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The fishery up to 2004

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13.3 Management Considerations

14.1.2 The fishery up to 2004

O núcleo de estágio da Escola B1/PE da Nazaré pretendia organizar uma ação de sensibilização para a classe docente, porém e devido às inúmeras temáticas possíveis de serem abordadas nesta instituição, solicitou-se a colaboração de todos os docentes, através de um questionário, para a escolha da temática a desenvolver (Apêndice 19). Neste questionário encontravam-se enumeradas algumas temáticas pertinentes a esta instituição, contudo os docentes tinham a oportunidade de propor uma outra que fosse ao encontro dos seus interesses.

Após a análise dos questionários, o tema identificado pela maioria dos docentes como prioritário a desenvolver era a Gestão de Comportamentos. Assim sendo, organizou-se uma ação de sensibilização, que decorreuno dia 6 de novembro de 2012, e que correspondesse aos interesses dos docentes e da escola, auxiliando-os no processo educativo.

Esta ação de sensibilização teve a participação de um elemento da comunidade, a Dr.ª Clara Sousa, e foi executada com a supervisão do orientador científico Fernando Correia. Os principais objetivos desta ação de sensibilização foram conhecer os diferentes comportamentos das crianças e as suas causas, conhecer estratégias de intervenção adequadas e a autorreflexão.

Desenvolvimento da Ação

O planeamento da ação de sensibilização compreendeu três etapas nomeadamente: a divulgação, a ação de sensibilização - Gestão de Comportamentos e a reflexão.

No que com concerne à divulgação, esta foi feita com a distribuição de panfletos informativos e da exposição de posters, que foram afixados em dois locais estratégicos

e visíveis a todos os docentes. Estes meios informativos continham os esclarecimentos pertinentes à ação de sensibilização, designadamente os objetivos principais, a data, a hora e a oradora (Apêndice 20).

Relativamente à ação de sensibilização, propriamente dita, esta iniciou-se com a apresentação da convidada, Dr.ª Clara Sousa, licenciada em Psicologia Criminal e mestranda em Psicologia Forense e Criminal, ambas tiradas no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz. Fez ainda uma pós-graduação em Avaliação e Intervenção Psicóloga com crianças e jovens.

Inicialmente, a Dr.ª Clara Sousa apresentou um breve sumário do que iria abordar ao longo da ação de sensibilização (Figura 45).

Sendo assim, a palestra iniciou-se com o esclarecimento do que se entende por psicopatologia do desenvolvimento e por psicopatologia infantil, sendo que determinados comportamentos vivenciados na infância podem permanecer na vida adulta e os docentes devem reconhecer a importância destas patologias, refletindo acerca de determinadas práticas, pois estas podem agravar ou a prevenir cada uma delas.

Neste quadro, a psicóloga apresentou as principais problemáticas, em idade Pré- Escolar, Escolar e Adolescência. Focando a idade Escolar, verifica-se dificuldades de aprendizagem (dislexia, discalculia, etc.), hiperatividade, défice cognitivo, défice de atenção, oposição, ansiedade, dificuldades de adaptação, entre outros. Em consonância com a Dr.ª Clara, ao longo do sistema interativo da criança, a família tem um papel fundamental no seu desenvolvimento global, uma vez que é a principal base de apoio

Figura 45. Ação de Sensibilização - Gestão de Comportamentos.

para as questões de proteção e segurança e para problemas escolares e de saúde. Neste sentido, a família pode funcionar como fator de risco e como fator de proteção. A psicóloga refere ainda que os estilos parentais também influenciam e afetam o comportamento das crianças, em que estes em algumas circunstâncias têm um impacto diferente no ajustamento da criança dependendo do seu temperamento. Um outro problema apresentado está relacionado com os maus-tratos. Estes na infância também geram consequências nas crianças, nomeadamente, o desenvolvimento social deficitário, problemas de comportamento, dificuldades relacionais, menos iniciativa, evitamento perante a aproximação, dificuldades em falar sobre sentimentos e emoções, níveis mais elevados de ansiedade, problemas de atenção, baixa autoestima e depressão. A nível familiar existem algumas práticas educativas, que podem ajudar a colmatar os comportamentos das crianças, cujo diálogo é fundamental, pois a comunicação entre os pais e filhos permite a afirmação da individualidade sem a utilização da violência, assim como a identificação com os pais. Esta comunicação deve assentar num diálogo informático, interativo e de compreensão emocional. Referenciando a psicóloga “os pais devem falar “com” os filhos e não apenas “para” os filhos”.

Perante o exposto, a escola tem um papel determinante no trabalho com estas crianças, intervindo a nível ecológico, sistemático e compreensivo. A escola é um contexto socializador de extrema importância para a criança e é um contexto privilegiado de intervenção com um papel determinante na promoção da saúde e na prevenção da violência. Neste sentido, a escola, segundo a psicóloga, deve possuir uma política educativa global, de forma a implicar toda a comunidade educativa, melhorando os recreios para que sejam mais atrativos e com maior controlo, atendendo os alunos e sensibilizando-os ou oferecendo formações.

Na escola deve-se ainda utilizar algumas estratégias nomeadamente: o uso de reforços (recompensas); a modelagem (aprendizagem por modelação); dar ordens/role- plays; atenção diferencial; e treino de autoinstrução. A escola pode ainda adotar algumas técnicas como treino de relaxamento, treino de comunicação, treino de negociação, treino de resolução de problemas e treino de competências. A nível curricular pode-se apresentar vídeos, realizar dramatizações, histórias, envolvendo os alunos em círculos de qualidade para detetar os seus problemas. Portanto, os docentes devem mostrar que rejeitam o comportamento do aluno e não a ele, assim como devem criar oportunidades que permitam a este aluno brilhar, falando a mesma linguagem e

trabalhando em conjunto. Para os alunos com hiperatividade deve ser realizado pequenas atividades, em lugares adaptados, dando instruções de forma clara e dando contratos, através de regras e rotinas claras.

A reflexão da ação de sensibilização - Gestão de Comportamentos foi concretizada por meio do diálogo coletivo, em que os docentes teceram algumas apreciações sobre a aplicação prática de algumas estratégias na escola e na sala, de forma a colmatar os comportamentos inapropriados que ocorrem diariamente na escola. Por fim, deu-se o encerramento da ação de sensibilização com um especial agradecimento aos participantes e com a entrega do certificado de participação.

Reflexão

Embora esta ação de sensibilização não contasse com a totalidade dos convidados, os presentes mostraram-se interessados e envolvidos na reflexão e nos pensamentos que iam surgindo no discurso da Dr.ª Clara de Sousa, colocando questões e apresentando episódios nos quais se sentiram particularmente ligados. Concluiu-se assim que é essencial um trabalho de prevenção e intervenção, de modo a salvaguardar o desenvolvimento integral das crianças.

Foi bastante enriquecedor a aquisição de todos os conhecimentos expostos, uma vez que a temática era fulcral para o desenvolvimento da qualidade nos contextos escolares. Tornaram-se gratificantes as intervenções dos docentes, ao encararem estas técnicas como uma mais-valia para perceber as crianças e posteriormente puder gerir o seu comportamento. Outro aspeto positivo foi o facto de a ação de sensibilização ter sido avaliada como positiva e pertinente para os docentes. Recebemos comentários da Dr.ª Clara Sousa muito satisfatórios em relação à organização de toda a ação de sensibilização, salientando que tudo foi muito bem estruturado e que conseguimos trabalhar e cooperar em equipa, fator que foi determinante para o sucesso desta atividade realizada neste núcleo.

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