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2.4 The benefits of Readers Theatre

2.4.2 The affective benefits of Readers Theatre

Trabalho em Empresas Públicas e Privadas é a subcategoria onde se encontra o maior número de dificuldades da mulher brasileira e fica ainda mais significativo se comparado com o baixo número de dificuldades encontradas nos artigos norte-americanos. A dificuldade se agrava mais para a mulher brasileira

ao se analisar os cargos de chefia. A referência à ocupação desses cargos freqüentemente aparece nas circunstâncias (nos cargos de comando, na chefia) como em 146 a 148:

146. maior presença feminina no mercado de trabalho, as mulheres ainda aparecem em desvantagem ao ocupar o topo nos cargos de comando

147. mulheres são 23% da força de trabalho. Na chefia, a taxa cai para 14%

148. apesar de representar 23% da força de trabalho da indústria, mulheres ocupavam apenas 14% dos cargos de comando em 2004.

Já os dados americanos não mostram a mesma situação pois, além delas serem representadas como tendo conquistado o mercado de trabalho com um número bem menor de dificuldades, elas são representadas como ocupando posições de liderança, o que não foi encontrado nos artigos brasileiros. Isto parece ser mais um indicativo de que a mídia norte-americana analisada constrói um discurso que representa a mulher como já tendo posições consolidadas na sociedade, como mostra a oração relacional em 149, por meio do possuído (top management jobs):

149. Women hold close to a third of top management jobs at Xerox.

Nos 148 artigos norte-americanos foram encontradas 232 referências à liderança da mulher (0,14 %)em comparação com 86 referências (0,072 %)nos 184 brasileiros, como mostra o Quadro 1:

Artigos Norte-Americanos Brasileiros

Número de textos 148 184 Número de palavras 159.284 119.402 Referências à liderança

feminina

232 0,14% 86 0,072 %

Chief No papel de chefe Better world leaders Em cargos de governo Leader(s) Na linha de frente Alguns exemplos

In leadership positions Em cargos de coordenação Quadro 1 – Referências à liderança feminina

Se analisarmos mais detalhadamente os exemplos, veremos que além de quantitativamente superiores, as expressões norte-americanas são realizadas sistemicamente de forma qualitativa diferente, como mostram os exemplos a seguir, onde os artigos brasileiros realizam as referências sobre liderança por

meio de circunstâncias de processos relacionais, existenciais e materiais com polaridade negativa (150 a 154), sugerindo que as mulheres ocupam temporariamente cargos de liderança, mas não são efetivamente líderes, enquanto nos artigos norte-americanos as escolhas sugerem que as mulheres adquiriram posições permanentes de líderes e chefes, pois as referências à liderança são atributos de processos relacionais (155 a 159) ou atributos de

processos materiais (160 e 161) ou ainda, estão incorporadas em nominalizações (162 a 164), escolha lexical que conceitualiza a afirmação

transformando-a em um fato, tornando difícil a discussão da questão:

150. a discrepância é um reflexo do estreito número de mulheres em cargos de chefias no Brasil.

151. prevalência de gênero no comando dos negócios no Brasil: apenas 2% da lista têm mulheres em postos de presidência.

152. Voltamos ao ponto de partida: de novo, uma cultura que não permite muitas mulheres em postos de comando sinaliza que as tarefas domésticas continuam as mesmas para o sexo feminino.

153. Na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) não há mulheres nos cargos de direção.

154. Houve uma lenta evolução da mulher no papel de chefe e da participação no mundo público.

Do you think women are better world leaders because

155. women are better world leaders because most women have maternal instincts, and are, therefore, more caring about people's problems

156. Awards given to women who are leaders in the New York media and communications business

157. In San Francisco, women are in charge of the public's safety

158. women are poised to be the next generation of leaders in their fields—whether it 's sports, business, finance, politics or the arts.

159. In Maine, women lead the Senate's Democratic

160. We have a chance to see what women do when they wield real power 161. collaborative and practical approach he gets from his women chiefs. 162. Both Britain and now Germany have had women leaders.

