5. Hvordan kan sykepleier, som arbeider på legevakt, observere og vurdere symptomer
5.1 Sykepleiers observasjon av barn på legevakt
O quadro de participantes da pesquisa foi definido a partir dos conceitos de Comunidade de Destino, Colônia e Redes extraídos Meihy e Holanda (2007), que se hierarquizam de maneira combinada seguindo um critério decrescente do mais amplo para o mais específico.
A Comunidade de Destino, aquela sobre a qual se pretende obter conhecimento, compreende a clientela do ensino técnico, ou seja, toda a população para a qual esta modalidade de ensino é direcionada, aqueles que se relacionam com o
ensino técnico por terem o cursado ou, simplesmente, por terem nele uma possibilidade de formação.
A Colônia, parcela da Comunidade de Destino sobre a qual se pretende obter conhecimento, é definida por indivíduos que cursaram o ensino técnico em instituições privadas não gratuitas e situadas no Estado de São Paulo. Considerando que todos os trabalhos encontrados sobre algum aspecto da trajetória ou do projeto educacional e profissional de alunos e/ou egressos do ensino técnico de nível médio tinham como sujeitos alunos e/ou egressos de instituições públicas ou de instituições privadas que oferecem cursos técnicos gratuitamente e/ou, quando há cobrança para frequência no curso, tratam-se de instituições de grande tradição e prestígio nesta modalidade de ensino, como é o caso das instituições do “Sistema S”, a opção do presente estudo é acessar a história oral dos egressos de instituições privadas, pagas e que não gozam de grande prestígio por entender-se que são estas histórias que necessitam ser contadas.
A Colônia ainda é delimitada pela idade dos egressos, que varia entre 30 e 50 anos de idade. Esta faixa etária parece concentrar egressos que, em sua maioria, têm uma trajetória profissional de mais de 10 anos e que se encontram profissionalmente ativos. Outra característica da colônia é a residência dos egressos estar situada na região da Grande São Paulo. A faixa etária e o local de residência que delimitam a Colônia também representa a maioria dos egressos que tiveram minhas percepções sobre suas trajetórias relatadas.
Apesar de o objetivo do presente trabalho ser identificar influências do ensino técnico sobre as trajetórias ocupacionais e educacionais de sua clientela, os colaboradores entrevistados foram egressos desta modalidade de ensino, visto que estes necessariamente vivenciaram contingências e sofrem o impacto do ensino técnico sobre suas trajetórias.
As Redes26, grupos de membros da Colônia com características distintas, foram delimitadas por 2 critérios: a idade de ingresso no curso técnico e eixo tecnológico27 do curso técnico frequentado.
Quanto ao primeiro critério a ser adotado para a formação das Redes, a escolha dos egressos foi determinada pela idade que estes tinham quando do ingresso no ensino técnico. Considerando que a idade prevista para ingresso no ensino médio encontra-se entre 14 e 15 anos de idade, caso o ensino fundamental tenha sido iniciado na idade entendida como adequada e não haja interrupções nos estudos ou reprovações, e que, consequentemente, a idade prevista para o término do ensino médio deve estar entre os 17 e os 18 anos, a seleção dos egressos para as diferentes redes obedeceu à seguinte delimitação:
• egressos que realizaram o ensino médio em concomitância com o ensino técnico, ingressando com idade entre 14 e 15 anos;
• egressos que realizaram o ensino técnico até 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio, ou seja, que ingressaram no ensino técnico entre 17 e 23 anos de idade;
• egressos que realizaram o ensino técnico depois de mais de 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio, ou seja, que ingressaram no ensino técnico após os 24 anos.
26 Nesta pesquisa, as redes são compostas de um único membro cada para que fosse possível a formação de diferentes redes dentro dos recursos do presente trabalho. Em trabalhos posteriores, novos membros podem ser entrevistados para as redes aqui definidas e até mesmo serem criadas novas redes pelo desmembramento dos dois critérios definidos para as redes.
27 A princípio, foi planejado que as redes fossem compostas por egressos que frequentaram cursos técnicos voltados para diferentes setores da economia. Porém, como o estudo de Trevisan e Veloso (2007) revela, um curso técnico que tinha seus egressos absorvidos por um setor da economia em um momento, posteriormente passava a ter a maioria de seus egressos absorvidos por outro setor. No caso do estudo de Trevisan e Veloso (2007), os egressos do curso técnico em Eletrônica ingressavam predominantemente no mercado de trabalho no setor industrial até o ano 2000 e passaram a ingressar em sua maioria no setor de serviços no período subsequente. Sendo assim, evidencia-se que não é o título do curso que determina o setor da economia que absorverá mais egressos, mas sim o panorama econômico.
