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The Evolutionary Computing in the design context

SECTION VIII – Evolutionary computing

1. The Evolutionary Computing in the design context

Data do Encontro – 13/08/2011:

No de participantes: 15 – 4 homens e 11 mulheres Faixa etária: 15-18

Local: Sede da Associação SOS Juventude Facilitadores: Kelly Di Bertoli e Bruno

Registro: Relatório e Vídeo

Integração com o grupo.

O encontro contou com uma conversa inicial dos jovens sobre as atividades que vinham realizando com o SOS Juventude. Relataram estar fazendo atividades com a temática do alcoolismo na comunidade. Neste momento, por consenso, decidiu-se também trabalhar este assunto nas dramatizações as com técnicas de Teatro do Oprimido.

Num primeiro momento, deixamos que trouxessem assuntos gerais de relacionamento com o grupo e dos principais acontecimentos das atividades, com o objetivo de nos integramos ao grupo a fim de estabelecer um ambiente de confiança, uma vez que sabíamos que a temática do alcoolismo era um problema grave que assolava diversas famílias da comunidade.

A conversa nos mostrou que como estavam fazendo atividades desde junho de 2010 o grupo se encontrava bastante coeso, tendo gerado boas amizades.

interessaram em participar. Demonstraram bastante interesse quando expusemos que haveria interatividade com a platéia, de uma forma que todos sempre participariam, mesmo não atuando diretamente nas cenas. Também se mostraram entusiasmados pela possibilidade de verem suas histórias transformadas em cenas.

Demos continuidade propondo o contrato de grupo, enfatizando a importância do comprometimento de todos os participantes em manter o sigilo das situações e histórias narradas, preservando a todos. Como realizado nas sessões de sociodrama, colocamos importância do suporte de grupo para acolher os colegas e evitar julgamentos e outros comportamentos pudessem afetar a confiança e a entrega nas cenas.

Começamos a conversar sobre as questões que entendiam ser importantes para trabalharem, sempre com foco em problemáticas que requeressem um desejo de mudança.

Pedimos para que contassem situações de suas vidas cotidianas, de modo que pudéssemos eleger algumas histórias a serem teatralizadas.

Os jovens contam histórias de álcool relacionadas à prostituição, má influência, violência e gerador de discórdia familiar. A bebida é vista como algo negativo para os jovens deste grupo.

Duas histórias foram marcantes para o grupo. Uma se tratava do problema de alcoolismo com a mãe de um dos participantes. Ele reclamava que os amigos viam a mãe dele urinando na rua e que todos os amigos zombavam dele. Ele já havia procurado levar a mãe para tratamentos, mas ela sempre recusava. Que a mãe chegava bêbada em casa e batia nele e nas irmãs. Que o pai bêbado tinha levado o dinheiro da casa e deixado a família sem nada. Essa cena tocou o grupo pelo problema da desestruturação da família, afetando principalmente as crianças.

Outra história trata de uma garota que disse que gostaria de poder resolver seu problema com a mãe que bebe e bate nos filhos. Nesta estória a garota chega com um amigo da escola que é obrigado a arrombar a porta para que a garota adentrasse sua casa. A jovem encontrou a mãe bêbada no chão, tendo sofrido violência doméstica por parte do marido, que é padrasto da adolescente, completamente embriagado.

CENA 1

O jovem que contou a história assumiu o personagem, sendo ele mesmo, e ganhou o nome de João. Também participavam da cena suas irmãs, batizadas de Clara e Rafaela. Sua mãe se chamaria Silmara e o pai Tancredo.

A cena foi construída com mãe chegando bêbada de uma noitada, acordando e batendo nos filhos que, desesperados procuravam amenizar a situação. Depois chegava o pai, também bêbado, contando que havia vendido tudo que a família tinha para comprar drogas. Diversas situações de violência se sucederam. A plateia interviu fazendo sugestões que o próprio jovem que contou a historia já havia tentado e, mais uma vez, não surtiu efeito. No entanto, foi importante para que todos vissem a cena e refletissem sobre a situação que muitos presenciam na comunidade.