163. Women have made great strides in the executive suite — three of the six biggest studios have a female chairman

De acordo com artigo intitulado ‘When women lead’ (Quando mulheres lideram), da revista Newsweek de 24 de outubro de 2005, retirado do corpus da pesquisa:

‘It has been about 30 years since women first started entering the workplace in large numbers. There is now a critical mass of women in leadership positions. It's a good time to see how they've changed the workplace as they've climbed the ladder. Do women lead differently than men? The conventional wisdom is that they are more intuitive, more collaborative.’

mulher não apenas conquistou o mercado de trabalho mas, mais do que isto, é representada como ocupando posições de liderança. Um outro ponto importante que este artigo aborda é que a mulher traz mudanças para a cultura do trabalho. Isso também foi observado por Rago (2004:35) quando aponta que a revolução feminista não só provocou o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, mas também começou a feminizar a existência social com práticas e olhares diferenciados. Este modo feminino aparece em algumas ocorrências, como mostram os exemplos a seguir:

164. A New Team in Town in San Francisco, women are in charge of the public's safety — and they're doing the job their own way,

165. It's not that women are less effective or productive — they just have different priorities

166. where women make up a significant percentage of government, they tend to hold priorities that are different from men's.

167. women are better world leaders because most women have maternal instincts, and are, therefore, more caring about people's problems

168. Men make decisions that result in their making more money. On the other hand,

women make decisions that earn them better lives (e.g., more family and friend

time).

169. women prioritized flexibility, fulfillment, autonomy and safety.

170. She says women aren't more competitive than men, but that they compete differently

171. women bring important qualities to leadership.

172. Women bring a "different style" to political leadership, she notes. "We tend to be more sensitive to issues of the family and issues of the community."

173. Mulher tem mais paciência para buscar meios mais seguros de realizar um serviço.

5. A Construção da Representação da Mulher no Discurso

No primeiro item da análise foi discutido como a mídia constrói o discurso sobre a mulher em termos de Avanços e Dificuldades; no segundo e terceiro foram analisados os tipos de avanços e dificuldades mais freqüentes a partir dos processos, seus participantes e circunstâncias, o que levou à subdivisão e análise individual das subcategorias referentes ao trabalho da mulher e suas outras áreas de atuação. No quarto item foram apresentadas duas outras formas encontradas de representar os avanços e dificuldades da mulher. Continuando a análise com base no sistema de transitividade, serão sistematizadas e comparadas as categorias Avanços e Dificuldades da mulher brasileira e norte-americana no conjunto das subcategorias, mostrando como os escritores constroem na linguagem suas imagens mentais da realidade e como

explicam suas experiências do mundo externo e interno (Halliday, 1994:106). É importante lembrar que para Halliday (1994:106) a metafunção ideacional – realização da variável de registro campo – tem na oração a representação do mundo e a representação do significado na oração está relacionada com o Sistema de Transitividade, sendo os processos o seu núcleo e aqueles que determinam como os participantes são nomeados.

Assim, a análise de cada processo, com seus participantes e circunstâncias em cada uma das ocorrências das categorias Avanços e Dificuldades, tendo mulheres, mulher, women e woman como agentes, portadores, identificados, experienciadores, comportantes, dizentes, existentes ou pacientes nos casos de Voz Passiva, levou aos resultados apresentados no Gráfico 1. A Voz Passiva foi analisada separadamente dos outros processos pois, quando ela ocorreu, a mulher foi representada como paciente e não desencadeadora do processo.

Gráfico 1 – Porcentagem dos Processos nos Avanços e Dificuldades das Mulheres /

Women 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Avanços Mulheres Dificuldades Mulheres Avanços Women Dificuldades Women Material Relacional Mental Verbal Comportamental Existencial Voz Passiva

O processo mais freqüente foi o material, que corresponde ao fazer, mostrando que as mulheres são representadas como atuando no mercado de trabalho e na sociedade em geral ‘fazendo’ muitas coisas, conquistando um espaço de maior igualdade em relação ao homem e tentando construir sua realidade por meio de ações materiais (pulverizar, ocupar), como em 175 e 176:

174. Mulheres vão simplesmente pulverizar a tão comentada diferença salarial em relação a homens

175. Mulheres já ocupam mais de 30% das cadeiras em 20 câmaras de deputados do mundo.

Ficou evidenciado que há duas formas de representar a mulher em um processo de mudança marcadas no auxiliar: uma delas, em 177, com começam e outra, em 178, com o progressivo:

176. mulheres começam a invadir esse espaço 177. Mulheres assumindo poder político

Há uma representação da mulher enfatizando algo já conquistado, mostrando estabilidade, como em 179, 180 e 181, com o uso do tempo no presente. É importante salientar, também, a grande quantidade de processos que representam luta:

178. mulheres conquistam cargos antes restritos aos homens. 179. Mulheres dominam universidades nos EUA.

