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The Role of Input and Accessibility of Input

2. Theoretical Framework

2.4 The Role of Input and Accessibility of Input

Os resultados de uma análise de estimativas de investimento realizada pelo IPCC (2014b) mostram que a política climática deve induzir uma grande realocação de investimentos no setor de energia. Os investimentos em usinas movidas a combustíveis fósseis (sem CCS22) foram iguais a cerca de US$137 bilhões por ano em 2010. O investimento cairia para 30 bilhões de dólares por ano (cerca de -20% para a mediana), durante o período de 2010-2029, em comparação com os cenários de referência. O investimento em tecnologias com baixa emissão (renovável, nuclear, e geração de eletricidade com CCS) aumentaria em US$ 147 bilhões por ano (cerca de 100% para a mediana) durante o mesmo período (IPCC, 2014b).

Enquanto é estimada uma redução de cerca de US$ 30 bilhões por ano em 2010-2029 no investimento anual em usinas movidas a combustíveis fósseis convencionais, sem CCS, o investimento anual em tecnologias de produção de baixa emissão deverá aumentar cerca de

22 Carbon Capture and Storage (CCS) é uma tecnologia capaz de capturar até 90% das emissões de dióxido de

carbono decorrentes da queima de combustíveis fósseis nos processos industriais ou na geração de eletricidade. O CCS consiste em três partes principais: captura, transporte e armazenamento.

US$ 147 bilhões por ano (ou seja, em 100% em relação a 2010), durante o mesmo período (IPCC, 2014b).

Enquanto os modelos tendem a concordar sobre a importância relativa dos investimentos em combustíveis fósseis e geração de energia não fóssil, eles diferem no que diz respeito à combinação de tecnologias de geração de energia de baixa emissão e investimento gradual em geral. Isto é principalmente devido a diferentes cenários de referência (por exemplo, população, crescimento econômico, o progresso tecnológico exógeno) e suposições sobre (1) a estrutura do sistema de energia e os custos de redução da intensidade energética da economia versus reduzir a intensidade de energia de carbono, (2) os custos de investimento de tecnologias alternativas ao longo do tempo, e (3) restrições tecnológicas ou políticas sobre as tecnologias. Limites para a implantação de algumas opções tecnológicas fundamentais ou a presença de restrições políticas (por exemplo, ação retardada, a participação geográfica limitada) aumentaria as necessidades de investimento (RIAHI et al, 2012; MCCOLLUM et al, 2013).

O aumento do apoio financeiro será necessário por parte dos países desenvolvidos para a mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento para estimular o aumento do investimento. Este financiamento virá de uma ampla variedade de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas de financiamento (UNFCCC, 2008; 2009). Quanto aos fundos para adaptação, chegaram a cerca de € 10 bilhões em 2014, com menos de € 2 bilhões em doações segundo OCDE (2015). Em contrapartida, os fundos atribuídos à mitigação das alterações climáticas nos países em desenvolvimento são quatro vezes maior. A OCDE e a UNEP antecipam uma lacuna de financiamento de adaptação climática, apesar da diversidade de fundos globais existentes para financiar a adaptação nos países em desenvolvimento: o recém-criado Fundo Verde para o Clima deve, em teoria, dedicar metade de seus recursos para a adaptação, mas apenas 20% do €4,3 bilhões prometidos atualmente apoiam programas de adaptação. Outros fundos internacionais são especificamente dirigidos para a adaptação, como o Programa Piloto do Banco Mundial para a Resiliência do Clima (PIKETTY; CHANCEL, 2015).

De acordo com estimativas, a repartição regional dos fundos de adaptação ao clima por contribuintes globais é distribuída da seguinte forma: a União Europeia fornece mais de 61% dos fundos, os EUA 25%, outros países ricos que compõem 13% do esforço e 0,8% de países em desenvolvimento. Esses dados são imperfeitos devido à dificuldade de medir tais fluxos financeiros, mas continua a ser uma referência útil (PIKETTY; CHANCEL, 2015).

Enquanto a orientação do governo é essencial, o financiamento necessário para investir na nova economia verde deve ser realizado pelo setor privado ao invés de baseado nos impostos

das finanças públicas. A OCDE estima que a escala dos investimentos necessários nas energias renováveis, na década 2010-2020 está em torno de US$ 6,3 trilhões (isto é, bem além de qualquer valor previsto pelos fundos públicos), enquanto o tamanho do potencial de investimento é estimado em US$ 71,1 trilhões em 2010, e crescendo rapidamente, originários de fundos de investimento, companhias de seguros e fundos de pensões. A OCDE está dando maior atenção para as barreiras que estão no caminho da implantação de tais fundos em grande escala em acelerar a introdução das energias renováveis em todo o mundo (MATHEWS, 2014). Mathews (2014) afirma que os mercados de títulos poderiam emergir como vitais na transição para uma economia verde. O enorme potencial de investimento nos mercados de obrigações poderia também ser explorado para financiar investimentos verdes - mas foi feito apenas de forma mínima até agora. A insistência ideológica da ONU e as partes no processo de Quioto que todos os investimentos verdes devem emanar de fontes públicas baseadas em impostos (que não podia manifestamente financiar a transição de qualquer maneira realista) já foram superadas.

O investimento em eficiência energética na construção, transporte e setor da indústria terá de aumentar em várias centenas de bilhões de dólares por ano 2010-2029. Informações sobre o investimento necessário em outros setores, por exemplo, na redução de emissões de CO2 ou emissões não-CO2, é escassa. Os resultados do modelo sugerem que o desmatamento poderia ser reduzido contra as tendências atuais de desmatamento em 50% com um investimento de US$ 21-35 bilhões anualmente (IPCC, 2014b).

Segundo relatório CPD23 (2014) as empresas obtiveram maior eficiência no período, com menos investimentos reduziram mais as emissões. Por volta de R$ 3,7 bilhões foram investidos em iniciativas de redução de emissões em 2014, valor 38% inferior ao de 2013. Contudo, esses investimentos foram mais efetivos em termos de redução das emissões, pois representaram um decréscimo anual de 103%, superior à redução alcançada em 2013. O foco destes investimentos foi em eficiência energética e geração de energia de baixo carbono. Enfatiza também que a redução de emissões pode trazer benefícios financeiros, pois as empresas em conjunto obtiveram economia monetária anual de R$ 118,7 milhões decorrente de ações de mitigação de emissões (CPD, 2014).

23 CDP, antigamente, Carbon Disclosure Project é uma organização internacional, sem fins lucrativos fornecendo

o único sistema global para empresas e cidades de medir, divulgar, gerenciar e compartilhar informação ambiental vital. Ver mais em: <http://www.cdpla.net/>.