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KAPITTEL 6 DRØFTING AV FUNN

6.2 Sykepleiernes opplevelse i lys av de fire prinsippers etikk

mais experiência, com capacitação e supervisão específica, para atuar principalmente na comunidade e na rede de atenção básica

No que diz respeito à implantação de grupos de suporte facilitados por usuários para atuar na comunidade, em especial na atenção básica, a IV Conferência, com a sua prioridade à intersetorialidade privilegiou atenção em vários setores. A saber: 1) Redes intersetoriais e sociais; 2) Educação; 3) Estratégia Saúde da Família; 4) Cotidiano dos serviços e fortalecimento do protagonismo dos atores.

Sobre a criação de redes intersetoriais, os itens 178, 179 e 180 já foram citados na discussão sobre a criação de fundos públicos para financiamento de pequenos projetos autônomos de associações de usuários e familiares.

No que diz respeito à Educação, o relatório da IVCNSM, na pág 48, delibera no item 200. “Criar agentes multiplicadores acerca da temática de saúde mental, nos setores de educação e assistência social.” E no item 201. “Garantir políticas que promovam formação em controle e integração social visando à atuação em rede e o fortalecimento do apoio matricial.”

Na realidade do Pará, entre 2007 e 2010, segundo a fala do Coordenador de saúde mental, quando perguntado sobre esse processo de ajuda e suporte mútuos facilitados por lideranças de usuários em processos mais avançados de recuperação para atuar principalmente na comunidade e na rede de atenção básica, “V responde: “Sempre teve esse processo. Eu percebi muito isso, aqui mesmo no CAPS que eu estou há o que se chama de parceiros do CAPS, usuários que estão de alta e que retornam pra coordenar oficinas.”

Esta fala é corroborada pelo Diretor da 1ª RPS, L quando afirma que “Todos os

pessoas voltavam pra dar relato de experiência “olha como eu fiquei bem” e isso dava estímulo pra que as pessoas continuassem acreditando no serviço” e também pela

Diretora do CAPs renascer:

[...]Olha, isso aconteceu. Tem a experiência de uma senhora que fez o tratamento, eu acho que de uns dois anos no CAPS e quando ela saiu continuou dando apoio pros usuários que continuavam, então ela reunia na casa dela, ela formou um grupo de dança folclórica, então as pessoas se aproximaram muito. E através do conselho gestor as pessoas se aproximaram. As pessoas que participaram do conselho gestor, elas também eram pessoas que foram monitora depois de oficinas terapêuticas ou então que acompanharam outros usuários pra irem fazer um curso em outro lugar no curro velho ou em alguma igreja[...](M, Diretora do CAPS Renascer, Gestora, 2012). Quando perguntado sobre este assunto, o diretor do Hospital de Clínicas afirmou desconhecer quaisquer iniciativas nesse sentido que estivessem ocorrendo no momento.

As falas dos membros dos MLA vão em uma direção bem diferente das falas dos gestores neste quesito.

Por exemplo, para B:

[...]A gente começou a fazer uma discussão a partir da realidade aqui da casa A.D em 2010, mas não houve uma compreensão da equipe neste setor álcool e outras drogas pra estar construindo com a própria comunidade, mas entre os usuários existe uma real demanda. Por exemplo, dentro da executiva do movimento, tem um usuário que tem essa demanda, de estar contribuindo com a sua experiência e no processo de conferência estadual de conferência a gente sentiu essa necessidade e tentou, mas não conseguiu ter fôlego pra manter essa proximidade depois, mas tem demanda pra isso (B, Diretora Executiva do Movimento Paraense da Luta Antimanicomial,[...] Movimento Social – Trabalhadora CAPS municipal ad –Belém, 2012).

Um dado interessante é a dificuldade da equipe para compreender a necessidade de se construir com a comunidade, apesar de reconhecer a real demanda entre os usuários. Mais uma vez fica clara a necessidade expressa de capacitação e formação permanente das equipes que trabalham com saúde mental, inclusive que possam contar com o dispositivo de supervisão clínico-institucional.

Sobre este assunto, o relatório da IVCNSM é claro quando fala sobre Educação Permanente. No artigo 221 determina Promover, nas três esferas de governo, a educação permanente em saúde mental para os profissionais de saúde, educação, cultura, arte, esporte, lazer, previdência e assistência social, objetivando a articulação da rede de

proteção social e promoção de ações de integração junto à comunidade e no 222. Garantir acesso e liberação para acompanhar as atividades de educação permanente de todos os trabalhadores da rede de serviços. Há outros itens abordando o assunto, mas o enfoque aqui é o usuário e sua relação com a comunidade, portanto, não será aprofundada a discussão neste momento.