180. Mulheres lideram (nos projetos)

Esses processos materiais sugerem uma representação das mulheres tentando ir contra o anteriormente estabelecido; por meio dos processos materiais invadir, assumindo, conquistam, dominam, lideram, processos associados à atividades de guerra, elas são representadas como guerreiras ou ativistas lutando para conquistar melhores posições em um contexto de reestruturação da sociedade. Os objetos de suas conquistas, ou seja, as metas dos processos, são cargos, universidades, projetos e poder político.

Nos artigos americanos predomina a representação do estado atual com algo já conquistado, mostrando o que as mulheres já alcançaram. A conquista aparece mais freqüentemente como já realizada, como ilustram 182 por meio das circunstâncias de tempo ever e before, e, 183 pela circunstância de modo (grau) how atuando no estágio de tempo do grupo verbal have progressed:

181. dean of the Center for Hospitality, Tourism at NYU, said women have more money and freedom than they've ever had before

182. To get a sense of how women have progressed in science, take a quick tour of the physics department at

A escolha do identificador positivo succeeding, no exemplo 184, também sugere que as mulheres norte-americanas são representadas como tendo

conquistado posições mais avançadas, uma vez que elas já são bem sucedidas nestas posições em um mundo masculino:

183. because women succeeding in a man's world is fairly new territory—especially for race-car driving

Quanto a dificuldades, um grande número mencionado é realizado por processos relacionais muitas vezes seguidos por atributos negativos, construindo uma representação das dificuldades da mulher na ordem do ser :

184. as mulheres permanecem esquecidas ou pouco visíveis no sistema científico 185. As mulheres pobres estão mais expostas, porque não têm escolha

186. Women are afraid to negotiate. A man is more likely to negotiate for his salary than a woman.

187. the idea that women are innately less suited to mathematical science is deeply ingrained in our cultural genes.

Outras vezes, é construída uma representação negativa por meio de processos relacionais seguidos de identificadores negativos:

188. as mulheres são minoria em cargos de direção de centros e institutos de pesquisa

Foram encontrados também processos relacionais possessivos, como nos exemplos 190 e 191, representando a mulher como tendo menos que o homem:

189. as mulheres têm remuneração 30% menor

190. Mulheres têm menor disponibilidade para se dedicar integralmente ao trabalho

É importante notar que a Voz Passiva só aparece nos artigos norte- americanos, ou seja, com women e woman, representando uma porcentagem alta das dificuldades: 13%. Nesses casos, a mulher passa a ser aquela que sofre a ação, ou seja, ela é representada como ocupando posição subordinada ou não igualitária:

191. American women are kept from growing to their full human capacities

192. women are being filtered out of high-level science, math and engineering jobs in the United States

Dificuldades sugerem que, apesar de usar atributos negativos ou formas passivas para representar a mulher, a mídia analisada neste estudo também tenta enaltecer suas conquistas, mesmo quando está mostrando o contrário; como em 194, onde mulheres mencionadas ganharam (made) menos dinheiro e receberam (received) menos recursos que seus colegas homens, mas no entanto não deixaram de ganhar, ou no exemplo 195, ao mostrar que mulheres, mesmo que em menor quantidade, também alcançam altos cargos:

193. IT issued a report which showed that women professors made less money and

received fewer research resources than their male colleagues.

194. fewer women than men reach top university science jobs.