CENA 2

A jovem Adelaide, seu amigo Pedro, sua mãe Marcelina e o padrasto Augusto. A cena se desenvolve com o padrasto da jovem batendo em sua mãe. Quando a adolescente chega em casa e encontra o padrasto bêbado e a mãe caída,

procura conter o padrasto bêbado que, a todo momento, quer brigar, e outras duas pessoas tentam acordar a mãe que permanece caída.

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Nas duas histórias ambos os pais se encontram embriagados. As histórias foram trabalhadas repetidas vezes. Buscamos, através da linguagem cênica, o fortalecimento dos jovens oprimidos buscando alternativas para o problema vivido. Os jovens fizeram o papel muitas vezes, tentando ensaiar para um futuro que onde veriam salvos seus lares.

As cenas foram bastante marcantes para todos que se identificaram com os momentos representados. A dramatização suscitou reflexões importantes após seu enceramento, onde todos concordaram com os malefícios causados pelo excesso de bebida e outras drogas.

O grupo aponta a violência doméstica como um fato comum e todos os jovens já haviam presenciado a situação em algum momento.

Disseram só haver tratamento gratuito para alcoolismo na região na igreja evangélica. Isso nos mostra a importância de alguma unidade de saúde trabalhe o problema.

Não existem outras clínicas de tratamento acessível, dificultando a recuperação dos danos causados pela bebida entre adultos e jovens. Assim sendo, levantou-se a importância de um tratamento na região para álcool e drogas.

Também argumentaram que quando os pais puderem assistir as cenas que eles estão fazendo, algo poderá mudar em seus lares.

Desta maneira, apontaram para a necessidade de atividades que proporcionem integração com os pais ou até mesmo grupos para pais dentro de um projeto, que trabalhe a expressão artística.

CAPÍTULO 5 ANALÍTICO

Neste capítulo, observaremos as dinâmicas de expressão e dramatização dos participantes, construídas a partir das narrativas do cotidiano apresentadas por eles. O processo de análise se dará, primeiramente, pela identificação das manifestações simbólicas, significadas em seus cotidianos de maneira à relacioná-los às emoções nas perspectivas da caracterização dos personagens – Individual – e das dinâmicas relacionais – Coletiva:

Individual: como os participantes constroem os personagens das cenas e a relação destes com suas auto-imagens concebidas e resgatadas do cotidiano.

Coletiva: a partir das características evidenciadas nos personagens, analisaremos as inter-relações destes nas dinâmicas dramatizadas, analisando os aspectos emocionais de sorte a caracterizá-los como aspectos negativos (medo, desprezo, culpa, vergonha, tristeza, raiva, ressentimento, inveja, frustração) e positivos (satisfação, confiança, esperança, orgulho, justiça).

E, neste sentido, analisar suas influências no coletivo por impactos agregadores e desagregadores, mobilizadores e desmobilizadores, além de potencializadores e despontencializadores.

Num segundo momento faremos uma análise transversal com o objetivo de caracterizar as evidências de conscientização e empoderamento pelos seguinte critérios de análise:

Conscientização: apropriação dos aspectos emocionais e analíticos, reflexivos nas dinâmicas interacionistas do cotidiano.

Empoderamento: ações orientadas para mudança de situações desfavoráveis ou negativas em situações mais favoráveis ou positivas. empoderamento por emoções consideradas potencializadoras.

A seguir, analisaremos uma cena de que se utilizou do sociodrama e outra em que a ferramenta foi o teatro do oprimido, com as quais levantaremos os referencias apropriadas à nossa tese, que tangem os aspectos Individuais, Coletivos, Empoderamento e Conscientização. Ressaltamos que, apesar das situações serem reais e registradas em vídeo, os nomes utilizados aqui são fictícios, para preservar a identidade dos envolvidos.