Quando perguntada sobre esta relação com a comunidade, Liderança do movimento, categoria usuária A, em uma fala expressando angústia e revolta declarou:

[...]Olha, isso aí eu dei a ideia e queria fazer aqui, mas botaram dificuldade porque tinha que fazer crachá e me barraram. Fui lá com a Dra. B e com o movimento, mas ficou por isso mesmo. Cada CAPS tem o seu sistema. Eu sei que o que o V está vai deixar, o da Dra. B também, mas nem todos. (A; Diretora Executiva do Movimento Paraense da Luta Antimanicomial[...] Movimento Social – Usuária CAPS municipal- Belém, 2012).

A fala de A é a fala de quem tem o seu conhecimento negado, de quem é tratado como objeto e não como um sujeito capaz de produzir transformações sociais a partir de suas próprias experiências. Vale ressaltar que o CAPS que a usuária tem algum vínculo, mesmo que de alta é um CAPS municipal.

Quando perguntado sobre o mesmo assunto, S, Liderança do movimento, categoria usuário S afirma:

[...]Olha, no CAPS Renascer tem o paciente que pega alta e volta pra ajudar, vira colaboradora. Eu estou lutando com a atual gestão do Grão-Pará pra introduzir isso. Eu disse que coisa boa a gente tem que copiar. Estou batendo nisso em reunião do conselho. Vou te dar um exemplo, a AC, que está em alta do Grão-Pará, mas participa ao mesmo tempo do grupo de dança do CAPS, do teatro e ainda está militando. Tem o A está em alta da casa mental e chegou junto da gente e hoje está diretor atuante. E tem outros exemplos também, uma paciente do CAPS Ananindeua, que diz que hoje é MLA[...] (S; Diretor Executivo do Movimento Paraense da Luta Antimanicomial Movimento Social – Usuário CAPS

estadual Grão-Pará – Belém, 2012).

Neste caso o que chama a atenção são as falas dos usuários que vão de encontro à fala, por exemplo do diretor da 1ª RPS, que afirmou que este sistema dos usuários saírem de alta retornarem para colaborar com o serviço através de sua experiência com a comunidade já estava funcionado. Porém, convém lembrar que A se refere a uma experiência em um CAPS municipal, ou seja, fora da área de gestão estadual e que S se

refere a uma dificuldade atual, ou seja, de 2012. O usuário afirma estar “lutando com a atual gestão do Grão-Pará” para a introdução de uma experiência bem sucedida do CAPS Renascer, que foi o que foi citado tanto por V, quanto por M.

Todas essas ações, segundo a IV Conferência têm relação com a Estratégia Saúde da Família, no sentido de “Fortalecer as ações de saúde mental com a Estratégia Saúde da Família, através da intersetorialidade com Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS) e “Criar fórum intersetorial anual que promova a discussão dos assuntos relacionados à inclusão e reinserção do cidadão portador de sofrimento mental na Estratégia de Saúde da Família.”

No que diz respeito ao cotidiano dos serviços e fortalecimento do protagonismo dos atores, essa ações, segundo o relatório da IV CNSM (p. 64) tem como objetivo “Identificar e valorizar o saber popular em nível regional e local com o objetivo de agregar conhecimentos no tratamento em saúde mental” ; “ Realizar eventos, palestras, oficinas e encontros para a comunidade e famílias, visando o esclarecimento e a orientação sobre transtornos mentais, formas de tratamento e “quebra” de preconceito”;

“Promover a participação de usuários como facilitadores de cursos e oficinas que tenham por objetivo favorecer a visão sobre as pessoas com sofrimento psíquico, sua autoestima e desempenho ocupacional.”

Outros objetivos desta relação usuários em processos mais avançados e comunidade, trata-se, ainda, de: promover e estimular o trabalho em rede com equipes multiprofissionais e atuação transdisciplinar; ampliar o apoio matricial; potencializar a missão dos CAPS no território; e de fortalecer as ações e o cuidado no território, através de espaços, estratégias, e dispositivos diversos, valorizando as potencialidades dos usuários e considerando a cultura local, para viabilizar o acompanhamento dos usuários de forma itinerante.

Para encerrar este item, em paralelo é fundamental fomentar a implementação da Política Nacional de Humanização diretrizes e dispositivos na saúde mental e atenção básica, e implantar o acolhimento como diretriz nos serviços de saúde, destacando a atenção às questões de saúde mental, e garantindo porta aberta para entrada nos serviços em saúde mental.

De modo especial, segundo o relatório da IVCNSM (p. 67) essas diretrizes implicam qualificar os espaços de atenção em saúde mental com o desenvolvimento de

educação permanente dos profissionais de saúde, promovendo o diálogo entre o saber acadêmico e o saber popular.

5.1.8 Sobre experimentação e implantação de dispositivos variados de apoio à