Em resumo, como se pode ver no Gráfico 1, na categoria Avanços, os artigos brasileiros analisados neste estudo, ao construírem uma representação da mulher, se utilizam principalmente de processos materiais para mostrar uma mulher guerreira que está conquistando posições na sociedade por meio de suas atuações. Já para representar as dificuldades, o uso dos materiais apesar de ainda alto é menor; aumenta o número de relacionais representando uma mulher com dificuldades na ordem do ser e do ter. Aparecem também processos mentais, em geral desiderativos ou perceptivos, representando uma mulher que deseja subir na carreira ou que sofre pressões. Há um número menor de existenciais, nesse caso representando as mulheres como pouco existentes em alguns setores. Por fim, um número pequeno de verbais, representando-a como alguém que, apesar das dificuldades, está pleiteando por seus direitos.

Na categoria Avanços, os artigos norte-americanos representados no corpus deste estudo também constroem uma representação da mulher pelo uso de processos materiais, aquela que atua na sociedade e já tendo alcançado posições de destaque. Já em relação às dificuldades, a freqüência do uso de relacionais supera os materiais representando a mulher com questões na ordem do ser. Há também um aumento do uso da Voz Passiva, construindo uma representação de mulher ocupando posições subordinadas. Pode-se ver um número menor de processos mentais desiderativos representando a mulher como experienciadora de desejos considerados como um mau investimento. Ainda há um baixo número de verbais, representando-as como dizentes.

Há que se notar que, em se tratando de avanços, tanto nos artigos brasileiros como nos norte-americanos, predomina o uso de processos materiais ou relacionais para representar a mulher, porém, quando se trata de dificuldades, há um aumento dos outros processos.

A partir da transitividade, os processos foram analisados nas categorias Avanços e Dificuldades. Será discutido agora como os processos são realizados em cada subcategoria. Os resultados estão resumidos nos Gráficos 2 a 5; as brasileiras em 2 e 3 e as norte-americanas em 4 e 5.

Gráfico 2 – Porcentagem dos Processos nos Avanços – Artigos Brasileiros (Mulheres / Mulher) 0 5 10 15 20 25

Em Aca Pol Esp Arm Do Fi VP Es

Material Relacional Mental Verbal Comportamental Existencial Voz Passiva

Gráfico 3 – Porcentagem dos Processos nas Dificuldades – Artigos Brasileiros (Mulheres / Mulher) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

Em Aca Pol Esp Arm Do Fi VP Es

Material Relacional Mental Verbal Comportamental Existencial Voz Passiva Em – Empresas Aca – Academia Pol – Política Esp – Esporte

Arm – Forças Armadas Do – Assuntos Domésticos Fi – Finanças

VP – Vida Pessoal Es – Estudos

Gráfico 4 – Porcentagem dos Processos nos Avanços – Artigos Norte-Americanos (Women / Woman) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

Em Aca Pol Esp Arm Do Fi VP Es

Material Relacional Mental Verbal Comportamental Existencial Voz Passiva

Gráfico 5 – Porcentagem dos Processos nas Dificuldades – Artigos Norte-Americanos (Women / Woman) 0 2 4 6 8 10 12 14 16

Em Aca Pol Esp Arm Do Fi VP Es

Material Relacional Mental Verbal Comportamental Existencial Voz Passiva Em – Empresas Aca – Academia Pol – Política Esp – Esporte

Arm – Forças Armadas Do – Assuntos Domésticos Fi – Finanças

VP – Vida Pessoal Es – Estudos

Comparando-se os quatro gráficos pode-se ver que, no geral, há um predomínio de processos materiais. Nos artigos brasileiros eles se evidenciam nos avanços e dificuldades, enquanto nos norte-americanos, apesar de ainda manterem uma alta freqüência nos avanços, eles diminuem nas dificuldades, onde os relacionais aumentam.

Pelo Gráfico 2 pode-se perceber que as maiores porcentagens de processos materiais representam os avanços das brasileiras, principalmente nas subcategorias Política, Empresas, Esporte e Forças Armadas; neste sentido, a mulher brasileira é representada como ‘fazendo’ mais do que a norte- americana, talvez na tentativa de conseguir alcançar um espaço que a norte- americana parece já ter alcançado. Em se tratando das norte-americanas, o maior número de ocorrências de processo material nos avanços encontra-se nas subcategorias Política, Empresas, Vida Pessoal, Forças Armadas, Esportes e Finanças.

