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“A OMT, pensando em 2020, em seus estudos estratégicos aponta que o número

de viagens vai triplicar que as viagens de curta distância continuarão sendo a imensa

maioria, que o destino ‘sol e praia’ deverá continuar sendo o segmento mais comercializado”, afirma Carvalho (2009); o autor prossegue dizendo que “quem vender só ‘sol e praia’ vai realmente perder mercado e turista e os diferenciais principais, sem

dúvida serão o ecoturismo, turismo cultural, turismo de aventura, turismo de saúde, de

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O turista não quer mais ser convidado a visitar e contemplar, ele quer participar, quer viver no lugar, quer se emocionar, ter experiências com os destinos que, obviamente, têm que ser ambientalmente corretos. Se tudo der certo, se não tivermos nenhuma crise mundial grave, a receita é a associação de novas técnicas, tecnologias diferenciadas, uma vez que, quem do turismo conseguir dominar a nova tecnologia, vai poder individualizar a oferta a cada cidadão do mundo, que é algo a ser pensado por todos aqueles que trabalham a questão do turismo, sejam do setor público, privado e acadêmico.

Customizar a oferta para esse cliente exigente passa a ser fundamental. A questão da infraestrutura também é importante, como um dos elementos para o desenvolvimento. Não se deve receber turistas onde existe esgoto a céu aberto, ou mesmo onde haja falta de água e de estradas, e nem onde a matéria prima é confundida com produto.

Nas próximas décadas muitas transformações na sociedade serão refletidas e sentidas no setor de viagens e turismo, e as políticas públicas deverão ser pensadas com base nas novas tendências da atividade. Com base em previsões oficiais, a população brasileira estará constituída por aproximadamente 209 milhões de pessoas e o PIB brasileiro estará dobrando até o final de 2020, com US$ 2,6 trilhões de riquezas. As incontestáveis transformações na sociedade acarretarão mudanças cada vez maiores de comportamento nos turistas e no turismo da próxima década segundo a OMT.

Alguns caminhos novos devem ser abertos, tais como a necessidade de organizar mercados flexíveis com transparência nas regras; identificar produtos inovadores; estabelecer a cooperação intra-regional entre os destinos e regiões, setor privado, universidades; buscar agregar produtos complementares (turismo combinado); buscar caminhos para substituir a massificação em decadência; trabalhar e contar cada vez mais com as condições locais, sociais e econômicas, tornar o turismo protagonista nas políticas de desenvolvimento econômico e social.

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Turistas modernos querem conhecer as características locais do destino turístico, vivenciar sua cultura autêntica, ou seja, saber como são sem maquiagem, apostando na tecnologia, na investigação e no desenvolvimento, em formas novas de gerir negócios, segmentos e clientela; na tecnologia como ferramenta a serviço da criatividade permanente; na qualificação de turismo associado à preservação ambiental e responsabilidade social; na necessidade de buscarmos cenários turísticos dignos para o turista e para o cidadão que lá vivem.

É lógico que é muito difícil isso acontecer num país com tanta desigualdade como o Brasil. Mas, no fundo, deve ser o objetivo maior de quem trabalha com o turismo, ou seja, atingir a máxima de que "a cidade boa para o turista é aquela cidade que é boa para o cidadão" - que não necessariamente é o turista. Destaca-se a importância do planejamento turístico com gestão participativa e descentralizada para construção de espaços dignos da vida humana. O setor do turismo deve ser sensível às necessidades da comunidade local e precisa, a longo prazo, ser aceita por ela se quiser manter uma sustentabilidade econômica por um longo período de tempo.

Trata-se de uma perda, o Ministério do Turismo "sepultar" em 2003 o Programa Nacional da Municipalização do Turismo (PNMT) referência em políticas públicas para a OMT, que o idealizou para mercados turísticos emergentes e em desenvolvimento. A publicação pela OMT do excelente Manual para Planejadores Locais, em 1993, foi a origem desse programa inédito na América Latina. Foi a primeira publicação em idioma português na história da OMT e a adaptação para a realidade brasileira foi obra da então Secretaria Nacional de Turismo e Serviços do Ministério da Indústria do Comércio e do Turismo.

O PNMT realizou em mais de 600 municípios brasileiros com potencial turístico de centenas de oficinas de planejamento participativo que ajudaram a conscientizar comunidades locais para a importância da atividade como instrumento para a sua sustentabilidade e capacitar profissionais para inventariar a oferta, estudar demandas e transformar o potencial em produto.

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Foi, talvez, o maior equívoco do Plano Nacional de Turismo (2003-2007) quando, acabou com o PNMT e deu lugar a um programa de regionalização do turismo que como prevíamos jamais tornou-se efetivo.

Num mercado em franca expansão e constante dinamismo, como é o caso do turismo, urge que se esteja a par dos temas que serão os destaques e principais procuras pelos turistas, no contexto global, para os próximos anos. Assim sendo, vê-se elencadas abaixo, as principais megatendências para o turismo global, segundo Carvalho (2009):

i. Turismo Feminino – Uma proposta de turismo a ser analisada em sua particularidade, levando-se em consideração os comportamentos, as emoções e também os papeis sociais e de consumo das mulheres, os movimentos femininos, um universo que deve ser cuidadosamente analisado sob o enfoque de futuros comportamentos, que incluem internacionalmente as viagens, o turismo. Importa que esta atividade no mercado feminino seja aprofundada e seus resultados cada vez mais adequados à realidade.

ii. Turismo associado à técnicas e tecnologias diferenciadas – “(...)

quem do turismo conseguir dominar a nova tecnologia vai poder

individualizar a oferta a cada cidadão do mundo (...).” (Carvalho,

2009).

iii. Infraestutura – tomar cuidados relativos ao local no qual serão

recebidos os turistas, cada vez mais exigentes, essa decisão agrega valor ao destino.

Em do aos pontos sinalizados acima, Carvalho (2009) também aponta outros itens que merecem atenção, tais como: a necessidade de organizar mercados flexíveis com transparência nas regras; identificar produtos inovadores; estabelecer a cooperação

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intrarregional entre os destinos e regiões, setor privado, universidades e buscar agregar produtos complementares (turismo combinado).

Além do exposto, há de se observar também todas as mudanças e transformações pelas quais a sociedade está passando, pois isso pressupõe mudanças nas características e exigências dos turistas também; para a próxima década, é esperado que a média de filhos por família diminua exponencialmente, gerando um quadro de dois filhos por casal, no máximo, com uma realidade mais constante de filhos únicos; tal mudança pressupõe que grandes são as chances de haver um comportamento mais individualista por parte dos turistas, com certas rejeições a grupos.

Ademais, o entretenimento digital cada vez mais presente na vida das pessoas

ensejará “um turismo cada vez mais integrado com a tecnologia digitalizada e máquinas

em todos os ambientes (...). Motivada pela facilidade tecnológica e a pressa, serão

ampliadas as tendências dos turistas fazerem cada vez mais reservas de última hora”, afirma Carvalho (2009) que prossegue dizendo que “a internet será consolidada como

principal fonte de informações, inspirações e aspirações de reserva e venda de viagens”.