PARTLY CONCURRING, PARTLY DISSENTING OPINION OF JUDGE PINTO DE ALBUQUERQUE
B. The refined second “twin judgments” (§§ 8-14)
O termo “análise de facetas” pode designar processo para construção de classificações facetadas. Processo esse que resulta em conjunto de facetas para criar uma estrutura de classificação facetada (GIESS; WILD; MCMAHON,2008). Segundo Aitchison, Bawden e Gilchrist (2000), a análise de facetas é um processo de classificação sistemática da informação que usa técnicas analíticas e sintéticas (analytico-synthetic). Esse processo usa técnicas sintéticas, pois é possível expressar conceitos não explicitamente enumerados, os termos que representam conceitos podem ser combinados para representar conceitos não explicitamente enumerados. Usa técnicas analíticas, pois é estruturado de modo que números de classes representam conceitos simples que são organizados em categorias definidas por meio de processo rigoroso. Ainda segundo Aitchison, Bawden e Gilchrist
(2000), a construção de esquemas de classificação facetada, em áreas de assunto especiais, resulta em fontes de terminologia e em estruturas úteis na construção de vocabulários controlados.
Denton (2009) sugere as seguintes fases em desenvolvimento de esquema de classi- ficação facetada da informação: coleta de domínio, fase responsável por coletar amostra representativa de entidades; listagem de entidade, fase responsável por listar entidades, decompor descrições e reordenar palavras, separar sentenças e frases em conceitos, isolar conceitos; criação de facetas, fase responsável por examinar termos resultantes das fases anteriores e identificar categorias que englobem entidades, estudar categorias e refiná-las em um conjunto de facetas mutuamente exclusivas e exaustivas; organização das facetas, fase responsável por estabelecer organização levando em consideração princípios listados e definir controle de vocabulário; ordem de citação, fase responsável por definir ordem de citação das facetas; classificação, fase responsável por analisar entidades no domínio e classificá-las por meio do uso do esquema de classificação desenvolvido; revisão, teste e
manutenção.
Com base em Vickery (1966) e Vickery (1960),Barre (2010) relaciona as seguintes atividades no desenvolvimento de esquema de classificação facetada da informação: definir campo do assunto, formular facetas, amplificar e estruturar facetas, construir notas de escopo, organizar facetas, construir e adequar notação. Definir campo do assunto engloba identificar entidades e aspectos delas que sejam de interesse. Formular facetas engloba elaborar lista de termos candidatos a partir de material representativo e organizar esses termos em grupos. Amplificar e estruturar facetas engloba estruturar hierarquicamente termos. Construir notas de escopo engloba definir termos e facetas. Organizar facetas engloba estabelecer organização entre facetas. Construir e adequar notação engloba definir notação a ser usada quando o material for classificado.
Em Kwasnik (1999), são relacionadas as seguintes atividades como atividades típicas de processo de análise de facetas: escolher facetas, desenvolver facetas, analisar entidades usando facetas e desenvolver ordem de citação. Aitchison, Bawden e Gilchrist
(2000) sugerem que, na análise de um campo de assunto, os conceitos sejam inicialmente divididos em facetas abrangentes que representem categorias fundamentais, que essas facetas abrangentes sejam analisadas, que termos sejam alocadas às mesmas, e que esses termos sejam organizados em subfacetas. Aitchison, Bawden e Gilchrist (2000) também sugerem que a ordem das facetas reflita especificidade crescente, complexidade e correção. A ordenação dos conceitos em subfacetas pode também seguir esse mesmo padrão. Finalmente, em Spiteri (1998) é proposto um modelo simplificado para análise de facetas, o qual incorpora princípios propostos por S. R. Ranganathan e pelo CRG. O quadro 1 relaciona princípios que integram esse modelo.
Quadro 1 – Princípios para análise de facetas
Princípios do Plano das Idéias Princípios do Plano Verbal Princípios do Plano Notacional Princípios para escolha de facetas Contexto
Atualidade (currency) SinonímiaHomonímia Hospitalidade Ordem de preenchimento Diferenciação Relevância Determinabilidade (ascertainability) Permanência Homogeneidade Excusividade mútua Categorias fundamentais
Princípios para ordem de citação e foco Sucessão relevante
Sucessão consistente
Fonte: Adaptado de Spiteri(1998)
ocorrem frequentemente, reduz a chance de omissões e promove análise mais completa do domínio. Há diversas listas de categorias fundamentais em diferentes domínios, que geral- mente refletem interesses de usuários, domínios e características de entidades analisadas. A aplicação de cada categoria produz uma faceta (BROUGHTON, 2006b; KWASNIK,
1999; BARRE, 2010; SVENONIUS, 2000). Existem categorias fundamentais aplicáveis à classificação da informação em diversos domínios, assim como existem categorias fun- damentais aplicáveis à classificação da informação em domínios específicos. Categorias fundamentais aplicáveis a diversos domínios são propostas, por exemplo, em Ranganathan
(1967), Vickery (1966), Barre (2010), Broughton e Slavic (2007) e Aitchison, Bawden e Gilchrist(2000). O quadro 2contém nomes de categorias fundamentais identificadas nessas fontes de informação, os nomes das categorias nesse quadro estão mantidos no idioma inglês.
Quadro 2 – Categorias aplicáveis a diversos domínios
FONTES Ranganathan CRG Aitchison
CATEGORIAS Personality Matter Energy Space Time Thing Kind Part Property Material Process Operation Patient Product By-product Agent Space Time
Entities (things, objects) Actions
Space Time
Fonte: Elaborado pelo autor
Em Broughton (2006a), são sugeridas relações entre categorias propostas por S. R. Ranganathan e categorias propostas por membros do CRG. No quadro 3, são apresentadas as relações entre essas categorias. Quanto às categorias fundamentais para domínios específicos, existem categorias definidas, por exemplo, para os seguintes domínios: Arte e Arquitetura, usadas em Art & Architecture Thesaurus (AAT) (THE GETTY RESEARCH INSTITUTE, 2015); Engenharia de Software, descritas emPrieto-Diaz e Freeman (1987) e Albrechtsen (1992); classificação de tarefas, descritas em Li e Belkin(2008); Engenharia, descritas em Giess, Wild e McMahon (2008). No quadro 4, são apresentados nomes de categorias fundamentais identificadas nessas fontes de informação, os nomes das categorias nesse quadro estão mantidos no idioma inglês.
Quadro 3 – Relações entre categorias FONTES Ranganathan CRG CATEGORIAS Personality Matter Energy Space Time Thing Kind Part Property Material Process Operation Patient Product By-product Agent Space Time
Fonte: Adaptado de Broughton (2006a)
Quadro 4 – Categorias aplicáveis a domínios específicos
FONTES AAT Prieto-Diaz Albrechtsen Li Giess et al. CATEGORIAS Associated Concepts
Physical Attributes Styles and Periods Agents Activities Materials Objects Brand Names Function Objects Medium System type Functional area Setting Scientific Paradigm Method / Technical Approach Scope of Product or Application Type of Product or Application Form Technical Environment Application Area Task Area Status Source of task Task doer Time Product Process Goal Task characteristics User's perception of task Knowledge of task procedure Types of process Materials Costs Lead times Production rate Production volume
Fonte: Elaborado pelo autor