3.5 Regulation of Tromsøpalme on the landowners’ parcels on Tromsø Island between
3.5.3 Socio-demographic characteristics, parcel characteristics, values, and
3.5.3.7 The effects of “normative beliefs” and “values”
A história da siderurgia se confunde com a história da evolução da humanidade.
“Há indícios da ocorrência e do emprego do ferro metálico por tribos nômades nos desertos da Ásia Menor, da Groenlândia e outras regiões há 4.500 anos. Alguns autores defendem a hipótese de que o homem descobriu o ferro no Período Neolítico (Idade da Pedra Polida), por volta de 6.000 a 4.000 anos a.C. Ele teria surgido por acaso, quando pedras de minério de ferro usadas para proteger uma fogueira, após aquecidas, se transformaram em bolinhas brilhantes. O fenômeno, hoje, é facilmente explicável: o calor da fogueira havia derretido e quebrado as pedras” (BAER, 1970, p.17). A partir do momento em que o homem descobriu como extraí-lo de seu minério, o ferro passou a ser usado com maior freqüência. A exploração regular de jazidas teve início por volta de 1.500 a.C., provavelmente no Oriente Médio, de onde o metal teria sido importado por assírios e fenícios. Do primeiro milênio da era cristã em diante, o ferro difundiu-se por toda a bacia do Mediterrâneo.
À Idade da Pedra seguiu-se a Idade dos Metais: inicialmente a do Bronze, e em seguida a do Ferro. Graças à maior resistência desse metal em relação ao cobre, durante a Idade do Bronze (4000 a 2000 a.C.) foram fabricados armas e instrumentos mais rígidos. Paulatinamente, a utilização do bronze na fabricação de armas e utensílios foi substituída pelo ferro. Na Europa e no Oriente Médio, a Idade do Ferro teve início por volta de 1200 a.C., e na China em 600 a.C.
O uso do ferro promoveu grandes mudanças na sociedade: a agricultura se desenvolveu intensamente com os novos utensílios fabricados; a confecção de armas mais modernas viabilizou a expansão territorial de diversos povos, o que mudou a face da Europa e de parte do mundo. A partir da observação de situações como as das fogueiras do Período Neolítico, os seres humanos descobriram como extrair o ferro de seu minério. O minério de
ferro começou a ser aquecido em fornos primitivos – os fornos de lupa -, que mantinham temperaturas inferiores àquela necessária para o seu ponto de fusão. Com isso, era possível retirar algumas impurezas do minério, já que elas tinham menor ponto de fusão do que a esponja de ferro obtida nos fornos mencionados. Essa esponja de ferro era trabalhada na bigorna para a confecção de ferramentas. Os primeiros utensílios de ferro não se diferenciavam muito daqueles fabricados com cobre e bronze mas, pouco a pouco, novas técnicas de aquecimento e refino do ferro foram sendo desenvolvidas. Isso fez com que o ferro se tornasse mais duro e resistente à corrosão, o que promoveu o surgimento de materiais mais modernos para trabalhar o ferro já fundido (BAER, 1970).
Após anos de uso do forno de lupa, logo após a queda do Império Romano surgiu na Espanha a forja catalã - considerada o embrião dos altos-fornos utilizados na atualidade -, que foi utilizada durante toda a Idade Média. Essa fornalha era constituída por uma lareira feita de pedra e por foles manuais que inflavam a forja de ar, o que aumentava a temperatura e a quantidade de ferro produzido. Tempos depois surgiram os foles mecânicos, acionados por servos ou por cavalos e, no século XII, as rodas d'água. Com essas inovações a forja atingia temperaturas mais elevadas, o que possibilitou a obtenção de ferro em estado líquido, e não mais em estado pastoso. A obtenção de ferro líquido promoveu o advento da técnica de fundição de armas de fogo, balas de canhão e sinos de igreja, dentre outros utensílios.
Por volta de 1444, o minério de ferro passou a ser fundido em altos-fornos, sistema utilizado até hoje. As temperaturas atingidas nesses fornos eram ainda mais elevadas do que aquelas obtidas por foles mecânicos e/ou rodas d’água, o que permitia maior absorção de carbono do carvão vegetal, tornando o ferro e as ligas de aço mais duros e resistentes (BAER, 1970).
A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra ao final do século XVII/início do século XIX, fez com que o ferro se tornasse ainda mais importante para a humanidade.
