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In document European Minimum Wage: (sider 57-64)

Em nossa reunião da noit e de 1 3 de j aneiro de 1 9 5 5 , fom os novam ent e agraciados com a visit a do nosso com panheiro Efigênio S. Vit or que nos t rouxe int eressant es apont am ent os, com respeit o aos Espírit os Arquit et os, na palest ra que passam os a t ranscrever.

Exam inando os variados setores de nossas atividades e encarecendo o valor da contribuição dos diversos am igos que colaboram conosco, é preciso salientar o esforço dos Espíritos Arquitetos em nossa equipe de t rabalhos habit uais.

Em cada reunião espírita, orientada com segurança, tem o- los prestativos e operantes, eficientes e unidos, m anipulando a m atéria m ental necessária à form ação de quadros educativos.

Sim plifiquem os o assunto, quanto sej a possível, para com preenderm os a necessidade de nosso auxílio a esses obreiros silenciosos.

Aqui, com o em toda parte onde tenham os um a agrem iação de pessoas com fins determ inados, existe na atm osfera am biente um centro m ental definido, para o qual convergem todos os pensam entos, não som ente nossos, m as tam bém daqueles que nos com ungam as tarefas gerais.

Esse cent ro abrange vast o reservat ório de plasm a sut ilíssim o, de que se servem os trabalhadores a que nos referim os, na extração dos recursos im prescindíveis àcriação de form as- pensam ento, constituindo entidades e paisagens, telas e coisas sem i- inteligentes, com vistas àtransform ação dos com panheiros dem entados que intentam os socorrer.

Um a casa com o a nossa será, inevitavelm ente, um pouso acolhedor, abrigando, em nossos obj etivos de confraternização, os am igos desencarnados, enferm os e sofredores, a se desvairarem na som bra.

Para que se recuperem , é indispensável recebam o concurso de im agens vivas sobre as im pressões vagas e descontínuas a que se recolhem . E para esse gênero de colaboração

especializada são trazidos os arquitetos da Vida Espirit ual, que operam com precedência em nosso program a de obrigações, consultando as rem iniscências dos com unicantes que devam ser am parados, observando- lhes o pretérito e anotando- lhes os labirintos psicológicos, a fim de que em nosso santuário sej am criados, tem porariam ente em bora, os painéis m ovim entados e vivos, capazes de conduzi- los à m et am orfose m ental, im prescindível à vit ória do bem .

É assim que, aqui dentro, em nossos horários de ação, form am - se j ardins, tem plos, fontes, hospitais, escolas, oficinas, lares e quadros outros em que os nossos com panheiros desencarnados se sintam com o que tornando à realidade pregressa, através da qual se põem m ais facilm ente ao encontro de nossas palavras, sensibilizando- se nas fibras m ais íntim as e favorecendo- nos, assim , a interferência que deve ser eficaz e proveitosa.

Delit os, dificuldades, problem as e t ragédias que ficaram a distância, requisitam dos nossos com panheiros da ilust ração espirit ual m uit o t rabalho para que sej am devidam ente revisionados, obj etivando- se o am paro a todos aqueles que nos visitam , em obediência aos planos traçados de m ais alto.

É assim que as forças m ento- neuro- psíquicas de nosso agrupam ento são m anipuladas por nossos desenhistas, na organização de fenôm enos que possam revitalizar a visão, a m em ória, a audição e o tato dos Espíritos sofredores, ainda em trevas m entais.

Espelhos ectoplásm icos e recursos diversos são tam bém por eles im provisados, aj udando a m ente dos nossos am igos encarnados, que operam na fraseologia assistencial, dentro do Evangelho de Jesus, a fim de que se estabeleça perfeito serviço de sintonia, entre o necessitado e nós outros.

Para isso, porém , para que a nossa ação se caracterize pela eficiência, é necessário oferecer- lhes o m elhor m aterial de nossos pensam entos, palavras, atitudes e concepções.

Toda a cautela é recom endável no esforço preparatório da reunião de intercâm bio com os desencarnados m enos felizes, porque a elas com parecem os, na condição de enferm eiros e instrutores, ainda m esm o quando não tenham os, em nosso cam po de possibilidades individuais, o rem édio ou o esclarecim ento indispensáveis.

Em verdade, contudo, at ravés da oração, convertem o- nos em canais do socorro divino, apesar da precariedade de nossos recursos, e, em vista disso, é preciso haj a de nossa parte m uita t ranqüilidade, carinho, com preensão e am or, a fim de que a colaboração dos nossos com panheiros arquit et os encont re em nós base segura para a form ação dos quadros de que nos ut ilizam os na obra assistencial.

Nossa palavra é sim plesm ente a palavra de um aprendiz.

Acham o- nos entre os m ais hum ildes recém - vindos àlide espiritual, m as, aproveitando as nossas experiências do passado, tom am os a liberdade de palestrar, com entando alguns dos aspectos de nossa sem enteira e de nossa colheit a, que funcionam t odos os dias, conform e o ensinam ent o im ortal do Senhor: — «A cada um por suas obras.»

Efigênio S. Vít or Afast ando- se o nosso am igo Efigênio, o nosso irm ão José Xavier cont rola o m édium e avisa- nos, prest im oso:

Solicit am os ainda aos com panheiros alguns inst ant es de silêncio e oração, para que a nossa irm ã Aut a de Souza, present e em nossa casa, se m anifest e, segundo os seus desej os.

Decorridos alguns m om entos, o m édium apresenta singular m odificação. A conhecida poetisa norte- rio- grandense dom ina- lhe as faculdades e recita em voz pausada e com ovedora:

SEGUE E CON FI A

Alm a cansada e triste, alm a sincera, Sorve a angúst ia do calix derradeiro! Guarda a bênção da fé sob o m adeiro Da aflição que te punge e dilacera.

Trabalha, serve e crê, aj uda e espera, I m it ando o Celeste Com panheiro... Um dia, o doloroso cativeiro

Será livre e ridente prim avera.

Vencendo ulcerações, trevas e escom bros, Bendize a dor que te enriquece os om bros Com as chagas do m artírio austero e forte. A cruz que te aguilhoa, dia a dia,

É o lum inoso preço da alegria

Na vida que te aguarda além da m orte.

Aut a de Souza

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