Na subcategoria Estudos, mesmo nos avanços, tanto a brasileira como a norte-americana são mais representadas por processos relacionais, o que contraria a tendência das outras subcategorias.

Resumindo a representação das dificuldades das brasileiras, pode-se perceber que a porcentagem dos processos materiais é alta na subcategoria Empresas. Nas subcategorias Assuntos Domésticos, Finanças e Vida Pessoal, a ocorrência de processos materiais nas dificuldades é alta, subcategorias que apresentam uma baixa ocorrência destes processos nos avanços. Talvez isto aconteça por serem áreas onde a mulher brasileira encontra mais dificuldades, precisando, então, atuar mais para poder conquistar mais espaços.

Há um aumento na porcentagem de processos relacionais nas dificuldades da mulher brasileira, Gráfico 3, não chegando a superar os materiais, mas confirmando que a mulher tende a ser representada por meio de processos materiais em seus avanços e relacionais em suas dificuldades.

Nos artigos norte-americanos, Gráficos 4 e 5, também fica bem evidente a tendência de representar a mulher por meio de processos materiais nos avanços e relacionais nas dificuldades.

Na representação das dificuldades, a variação dos processos fica maior de forma geral em ambos os casos. Os dois grupos são representados com

muitas dificuldades nas subcategorias Finanças e Vida Pessoal; a brasileira como tendo maior dificuldade nos Assuntos Domésticos, e a norte-americana, na Academia. Exatamente nessas áreas, elas são representadas por meio de outros processos como mentais, verbais, existenciais e comportamentais, tanto na categoria Dificuldades como na Avanços.

Nos Assuntos Domésticos, avanços ou dificuldades da mulher norte- americana são muito pouco mencionados.

As dificuldades da mulher norte-americana nas subcategorias Academia e Vida Pessoal são representadas por meio da voz passiva.

Podemos então dizer, resumidamente, que na mídia analisada a mulher é representada:

• Em termos de Avanços e Dificuldades

• Nos avanços, na ordem do fazer e nas dificuldades, na ordem do ser • As norte-americanas com posições mais consolidadas, chegando a

níveis de liderança

• As brasileiras, conquistando posições mas, ainda, com dificuldades em cargos de comando

• Nas conquistas, ambas como sendo “a primeira mulher a....” • Ambas com grandes avanços na Política

• Ambas com dificuldades na Vida Pessoal e Finanças

• A norte-americana com dificuldades principalmente na Academia • A brasileira com dificuldades principalmente nos Assuntos

Domésticos, enquanto que a norte-americana é representada como praticamente não tendo questões nesta área

• As circunstâncias, na maior parte das vezes, contextualizam os locais de trabalho e cargos ocupados

Este capítulo analisou os artigos da mídia brasileira e norte-americana que constituem o corpus desta pesquisa, a partir do Sistema de Transitividade desenvolvido pela Lingüística Sistêmico-Funcional, e discutiu como se dá a construção da representação da mulher no discurso da mídia estudada. A seguir, serão apresentadas as considerações finais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho teve como objetivo investigar as representações da mulher profissional brasileira e norte-americana construídas pela mídia pesquisada, procurando compreender como o discurso pode interferir na construção das identidades das mulheres. Para isto, nortearam este estudo as seguintes perguntas:

• Como a mídia impressa brasileira e norte-americana analisadas neste estudo constroem a representação da mulher em seu discurso?

• Que ações são atribuídas às mulheres e que circunstâncias são construídas para estas ações?

• Quais são as diferenças e semelhanças entre a construção da representação da mulher brasileira e norte-americana de acordo com a mídia analisada neste estudo?

• A partir de uma análise das representações, qual o tipo de identidade que essas representações ajudam a construir?

Uma vez que o objetivo do trabalho foi investigar representações, partiu- se de Halliday (1994:101) quando aponta que a gramática representa padrões de experiência, tornando possível ao ser humano construir um quadro mental da realidade. Fairclough (1995:52; 2001:48) enfatiza que a representação corresponde à função ideacional de Halliday, sendo “a transitividade, o aspecto da gramática da oração relacionado ao seu significado ideacional, isto é, o modo como representa a realidade”. Assim, para poder estudar as