Para Malynowskyj (2000), a grande mudança ocorreu realmente em 1856, quando se descobriu como produzir aço através do processo conhecido como Bessemer, inventado por Henry Bessemer. Esse processo permitiu a conversão do ferro-gusa líquido em aço através do sopro de oxigênio e proporcionou significativa melhoria na qualidade do produto, pois diminuiu o excesso de carbono (C), silício (Si) e manganês (Mn) do gusa líquido.
Essa técnica, associada ao processo Thomas - nome dado em homenagem ao seu criador, Sydney Gilchrst Thomas -, que elimina o excesso de fósforo, promoveu significativa elevação da qualidade dos aços, ampliando consideravelmente a sua utilização como insumo industrial. O emprego do aço na fabricação da máquina a vapor e no transporte ferroviário
aumentou a escala de produção, reduziu os custos e ampliou as aplicações da indústria siderúrgica.
Outro momento importante na siderurgia foi a invenção do processo Siemen-Martin - em 1868 - que, dentre outras vantagens, permitiu a fabricação do aço a partir de sucata, diversificando as fontes de matéria-prima e a matriz de custo do processo.
O forno elétrico Heroult, inventado em 1899, teve maior expressão a partir da Primeira Guerra Mundial, quando houve a necessidade de se desenvolver a fabricação de aços inoxidáveis (MALYNOWSKYJ, 2000).
Em 1952 surgiu, na Áustria, o conversor a oxigênio ou processo Linz e Donavwitz (L.D.), que permitiu a fabricação de aço com menor investimento de capital e maior produtividade do que aqueles propiciados pelos fornos Siemen-Martin.
Para Braga (1980, p.233), a evolução tecnológica da siderurgia pode ser descrita da maneira que segue:
1) “Séculos XVI e XVII – Técnicas rudimentares, limitando-se a altos- fornos de pequena capacidade (seis a oito metros de altura, 950kg/dia de gusa) e vários processos de refino direto, entre os quais se destacava a forja catalã. O combustível utilizado era o carvão vegetal”.
2) Século XVII – Por volta de 1708 ocorrem as primeiras experiências de utilização do carvão mineral como combustível em Coalbrookdale, Inglaterra. Em 1740 começa a se generalizar o uso do coque na Inglaterra, permitindo um progressivo aumento da capacidade de produção dos altos-fornos britânicos. Em 1776 ocorrem as primeiras tentativas de substituição das rodas d’água por máquinas a vapor nos mecanismos de insuflação de ar (Inglaterra).
3) Século XIX – Em 1828, o pré-aquecimento do ar injetado nos altos- fornos é aplicado com sucesso na Escócia, permitindo sensível economia de combustível. Na França e Inglaterra ocorrem as primeiras experiências de injeção de combustíveis auxiliares (carvão e alcatrão). Em 1856 foi inventado o processo Bessemer, na Inglaterra, que passou a ser usado em escala industrial por volta de 1858, permitindo que a produção mundial de aço tivesse grande crescimento a nível mundial. Em 1879 as pesquisas destinadas a melhorias de processo deram origem ao processo Thomas, que permitiu a melhoria na composição química da carga metálica, e em 1864 foi criado o processo Siemens Martin. O forno elétrico, desenvolvido por Heurot em 1900, completa as inovações do século XIX.
4) Século XX – O processo Bessemer vai pouco a pouco sendo substituído pelos processos Thomas e, sobretudo, Siemens-Martin. No final da década de 30, mais de 75% do aço mundial era produzido em aciarias Siemens-Martin. Após a II Guerra Mundial a utilização do oxigênio puro como elemento de fusão e refino veio a revolucionar a siderurgia. Próximo de 1952 as pesquisas em torno da utilização de oxigênio permitiram a criação das primeiras aciarias a oxigênio (BOF – basic
oxigen furnance) nas siderúrgicas austríacas de Lins e Donavwitz
Beddows (2005) - que traça um pequeno histórico da evolução da siderurgia do início do século XX até nossos dias - mostra que essa indústria teve grande evolução após a Segunda Guerra Mundial: de 1945 a 1973, o crescimento da produção e do consumo de produtos siderúrgicos foi da ordem de 6% ao ano, graças também ao crescimento econômico mundial ocorrido nesse período.
Entre a primeira crise do petróleo - em 1973 - e o ano de 2000, a indústria siderúrgica atravessou um período de estagnação, marcado por um ritmo de crescimento próximo a 1% ao ano. A partir do início do século XXI, o setor voltou a apresentar taxas mais elevadas de crescimento (BEDDOWS, 2005).