Pascoal Com anducci foi abnegado com panheiro da t arefa espírit a em Belo Horizont e. Médium devot ado ao be m , t rabalhou quant o lhe foi possível em benefício dos se m elhant es. Desencarnado há alguns anos, na capit al m ineira, foi ele o am igo espirit ual que nos visit ou no horário reservado às inst ruções, em nossa reunião da noit e de 1 0 de fevereiro de 1 9 5 5 , encoraj ando- nos e alert ando- nos na m ensagem que vam os ler.
Am igos, Jesus nos am pare.
Em verdade, partilham os no Espiritism o os j úbilos de um a festa. Assem elham o- nos a convivas privilegiados num banquet e de luz. Tudo claro.
Tudo sublim e.
No ent ant o, ninguém se iluda.
Não som os trazidos à exaltação da gula. Fom os cham ados a trabalhar.
A Terra de agora é a Terra de há m ilênios.
E som os, por nossa vez, os m esm os protagonistas do dram a evolutivo. Rem anescentes da anim alidade e da som bra...
Ossuários na ret aguarda, cam pos de lut a no presente... Met a lum inosa por at ingir no fut uro dist ant e.
Som os alm as transitando em roupagens diversas.
Cada criatura renasce no Planeta vinculada às teias do pretérito. Problem as da vida espiritual são filtrados no berço.
E, por isso, na carne, som os cercados por escuros enigm as do destino.
Obsessões renascentes. Molést ias congeniais. Dificuldades e inibições. I gnorância e m iséria.
Em t odos os escaninhos da est rada, o serviço a desafiar- nos.
Cristo em nós, reclam ando- nos o esforço. A renovação m ental rogando a renovação da exis- t ência.
O Evangelho insistindo por expressar- se. Mas, quase sem pre, esposam os a fantasia. Cegos, ante a Revelação Divina, suspiram os por facilidades.
E exigim os consolações e vantagens, doações e favores.
Suplicam os int ercessões indébit as. Requisit am os bênçãos im erecidas. Nossa Dout rina, porém , é um tem plo para o coração,
um a escola para o cérebro e um a oficina para os braços. Ninguém se engane.
Não vale fugir aos problem as da elevação.
Muitos possuem dem asiada ciência, m as ciência sem bondade. Outros guardam a bondade consigo, m as bondade sem instrução.
No trabalho, porém , que é de todos, todos devem os perm utar os valores do concurso frat erno para que o Espiritism o alcance os seus fins.
Precisam os da coragem de subir para aprender.
Necessitam os da coragem de descer dignam ente para ensinar. Caridade de uns para com os outros.
Com preensão incansável e auxílio m útuo.
Em nossos lares de fé, lam entam os as aflit ivas questões que surgem ... As rogat ivas ext ravagant es, exibindo m azelas m orais.
As frustrações dom ésticas. Os desequilíbrios da treva. Os insucessos da luta m aterial. As calam idades do sentim ento. As escabrosas petições.
E proclam am os com azedia que sem elhantes assuntos não constituem tem as espíritas. Realm ente, tem as espíritas não são.
Mas são casos para a caridade do Espiritism o e de nós outros que lhe recolhem os a luz. Problem as que nos solicitam a m edicina espiritual preventiva contra a epidem ia da obsessão. Mais vale atender ao doente, antes da crise m ortal, que socorrê- lo, em nom e do bem , quando o ensej o da cura j á passou.
Em razão disso, o trabalho para nós é desafio constante.
Trabalho que não devem os transferir a com panheiros da Vida Espirit ual, algum as vezes m ais necessitados de luz que nós m esm os.
O serviço de am paro m oral ao próxim o é das nossas m ais preciosas oportunidades de com unhão com Jesus, Nosso Mestre e Senhor, porque, com um ente, um a boa conversação extingue o incêndio da angúst ia.
Um sim ples ent endim ent o pode aj udar m uit as vidas.
No reino da com preensão e da am izade, um a prece, um a frase, um pensam ento, conseguem fazer m uit o.
Quem ora, auxilia além do corpo físico.
Ao poder da oração, entra o hom em na faixa de am or dos anj os.
Mas, se em nom e do Espirit ism o relegam os ao m undo espiritual qualquer petição que aparece, som os servidores inconscientes, barateando o patrim ônio sagrado, transform ando- nos em inst rum ent os da som bra, quando som ente à luz nos cabe reverenciar e servir.
Tam bém fui m édium , em briagado nas surpresas do intercâm bio. Deslum brado, nem sem pre estive desperto para o j usto entendim ento.
Por esse m otivo, ainda sofro o assédio dos problem as que deixei insolúveis nas m ãos dos com panheiros que m e buscavam , solícitos.
Aj udem os a consciência que nos procura, na procura do Cristo.
Só Jesus é bastante am oroso e bastante sábio para solucionar os nossos enigm as.
Form em os, assim , pequenas equipes de boa- vontade em nossos tem plos de serviço, am parando- nos uns aos outros e esclarecendo- nos m utuam ente.
Assim com o nos preocupam os no auxílio às crianças e aos velhos, aos fam int os e aos nus, não nos esqueçam os do irm ão desorientado que a guerra da treva expia.
Doem os, em nom e do Espiritism o, a esm ola de coração e do cérebro, no socorro à m ente enferm iça, porque se é grande a caridade que satisfaz aos requisit os do corpo, em t rânsito ligeiro, divina é a caridade que socorre o Espírit o, infat igável rom eiro da Vida Et erna.