O segundo critério para a constituição das Redes envolve o eixo tecnológico em que se enquadram os cursos frequentados pelos egressos, conforme relação do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio: Tabela de Convergência (Brasil, 2012a). Tal critério justifica-se pelos diferentes eixos tecnológicos guardarem diferentes relações com o desenvolvimento da economia do país, o que deve influenciar as trajetórias dos egressos nos seus diferentes momentos de formas diversas.
Considerando os dois critérios estabelecidos, os colaboradores estão distribuídos em 3 redes, uma em cada categoria de idade de ingresso no ensino técnico. Cada rede conta com colaboradores que frequentaram cursos técnicos de diferentes eixos tecnológicos.
A Tabela 5.1 mostra a composição das Redes segundo seus critérios e características dos colaboradores.
Tabela 5.1 - Composição das Redes
Rede 1 Rede 2 Rede 328
Número de colaboradores
1 1 1
Eixo Tecnológico Segurança Controle Processos e
Industriais
Gestão e Negócios (primeiro curso)
Produção Cultural e Design (segundo curso)
Curso Técnico frequentado
Segurança do
Trabalho Eletrônica Contabilidade e Teatro 29
Idade quando da realização da
entrevista
39 anos 36 anos 50 anos
Idade quando do ingresso no curso técnico Mais de 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio (33 anos)
Até 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio (23 anos)
Concomitantemente com o ensino médio na idade prevista (14 anos, primeiro curso)
Até 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio (19 anos, segundo curso)
28
Como este colaborador concluiu dois cursos técnicos, foi considerado o primeiro curso frequentado para classificação em uma Rede.
Considerando os dois cursos concluídos, o colaborador é egresso do eixo tecnológico “Gestão e Negócios” e do eixo tecnológico “Produção Cultural e Design”. Quanto à idade de ingresso no curso técnico, este colaborador ingressou no primeiro curso técnico concomitantemente com o ensino médio logo após a conclusão do ensino fundamental e, no segundo curso, dois anos depois de concluir o ensino médio. Isso permitiria que o colaborador fosse também incluído na Rede 2, pela idade de ingresso no ensino técnico no segundo curso em um eixo tecnológico diferente do colaborador que compõe esta rede, ou que fosse criada uma nova Rede para ele, delimitada pela idade de ingresso até 5 anos após a idade prevista para o término do ensino médio e por um outro eixo tecnológico diferente das Redes 1 e 2.
Porém, optou-se por analisar sua trajetória dentro de uma única Rede, o que não exclui a comparação da idade com a qual o colaborador ingressou no segundo curso com as obtidas na Rede 2 nem a consideração de possíveis diferenças entre os outros eixos temáticos.
29 Corresponde ao curso de Arte Dramática na relação do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio, edição 2012.
As redes tiveram como pontos de partida egressos já conhecidos. As indicações de colaboradores foram feitas, prioritariamente, por outros egressos, considerando que, dentro da metodologia da História Oral, torna-se importante valorizar os argumentos daqueles que foram expostos às circunstâncias que delimitam a comunidade de destino de forma que esta possa construir sua própria memória. Também parece mais pertinente que as indicações partam dos egressos conhecidos, já que foram estes que originaram o presente projeto. Além disso, a possibilidade de os colaboradores serem indicados por instituições como sindicatos e colégios foi descartada considerando que o contato por meio de instituições pode interferir na disposição para a participação e até afetar a qualidade do relato verbal, como aconteceu no trabalho de Ferretti (1987), problema que também é reconhecido na bibliografia de História Oral. Sendo o relato verbal um comportamento que deve estar sob controle de estímulos discriminativos relacionados ao evento de interesse do pesquisador, procura-se, no presente estudo, evitar que este relato fique sob controle daquilo que o colaborador pode esperar como consequência das instituições que intermediaram o contato.
Alguns cuidados foram tomados para evitar a provável tendência de pessoas indicarem egressos que exercem a profissão de técnico, já que estas são aquelas de quem costumamos conhecer tal histórico. Um cuidado importante foi o esclarecimento ao egresso conhecido de que os colaboradores deveriam ser egressos do ensino técnico que exerceram ou não atividades na área de formação técnica.