3. THE NORWEGIAN CONTEXT
3.1. The agricultural market situation
Não há um consenso para a definição de turismo, e Gilbert (1990) diz que “o que
dificultaria a definição do turismo seria a natureza excessivamente ampla do conceito, e
também, a diversidade de insumos e serviços que envolve”. Apesar disso, entre as
definições mais amplamente aceitas, temos a de Leiper (1990), que diz que:
O turismo pode ser pensado como uma gama de indivíduos, de negócios, de organizações e de lugares que, de alguma forma, se combinam para proporcionar uma experiência de viagem. O turismo é uma atividade multidimensional, multifacetada, que influencia muitas vidas e muitas atividades econômicas diferentes.
Num dicionário britânico do início do século XIX, são citadas as palavras tourist e tourism, às quais se davamas seguintes definições:
Turista: Pessoa que faz uma ou mais excursões, especialmente alguém que faz
isso por recreação. Alguém que viaja por prazer ou cultura, visitando vários lugares por seus objetivos de interesse, paisagem etc.
Turismo: A teoria e a prática de viajar, por prazer.
Em 1910, o economista austríaco Hermann von Schullard, em seu livro
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operações, principalmente de natureza econômica, que estão diretamente relacionadas com a entrada, permanência e deslocamento de estrangeiros para dentro e para fora de
um país, cidade ou região” (Wahab, 1991).
No período entre as duas grandes guerras mundiais do século XX, aumentou o interesse da universidade pelo turismo, e durante o período de 1919 e 1938 vários economistas europeus publicaram os primeiros trabalhos, destacando-se a chamada Escola de Berlim, com autores como Glucksmann, Schwinck e Bormann.
Em 1929, Robert Glucksmann definiu turismo na revista Verkehr Und Bader, do
seguinte modo: “a ocupação do espaço por outras pessoas que afluem a um lugar onde não possuem lugar fixo ou residência”.
O conceito formulado por Arthur Bormann é: “o conjunto de viagens cujo objetivo é o prazer, motivos comerciais, ou profissionais ou outros análogos e durante os quais a ausência da residência habitual é temporária. Não é turismo viagens realizadas para deslocar-se para o local de trabalho”.
Com o aumento das atividades turísticas e o aumento de sua receita do ponto de vista internacional, o Comitê de Especialistas de Estatísticas da Liga das Nações propôs,
pela primeira vez, definir turista como a pessoa que “visita um país que não aquele que reside habitualmente por um período de pelo menos 24 horas”, definição essa que foi
adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, tendo acrescentado a ela uma duração máxima de estadia de pelo menos seis meses, aceita por outras organizações internacionais que, no entanto, estenderam o prazo de permanência para até um ano (Theobald, 2001).
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Em 1942, foi estabelecida uma definição de turismo pelos professores Hunziker e Krapf, segundo os q uais o turismo “é o conjunto das relações e fenômenos originados pela deslocação e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que tais deslocações e permanências não sejam utilizadas para o exercício de uma
atividade lucrativa principal, permanente ou temporária” (Cunha, 1997). Essa definição
tem um significado especial por ter sido adotada posteriormente pela Association Internatinale des Esperts Scientifiques du Tourisme (AIEST).
Com o aumento da necessidade de se estabelecer definições que facilitassem o trabalho estatístico em diferentes nações, a ONU realizou em Roma, em 1963, um Congresso sobre Viagens Internacionais e Turismo patrocinado pela União Internacional das Organizações Oficiais de Viagens – IUOTO, em inglês, que é a antecessora da Organização Munidial do Turismo (OMT). Nesssa reunião, recomendou-
se que fosse adotado o termo “visitante”, definindo o turista como “qualquer pessoa que
visita um país que não o de seu local normal de residência, por qualquer motivo que não
seja decorrente de uma ocupação remunerada dentro do país visitado”. Considerando-se,
ainda, duas categorias diferentes de viajantes: os turistas, propriamente ditos, que são os viajantes temporários que permanecem pelo menos 24 horas no país visitado, e cujo objetivo é lazer, ou negócios, família, uma missão ou reunião; e excursionista, os visitantes temporários que permanecem menos de 24 horas no destino visitado e não pernoitam (aqui são incluídos os que viajam em navios de cruzeiro). Desde, essa data, e com várias revisões sendo incluídas, posteriormente, a maioria das nações aceitou essas definições (Theobald, 2001). A definição anterior é parcial, como veremos adiante, pois
exclui os “turistas domésticos” que viajam dentro de seu país nos feriados, férias, ou a
negócios, permanecendo mais de 24 horas numa determinada região.
