entos que a Providência Divina colocou a serviço dos hom ens na Terra.

É tam bém com preensível que o m édico sej a indispensável, m uitas vezes, à cabeceira dos doentes, porque, em m uitas situações, assim com o o professor precisa do discípulo e o discípulo do professor, o enferm o precisa do m édico, tanto quanto o m édico necessita do enferm o, na perm uta de experiência.

I sso, porém , não nos im pede usar os recursos de que dispom os em nós m esm os. E estej am os convictos de que, ligando o fio de nossa fé à usina do I nfinito Bem , as fontes vivas do Am or Eterno derram ar- se- ão através de nós, espalhando saúde e alegria.

Assim com o há lâm padas para voltagens diversas, cada criatura tem a sua capacidade própria nas t arefas do auxílio. Há quem receba m ais, ou m enos força.

Desse m odo, conduzam os nossa boa- vontade aos com panheiros que sofrem , suplicando a I nfinita Bondade em favor de nós m esm os.

É indispensável com preender que a oração opera um a verdadeira transfusão de plasm a espiritual, no levantam ento de nossas energias.

Se nos sentim os fracos, peçam os o concurso de um com panheiro, de dois com panheiros ou m ais irm ãos, porque as forças reunidas m ult iplicam as forças e, dessa form a, t erem os m aiores possibilidades para a eclosão do Am paro Divino que está sim plesm ente esperando que a nossa capacidade de transm issão e de sint onia se am plie e se eleve, em nosso próprio favor.

Mentalizem os o órgão enferm o, a pessoa necessitada ou a situação difícil, à m aneira de cam pos em que o Divino Am or se m anifestará, oferecendo- lhes nosso coração e nossas m ãos, por veículos de socorro, e verem os fluir, por nós, os m ananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo- Com passivo e Jesus Nosso Senhor nunca se em pobrecem de bondade.

A indigência é sem pre nossa.

Muitos dizem «não posso aj udar porque não sou bom », m as, se j á fôssem os senhores da virt ude, estaríam os nout ras condições e noutras esferas.

Consola- nos saber que som os discípulos do bem e, nessa posição, devem os exercitá- lo. Movim entem os a boa- vontade.

perfeita caridade, m as possuím os as sem entes que lhes correspondem . E toda sem ente bem plantada recolhe do Alto a graça do crescim ento.

Assim , pois, para que tenham os assegurado o êxito da nossa plantação de qualidades superiores, é preciso nos disponham os a fazer da própria vida um canal de m anifestação do Const ant e Auxílio.

Todos tem os provas, dificuldades, m olést ias, aflições e im pedim entos, contudo, dia a dia, colocando nosso espírit o à disposição do Divino Am or que flui do centro do Universo para todos os recantos da vida, desenvolver- nos- em os em entendim ento, elevação e santificação.

Trabalhem os, portanto, estendendo a oração curativa.

A vossa assem bléia de socorro aos irm ãos conturbados na- som bra é um a exaltação da prece desse teor, porque trazeis ao vosso círculo de serviço aquilo que guardais de m elhor e contais sim plesm ente com o Divino Poder, j á que nós, de nós m esm os, nada detem os ainda de bom senão a m igalha de nossa confiança e de nossa boa- vontade.

E que Nosso Senhor Jesus- Cristo nos assista e abençoe.

Eust áquio

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