A definição de visitante adotada pela OMT hoje em dia é a que designa “toda pessoa que se desloca a um lugar diferente de sua moradia habitual, por uma duração inferior a doze meses, e cuja finalidade principal não é exercer uma atividade que se
remunere no lugar visitado”. E da mesma forma permanece a classificação dos viajantes
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visitado uma noite pelo menos) e excursionistas (visitantes que não pernoitam em alojamento coletivo ou privado no lugar visitado).Atualmente, a OMT descreve o
turismo “como as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e estadias em
lugares diferentes do de sua moradia habitual, por um período de tempo contínuo inferior a um ano, com fins de lazer, por negócios ou outros motivos, não relacionados
com o exercício de uma atividade remunerada no lugar visitado”.
A utilização desse conceito amplo permite a identificação do turismo tanto entre países como turismo dentro do próprio país. O turismo se refere a todas as atividades dos visitantes, ou seja, estão incluídos tanto os turistas (visitantes que pernoitam), como os visitantes de um dia (excursionistas).
As estatísticas não devem incluir os visitantes que, juridicamente, não entrem no país (viajantes por via aérea que não abandonem a zona de transição do aeroporto ou
outros casos similares).Os passageiros de barco “em cruzeiro” devem ser considerados como “excursionistas” se seus pernoites se efetuam a bordo do barco e como “turistas”
se utilizam os meios de alojamento do porto de escala, qualquer que seja a duração da estadia.
Assim, baseado no conceito de turismo da OMT e em seu principal objetivo, pode-se considerar que um dos estudos estatísticos mais importantes a ser realizado é o do fluxo internacional de turistas. Pode-se analisar uma amostragem a partir dos anos 2000, até sua última atualização, em 2013:
A OMT categoriza países de economias avançadas e economias emergentes de acordo com o conceito utilizando pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que avalia os países de acordo com seu PIB, a diversificação de sua exportação e seu nível de interação com a economia mundial (UNWTO, 2014).
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As recomendações da ONU e OMT têm como objetivo de dar mais credibilidade às estatísticas de turismo e permitir a sua operacionalidade pela maior parte dos países, em junho de 1991, a OMT e o governo do Canadá organizaram em Ottawa uma Conferência Internacional de Estatística de Viagens e Turismo, que reuniu representantes dos governos na área de turismo em âmbito nacional, a indústria turística de modo geral, os órgãos regionais, nacionais e internacionais de estatísticas. A Conferência adotou um conjunto de resoluções que definiram as necessidades estatísticas da indústria para se conseguir levar a bom termo análises, estudos de mercado, avaliação de desempenho da indústria e formulação de prognósticos (OEA, 1997).
Em fevereiro e março de 1993, na 27ᵅ sessão realizada em Nova York, a Comissão de Estatística das Nações Unidas adotou o informe preparado pela OMT, baseado nas resoluções da Conferência de Ottawa e denominado Recomendações sobre Estatísticas de Turismo. A importância dessas recomendações está em que substituem todos os trabalhos anteriores realizados nesta área e constituem agora as normas das Nações Unidas para definir e classificar as atividades turísticas internas e internacionais.
A ONU e a OMT recomendaram um conjunto de definições e classificações- padrão com o objetivo de facilitar uma maior compreensão do fenômeno do turismo e a realização de comparações válidas entre as nações e diferentes períodos.
A OMT publicou quatro manauis com detalhes sobre as definições padronizadas, classificações e técnicas de mediação para orientar os países interessados na adoção das norams internacionais de coleta, mediação e análise de dados sobre turismo.
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Figura 4: Diagrama Recomendações da ONU/OMT sobre o Turismo Fonte: Organização Mundial de Turismo